Filha de 15 anos tem um namorado

O 15 veio na capa da Caras, a propósito da princesa Charlotte Casiraghi do Mónaco, que namora Gad Elmaleh, um ator de 40 anos de idade. A bela filha de Carolina tem 25 anos e o seu romance está a provocar uma perseguição enorme por parte de paparazzis. Por isso, a nobreza monegasca põe ao… Minha linda menina, minha filha querida. Como é viva e presente a memória do mágico momento em que pela primeira vez segurei você nos meus braços, tão pequena e frágil, há quinze anos. Com o tempo você se transformou nessa linda jovem, forte, corajosa, de quem todos os dias eu me orgulho tanto. Minha querida filha, tem sido um privilégio inexplicável ser sua mãe durante esses ... Há 3 anos a questão não é aceitar e sim vc acompanhar mais a sua filha e ser mais amiga dela, ela simplesmente achou alguém que dessa uma atenção e prazer de forma despreparada a ela, um dia crescemos e tomamos rumos na vida, mas dentro do tempo certo e não tão precoce. Olá, boa tarde! Tenho uma filha de 10 anos chamada Gabriela. Ela tem um certo medo de tomar banho sozinha (mas isso é na nossa casa, na casa da minha mãe ela toma) e só dorme com a minha presença. Quando ela vai tomar banho me chama ou o pai, para ficar na porta do banheiro junto com ela. Todos que tem a oportunidade de conhecer você podem sentir-se privilegiados. Tenha um ano muito abençoado, e que as lágrimas sejam cada vez mais escassas. ... Afilhada querida aniversario de 15 anos filha faz 15 anos mensagem de 15 anos mensagem de aniversario para 15anos mensagem de mae para filha de 15 anos sonho dos 15 anos Um novo namorado e começaram as brigas aqui em casa. Suas respostas são prontas, não reconheço mais minha filha. Acabou cedendo aos desejos do namorado. Desde do início falei que ele é uma pessoa manipuladora, mas ela acha que sabe tudo. Ele tem 18 anos e ela 15 anos. Agora veio me falar que quer sair de casa e morar com ele na casa dos ... A princesa do meu coração e rainha do meu mundo completa hoje 15 anos de vida. Parabéns, filha linda! Espero que este seja um aniversário de sonho e que na vida você sempre encontre muitos motivos para sorrir. Você é uma filha maravilhosa, e eu um pai muito orgulhoso. Feliz aniversário! Eu te amo muito! São 15 anos repletos de aventuras e muito amor, é claro. Passou tudo tão rápido! Às vezes fico me questionando se aproveitei todos os instantes do seu crescimento. É claro que muita coisa passou e eu não assisti, mas sei que estive sempre junto para apoiar e dar meu contributo. Você tem sido um filho maravilhoso ao longo de todos estes ... A flor de 15 anos da mamãe. Minha linda filha, minha linda flor. Você está fazendo 15 anos e começa agora a viver a fase mais bonita da vida de uma menina-mulher. Você agora começa a desabrochar para a vida, a sua beleza e sensibilidade começam a desabrochar. Tempos muito especial virão pela frente, mas nada se compara aos 15 anos. A minha filha comecou a namorar a 8 meses com um menino que ela conheceu na escola da idade dela. Nos nao proibimos o namoro, mas nos tinhamos algumas restricoes. Eu sou separado da minha mulher, mas nos somos muito amigos. Nos levavamos os dois para o cinema festas ...A mae dela tinha uma liberdade maior de conversar com ela. Eles conversavam abertamente a respeito de relacionamento ...

Sou babaca?

2020.08.16 13:35 Nicocchi606 Sou babaca?

Bom, nunca tentei fazer isso, mas realmente não sei mais o que fazer. Essa história vai ser meio longa, mas obrigada de coração para quem puder me ceder esse tempo.
Contexto: Sou filha única e ilegítima, nunca conheci meu pai por isso, ele nunca quis me encontrar, não me reconheceu e nunca mandou nenhum tipo de suporte e minha mãe não pede ao governo. Ele não é br e mora em outro país com a mulher e dois filhos. Minha mãe conheceu ele na Itália e sempre amou esse país. Ela veio me ter no Brasil mas sempre quis voltar para lá. Anos atrás, quando eu tinha 12 ela entrou em contato com um ex namorado italiano por e-mail, e em 2 anos decidiram se casar. Obviamente eu era contra, mas ela me levou para Itália contra a minha vontade mesmo assim, e minha família não fez nada já que era "uma chance de um futuro melhor". (Não discordo, o ensino é melhor mas é muito pesado, sem feriados e sem consideração, o Brasil é bem melhor nisso).
O problema: Desde que desci do aeroporto não fui com a cara do homem, mas aguentei pela minha mãe. Mas semanas depois o casamento não deu certo. O cara era um escroto, e nós dois não nós dávamos NADA bem. Naquele mesmo ano, minha mãe me colocou na escola (eu não sabia a língua, e valem duas coisas, ela me fez duas promessas. Não vou te colocar na escola até você se acostumar com a língua. E se não se acostumar em 2 meses a gente volta). Bom, como dizer....foi o inferno literalmente, eu sempre fui tímida, e não sabia a língua, logo fui excluída pela sala. E uma professora parece que se aproveitava de eu não poder me defender pra me humilhar na frente de todos. Enquanto isso em casa, eu passei a nem mesmo sair do quarto, nem para comer pois não aguentava nem ver o marido da minha mãe. E ela não se impunha com a desculpa de "a casa é dele, temos que respeitar". Nesse ano acabei com depressão e fobia social aliás. E agora não duvido nada que ainda tenha Distúrbio de personalidade Esquiva, suspeitas tenho muitas mas só o psicólogo pra confirmar. Me mudei de escola e passei um ano mais ou menos. Mudei de novo, de escola e de casa, nisso tinham passado 2 anos. Outro inferno, minha mãe não conseguiu manter o apartamento onde estávamos morando só as duas. Não tinham móveis em condições de uso, e passei muito tempo tendo que dormir no chão por isso, sozinha em casa a maior parte do dia. Alí a escola estava igual ao primeiro ano, ignorada por todos. E aquilo tudo piorou minha situação, comecei a ter crises de pânico e ansiedade e não consegui mais ir para a escola 15 dias antes de tudo ser fechado pela pandemia, mas não consegui nem mesmo participar das aulas online pelo medo de viver tudo aquilo de novo. Por pouco não perdi o ano... Agora é o 4 ano morando aqui. Nos mudamos de novo, para a casa do pai do ex marido dela, que é como um pai para a minha mãe. E é horrível aqui. Ele tem 86 anos, logo viveu em tempos de guerra e não entende que as coisas mudaram, nem tenta entender os outros, acha que todos tem que viver do mesmo jeito que ele, é REALMENTE teimoso e cabeça dura. Um exemplo: Eu estou de férias, logo quero dormir um pouco mais tarde, o que já é difícil já que em todos esses anos e ainda agora, divido um quarto com a minha mãe, então nem a minha privacidade eu tenho. Ontem não estava conseguindo dormir, acabei pegando no sono as 04:00, acordei às 10:00 e fui tomar café. Ele já entrou na sala falando de como era um absurdo isso. Que eu tinha que comer mais cedo. Razoável? Talvez se fosse só isso. Ele quer que eu siga esses horários dele: dormir às 21:30, acordar às 06:00, almoço às 12:00 e janta as 18:00. Principalmente o almoço, meio dia eu TENHO que estar na mesa. Uma vez eu tava de cama sem respirar por uma crise alérgica e não desci. Ele começou a berrar, jogou o chapéu no chão e saiu falando que eu estraguei o dia dele, que bem ou não, com fome ou não, meio dia eu tenho que descer e assistir eles comerem. Então comer fora? Nem pensar. E minha mãe não fala nada por que "é a casa dele" eu já tô tão irritada com isso! Quer dizer, nas FÉRIAS, eu não posso pegar um dia pra sei lá, almoçar fora com ela, comer um pizza fora, NADA. Por que se não a princesa em casa surta! Desculpa, eu sei que ele tem a idade e mentalidade dele, mas pelo amor de Deus. As vezes sinto que tenho que pedir permissão pra respirar, me sinto sufocada! Minha mãe fala que está tentando melhorar as coisas esse tempo todo, e sou eu que não me esforço. Na verdade tenho medo de quando a escola começar, eu falto bastante por crises de pânico/ ansiedade, é HORRÍVEL mas sei que esse cara vai fazer uma cena maior ainda de me ver em casa.
No final, falando assim, é um pouco do que eu passei, mas viver assim, todo dia em 4 anos, com uma pressão enorme de "ter que fazer tal coisa por tal pessoa ou eu sou mal educada" ou de ter que ser perfeita i tempo todo para agradar fulano porque é a casa dele vem acabando comigo. Minha família e uma psicóloga que eu fui (que eu tive que infernizar a minha mãe para me levar quando comecei as crises) me disse que quando eu tiver 18 vou poder fazer o que quiser..mas não sei se resisto até lá.
No final eu sou babaca? Por que não me esforço para ajudar a minha a "melhorar as coisas" (honestamente eu nem sei o que fazer pra ajudar, ela praticamente me largou na escola e parece que coloca todos antes de mim) e por ficar mal por toda essa situação? De verdade, eu não sei, talvez eu devesse dar mais suporte para a minha mãe? Tratar ela melhor ou algo? Eu realmente não sei mais o que fazer com tudo isso...ou com essas pessoas com quem moramos/ morávamos, é muito insensível da minha parte querer viver? Porque eu tô na Itália, e nunca fui visitar lugar nenhum, Veneza, Milão, Genova, Pisa, nada. Eu só queria um pouco de liberdade nisso tudo.
Desculpem o tamanho do texto, mas obrigada de verdade a quem leu até aqui. Realmente precisava colocar isso para fora.
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2020.07.29 04:52 Widowmaker098 JA QUE VOCE TEM DINHEIRO, VOCE TEM QUE PAGAR MINHA CESTA NATALINA

Olaa luba com -15 de sanidade, papelões em seus caixões gatas e editores, meus pais são separados e moram e cidades diferentes, nesse mês que eu fiquei com a minha mãe aconteceram coisas bem agitadas, eu descobri que ela estava namorando depois de anos, a primeira vista eu achei ele legal e tals, hoje 28/07 minha mãe foi surpreendida pela filha do namorado dela (sim o namorado da minha mãe tem dois filhos, um pequeno de 8 anos e uma maior de 16), a filha (fars) mandou mensagem para a minha mãe falando mal do próprio pai, dizendo que ele era pai de status e que só pagava pensão mas não ficava com os filhos ( o que é mentira, pelo pouco tempo que eu conheço eu já sei que ele é um amor com o filho mais novo...) Então o pai (Mars) já paga pensão toda semana exatamente nas sextas-feiras. Aí então que surge a conversa, a fars está grávida de um cara que tinha acabado de sair da cadeia, e precisava de dinheiro para ir fazer exames e etc, só que o pai já paga a pensão (que é alta) e a mãe não se providência em nada. Mas agora o motivo do título do texto, no natal do ano passado, que caiu em uma quarta-feira, o combinado era, Farls e o menorzinho passar o natal junto com Mars, só que a mãe parecia estar relutante em deixar as crianças irem, por que segundo ela o Mars devia dar dinheiro para ela fazer a ceia ela mesma na casa dela, o que ele achou incoerente, então depois de um tempo discutindo ela finalmente abriu o jogo "EU CHAMEI MEUS PAIS PARA VIR AQUI, MAS O DINHEIRO DA SUA PENSÃO NAO DEU NEM PARA A METADE DO QUE EU GASTEI" e então se aproveitou pra dizer "Eu sei que você tem dinheiro, o mínimo que você tem que fazer é dar para mim, ou você quer que eu me estresse?". No dia seguinte Mars foi trabalhar cedo com o carro da empresa, até que ele recebe uma ligação de um amigo dizendo "ei, sua ex mulher tá aqui na frente da sua casa bêbada quebrando seu carro todo", ele entrou em choque e foi direto, o pior foi ela usando como argumentos "me bate, eu sou mulher, quero ver me bater". Tem mais histórias mas vai ficar muito grande, espero que Mars e minha mãe sejam felizes, beijos >30.
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2020.07.21 06:12 yosoysilvia SOU BABACA POR QUERER COLOCAR MINHA VÓ EM UM ASILO PELO BEM DA SAÚDE MENTAL DA MINHA MÃE???

Hola luba, luna, gatas, editores e turma q esta a ver, como vai a vida? Sei que isso provavelmente está bem grande, porém realmente preciso desabafar e descobrir se tenho sido babaca. Ahhhh, contém um conteúdo um pouco "pesado" demais para crianças, então tirem os irmãozinhos da sala :)
Essa história acontece até mesmo antes de eu nascer.... Sim, realmente preciso contar para contextualizar, prometo resumir. Minha mãe tem um irmão que é 5 anos mais velho (e por sinal, favorito de minha avó) , eles sempre brigaram demais desde muito pequenos. Eles foram criados em uma comunidade da zona sul daqui do Rio de Janeiro e moravam em uma casinha bem simples, e segundo minha mãe , bem aconchegante. Como ia dizendo... Eles tinham umas brigas até q compreensíveis, mas algumas eram extremamente desnecessárias e fúteis. Esse tio meu chamaremos de Claudinei, certo?
Cresceram juntos e tudo estava muito bem, pelo menos era o q parecia.... Aos 15 anos, ele começou fazer coisas ilegais e como tinha reprovado tanto, decidiu sair da escola(ele parou no 6 ano). O tempo foi passando e meus avós começaram a perceber que algo de errado estava ocorrendo com ele, mas mal sabiam da realidade. Ele tinha envolvimento com drogas(mesmo antes de parar os estudos) e acabou criando uma divida enorme com os chefões daquele lugar. Certo dia, esses chefões descobriram o endereço deles e foram ameaça-los que caso não pagassem a divida, Claudinei não teria um fim muito amigável. A dívida que ja passava de 3k foi quitada, porém a família ficou no fundo do poço com isso.
Anos foram passando e ambos os irmãos já estavam na maior idade, infelizmente, Claudinei não saiu desse mundo ilegal e sim se atolou mais nele. Minha mãe trabalhava em uma casa lotérica até terminar a faculdade (ela era gerente lá), já o canalha ficava o dia inteiro coçando a bunda sentado no sofá, e a noite ia para os bailes e espalhar uns filhos pelo mundo. Um tempo se passou e o cafajeste decidiu se emancipar e sair de lá, mas a alegria de ver ele fora daquela casa durou pouco. O CANALHA DO CLAUDINEI NAO CONSEGUIA PARAR EM UM EMPREGO MAIS QUE 5 FU**ING MESES.
Como sempre, conseguiu se aproveitar de minha mãe e a convenceu dar entrada em uma quitinete para ele. Assim foi feito, mas a criatura se desfez dela meses depois para acabar com novas dívidas, adivinha com o quê?
Meus pais se conheceram e foram morar juntos, e como já era de se esperar o cafajeste tambem tentou passar a perna no meu pai, já que sabia q ele possuia um boa condição financeira. Não conseguiu(boooa pai :) )
Desde que nasci, a praga da criatura me ODEIA! Não sei por quê, mas enfim, futuramente também aprendi a não gostar dele. Respeito, porém quero que se fod*.
A GRANDE DISCUSSÃO E O PORQUÊ DE EU ESTAR AQUI:
Minha avó atualmente mora com minha mãe, já que ela está viúva, deficiente visual e sofreu um avc (ela tem 88 anos). Claudinei mora do outro lado da ponte RIO - NITERÓI, mas não sei exatamente onde é, e nem quero.
Lembram da casa da comunidade? Então, minha vó cismou que quer deixar de herança para ele, mesmo depois de tudo, mas ate ai "tudo bem",a casa é dela então faz oq quiser. O grande problema é que ela não reconhece os cuidados de minha mãe e a despreza todo santo dia(e sim, ela está em ótimas condições mentais).
Consigo perceber pelos audios e ligações, e principalmente quando a visito q está extremamente triste com tudo isso e que está afetando diretamente sua saúde mental. Ja disse a ela diversas vezes para colocar-la em um asilo, e que eu mesma posso pagar, porém ela sempre nega e diz que não tenho maturidade suficiente para opinar e decidir sobre isso(tenho 20 anos)
Minha mãe muitas vezes fala na cara de minha vó que vai mandar ela morar com o Claudinei(mesmo nós não sabendo onde q a criatura habita) e minha vó sempre argumenta que ele é homem e não sabe fazer essas coisas de mulher, muito menos cuidar de uma (fala serio né? meu eu feminista chora).
Às vezes acho que estou sendo muito babaca de querer colocar-la em um asilo e está pensando apenas na saúde mental da minha mãe. Às vezes acho que não estou me preocupando também no que minha avó possa vir a sofrer dentro de um lugar como aquele. Meu namorado ja disse que tenho sido uma filha ótima e q eu deveria deixar elas resolverem esse b.o entre si, já que minha mãe não quer minha ajuda.
O que achas? Sou babaca por isso? Só não quero ver minha mãe sofrer novamente! Agradeço a quem leu até aqui, e lubixco, se estiver vendo isso saiba que lhe admiro demais e te acompanho desde a época da Catarina tubaroa hahahaha
Namastê e um bjo pra quem quiser <3
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2020.07.20 23:37 MayCorrea Quis me expulsar de casa, me proibiu de namorar uma pessoa que eu amava, tentou me obrigar a mudar meu depoimento na polícia e agora diz que caso eu não aceite a nova "esposa" que pretende arrumar, não amo ele, e que eu tenho que inclusive estar no casamento e "gostar" da pessoa

Oi, estou escrevendo isso tudo em português pois sou do Brasil, e como o texto é grande, daria muito trabalho escrever e corrigir em outra língua... Acho que é uma fusão de "pais intitulados" com "eu sou o babaca?" o que vou escrever, com um acréscimo de chantagem emocional e toxicidade... Me desculpem pelo texto gigante, mas eu realmente preciso desabafar, e como não tenho como ir na terapia até semana que vem, acho que preciso colocar tudo isso pra fora de alguma forma senão vou ficar maluca...
Eu tenho 18 anos atualmente, e como contei em um post no TurmaFeira que teve pouco alcance, no inicio do ano passado acabei tendo de mudar de escola por conta de uma amante do meu pai que por algum motivo maluco resolveu dar aula na escola perto da minha casa na mesma semana em que eu me matriculei (suspeitosamente específico ser logo lá, não?) , tive uma crise de ansiedade (coisa que meu pai nunca ligou, e ainda me culpa toda vez que acontece)... Pouco depois disso, eu comecei a namorar (estamos noivos atualmente, mesmo com tudo que aconteceu) e desde o inicio meu pai tentava apressar o relacionamento, tentando me fazer levar ele na nossa casa com poucas semanas que tínhamos nos conhecido e etc... Tanto eu quanto meu namorado curtíamos sado, porém um dia acabou saindo um pouco fora do calculado e eu terminei com uma veia estourada no olho... Mesmo eu explicando a situação, em momento nenhum meus pais quiseram me ouvir, e me obrigaram a abrir um boletim de ocorrência contra esse namorado (vou chamar de carls pra facilitar), e quando viram que tudo que falei não era contra ele, tentaram me fazer mudar esse depoimento e ameaçaram inclusive me declarar incapaz para que eles mesmos mudassem esse depoimento...
(Quero deixar claro antes de tudo, que eu não iria defender ele nunca se ele fosse um namorado abusivo, vivi relações abusivas já e saí delas justamente por serem abusivas. O ponto é que além disso tudo, eu e ele sabemos que o que aconteceu foi erro dos dois, imaturidade e inexperiência... Ele sempre me respeitou e me tratou super bem, mas ninguém da minha família quis me ouvir...)
Quando, a uns 3 meses, contei que estava com ele, e que realmente queria esse relacionamento, e pedi pra que eles aceitassem pelo menos uma conversa, não quiseram me ouvir, ameaçaram de me expulsar de casa só com a roupa do corpo, e quando e disse que iria, disseram que como eu ainda não era maior, teria que acatar o que eles quisessem, então eu não poderia ir e que ele iria mandar matar o carls... Mesmo depois de os ânimos acalmarem, quando souberam que ele tinha vindo me ver no bairro, e que umas amigas me ajudaram a encontrar com ele, e meu pai mais uma vez me bateu e foi atrás dele, mas acabou desencontrando e se resumindo em ele e a minha sogra trocando farpas. Sempre disseram que era pro meu bem... Porém acho que pelo menos alguém concorda que fazer esse tipo de joguinho emocional a base de ameaças com a filha depressiva e com transtorno de ansiedade é qualquer coisa menos saudável... Até hoje quando tento conversar sobre minha mãe fala que ela pode "levar essa culpa pro caixão", mas que nunca vai pisar na minha casa quando eu me casar com o carls, e meu pai até então dizia o mesmo, que não iriam me ver e nem dar o mínimo apoio financeiro, porque sou mal agradecia e etc... Que eu ainda seria bem vinda aqui e os possíveis filhos também, mas que ele nunca... Ok, eles estão no direito deles, certo? Guarde isso pra daqui a pouco.
Bom, semanas atrás eu comecei a desconfiar que meu pai estava traindo a minha mãe mais uma vez, e acabei olhando o celular dele (sei que vão me xingar mas escutem antes por favor) onde eu vi várias coisas, incluindo com mulheres casadas e até uma prima que ele jurou não ter nada, registros de motel e etc... E o ponto é que ele nunca me deixou falar quando se sentiu ameaçado, e desde então decidi tratar com ele por escrito ou com provas sempre que a situação é mais complexa... Então imprimi tudo e coloquei em um envelope dentro da bolsa dele (ele trabalha em outra cidade e vem nos fins de semana... bom, agora só a cada 15 dias...) com mais algumas coisas que escrevi pedindo ele que me ouvisse e inclusive aceitasse se tratar porque isso não é normal, ele mesmo já disse que é doença.
No dia seguinte, ele leu e ligou me ameaçando, dizendo que eu não mereço o amor dele, o respeito dele e nem nada, que eu sou a pior pessoa do universo e me ameaçou mais quando eu disse que iria enviar aquelas fotos pras pessoas em questão por conta da raiva e da decepção... Ele já tem duas filhas fora do casamento e sempre falou que tinha orgulho de mim, mas pra justificar o motivo de não se divorciar pras outras mulheres, falava que eu sou demente e maluca, que faço tratamentos pesados e etc... E eu aproveitei esse dia pra colocar pra fora tudo que eu precisava colocar, ele só ia voltar 10 dias depois, pro meu aniversário, então ele não teria como me bater e nem falar nada comigo até lá.
Nesse meio tempo a minha avó, mãe dele, foi internada com Covid em estado muito grave, e está intubada na UTI até hoje... Por conta disso, essa briga toda foi deixada de lado por uns dias. Ele chegou na quarta, e meu aniversário de 18 anos seria na sexta.
No dia do meu aniversário, meu pai tentou puxar o assunto mas eu pedi que pelo menos esse problema ficasse pro outro dia. No sábado de manhã, disse que sairia de casa e entre diversas outras coisas, que ainda gostava da professora que citei no post anterior e no inicio desse, e que estava sim conversando com ela. Minha mãe não quer aceitar a separação, e me pediu ajuda para convencer ele a mudar e continuar em casa, e eu juro, eu fiz de tudo, mas sempre que não falo com ele o que ela quer e como ela quer, ela fica com raiva, grita comigo, me xinga e fala que eu estou contra ela... E ele, quando eu falo, diz que não amo ele o suficiente, que eu sou parcial e só defendo a minha mãe, e que ele sempre foi o melhor pai do mundo mas eu nunca dei carinho e atenção, quando na verdade, ele nem sai do telefone ou tv quando vou falar com ele, e geralmente responde com "hmm" ou "ah".
Dois dias atrás ele me ligou pelo número da minha mãe (eles me proibiram de ter whatsapp, celular e de ter acesso a qualquer outra rede social, mal sabem que posto aqui no reddit), e junto com uma enxurrada de chantagem emocional, ele disse que se eu me casar com o carls ele vai dar um esporro, mas que vai amar ele como um filho se ver que ele está sendo bom pra mim (coisa que ele até poucos dias jurava ser impossível) e que se eu não aceitasse a nova esposa dele, isso provaria que meu amor é condicional mesmo que a esposa em questão fosse uma amante (a professora ou uma maluca que ja citei, que me ameaçou de morte e ele não fez absolutamente nada, ela saiu de são paulo e veio para minas atrás de mim quando eu tinha 14 anos)...
Hoje eu liguei pra ele contando que acho que consigo entrar pra medicina com bolsa pelo prouni... e ele começou a me xingar sem necessidade... Quando reclamei, ele puxou esse assunto, e insistiu que se eu não aceitasse eu não mereço o amor dele, entre outras coisas... E enquanto isso minha mãe estava do lado, digitando tudo que ela queria que eu dissesse, como queria, e até a hora que queria... Senti uma fincada na barriga na hora, não sei o porque, e as vistas chegaram a escurecer... e mesmo assim os dois continuaram buzinando na minha orelha e chegou num momento que até levei um tapa por não ter falado o que a minha mãe queria, e pedido pra esperar um pouco.
Em resumo, a briga dele foi para me convencer que tenho que aceitar, e inclusive estar no casamento dele e conviver com a pessoa mesmo que seja a professora em questão... E que se eu não fizer isso meu amor é condicional, mas que quanto ao casamento com o carls, eles estão completamente no direito de escolher se querem ou não conviver com ele, e que isso não é um tipo de amor condicional...
Eu realmente não sei o que fazer quanto a isso... mas atualizo vocês, caso tenham interesse, com os próximos capítulos dessa novela mexicana com enredo ruim que tenho vivido.
Obrigada por ter lido esse "testamento", e sintam-se livres para julgar a história nos comentários...
submitted by MayCorrea to EntiltedParents [link] [comments]


2020.07.20 06:21 MayCorrea Quis me expulsar de casa por namorar alguém que me machucou sem querer, disse que iria me obrigar a mudar meu depoimento, que nunca iria aceitar meu relacionamento e agora quer me obrigar a aceitar a relação dele com a amante que ele tem, e que inclusive eu vá no casamento e "goste" da pessoa

Hola turma que está a ler , e hey Luba-Luna-Luno, caso chegue a ler isso, tudo bom? Acho que é uma fusão de "pais intitulados" com "eu sou o babaca?" o que vou escrever, com um acréscimo de chantagem emocional e toxicidade... Me desculpem pelo texto gigante, mas eu realmente preciso desabafar, e como não tenho como ir na terapia até semana que vem, acho que preciso colocar tudo isso pra fora de alguma forma senão vou ficar maluca...
Eu tenho 18 anos atualmente, e como contei em um post anterior que teve pouco alcance, no inicio do ano passado, acabei tendo de mudar de escola por conta de uma amante do meu pai que por algum motivo maluco resolveu dar aula na escola perto da minha casa na mesma semana em que eu me matriculei (suspeitosamente específico ser logo lá, não?) , tive uma crise de ansiedade (coisa q meu pai nunca ligou, e ainda me culpa toda vez que acontece)... Pouco depois disso, eu comecei a namorar (estamos noivos atualmente, mesmo com tudo que aconteceu) e desde o inicio meu pai tentava apressar o relacionamento, tentando me fazer levar ele na nossa casa com poucas semanas que tínhamos nos conhecido e etc... Tanto eu quanto meu namorado curtíamos sado, porém um dia acabou saindo um pouco fora do calculado e eu terminei com uma veia estourada no olho... Mesmo eu explicando a situação, em momento nenhum meus pais quiseram me ouvir, e me obrigaram a abrir um boletim de ocorrência contra esse namorado (vou chamar de carls pra facilitar), e quando viram que tudo que falei não era contra ele, tentaram me fazer mudar esse depoimento e ameaçaram inclusive me declarar incapaz para que eles mudassem esse depoimento...
Quero deixar claro antes de tudo, que eu não iria defender ele nunca se ele fosse um namorado abusivo, vivi relações abusivas já e saí delas justamente por serem abusivas. O ponto é que além disso tudo eu e ele sabemos que o que aconteceu foi erro dos dois, imaturidade e inexperiência... Ele sempre me respeitou e me tratou super bem, mas ninguém da minha família quis me ouvir...
Quando, a uns 3 meses, contei que estava com ele, e que realmente queria esse relacionamento, e pedi pra que eles aceitassem pelo menos uma conversa, não quiseram me ouvir, ameaçaram de me expulsar de casa só com a roupa do corpo, e quando e disse que iria, disseram que como eu ainda não era maior, teria que acatar o que eles quisessem, então eu não poderia ir e que ele iria mandar matar o carls... Mesmo depois de os ânimos acalmarem, quando souberam que ele tinha vindo me ver no bairro, e que umas amigas me ajudaram a encontrar com ele, meu pai mais uma vez me bateu e foi atrás dele, mas acabou desencontrando e se resumindo em ele e a minha sogra trocando farpas. Sempre disseram que era pro meu bem... Porém acho que pelo menos alguém concorda que fazer esse tipo de joguinho emocional a base de ameaças com a filha depressiva e com transtorno de ansiedade é qualquer coisa menos saudável... Até hoje quando tento conversar sobre minha mãe fala que ela pode "levar essa culpa pro caixão", mas que nunca vai pisar na minha casa quando eu me casar com o carls, e meu pai até então dizia o mesmo, que não iriam me ver e nem dar o mínimo apoio financeiro, porque sou mal agradecida e etc... Que eu ainda seria bem vinda aqui e os possíveis filhos também, mas que ele nunca... Ok, eles estão no direito deles, certo? Guarde isso pra daqui a pouco.
Bom, semanas atrás eu comecei a desconfiar que meu pai estava traindo a minha mãe mais uma vez, e acabei olhando o celular dele (sei que vão me xingar mas escutem antes por favor) onde eu vi várias coisas, incluindo com mulheres casadas e até uma prima que ele jurou não ter nada, registros de motel e etc... E o ponto é que ele nunca me deixou falar quando se sentiu ameaçado, e desde então decidi tratar com ele por escrito ou com provas sempre que a situação é mais complexa... Então imprimi tudo e coloquei em um envelope dentro da bolsa dele (ele trabalha em outra cidade e vem nos fins de semana... bom, agora só a cada 15 dias...) com mais algumas coisas que escrevi pedindo ele que me ouvisse e inclusive aceitasse se tratar porque isso não é normal, ele mesmo já disse que é doença.
No dia seguinte, ele leu e ligou me ameaçando, dizendo que eu não mereço o amor dele, o respeito dele e nem nada, que eu sou a pior pessoa do universo e me ameaçou mais quando eu disse que iria enviar aquelas fotos pras pessoas em questão por conta da raiva e da decepção... Ele já tem duas filhas fora do casamento e sempre falou que tinha orgulho de mim, mas pra justificar o motivo de não se divorciar pras outras mulheres, falava que eu sou demente e maluca, que faço tratamentos pesados e etc... E eu aproveitei esse dia pra colocar pra fora tudo que eu precisava colocar, ele só ia voltar 10 dias depois, pro meu aniversário, então ele não teria como me bater e nem falar nada comigo até lá.
Nesse meio tempo a minha avó, mãe dele, foi internada com Covid em estado muito grave, e está intubada na UTI até hoje... Por conta disso, essa briga toda foi deixada de lado por uns dias. Ele chegou na quarta, e meu aniversário de 18 anos seria na sexta.
No dia do meu aniversário, meu pai tentou puxar o assunto mas eu pedi que pelo menos esse problema ficasse pro outro dia. No sábado de manhã, disse que sairia de casa e entre diversas outras coisas, que ainda gostava da professora que citei no post anterior e no inicio desse, e que estava sim conversando com ela. Minha mãe não quer aceitar a separação, e me pediu ajuda para convencer ele a mudar e continuar em casa, e eu juro, eu fiz de tudo, mas sempre que não falo com ele o que ela quer e como ela quer, ela fica com raiva, grita comigo, me xinga e fala que eu estou contra ela... E ele, quando eu falo, diz que não amo ele o suficiente, que eu sou parcial e só defendo a minha mãe, e que ele sempre foi o melhor pai do mundo mas eu nunca dei carinho e atenção, quando na verdade, ele nem sai do telefone ou tv quando vou falar com ele, e geralmente responde com "hmm" ou "ah".
Dois dias atrás ele me ligou pelo número da minha mãe (eles me proibiram de ter whatsapp, celular e de ter acesso a qualquer outra rede social, mal sabem que posto aqui no reddit), e junto com uma enxurrada de chantagem emocional, ele disse que se eu me casar com o carls ele vai dar um esporro, mas que vai amar ele como um filho se ver que ele está sendo bom pra mim (coisa que ele até poucos dias jurava ser impossível) e que se eu não aceitasse a nova esposa dele, isso provaria que meu amor é condicional mesmo que a esposa em questão fosse uma amante (a professora ou uma maluca que ja citei, que me ameaçou de morte e ele não fez absolutamente nada, ela saiu de são paulo e veio para minas atrás de mim quando eu tinha 14 anos)...
Hoje eu liguei pra ele contando que acho que consigo entrar pra medicina com bolsa pelo prouni... e ele começou a me xingar sem necessidade... Quando reclamei, ele puxou esse assunto, e insistiu que se eu não aceitasse eu não mereço o amor dele, entre outras coisas... E enquanto isso minha mãe estava do lado, digitando tudo que ela queria que eu dissesse, como queria, e até a hora que queria... Senti uma fincada na barriga na hora, não sei o porque, e as vistas chegaram a escurecer... e mesmo assim os dois continuaram buzinando na minha orelha e chegou num momento que até levei um tapa por não ter falado o que a minha mãe queria, e pedido pra esperar um pouco.
Em resumo, a briga dele foi para me convencer que tenho que aceitar, e inclusive estar no casamento dele e conviver com a pessoa mesmo que seja a professora em questão... E que se eu não fizer isso meu amor é condicional, mas que quanto ao casamento com o carls, eles estão completamente no direito de escolher se querem ou não conviver com ele, e que isso não é um tipo de amor condicional...
Eu realmente não sei o que fazer quanto a isso... mas atualizo vocês, caso tenham interesse, com os próximos capítulos dessa novela mexicana com enredo ruim que tenho vivido.
Obrigada por ter lido esse testamento, e sintam-se livres para julgar a história nos comentários...
Bye chat e bjs de minas :v <3
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2020.07.08 00:03 Demantoide SOU BABACA POR NÃO QUERER QUE MEU PAI DÊ DINHEIRO PARA MINHA PRIMA?

Olá Luba, editores, gatas, papelões e turma que está a lever. Recentemente minha prima engravidou (detalhe, ela tem 15 anos) e meu pai é muito apegado a esta minha prima. Ela é até gente boa e tals, mas eu tenho minhas desavenças com ela por motivos que prefiro não comentar. Enfim, depois que a filha dela nasceu, meu pai não para de dar dinheiro para ajudar minha prima com o bebê. Até aí tudo bem, minha prima tem problemas financeiros e eu realmente não tenho problema com ele ajudar ela, principalmente por que o bebê não merece nada de ruim. O problema é que sinto que ela se aproveita disso. Ela pede dinheiro dele praticamente toda semana e ainda fala como se fosse obrigação dele dar dinheiro a ela. Não só isso, como o namorado dela não faz nada, ele literalmente passa o dia no sofá jogando enquanto tem uma filha pra cuidar. Além disso, as vezes meu pai deixa de fazer as coisas por ela e quando ele não da, ela faz um mega drama se fazendo de coitada. Mas não para por aí. Ela tretou com o namorado dela e pediu pro meu pai arrumar uma casa pra ela morar (Ela e o namorado dela moram na casa dos pais do namorado). Nesse ponto eu já não aguentava mas e conversei com ele. Mas meu pai é coração mole de mais e disse que ajudaria ela com um aluguel de uma casa próxima a nossa (ele pagaria metade, o aluguel custa por volta de 300 reais, a casa era bem simples). Tudo ia dar certo, até que quando meus pais foram lá, viram ela e o namorado dela juntos em casa, como se não tivessem brigado. A verdade é que ela fingiu brigar com ele pros dois saírem da casa dos pais do namorado. Nesse ponto eu já não aguentei mais. Meu pai mesmo assim continua ajudando ela, pois ele diz que a bebê não tem culpa de nada, embora eu implore para ele parar. Enfim, fui o babaca?
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2020.07.03 04:53 rhaissabaruc O DIA QUE A NAMORADA DO MEU IRMÃO ME FEZ ENTRAR EM TRABALHO DE PARTO ANTECIPADO DE RAIVA!!!!!!A história é longa mas vale muito a pena.

É o seguinte turma, só para contextualizar, meu irmão mais velho namorava essa menina a uns 6 anos na época. Eu e ela nunca nos demos bem pelo motivo de ela ser uma namorada completamente manipuladora e toxica no sentido físico, psicológico e financeiro, uma parasita em níveis que o próprio Alien teria inveja. Meu irmão é um técnico de enfermagem muito doce e inteligente, o que piora tudo pois eu sei o potencial que ele tem, e essa garota o esta empacando na vida, pois ele tem sérios problemas de autoestima e acha que se largar ela, ele não vai mais arranjar ninguém.
Pois bem, eu estava noiva (tinha 24 anos na época, sim tem tempo) e planejando o casamento, o que aconteceu foi que eu descobri que estava gravida (em um carnaval bem louco mais essa é outra história), então eu decidi adiar a cerimônia do casamento pois não queria casar com a barriga grande, então adiamos um ano a data do casamento, a bendita ceifadora de vidas estava convidada até aquele momento, mesmo não gostando dela eu suportava porque meu irmão tinha 28 anos e eu deveria respeitar a decisão dele. Ela morava longe, por isso sempre ia almoçar na nossa casa, que era relativamente próximo da faculdade dela. Neste fatídico dia em questão que ficaram conhecidos na minha família como o dia que a “Pôia” (forma carinhosa que eu a chamava) surtou pela primeira vez, chegou em nossa casa e eu estava com 8 meses de gestação, era uma segunda feira e eu estava fazendo um bolo de chocolate para o meu irmão mais novo. Pois bem, ela chegou, almoçou e perguntou para o meu irmão (seu namorado) se não íamos cortar o bolo. Eu ouvi e disse: - “O bolo é para o “Pedro”. Na hora eu vi que ela não gostou, mas não me importei e continuei a fazer o que eu estava. Depois de alguns minutos eu ouço o peixe-bolha das profundezas do tártaro gritando com o meu irmão mais velho, eu vou até a sala e eu digo: “ Olha aqui garota, o bolo é meu, se eu quiser eu taco ele na parede e não te dou”. Volto para o meu quarto, e ouço ela berrar e sair cantando pneu pela rua. O que eu só fui saber mais tarde foi que, ela e meu irmão mais velho foram buscar a senhora diva da casa, minha mãe e essa garota fez um drama enorme para minha mãe ao ponto de chorar e dizer que eu a humilhei e ameacei tacar o bolo na cara dela. Quando minha mãe chega em casa, vem falar comigo e é aí que o bicho pegou, pois seria algo fácil de ser resolver certo? Mas eu estava gravida. Com os hormônios frenéticos em cada célula do meu lindo corpo de gestante. Resultado? Eu briguei com o meu irmão, que brigou comigo, que fez minha mãe brigar com nos dois e meu pai chegou e brigou com nós 3. Quase não dormi aquela noite e tanta raiva, minha bolsa estourou no dia seguinte pela manhã, entrei em trabalho de parto 15 dias antes e segundo a minha médica, sim foi o estresse pois a minha pressão estava muito alta. No dia que eu voltei para a casa do hospital com minha filha recém-nascida, esse filhote de cruz credo com rato-toupeira-pelado teve a audácia de entrar no meu quarto com a mãe dela, sem bater em quanto eu amamentava. Eu fui logo levantando e mandando aos berros que ela saísse, no final eu entreguei minha filha para o meu agora marido e expulsei ela e a mãe dela do quarto pelo braço, falei tudo o que estava instalado, inclusive das vezes que ela bateu no meu irmão, fez chantagem emocional para ele comprar coisas para ela, fez ele fazer trabalhos da faculdade dela, maltratou minha mãe e o melhor falei de todas as traições dela. Ela ficou roxa de tanta vergonha por eu expor ela na frente da mãe dela e do meus pais e a cereja do bolo de merda foi ela peidar, sim ela liberou gases pelo seu orifício anal, na frente de todo mundo na bela sala de estar da minha mãe. E não foi um peido simples e discreto, foi daqueles graves e molhados. A situação foi tão bizarra que ninguém riu, só ficamos lá olhando para ela até que a mãe dela disse: “ (falou o nome da cara da forma de fazer o capeta), você quer ir no banheiro?”. Minha mãe já emendou falando que ela e a mãe deveriam ir embora. Eu me casei alguns meses depois ao ocorrido e meu irmão só foi para a cerimônia, não foi para a festa. Infelizmente meu irmão ainda está com esse elefante-marinho do Sul até hoje, mas eu nunca mais a vi, já que ela está banida da casa dos meus pais. Fim!
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2020.06.25 12:10 Dany_Tai Sou babaca por querer sair de casa e não suportar mais os meus pais? (Obs: favor ocultar meu nome se for postar em algum lugar)

Oi Luba, restos de papelão, gatas, muito Improvável convidado e turma que está a ver (vcs são daora)
Meus pais são extremamente conservadores e religiosos (São testemunhas de Jeová), controlam cada aspecto da minha vida. Controlam meu celular, meu namoro, e até com que posso fazer amizade. Tenho 15 anos de idade e não suporto mais os meus pais na minha cola o tempo todo. Eu vou contar um pouquinho da minha vida pra vcs entenderem.
Bom, primeiro que eu fui um acidente né, segundo que meus pais queriam um menino, terceiro que eu sou quase tudo o que eles querem que eu não seja.
Minha irmã nasceu quando eu tinha dois anos, até aí beleza, mas meus pais queriam que fosse um menino. Aí entra meu irmão na história, ele nasceu quando eu tinha quatro anos, e claro que eu era deixada de lado, afinal, um recém nascido e uma criança de dois anos precisam de mais cuidados do que uma criança de quatros anos. Eu nunca me dei bem com a minha mãe, isso é fato, todo mundo sabe, mas com meu pai ERA diferente.
Aí fui crescendo e tal, superei o bullying na escola, alguns corações partidos, e também a pior coisa que me aconteceu no fundamental. Eu não tinha muitas amigas, e depois do que minha mãe fez, passei a não ter nenhuma. Minha mãe HUMILHOU todas elas, chamou elas todas de putas e de "meninas faceis", disse que não tinham caráter e mais um monte de outras coisas horriveis. Eu fiquei passando o intervalo das aulas sozinha durante um ano (as vezes me escondia no banheiro porque os meninos ficavam me zoando), um ano pra fazer uma única amiga (a qual meus pais não gostam, porque ela tem um filho). Eu comecei a namorar (no início foi escondido, porque eu sabia que meus pais não iam aceitar), quando contei pros meus pais, eles nos encheram de regras como: Só poder se ver uma vez por semana (agr só podemos nos ver uma vez por mês, mas isso é outra história); não poder dormir na casa do outro e, se dormir, em quartos separados (agora nem podemos mais ir na casa do outro, faz quase 5 meses que ele não vem aqui, e eu vou pela primeira vez em 5 meses na casa dele, porque estamos fazendo um ano de namoro mês que vem) e outras coisas nada a ver.
Meus pais gostam de ficar jogando as coisas que eu já fiz de errado na minha cara, bem como meus irmãos. Meus pais dizem que a culpa dos meus irmãos serem uns demônios é porque eles estão seguindo o meu exemplo. Minha mãe já chegou a dizer que sou a decepção da vida dela, e meu pai uma vez disse que não consegue ter orgulho de mim, só vergonha. Já estou acostumada com insultos vindos dos membros dessa "familia".
Eu não sei o real motivo, mas suspeito que meu transtorno de ansiedade seja causado pelos meus pais, porque além deles serem assim, exigem muito de mim na vida acadêmica, além de ter que ser "dona de casa", e também uma boa reputação, porque "sou filha de servos de Deus".
Eu queria saber o que vcs acham, as vezes sinto que sou muito hipócrita por sentir "odio" por meus pais. Eu sei, foram eles que me criaram, mas eu não consigo amá-los, e as pessoas me fazem sentir horrível com isso.
Em fim, é isso. Desculpa o texto longo.
Edit1: Esclarecendo dúvidas
Edit2: mais dúvidas kkk
Não tenho como arranjar um emprego por alguns motivos, como:
• A minha cidade não oferece jovem aprendiz em nenhuma empresa é, se oferecesse, teria que ser junto com um curso, e eu ficaria totalmente sem tempo.
• Se as aulas presenciais voltarem vou ficar com menos tempo ainda, pq estudo em outro cidade. Por exemplo, eu tenho que acordar às 5 a.m, pra pegar um ônibus as 6 a.m, chegar na escola as 7 a.m, e estudar até 5 p.m, aí ir embora e chegar em casa as 6 p.m.
Acho que é isso.
BEIJO SEUS LINDOS ❤❤
SE CHEGAR NO LUBA EU ZEREI A VIDA ( P.s:Te amo Lubixco)
Obrigada por todos os conselhos e boas vibrações, eu adoro vcs❤
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2020.05.29 17:28 amendoin3N SOU BABACA POR NÃO TER TERMINADO O NAMORO MESMO DEPOIS DE FALAR QUE IA TERMINAR?

turma-feira #turma-feirababaca #turmafeira

Oiii Lubinho,editorex,gatas e convidado imaginario que está atrás de você enquanto você lê.Tenho 20 anos hoje,mas lembro dessa história como se fosse ontem e eu dou até risada da situação. (Sou baiana faz sotaque pfv) Em meados de 2015 eu comecei a ficar com um garoto da minha antiga cidade,não era nada muito sério,mas já rolava um sentimento ali. Enfim,eu tinha um melhor amiga na época,eramos muito próximas,viviamos juntas. Um dia ela simplesmente resolveu me contar que sempre foi apaixonada pelo garoto que eu,até então,estava ficando. E que ela sofria muito por ele,chorava todas as noites e até se cortava. Eu fiquei totalmente sem palavras e não tive muita reação,mas no impulso acabei falando que ia “terminar” com ele já que ela era apaixonada,mesmo sabendo que eu também gostava muito dele,eu realmente não sabia o que fazer. Fui pra casa e no dia seguinte ele me pediu em namoro,eu travei (apesar de saber que eramos um afim do outro eu achava que aquilo não ia pra frente então fiquei surpresa) eu aceitei o pedido,mas quando cheguei em casa conversei com ele e disse que a gente não podia continuar e contei toda história dessa minha amiga (não lembro se falei que era ela e tbm não sei se isso tem relevância) ele me disse que eu tinha que ser mais altruísta e me abrir com ela falando a verdade,pq ela iria entender. Apesar de tudo continuamos juntos,mas eu não conseguia ficar de casal perto dela(somos todos do mesmo ciclo de amizade e todo fds toda a turma se reunia pra resenhar ou comer algo) eu me sentia muito mal,mas não conseguia terminar pq eu já estava gostando muito dele. Depois de algumas semanas ou uns dois meses ela começou a ficar com um garoto,o que me deixou feliz e aliviada pois assim ela conseguia esquecer o meu namorado,ela me contava todos os detalhes (inclusives sexuais), todas as aventuras deles,ela ia na casa dele todas as madrugadas ,ela estava aparentemente muito animada. E quem é o garoto você já deve saber. Sim,Lubixco,era O MEU NAMORADO! A filha da P%#+ estava ficando com o FILHO DA [email protected] E NA CARA DE PAU FINGIA QUE ERA OUTRO CARA! Eu fiquei sabendo através de amigos que tinhamos em comum que descobriram. Fiquei sem chão não sabia se chorava ou matava os dois, isso estava rolando (pelos meus cálculos) desde a segunda semana que começamos a namorar. A justificativa dele foi “você não transava comigo e eu tinha que suprir minhas necessidades com alguém,homem não vive sem sexo” eu era muito nova e ainda era virgem e não sentia vontade de dar esse passo (tinhamos 2 anos de diferença eu tinha 15 e ele 17) eu não acreditei na cara de pau e terminei. Conversei também com a talarica e ela não tinha nem argumento apenas me escutou,mas disse que a culpa foi minha que não terminei com ele quando eu disse que ia terminar. A partir disso não falava mais com nenhum dos dois. Hoje sou amiga de ambos e resolvi apagar tudo isso e seguir em frente sem rancor (apesar deles nunca terem me pedido desculpas,levei tudo como aprendizado) Acha que eu fui babaca não terminando com ele? Beijos , >5.
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2020.05.28 08:27 julinhapikada17 Quase corna

Olá luba, editores, gatas, turma e todos os seres do mundo, vim contar a minha bela história de novela mexicana.
(Não sei se o meu português está correto, to cm muita preguiça de escrever meu Deus)
Tudo começou esse ano, aqui na minha cidade cada ano escolar tem um período diferente e o sonho de [email protected] é virar do primeirão e estudar a noite até ai tudo bem, não tem tanta importância.
As coisas começam mesmo quando eu começei a estudar de noite quando a minha amiga (vamos chama-la de trix) me apresentou uma pessoinha que peguei um amor pela primeira vista e depois de um mês, eu e a pessoinha nos conhecemos um pouco melhor e ficamos mais próximos e tals.
E uma coisa importante é que nesse mês era a minha grande festa de 15 anos e pensei, porquê não chamar ele? Dei o convite pra ele e falei que ficaria mt feliz se ele fosse, e não é que ele foi mesmo?
O dia da festa chegou e foi literalmente a melhor da minha vida, pelo fato de eu estar com pessoas que eu amo, ter uma festa linda daquela com amigos e parentes que eu amo tanto, festejando mais um ano da minha preciosa vida kk.
Na segunda-feira um dia depois da festa( teve o 2 dia no caso domingo) trix me mandou um print da pessoinha dizendo "eu acho que estou gostando da julinha, vulgo eu, e eu SURTEI, sai gritando pela casa falando que ele me amava e que nós iríamos formar um lindo casal, que ele era lindo e um menino com maturidade o suficiente para ser meu primeiro namorado. Resumindo, eu tava MUUUITO feliz.
mal sábia eu que ele era um verdadeiro filha da puta.
Vamos pular algumas partes, luba não vai querer ler uma bíblia
Trix nos deu um empurrãozinho e tcharam! Estava-mos namorando, eu não pude ficar mais feliz como eu estava.
Mas ai o mês de abril chegou e meus amigos... não foi nada legal.
Primeiro começou com briguinhas da parte dele por ciume de uma pessoa que eu gostava em 2017 beeem antes de eu conhecer ele, depois foram brigas dizendo que eu estava iguinorante e tratando ele como se fosse os meus amigos sendo que ele queria que eu prestasse mais atenção nele do que os outros.
E AI ENTRA A RASPA CANELA, vamos chama-la de gabi. Gabi era uma grande amiga minha des dos meus 10 anos de idade, inseparaveis mesmo com uma diferença de idade pequena e sendo mais nova que eu. Gabi era proxima da pessoinha, até demais, eu sentia um pouco de ciúme mais não queria pagar de surtada e confiava na gabi o bastante pra pensar que ela não fazeria uma barbaridade dessas.
No final de abril as brigas ficaram mais pesadas entre eu e ele, ficamos mais de 1 semana sem se falar pelos mesmos motivos, falei com ele que era o meu 1 relacionamento e que ele tinha que entender a minha parte também, pra mim eu sempre o tratei com amor e carinho e algumas horas eu estrapolava mas não era por querer. Depois nos resolvemos de novo e ficamos bem, e depois BRIGAMOS DENOVO por causa dos mesmos motivos sendo que eu apenas estava sendo eu.
(Sou uma pessoa bem carinhosa e eufórica, eu amava falar com ele eu mandava fotinhas, falava sobre games porquê eu sabia que ele gostava, falava sobre planos futuros, sobre ter um momento só nosso depois que o corongah passase, sempre tentei dar o meu melhor e ate hj não entendo)
e vem a parte foda, Gabi chamou eu e a trix para ir na casa da pessoinha dando a desculpa de "ele me falou que tava muuuito triste e resolvi juntar nós 3 para ir lá" e não vi problema pois eu confiava de olhos fechados. Mas no dia a minha amada mãe não deixou e então só foram a trix e a gabi.
Eu fiquei muito triste em casa, porquê eu queria ver a pessoinha, fiquei deitada o dia todo assistindo videos pra tentar esquecer um pouco, fiquei mechendo em algumas redes sociais e depois eu entrei no zap como quem não quer nada e fui ver o status do povo. Até que a pessoinha postou mais de uma foto com a Gabi, andando de skate, abraçados e gravando gifs, pra mim foi a gota d'água, eles estavam próximos até demais des das brigas que agt tinha. Chamei ele e pedi pra terminar, ele aceitou super de boa e tivemos um termino saudável. Terminei por conta da minha intuição que graças a Deus não falhou e ficou martelando na minha cabeça até eu pedir esse termino porquê eu SABIA que tinha alguma coisa errada ali
No outro dia Gabi veio me chamar aqui no portão, não respondi nenhuma das mensagens dela pq tava chateada, ela sabia da minha situação com ele e não teve um pingo de respeito com a minha pessoa ela poderia ter pensado duas vezes antes de ir na casa do "melhor amigo" sem a NAMORADA dele. ela chamou e chamou, viu que eu não ia atender e foi em bora, achei que teria um momento de paz mas estava enganada, Gabi subiu com a irmã dela e me chamou no portão, eu com a minha inocência achando que era só a irmã dela me chamando pra me pedir alguma coisa atendi e estava a irmã da gabi e a gabi na frente de casa, e ai a irmã dela me disse as seguintes palavras:
" olha julinha, eu ja acabei muitas amizades por causa de macho, a gabi nunca teve intenção com ele, ela sabe que você gosta dele, a única pessoa que deve ter intenção é aquela sua amiga trix, então fica de olho nela e não na gabi, por quê com certeza a trix vai trair a sua amizade com ele" e bom, hoje a irmã dela que me disse isso arrastou a cara no asfalto. Não foi a trix que ficou com o meu ex e sim a Gabi.
Eu no momento não revidei, eu estava triste, com o coração partido, não consegui pensar então só escutei. A irmã da gabi continuou falando mais algumas merdas e desceu pra casa dela e eu fiquei la fora conversando um pouco com a gabi só pra dizer que eu "não estava com raiva" depois dei a desculpa que ia tomar banho e entrei para casa.
No outro dia, a gabi me manda esse texto:
"Boa noite,mano quero falar uma coisa talvez isso destrua nossa amizade mais foi inevitável. Então é o seguinte eu e a pessoinha estamos gostando um do outro e sério eu juro que eu achava que era paranoia mais não é julinha eu realmente gosto da pessoinha? Não sei como isso aconteceu assim rápido e eu sei que vc tá triste com o término de vcs é seria uma filha da putagem eu pegar ele depois de vc pq eu sei que ninguém apoiaria,eu seria chamada de talarica e tudo mais,mas na verdade eu não escolho quem eu amo,nunca escolhi e sério eu espero mesmo que vc entenda,meu maior medo é perder sua amizade pq eu te amo infinitamente vc sempre será minha melhor amiga e me desculpa por isso tá? Sério eu evitei mais acabei descobrindo que ele também está sentindo um sentimento por mim,olha não fica brava ou se ficar desculpa sério eu espero que vc entenda boa noite."
E eu puta da cara revidei com esse:
"Olha eu realmente não queria terminar assim mais vc deu um PUTA vacilo comigo pq isso n é coisa q amiga se faz sabe? Nossa amizade já durou anos e eu nunca fazeria isso com alguem q vc gostasse como exemplo o Carls, e sobre isso de "o coração n escolhe qm ama" vc poderia ao menos ter se afastado dele pra tentar afastar esse sentimento ao invés de se aproximar, mas vc resolveu ser mais intima e deu nisso Por favor, eu não quero q nem vc e nem a sua irmã venha no meu portão flando q a nossa amizade n pode ser destruida por causa de macho pq eu sei bem q se fosse cm ela ela faria a msm coisa. Por favor não fala mais comigo."
Depois a gabi tentou voltar falar comigo, mandando meu numero para uma amiga dela falando que ia se [email protected], que estava tendo crises de ansiedade frequentes e tendo pesadelos comigo, mas pra outros ela estava falando que tava feliz, que conseguiu pegar o menino que ela tanto queria. Ai ai essa gabi viu.
A pessoinha não sai como gente boa também, ele e a gabi tiveram umas dr por ela querer terminar com ele por minha causa e a pessoinha começou a desabafar com a trix e praticamente jogando a culpa em mim, dizendo o porquê de eu existir e o porquê de eu ter entrado na vida dele. Sem contar que ele vive falando que "todos so entendem o lado dela, e nunca o meu", namoral isso é coisa que se faça???
Hoje eu estou escrevendo aqui com o meu coração partido vendo que a pessoinha que eu ainda amo com a minha ex melhor amiga e a menina que se denominava minha melhor amiga com o meu ex.
desejo o melhor pra eles e que os dois vão tomar no meio do cu.
bom... essa é a parte 1, a proxima talvez pode ter prints? E mais detalhes?
luba espero que tenha gostado da minha desgraça pq agr eu sou chamada de corna na família :(
Caso tenha duvidas, faça perguntas eu irei responder numa (talvez) parte dois.
Beijos te amo <3
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2020.05.13 19:34 ggebrimm ME AJUDEM PFVVVVV URGENTE, nao aguento mais isso

Tudo começou no inicio deste ano. Meu pai trabalha em várias cidades diferentes do país, até ai tudo bem, pq é assim desde que eu sou criança, mas de uns meses para cá, ele mudou muito. No inicio não me importei muito, já que nunca me dei bem com ele, mas depois de um tempo comecei a perceber que não era só comigo que ele tinha mudado. Comei a suspeitar de que algo estava acontecendo, comecei a prestar mais atenção nele. Eu sou relativamente calada dentro de casa, apesar de ser bem falante em outros lugares, mas eu sou muito observadora em qualquer ocasião. Comecei a suspeitar que meu pai estava traindo a minha mãe, mas não tinha provas nem nada, então não passava de suspeita. Certo dia, vi ele mexendo no celular e ele estava no whatsapp (tudo isso aconteceu em segundos) sabe aquele status? Então, ele estava olhando os status, ele passou em uma foto de uma mulher (não consegui ver o rosto), mas o que me chamou atenção foi que ele respondeu a foto dessa tal mulher, e assim que ele viu que eu estava passando atrás ele escondeu o celular discretamente. Ok, achei aquilo suspeito, mas nem liguei muito, podia estar enganada. Mais algum tempo se passou e a pandemia chegou. Minha mãe decidiu passar um tempo na fazenda com os meus avós e levou minha irmã, acabei ficando sozinha com meu pai em casa, e em todos esses dias percebi que ele se trancava no quarto e falava no telefone com alguém. Em um desses dias um homem que trabalha com meu pai em uma dessas cidades ligou para ele. Eu estava na sala com meu pai e disse algo, o homem escutou e falou algo do tipo "ta com ela ai?", meu pai ficou todo sem graça e logo falou que era eu, a filha dele ( ele ficou visivelmente assustado por achar que eu tinha escutado). Enfim, aconteceram varias coisas que aumentaram ainda mais a suspeita que eu tinha. Mas a uns 15 dia atras minha mãe pediu para eu procurar um dinheiro na maleta do meu pai (a maleta que ele leva para as viagens), achei um pacote de camisinha em um envelope feito a mão. Ali minha ficha caiu, ele estrava traindo a minha mãe (ela usa DIU, para quem não sabe, é o método contraceptivo mais seguro que tem. Entrei em choque, falei para o meu namorado e gravei um vídeo, mostrando que estava dentro da maleta dele (caso minha mãe não acreditasse em mim). Meu namorado falou que eu deveria contar para minha mãe era uma coisa que eu já iria fazer, mas fiquei preocupada com a reação (minha mãe tem depressão e já ameaçou se matar várias vezes). Uns dias se passaram e eu contei para a minha mãe. Ela reagiu bem e falou que iria conversar com ele naquela noite mesmo (ps; eu e minha irma estávamos na casa da minha vó). o outro dia ela não veio almoçar aqui, e me disse que eles tinham conversado sério, e me contou. Ela me disse que ele traiu ela sim, mas que tinha sido duas vezes, mas que ele iria contar para ela sim, mas que não sabia como. No outro dia, eu conversei com ela novamente. Contei tudo para o meu namorado e esperávamos que ela separaria. Mas ela não fez, e eu fiquei muito chateada e brava com ela também, pq ela decidiu perdoar mesmo sempre dizendo que jamais aceitaria uma coisa dessas. E FOI AI QUE O INFERNO COMEÇOU. Eu não conseguia mais olhar para a cara dele, nunca gostei dele pq ele sempre me machucou muito psicologicamente e sempre foi muito ausente. Minha mãe estava e ainda está se definhando por causa dessa traição. Decidi sair de casa e vir ficar com a minha avó alguns dias. Quando voltei para a casa deles, as coisas não estavam nada boas. Eles estavam brigando muito e etc, mas não interferi até ai. Em uma das brigas deles consegui escutar meu pai dizendo "vc quer que eu te bata?". A partir dai comecei a prestar mais atençao nas brigas dos dois, caso eu precisasse intervir. Minha mãe chamou o irmão mais novo para conversar sobre o que meu pai tinha feito e eu decidi escutar atrás da porta. E escutei isso (vou deixar em topicos para nao ter que ficar me explicando muito);

- Meu pai não traiu ela só duas vezes, tinha meses que ele estava com ela

- ele estava vivendo uma vida dupla nesta cidade em que ele trabalha
- ele dormi com ela na casa dela sempre que ia para lá, postava foto com ela nos stts, eles iam para restaurantes juntos, motel e etc

- ele conhecia a familia dela e os amigos também. tanto é que a mãe dessa mulher ligou para o meu pai dizendo que ela estava muito triste e que não era oara ele separar dela

- a moça ligou para a minha mae falando um monte de coisa - meu pai esta visivelmente apaixonado por essa mulher.
Eu fiquei muito chateada com a minha mãe por ela não estra me contatando toda a verdade (ela não sabe que eu sei isso tudo). Mas até ai tudo bem... em uma noite, eles começaram a discutir no quarto, eu não estava escutando muitos coisa, mas quando eu escutei ele falou "vou ter que te bater para você ficar quieta?" e trancou a porta. daí ele batia na cama e no travesseiro, fiquei em alerta. a a uns dois dias atrás ele disse a mesma coisa para ela. minha mãe destrancou a porta, e meu pai grito e ela também. eu levantei na hora e abri a porta entrei no quarto e ele estava segurando os braços dela, e ela deitada, e ele estava sentado nas pernas dela aí eu falei "sai de cima dela agora. sai de cima dela agora. você não é ninguém nessa casa, levanta agora porra. tô ligando para a polícia" aí ele levantou e veio até mim, e ficou me encarando, e eu continuei encarando. ele mandou eu ligar, e minha mãe começou a falar que não. ele falou mais uma vez e ela disse não. ele mandou eu perguntar o que ela fez, aí eu virei para ela e ela disse que ela tinha dado um murro nele. e eu falei que não interessava e voltei a encarar ele. ele começou a vir para cima de mim e me peitar, eu fiz também, e encarei ainda mais ele. daí ele pegou no meu braço, não para machucar, so para me fazer sentar. e eu mandei ele não encostar em mim e que ele era um filho da puta. ele encostou dnv e falou que ele faria o que quiser, e eu disse que não, que ele não era ninguém para mim, e que se ele encostasse um dedo em mim ele estava fodido, que eu já estava ligando para a polícia daí ele afastou e acalmou. minha mãe veio tentar falar comigo e eu virei para os dois e disse que tinha acabado. que eu não quero olhar na cara de nenhum dos dois e que acabou. e vim pro quarto e me tranquei. meu corpo inteiro estava tremendo de raiva, de adrenalina e medo.minha mãe veio chorando pedindo para eu destrancar, destranquei e ela pegou a chave. achei melhor assim pq qualquer coisa eu poderia interferir mais rápido. meu pai começou a chorar muito, minha mãe também. A partir dai eu sa de casa, estou muito chateada com a minha mae, nao tenho conversado muito com ela e mal olho na cara do meu pai. O QUE EU DEVO FAZER? minha mãe esta me perdendo por culpa dele, ela disse que queria guardar a imagem da familia dela. mas eu nao quero conviver com ele. ela esta visivelmente cega com tudo isso. ME AJUDEM pfv!
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2020.01.09 18:40 2_latenow Aquelas de filme que ninguém acredita

E ai galera, tudo certo?
Tenho que começar falando que a história que vou contar parece impossível, inimaginável de acontecer na vida real e inacreditável também, então tire suas conclusões e acreditando ou não, essa é a minha verdade.
Quando minha avó tinha 13 anos, meu avô começou a "cortejá-la" e com 15 (ele com 19) começaram a namorar e dois anos depois casaram. Os dois se conheceram em uma rádio famosa da minha cidade na época deles e nessa mesma rádio trabalhava uma mulher que hoje é jornalista em uma rede de TV famosa (lembrem dela), uma coisa engraçada, ela deu em cima do meu avô quando namorava minha avó e foi perguntar pra ela o que ela queria com o João Carlos (nome artístico dele), alegando que o mesmo era seu namorado.
Meu avô era branco dos olhos azuis e minha avó era considerada negra pela família. Ele foi deserdado pela por se casar com minha avó e então sem ajuda de custo alguma (como muitos casais fazem), começou sua vida junto de minha amada veia, perguntou até se ela o aceitaria mesmo assim e pasmem, ela aceitou (minha avó nada interesseira). Antes minha ela não tivesse aceitado nada, pois mal ela sabia que a grande merda iria acontecer depois que ele morresse.
Anos se passaram ele teve o primeiro filho, (que talvez não seja filho de nenhum dos dois, seja adotado, mas isso é história pra outro desabafo) começou a ganhar dinheiro, construiu uma casa de madeira e tudo, depois de tempos tiveram mais dois filhos e uma vida bem estruturada, ele construiu uma casa de praia pra ela, comprou uma lanchonete no nome dela e da minha mãe, comprou uma empresa para os meus tios e tava tudo bem, todos trabalhando, todos tinham seus carros e todos ganhando seu dinheiro (minha família era o famoso meme "eu tenho pq mereci". Até que ele decidiu em um dia vender tudo de todos, o que mais afetou foi a lanchonete da minha vó, pois ela amava o que ela fazia e ele conseguiu vender sem permissão, como? Ele tinha a costa quente e conseguia fazer tudo o que queria, quando queria.
Eles tinham uma vida boa, nunca faltou comida, roupa, nada para ninguém. Nesse tempo eu nasci, nasci em berço de outro, como muitos diziam. Eu era extremamente mimada, ganhava de roupas a brinquedos quase toda a semana, até que ele faleceu. O cara morreu quando eu tinha 3 anos de idade, todo mundo ficou abalado e pensando que nada poderia ser pior que ele morrer, deixando 3 filhos dependentes dele, umas esposa mais dependete ainda e uma criança que não sabia nem cagar no pinico direito, até ai tudo bem.
No dia seguinte foram ver os preparativos para enterro, comprar lote em cemitério e etc, entretando o dinheiro do meu avô havia sumido completamente, todo o dinheiro, documentos, ações de banco, absolutamente tudo, mas minha avó tentou tranquilizar todo mundo, pois ela tinha uma poupança que nunca tinha mexido então o dinheiro daria pra sustentar tudo até geral conseguir um bom emprego (até então eles só trabalhavam pro meu avô). O que ela não sabia é que ele tinha pego esse dinheiro também, como? Ele conseguiu falsificar a assinatura dela e o banco não conferiu merda nenhuma.
Da noite para o dia nossa família ficou pobre, se ter dinheiro pra comprar comida, uma noite eu levantei com fome e comi arroz puro pq era o que tinha. Geral lá de casa deixava de comer pra me dar, eles fizeram conta em frutaria, a gente sobrivevia de sexta básica e assim conseguimos nos levantar. Galera conseguiu trampo, voltamos a ficar bem de novo, não como antes, mas melhor do que passar fome e assim foi indo até que eles decidiram vender a casa, burrice pq a gente não pagaria aluguel e passaria a pagar. Era uma casa de 24 peças onde eu nao precisava sair para brincar ou fazer qualquer coisa do tipo e hoje moramos em uma casa de 2 quartos, um médio outros pequeno, sala, cozinha, banheiro e garagem onde meu tio dorme, sim meu tio dorme na garagem.
Um tempo atrás, alguns conhecidos antigos nos encontraram na rua e falaram a seguinte frase "nossa, vocês devem estar bem de vida com o hotel que o fulano deixou pra vocês", partir dai minha avó decidiu ver onde estava tudo, "contratou" advogado para achar tudo. Ah, acho que não contei que quando minha avó foi ver bagulho de penção, ela não conseguiu, pois o nome do meu avô não constava como casado com ela. Voltando, ela fez de tudo pra achar e semana passada tivemos uma resposta: ta com a mulher da rádio que eu disse pra lembrar... uma parte só, a outra pelo jeito ta em uma cidade aqui perto com uma mulher que alega ser filha dele.
Ou seja, meu avô era um grande babaca, que traiu minha avó com a mulher da rádio e com mais alguma pra ter uma suposta filha, deixou todo o dinheiro dele pra elas, sem pensar que a gente poderia precisar e ferrou com todo mundo, menos comigo pq sou nova e consigo me carregar com minhas pernas.
Hoje meu tio (o que dorme fora de casa, na garagem) precisa de duas cirurgias e está esperando pelo SUS, talvez daqui um ano saia e minha avó tem cancer com metastase pro rim. Então é isso ai galera, eu to muito puta da vida, de mãos atadas vendo minha família sofrer. Hoje mesmo a mulher tava na televisão e minha avó veio chorar comigo, pq não aguenta ver a cara dela.
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2019.06.23 23:56 d3rr1c53xpl0r3r Como tudo aconteceu (Na minha Cabeça)

Depois de ter ouvido todos os 24 episódios do Caso Evandro é impossível não formar uma narrativa própria na sua cabeça. Ao longo desses 24 episódios você transita entre a culpabilidade e inocência dos sete acusados. Impossível não, já que num caso tão conturbado quanto esse e com tantas variáveis fica difícil acreditar 100% em qualquer depoimento ou confissão. Pensei em esperar que todos os episódios saíssem antes de fazer esse post, mas aí lembrei que o Ivan mencionou que dará o seu parecer pessoal de como acha que as coisas aconteceram. Então para que não haja “Depois de ter ouvido fica fácil falar”, eu vou postar agora. Até para que eu não me influencie pela versão dele. Caso nos próximos episódios alguma coisa bombástica venha à tona e mude a minha opinião, eu irei colocar edits na minha postagem.
Só para que vocês entendam um pouco sobre mim venho de uma família umbandista e cresci entremeio sessões espiritas em casa, centros de umbanda e candomblé e “presenciei” sacrifícios de animais (Por ser pequeno na época, nunca me deixaram ver o ato, mas via o resultado nos dias seguintes. Como já ficou claro, as vísceras têm que ficar no alguidar por 3 dias antes de serem descartadas em água corrente, ou levadas a uma encruzilhada). Meu avô (Já falecido) era pai de santo e minha tia filha de santo e atendíamos apenas família e vizinhos próximos. Nunca tivemos um centro propriamente dito. E como isso já faz bastante tempo, obviamente algumas coisas me somem à memoria então fui pesquisar mais sobre o assunto.
Antes que eu comece, até para que vocês entendam um pouco melhor sobre as religiões Afro-Brasileiras, existem VÁRIAS vertentes. Sabe aquela coisa de brasileiro “gourmetizar” as coisas? (isso será importante na minha versão da história) Pois bem, com essas religiões não é diferente. Primariamente vieram da África com seus escravos TRÊS religiões, a Umbanda, a Quimbanda (ou Kimbanda) e o Candomblé. Sendo a umbanda e a quimbanda cultos semelhantes. Na “Umbanda Branca” temos o trivial de sessões espiritas, atendimento aos consulentes e o famoso passe (Algo apenas para dar uma paz de espirito a quem precisa, limpeza de aura e etc.) e oferendas à Yemanjá, Oxalá, Xangô, Ogum, Oxossi, Iori, Iorimá, que são as 7 linhas da umbanda. Na “Umbanda Negra” ou Quimbanda também há 7 linhas, todas chefiadas (encabeçadas) por diferentes Exus, que esses por sua vez em troca de sua sabedoria e conhecimento de outros Exus da gira (networking) pedem oferendas mais “caras”, oferendas de sacrifício de sangue. Dependendo do que lhes é pedido os tipos de oferenda variam desde uma simples galinha até humanos. Na África até hoje esses sacrifícios acontecem segundo o que pude encontrar (Não sei se é verdade). Eu poderia fazer um post apenas sobre isso, pois é uma assunto MUITO extenso e complexo. Pois bem, abaixo vocês podem conferir a minha versão do acontecido. Algumas coisas apenas os envolvidos sabem e ninguém NUNCA saberá a verdade.
Chega em Guaratuba no começo de Janeiro de 1992, o “Pai-de-Santo” e jogador de Búzios Osvaldo Marceneiro com sua então namorada Andrea Barros e os mesmos tentam estabelecer negócio na feira de artesanato no centro da cidade. Antes que os outros integrantes da feira se opusessem a permanecia de Osvaldo na feira, o mesmo conhece Beatriz Abagge que como declarou varias vezes gostava de misticismo e coisas do gênero. Após algumas leituras de Búzios os dois se tornaram próximos e assim começaram um relacionamento de amizade. Beatriz por sua vez leva seus pais a uma consulta em 29 de Janeiro de 1992.
Osvaldo por morar no imóvel de Carmelita Cristofolini, ficou sabendo do terreiro da Mae Hortência o qual Beatriz Abbage também frequentava. Carona vai e carona vem, já que Osvaldo não tinha carro (como declarou), os dois vão ficando cada vez mais próximos. Beatriz Abagge recém separada de seu noivo, estava obviamente em busca de respostas e um direcionamento em sua vida e recorreu a ajuda de Osvaldo nos búzios (Aquela coisa de mulher, “será que ele vai voltar”, “será que ele ainda gosta de mim” e etc.). Contundo Osvaldo oferece não apenas o consolo espiritual, mas também um consolo emocional e o que era amizade acaba se tornando um affair. Aí pronto, isso é o suficiente para que Beatriz comece mover montanhas por Osvaldo. Logo após isso os outros integrantes da feira de artesanato começam uma movimentação para que Osvaldo e Andrea sejam removidos da feira e com o apoio de Beatriz, Osvaldo vai à prefeitura de Guaratuba para pedir ao Prefeito Aldo Abagge que o conceda um alvará de funcionamento na Feira. Com isso Osvaldo conhece Davi Dos Santos Soares que era o Vice-Presidente do conselho dos artesãos e esses se tornam amigos. (Não sei ao certo, ou não me lembro de onde Vicente de Paula e Osvaldo se conhecem ou quando se conhecem). Pois bem, Osvaldo consegue a permissão para permanecer na feira lendo os seus Búzios.
Osvaldo, um jovem que na verdade era FILHO-de-Santo precisa se “firmar” para conseguir se tornar um Pai-de-santo propriamente dito e abrir o próprio Terreiro em Guaratuba com a ajuda de Beatriz Abagge. Osvaldo foi vulgarmente chamado de “pai-de-santo” por todos por ignorância dos que não conhecem como a religião de fato funciona. Só é considerado “Pai-de-Santo” quem tem um terreiro e passa por uma iniciação feita por um outro Pai-de-Santo que tem um terreiro em funcionamento. No caso da região de Guaratuba já existia um terreiro, o da Mãe Hortência, e por motivos não sabidos talvez a Mae Hortência não quis iniciar Osvaldo (O que já é um red flag). Pois bem, Osvaldo ambicioso e com sede de se estabelecer de vez em Guaratuba pois agora estava apaixonado por Beatriz vai atrás de informações para fazer a sua própria iniciação como Pai-de-Santo na umbanda. Entendam, para que alguém se torne Pai-de-Santo, o mesmo deve possuir amplo conhecimento sobre a religião, linhas de trabalhos, tipos de espirito, como proceder no caso de algo dar errado numa sessão, e principalmente, o quão forte o “cavalo” é, se aguenta a pressão imposta pelos espíritos. (Algo que não mencionei no texto acima sobre as religiões, é que Umbanda e Quimbanda se entrelaçam de uma maneira homogenia. Quem segue uma acaba seguindo a outra indiretamente, já que as duas juntas são o ponto de equilíbrio. Sendo uma sempre contraria à outra.).
Já envolvido com Vicente de Paula e Davi dos Santos Soares, Osvaldo começa a busca de sua primeira oferenda. Oferenda essa para se auto iniciar como Pai-de-Santo. Com isto, o menino Leandro Bossi desaparece em 15 de Fevereiro de 1992. Não temos detalhes sobre esse acontecido pois como tudo consta o menino Leandro continua “desaparecido”. Há “informações” de que o corpo havia sido descartado no mesmo rio onde o saco com partes de Evandro seriam encontrados mais adiante, porem nada de concreto foi constatado. Vale ressaltar que não acredito que Beatriz e Celina estejam envolvidas nesse desaparecimento, inclusive acho que Beatriz na época do ocorrido em Fevereiro não ficou sabendo que havia sido Osvaldo o responsável por isso, pois ate então os dois não eram tão próximos assim e obviamente Osvaldo não queria assustá-la. Pois entendam, somente quem segue a religião e a estuda, entende a razão do sacrifício e não encara isso como um crime, pois o está fazendo por suas crenças e o vê como necessário para obter o que almeja. (Não estou de maneira nenhuma defendendo a prática, e de fato apesar da religião requerer tais sacrifícios os mesmos não deverão ser praticados pois envolve o assassinato cruel de um semelhante. Aqui sem dúvida entra a linha tênue entre a crença e a moral do ser humano)
O menino Leandro continua desaparecido e ninguém tem pistas, apenas o relato de Diógenes de ter visto Leandro na garupa da moto com Osvaldo (?). Portanto esse acontecido segue em paralelo enquanto as vidas dos 7 acusados continuam e tudo está maravilhoso. Osvaldo, De Paula e Davi estava certos que nunca ninguém descobriria o que aconteceu, como de fato não descobriram, pois, o retrato do Menino Leandro Bossi continua na pagina do SECRIDE na seção de crianças desaparecidas, ou seja, não falecidas. Portanto não há materialidade para se constatar que um homicídio ocorreu.
Passam-se então quase dois meses até que cheguemos ao desaparecimento do menino Evandro Ramos Caetano. Nesses dois meses, na minha cabeça entendo que muitas coisas aconteceram, principalmente entre Beatriz Abagge e Osvaldo Marceneiro. Os dois com certeza se tornaram ainda mais próximos, porem Osvaldo tinha Andrea, a qual já suspeitava do affair entre os dois. Daí vem os relatos de ciúmes excessivo de Osvaldo e de possíveis agressões. Só quem trairia (ou trai), acha que está sendo traído. Pensem, o affair de Osvaldo e Beatriz jamais poderia vir à tona, por várias razões. Primeiro, Osvaldo era juntado com Andrea que veio com ele pra Guaratuba, ela talvez não tivesse pra onde ir caso os dois se separassem e por esse motivo Osvaldo talvez se sentisse responsável por ela, já que a mesma o acompanhou ate Guaratuba. Segundo, Beatriz era filha do prefeito e da poderosa Família Abagge, e não poderia ser vista com tendo um caso com um “Pai-de-Santo”. Isso iria colocar em xeque a credibilidade da família perante a política local e até mesmo estadual. Sem mencionar que na cidade o mesmo já era visto com maus olhos pelos artesãos e obviamente pelo eleitorado católico, predominante em cidades do interior brasileiro, incluindo Celina Abbage.
Porém, sabem como é não é verdade? Basta apenas que uma dádiva seja concedida para que o descrente se torne crente. Nesses dois meses Osvaldo dever ter feito alguma previsão que se tornou realidade, ou fez algum trabalho (Oferenda) para Beatriz que se provou frutífero e a mesma juntada de seus sentimentos por Osvaldo mergulhou de cabeça na idéia. Nesse interim Beatriz começou um trabalho de convencimento com seus pais com prováveis “Tá vendo, não disse que ele é serio” ou “Desde que o Osvaldo começou a fazer trabalhos nossa vida tem melhorado, estamos abrindo o Centro pra cuidar das crianças, você esta trazendo o partido pra cidade, vai Lançar a Denise como candidata e etc.” ou coisas do tipo. O que não sabíamos no começo do podcast mas ficou claro nos últimos episódios é que Celina era extremamente arrogante, ambiciosa e sedenta por poder. Logo, ao ver que as coisas estavam andando na vida da família atribuiu tudo (por influencia de Beatriz) à Osvaldo, esquecendo assim o seu catolicismo e se convertendo ao “Osvaldicismo”.
Osvaldo, sabendo que sua influência na família Abagge havia aumentado consideravelmente em poucos meses propõe à beatriz que abrissem um centro de Umbanda junto com De Paula e Davi que já estavam próximos ao “casal” nesta época. O único problema é em que cidades pequenas, notícias envolvendo a família do prefeito correm rápido. Logo ficou sabido que Beatriz estava envolvida na abertura de um centro de umbanda com Osvaldo. O que fez com que a mesma, até por pedido de seu próprio pai deixasse a idéia de lado pois não seria bom por motivos políticos. Enfim, com algumas coisas indo bem pra família Abagge atribuídas à Osvaldo faltavam as coisas principais serem “consertadas”. A serraria que não andava muito bem das pernas (e da onde provavelmente vinha o sustento de toda a família, já que pelo que dá a entender Beatriz, suas irmãs e sua mãe não tinham renda alguma ainda que estavam envolvidas em projetos aqui e acolá) e a força política que Aldo e Celina tanto queriam e que estava sendo ameaçada por Diógenes (com seus panfletos) e pelo outro candidato da oposição (o qual não me recordo o nome).
A família Abagge convencida de que Osvaldo tinha o poder de interceder por eles e ajudar a família a sair dos problemas políticos e financeiros que os afligiam pedem ajuda à Osvaldo. Agora lembrem-se de que Osvaldo não tinha nenhuma outra ocupação a não ser jogar búzios e ser “Pai-de-Santo”. Depois de meses de consultas com a população de Guaratuba e seu envolvimento com Beatriz, Osvaldo vê neste apelo a chance de fazer um pé de meia. Neste momento Osvaldo descreve à Beatriz o que deveria ser feito, quanto custaria e quem participaria. Acredito que Beatriz ao ouvir o que deveria ser feito deve ter se assustado e não deve ter concordado de primeira, porem Osvaldo lhe diz que é a única maneira de conseguir tais benefícios. Depois de conversa com sua família Beatriz e Celina decidem proceder com as orientações de Osvaldo. Começa então a segunda caçada ao próximo menino que teria de ser sacrificado. Entra aqui agora a parte da “Gourmetização” da religião. Osvaldo por conveniência ou não, não posso afirmar, envolveu o número 7 neste trabalho. Pois lembrem-se, há de fato 7 linhas de trabalho nas religiões afro-brasileiras. Coincidência ou não, neste caso acredito que não. Osvaldo, além de ter 7 letras, é um nome o qual a soma de suas letras pela numerologia também é 7. Evandro, além de ter 7 letras, também soma o número 7 quando usamos a numerologia. E o suposto ritual acontece no dia 7 de Abril 1992. Neste caso, não acredito que sejam apenas coincidências, pois são muitas. É aquele velho ditado, onde há fumaça há fogo. São muitas coincidências juntas, porém vamos chegar nessa parte quando falarmos sobre as torturas.
Após a aceitação da proposta de Osvaldo, a família Abagge, começa a premeditação do ritual. Se o que falei sobre o número 7 no parágrafo acima confere, então Evandro se torna um alvo. Pois lembrem-se, para que o menino escolhido se encaixasse nos parâmetros, eles deveriam saber o nome do garoto, não poderia ser qualquer garoto. Então assim, as Abagge começam a pensar nos meninos os quais elas sabiam o nome e que poderiam se encaixar no pedido de Osvaldo. Os pais de Evandro estavam diretamente ligados à prefeitura, sendo sua mãe Maria trabalhando na Escola onde Evandro frequentava e o seu Pai Ademir na prefeitura. Logo, a família Abagge conhecia a família Ramos Caetano muito bem, e sabia o nome de seus filhos. Por um infortúnio Evandro se encaixava perfeitamente. Agora, colocando de lado o simbolismo do número 7, Evandro só estava na hora errada no lugar errado e fui abduzido pois era um menino. Pensem, proveniente de uma família humilde, os Ramos Caetano jamais pensariam que a família Abagge, a mais poderosa de Guaratuba faria uma coisa dessas. Mas sabe aquele negócio de é tão óbvio que ninguém nunca suspeitará? Pois então, mas o que eles não esperavam é que Diógenes estaria à espreita aguardando um passo em falso para que ele atacasse.
Eis que no dia 6 de Abril de 1992 por volta de 9:30 da manhã por um acaso (ou não, pois acredito que o menino Evandro não fazia aquele trajeto todos os dias naquele mesmo horário. Naquele dia ele não havia tomado café (ou esquecido o mini-game) e foi até em casa buscar na hora do recreio) enquanto passando pelas redondezas da casa dos Ramos Caetano, as Abagge avistam o menino Evandro indo pra casa e o seduzem com balas para dentro do carro. Voltando à simbologia do numero 7, lembrem-se de que o ritual seria feito no dia 7, logo elas deveriam ter o menino um ou dois dias antes apenas, pois o mesmo deveria estar vivo no momento do sacrifício e não teriam onde deixar o menino por um longo período de tempo caso o tivessem raptado por muito tempo antes de poder fazer o ritual.
Vale voltar um pouco no tempo para mencionar o relato de Diógenes dizendo que Osvaldo havia espalhado pela cidade que uma grande tragédia iria acontecer e iria virar a cidade de pernas pro ar. Aqui é a parte onde ele mesmo começa a entregar a corda pra que fosse enforcado mais adiante. Sabendo do ritual que aconteceria, já que as Abagge haviam concordado, Osvaldo viu aí a oportunidade de se tornar “famoso” pois ele haveria previsto um acontecimento antes que o mesmo houvesse ocorrido, OU, o mesmo de fato viu nos búzios que algo viraria a cidade de pernas pro ar, mas não sabia que ele estaria envolvido. Afinal, ninguém comete um crime esperando ser pego, certo?
Depois do rapto do menino Evandro no dia 6 começam os preparativos para o ritual no dia seguinte, dia 7. Airton Bardelli, já envolvido com Osvaldo por intermédio de Beatriz recebe a ordem de que no dia seguinte todos da serraria deveriam ser dispensados mais cedo às 6 horas da tarde, para que o trabalho pudesse acontecer às 7 (?). Aqui fica a minha duvida, e eu não sei responder essa questão de como Bardelli e Cristofolini entram no ritual. Será que apenas para composição de quórum, já que Osvaldo disse que precisariam de 7 pessoas? Osvaldo pediu à Cristofollini, seu então vizinho para que apenas os ajudasse compondo o grupo, e a mesma coisa à Bardelli por parte de Beatriz já que Bardelli estaria na Serraria e seria responsável pelos funcionários não estarem lá? Isso é uma das coisas que jamais saberemos. Porém, não acredito na parte que a serraria ficou fechada uma semana para que eles pudessem limpar o local e etc., qualquer idiota colocaria um pedaço grande de lona ou plástico para forrar o chão e não ter que lavar ou limpar o sangue depois. Se eles não o fizeram assim, foram burros – fica a dica pra próxima rs.
O Ritual acontece de acordo como relatado, onde o menino Evandro é oferecido em forma de sacrifício para um Exu (Não para o Diabo, não para Satã, não para nada disso). Acreditem ou não, mas Exus em sua grande maioria não são espíritos maus, são apenas mensageiros entre o mundo dos vivos e dos mortos os quais cobram pelos seus serviços (em forma de oferendas). Contudo, há também Exus de má índole, que são espíritos não evoluídos e que agem pelo lado errado da gira. Qual o Exu ao qual o menino Evandro foi oferecido, nunca saberemos. Após o ritual ser terminado os 7 deixam a serraria e Beatriz e Celina voltam pra casa, e Celina vai à tal festa com Aldo. Osvaldo, De Paula, Davi, Bardelli e Cristofolini se dirigem às suas casas. Aqui fica aquela confusão sobre o dia 6 ou dia 7, bar da dobradinha, jantar na casa de Antonio Costa. E também onde Andrea desmente o álibi de todos, pois diz ter visto Osvaldo e De Paula saindo com roupa de trabalho e sendo buscado por Beatriz. Mais um indício de que Osvaldo e Beatriz estavam tendo um affair o qual Andrea já sabia e por vingança não encobriu o seu namorado.
Voltando ao dia 6, após o desaparecimento de Evandro, sua família obviamente estava recorrendo a qualquer tipo de ajuda. Nisso chega a notícia no terreiro da mãe Hortência por meio de Davina de que o menino havia sumido e a família estava pedindo que pessoas se dirigissem à casa da família para orações. Não obstante, Vicente de Paula vai à casa dos Ramos Caetano e recebe a entidade que se propõe a ajudar porem não quer fazer naquele momento pois o “cavalo” não está com a roupa adequada. A entidade pede que o mesmo coloque sua roupa enquanto vai na “gira” ver se consegue achar o menino e que depois voltaria. Acho que é aqui que o resto está na casa de Antonio costa jantando após a sessão no terreiro. Depois do jantar quem vai ajudar na busca é Osvaldo com Davi dos Santos (que não é o “Cheiro” rs) junto com Davina e seu marido Mario. Quando a entidade pede que seja levada a uma rua que tenha palmeiras Osvaldo sinaliza que sentiu uma presença forte no final da rua perto do mato. Aqui na minha opinião, Osvaldo entrega mais um pouquinho de corda para ser enforcado na tentativa de fazer o seu nome como Pai-de-Santo. Depois da profecia de que haveria uma tragédia na cidade ele deve ter achado por bem profetizar a presença do menino naquela região pois já havia planos de desová-lo lá após o ritual. Porém isso foi mais uma bala na arma de Diógenes.
Cinco dias depois quando o corpo é encontrado no Sábado dia 11 de Abril a 30 metros do local onde Osvaldo havia sentido uma “presença forte”, as coisas começam a ficar suspeitas. Infelizmente o corpo encontrado está além do reconhecimento e fica difícil a confirmação porem como já sabemos o corpo encontrado está sem as mãos, sem alguns dedos dos pés, sem orelhas e olhos e sem órgãos internos incluído coração. E tudo isso é explicado nas doutrinas, a falta das mãos é para fortuna, do pênis para impotência, e assim vai. Não me recordo de todos. E é aqui que as coisas começam a ficar esquisitas e se esclarecer ao mesmo tempo. Mesmo que o corpo encontrado não seja de Evandro, seja de Leandro Bossi por exemplo. Os cortes citados, as partes faltantes do corpo são por coincidência de acordo com a doutrina de sacrifícios?! Não acredito, e tem mais, aqui cai por terra também a teoria de que Diógenes teria conspirado contra as Abagge. Pelos depoimentos de Diógenes ele se mostrou TOTALMENTE ignorante às religiões aqui envolvidas. Portanto, ele não saberia o que fazer com o corpo para que parecesse que um ritual de sacrifício tivesse sido realizado no corpo em questão. E mais, se hoje nem na internet se encontra tais instruções podemos imaginar em 1992. Só quem de fato é praticante há MUITOS anos tem acesso a como praticar tais rituais. Pois não é apenas pegar um corpo X cortar e tchau, como o nome diz é um ritual, portanto existem musicas, palavras a serem faladas dentre outras coisas e só quem estuda há um bom tempo sabe o que fazer.
Portanto quando Diógenes faz a sua denuncia no dia 29 de Maio de 1992 quase DOIS meses depois do ocorrido, ele se baseia em “fofocas” porém também em outros fatos, como sobre a do “Grupo Tigre” estar próximo à família Abagge durante as investigações. Se depois de dois meses ninguém sabe absolutamente nada, é porque alguma coisa tem, concordam? Depois da sua denuncia ao ministério público, o mesmo acha por bem colocar o “Grupo Águia” da PM em uma investigação paralela à da Polícia Civil que nada fez por dois meses. Aqui na minha opinião entra a parte onde Diógenes tinha sim uma agenda contra a Família Abagge. Por N motivos ele não gostava deles em especial à Celina que causou o divórcio de seus pais. Após ficar sabendo de tudo que ficou por intermédio de conhecidos, Davina, Edézio, Jorge Banana e cia, ele foi mais do que correndo colocar a sua denuncia pois então ainda que não tivesse provas concretas pra ele tudo aquilo fez sentido e ele tinha nas mãos o que sempre quis.
Não acredito que as testemunhas tenham mentido a pedido de Diógenes. E entendo o fato delas não terem se pronunciado no dia, ou dias depois. Morando numa cidade pequena onde todos se conhecem, a família mais poderosa e talvez mais rica da cidade se envolve num crime hediondo desses, você se pronunciaria? Eu não me pronunciaria, e é a verdade. No caso de Edézio, ele ficou sem saída porque seu amigo Hamilton ao qual ele havia confidenciado ter visto as Abagge raptando o menino Evandro contou ao Diógenes que por sua vez deve ter obrigado ele a prestar depoimento do que havia visto. Não há nada de estranho nisso. A mesma coisa com o Jorge Banana, se eu estou pescando e vejo um saco cheio de restos mortais do que poderia ser um feto, meu barco viraria uma lancha de tão rápido que eu sairia de lá. E com peixe ou sem peixe no meu barco eu JAMAIS puxaria o saco pra dentro do barco. E é isso que talvez destrua a credibilidade das testemunhas, o MEDO. Ninguém quer admitir que tem medo, mas a grande maioria das pessoas tem, e por não querer admitir isso em juízo ou em depoimento acaba passando por mentiroso. Pois é muito fácil falar, “Ah, mas você viu que tinha mãos dentro do saco, cabelo e não pegou o saco?!”. Não, eu também não pegaria. Agora, se eu soubesse do que tinha acontecido (Coisa que Jorge Banana não sabia à época do ocorrido), e visto um saco com as coisas eu chamaria a policia sem dúvida alguma, porém se não soubesse, aquele saco de cal iria ficar lá pra sempre.
Finalmente chegamos às prisões dos dias 1,2 e 3 de Julho de 1992, onde os 7 acusados são presos. Aqui eu vou ser bem sucinto e explicito nas minhas opiniões. Eu acredito que todos tenham sofrido tortura sim, sem sombra de dúvidas. Porém pra confessar aquilo que de fato haviam cometido porque jamais confessariam de uma outra forma. Não defendo tortura e não acho que esse deveria ter sido o caminho a ser seguido. E acho que a maneira com a qual a PM conduziu as prisões e os interrogatórios foi o que estragou o caso. Se eles não tivessem torturado os réus a argumentação da promotoria teria sido muito mais forte e o único argumento da defesa seria o de que o corpo encontrado não era o de Evandro.
Agora as perguntas que ficam e talvez a chave de todo esse mistério é, se o corpo encontrado não é o de Evandro como afirma piamente até hoje o Delegado Luis Carlos de Oliveira, porque os acusados colocaram as roupas de Evandro no cadáver? O que eles tentaram fazer aqui? Encobrir uma morte com outra? Desovar o cadáver de Leandro Bossi que estava na geladeira que a Celina tirou da serraria como relatou Teresinha e por isso tinha marcas roxas e já estava em estado de putrefação como se fosse Evandro? O que vocês acham? Isso vai ficar no imaginário de cada um, pois nunca saberemos.
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2017.11.29 20:20 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois / Parte 3

Galera, finalmente postando a última parte da saga. Depois de pensar para caralho, resolvi falar com ela pelo Facebook e marcamos de nos encontrar num café pertinho da praça onde nos esbarramos. Para quem não conhece a história desde o começo:
Parte 1 - TL/DR: sou casado, reencontrei uma garota por quem eu era apaixonado há 12 anos e só nesse reencontro eu percebi como eu fui um imbecil com ela. Em resumo, nós éramos grandes amigos, eu fiquei com medo de me declarar, meti o pé do curso de inglês que fazíamos sem dar nenhuma explicação e desapareci completamente da vida dela.
Parte 2 - TL/DR: comecei a me perguntar se aquela garota que eu reencontrei realmente era ela, já que ela parecia tão mais velha. Depois de dezenas de tentativas, achei ela no Facebook e sim, realmente era ela. Descobri que um amigo meu já tinha saído com uma prima dela há muito tempo e soube que ela teve uma vida bem escrota, foi abandonada por um marido meio babaca e agora basicamente vivia só pelo filho na casa dos pais.
Parte 3 - Taí. Nos reencontramos. Foi uma experiência que eu não sei classificar. Foi feliz, foi triste. Foi amargo, foi doce. Foi impressionante. A gente chorou um pouco junto. Escrevi um pouco ontem à noite e terminei hoje de manhã.
Só queria agradecer a todos os conselhos e dicas que recebi aqui. Reencontrar alguém do passado é uma coisa que mexe muito com a gente, faz com que nosso coração se sinta naquela época novamente. Essas quase três semanas foram muito estranhas. Foi quase uma viagem no tempo por coisas que eu achava já ter esquecido completamente. Infelizmente não posso dividir muito disso com amigos próximos, então fica aqui o desabafo.
Esse último ficou mais longo do que eu esperava. Honestamente, a gente conversou tanto que acho que resumi até demais. Como da primeira vez, fiz em formato de conto. Novamente, obrigado a todo mundo que deu um help nessa história, que finalmente se fechou.
Era um café bonito. Novo da região, era um daqueles negócios em que você vê o coração de um sonho do dono. As mesas rústicas de madeira, as lâmpadas suspensas que desciam do teto em fios de prata, como teias de aranha tecidas por vagalumes. O quadro negro cuidadosamente preenchido com os preços e até desenhos estilizados de alguns pratos. No fundo, um jazz instrumental marcava presença de forma tênue. Também era um daqueles negócios que você sabe que não vai durar muito. Que você bate o olho e pensa: “com essa crise, é melhor eu dar um pulo lá antes que feche”.
Eu presto atenção a cada detalhe ao meu redor. À roupa preta das atendentes, ao supermercado do outro lado da rua que vejo pela vitrine. Aos clientes que entram e saem de uma loja das Casas Pedro. Eu não quero esquecer de absolutamente nada. Era um ritual meu que fiz pela primeira vez aos 14 anos. Sempre tive boa memória, mas naquela época eu me esforcei para colocá-la inteiramente em ação. Era um verão e eu estava prestes a reencontrar uma prima que, anos atrás, fora minha primeira paixão. Ela nos visitava de anos em anos e, três anos após trocarmos beijos juvenis debaixo do cobertor, ela havia acabado de chegar à casa dos meus avós, onde se hospedaria.
Naquela noite, eu não consegui dormir. Por volta das 4h da manhã, peguei meu cachorro e caminhei 15 minutos em meio à madrugada até a casa da minha avó. Não, não fui fazer nenhuma surpresa matinal ou pular a janela em segredo. Eu apenas fiquei do outro lado da rua e observei tudo ao meu redor. “Eu vou lembrar desse reencontro para o resto da minha vida”, pensei, do alto dos meus 14 anos. “Eu quero lembrar de cada detalhe”.
E até hoje eu lembro. Da rua cujo chão estava sendo asfaltado, mas onde metade da pista ainda exibia os bons e velhos paralelepípedos. Das plantas da minha avó balançando ao vento, o som singelo dos sinos que ela mantinha na varanda e davam àquilo tudo um clima quase de sonho. Do meu cachorro, fiel companheiro que viria a morrer dois anos depois, sentado ao meu lado com metade da língua para fora. Do frescor da madrugada que precedia o calor inclemente das manhãs do verão carioca.
Mas não é dessa memória - e nem dessa paixão - que eu falo no momento. Eu falo dela. Dela, que eu reencontrei depois de tanto tempo. Que eu julgava já ter esquecido. Que, apenas mais de dez anos depois, eu percebi que tinha sido um babaca ao desaparecer sem qualquer despedida. Mesmo que ela jamais tivesse segundas intenções comigo, mesmo que fosse apenas uma boa amiga, eu havia errado. E aquela era o dia de colocar aquilo, e talvez mais, a limpo.
Foram três semanas de tortura comigo mesmo. Desde que achara seu perfil no Facebook e ouvira de um amigo em comum notícias de uma vida triste, seu rosto não me saía da cabeça. Ao menos uma vez por dia, eu pagava uma visita ao seu perfil e mirava aqueles olhos. As fotos, quase todas ao lado da mãe e do filho pequeno, tinham um sorriso fugaz encimado por olhos dúbios, tristes. Eles lembravam-me de mim mesmo. “Você tem um olhar de filhote de cachorro triste, por isso consegue tudo que quer”. “Você parece feliz, mas sempre que para de falar por um tempo, parece ter uns olhos tão tristes”. “Essa cara de pobre-coitado-menino-sofredor é foda de resistir, dá vontade de levar para casa e dar um banho”. Eu já havia perdido a conta de quantas vezes ouvira aquilo das minhas ex-namoradas e ficantes da faculdade. Os dela não eram muito diferentes. Quando ela finalmente apareceu, com sete minutos de atraso, eu pude perceber.
Meu coração parou por uma fração de segundo e depois disparou, como se os sineiros de todas as catedrais que haviam dentro de mim tivessem enlouquecido. Era engraçado como algumas pessoas passavam vidas inteiras sem mudar o jeito de se vestir. Ela ainda parecia com aqueles sábados em que nós nos encontrávamos no curso de inglês: os tênis All-Star, a calça jeans clara, uma camiseta simples - de alcinha, branca e com corações negros estampados - e o cabelo com rigorosamente o mesmo corte. “Talvez por isso que foi tão fácil reconhecê-la, mesmo depois de todo esse tempo”, pensei. Ou talvez eu reconhecesse aquele rosto e aqueles olhos - antes tão vivos e alegres - em qualquer lugar. Eu jamais saberia.
Como qualquer par de amigos que não se vê há milênios, falamos de amenidades no começo. Casei, separei. Sou funcionária pública, ela dizia. O relato do meu amigo, eu descobria agora, não estava perfeitamente certo. Ela não havia se demitido do trabalho, apenas se licenciado por algum tempo. “Fui diagnosticada com depressão”, ela admite, sem muitas delongas ou o constrangimento que tanta gente tem sobre o tema. “Meu casamento estava indo muito mal e eu desabei. Mas agora tá tudo bem”. Não estava, não era necessário ser um especialista para notar aquela tristeza escondida no canto do olhar.
Falei da minha vida para ela também. Contei que a minha ex-namorada que ela conheceu não deu certo e que, naquela época de fim da adolescência e início da vida adulta, eu tinha muita vergonha de falar sobre o que eu passava. Ela praticava gaslighting comigo, tinha crises de ciúme incontroláveis, me fazia sentir um crápula por coisas que eu sequer havia feito. “Você parecia tão feliz com ela”. “Eu finjo bem”, admiti. “E eu tinha vergonha de mostrar para os outros o que passava. Homem dizendo que a mulher é abusiva? Eu não queria que ninguém soubesse”.
Após quase meia hora de amenidades, eu exponho o elefante na sala de estar. Na verdade, quem começa é ela. Quando a adicionei no Facebook, falei que tinha esbarrado com ela na rua e que ficara com vergonha de cumprimentá-la na hora. Mas que queria muito revê-la depois de tanto tempo, tomar um café, falar sobre a vida. “Por que você sumiu?”, ela pergunta, no meio de um daqueles silêncios que duram mais do que deveriam. Eu tremi por dentro, mas não havia como continuar escondendo.
No começo, falei o básico. Que era de família humilde, como ela bem lembrava, e que o parente que pagava meu curso havia descoberto um câncer. Poucos meses depois, eu perdi meu emprego. Tudo isso num intervalo curto, de três ou quatro meses e perto da virada do ano. “Me ligaram do curso e ofereceram um desconto. Eu era pobre, mas sempre fui orgulhoso. Naquela época, era mais ainda. Burrice minha. Se bobear, eles iam acabar me oferecendo uma bolsa”. “Eles iam”, ela responde. “O Francisco - dono do curso - era maluco por você. Você era um ótimo aluno”. Ela dá um gole no mate que pediu. Meu café esfria ao meu lado. “Mas por quê você não falou nada comigo?”, ela continua.
Eu sabia que estava num daqueles momentos em que poderia mudar radicalmente o dia. Porque eu poderia ter mentido. “Eu não falei porque fiquei com vergonha de ter perdido o emprego”. “Eu não falei porque eu estava muito triste: parente próximo com câncer, desempregado, meu relacionamento com uma pessoa abusiva”. Eram mentiras com um pouco de verdade, mas não revelavam o grande problema. Naquele fim de tarde, eu escolhi não mentir. Nem me esconder. E eu já tinha ensaiado essas palavras dezenas de vezes nas últimas semanas.
“Olha, eu não sei se dava para reparar na época ou não. Não sei era muito óbvio, sinceramente. Mas eu era completamente apaixonado por você naquele tempo. Eu passava a semana inteira pensando no dia em que a gente ia se encontrar, trocar uma ideia no curso, caminhar junto até a sua casa. E eu tinha uma vergonha absurda disso. Eu tinha namorada, você tinha namorado e estava para se casar. Então eu achava errado expor aquilo, ser claro. E eu achava que você não gostava de mim. Eu tinha auto-estima muito baixa e esse relacionamento com essa ex-namorada abusiva só piorou as coisas. Eu me sentia um lixo, então achava que você não ia ligar se eu sumisse. Que ninguém ia ligar se eu sumisse. E foi o que eu fiz. Mas, se você quer uma versão curta da resposta, é essa: eu era completamente apaixonado por você naquela época e quis sumir, sair correndo”.
Enquanto eu falava aquilo tudo, a boca dela se abriu em alguns momentos. Às vezes parecia surpresa, às vezes parecia que ela tentaria falar alguma coisa que se perdia no caminho. Eu fazia esforço para olhá-la nos olhos, mas era difícil. Mesmo depois de todos esses anos. Tentei dar a entender com o tom de cada palavra que aquilo era uma coisa do passado, que não me incomodava mais, que agora eu queria apenas revê-la e saber como andava a vida.
O desabafo foi seguido de um silêncio que tornava-se mais pesado a cada segundo. Havia alguma coisa fervendo dentro dela, dava para ver. Foi aí que os olhos dela brilharam mais do deveriam, lacrimejando. Quando vejo aquilo, sinto que o mesmo vai acontecer comigo, mas me seguro. Ela vira o rosto e olha para além da vitrine, onde um ponto de ônibus está lotado com os clientes do supermercado e estudantes recém-saídos de suas escolas, o trânsito lento e infernal. A acústica é tão boa no bar que o caos de fim de tarde do outro lado do vidro parece uma televisão ligada no mudo. Quando ela me olha de volta, vejo que ela não faz qualquer esforço para esconder os olhos marejados.
“E você nunca me contou nada? Nem pensou em me contar?”.
Eu não sei quantos de vocês já ficaram sem notícias de um parente ou de alguém que você ama por muitos anos. Aconteceu comigo uma vez, com uma tia que desapareceu por quase 10 anos no exterior e reapareceu após ser mantida em cárcere privado por um namorado obsessivo. A sensação é estranha. É como descobrir que um livro que você tinha dado como encerrado tinha uma continuação secreta. As memórias de hoje se misturavam com as de 12 anos atrás, da última vez que li esse livro. Ela começou a contar tudo.
Ela, como eu já disse antes, era o meu ideal de felicidade. Casara cedo, tivera filho cedo, empregara-se no serviço público cedo. Era tudo com o que eu sonhava. Eu sempre quis constituir uma família, ter uma vida simples, ter um filho cedo para poder aproveitá-lo ao máximo. Mas a falta de dinheiro e a busca por uma parceira ideal sempre ficaram no caminho, assim como a carreira. O problema é que ela tinha uma vida muito diferente do que eu imaginava, muito mais parecida com a minha à época.
Acho que já deixei claro o quanto eu era apaixonado por ela no passado. Ela não era bonita nem feia, tinha o tipo de rosto que se perde na multidão sem ser notado. Filha de pai negro e mãe branca, era morena e tinha o cabelo liso levemente ondulado, quase até a cintura. Quando éramos adolescentes, ninguém a elegeria a mais bela da turma, mas dificilmente negariam que tinha seu charme. Eu a achava linda.
Mas ela, como eu, era o tipo de pessoa que tinha a auto-estima no fundo do poço. Como eu, também cresceu em um lar bem humilde. Também colecionou desilusões amorosas. E, como todo mundo já sabe, isso te transforma em um alvo perfeito para relacionamentos abusivos. O namorado dela, assim como a minha namorada à época, era muito bonito e manipulador. E ela achava que ele era a única pessoa que gostava dela, o único que lhe daria atenção. E isso fez com que, por anos, ela suportasse tudo que aconteceu entre eles. Traições, brigas, mentiras, chantagens, ameaças de abandono, ciúmes doentios. A história deles dois era tão parecida com a minha história com minha primeira namorada que eu fiquei assustado. Só que, diferente de nós, eles casaram. Eles colocaram um filho no mundo.
Ele só piorou com o nascimento da criança. Ele não era mau com o filho, ela dizia. Era um pai carinhoso, inclusive. Mas o pouco amor e bondade que ele tinha por ela transferiu-se todo para a criança. Vivia para o trabalho, para o filho e para os amigos.
“A gente chegou a ficar sem se falar por meses”.
“Morando na mesma casa e sem se falar?”.
“Sim. Nem bom dia. Nada. Eu me sentia um fantasma”.
Na contramão dele, ela dobrava-se para dentro de si própria. Abandonou a faculdade para cuidar do filho enquanto o marido formou-se com seu apoio fiel. Vivia para o filho e tinha seus problemas conjugais menosprezados pela família. “É coisa de garoto, ele vai melhorar”. “Homem quando acaba de ter filho é sempre assim”. “Vai passar”. Mas não passou, só piorou. As traições recorrentes evoluíram para uma equação desequilibrada de álcool e uma amante fixa no trabalho que ele sequer fazia questão de esconder. Ele anunciou que ia deixá-la, convenceu-a de que era um bom negócio vender o apartamento que eles haviam comprado. Racharam o dinheiro e ele foi viver a vida. Ela voltou a morar com a mãe, agora viúva.
O filho, nitidamente a coisa mais importante daquela mulher, tornou-se a única razão para viver. A pensão que a mãe recebia era baixa, o salário dela também não era bom. A pensão que o marido dava ajudava a manter uma vida extremamente funcional e sem luxos. As roupas eram das lojas mais baratas. Viagens não existiam. O único gasto relativamente alto era com uma escola particular de qualidade para o filho. O resto era sempre no básico.
Contei para ela sobre o meu sonho de casar cedo, de ter uma vida tranquila e estável. Falei que eu admirava muito a vida que ela escolheu no começo, que era a vida que eu queria ter vivido. A grama realmente é mais verde no jardim do vizinho, ao que parece.
“Mas a sua vida parecia tão tranquila, tão perfeita”.
“A minha?”.
“A sua namorada naquela época era uma menina tão bonita, eu lembro dela. Loira, bonita de corpo. Até lembro que ela fazia medicina e ainda era dançarina. Eu achava ela linda, perfeita. E você… você era sempre tão fofinho. Carinhoso e atencioso com todo mundo. Inteligente pra caralho, nem estudava e tinha as notas mais altas em tudo. Todo mundo gostava de você, todo mundo queria ser seu amigo e você nem se esforçava para isso”.
“Eu não lembro disso…”.
“Porque você não se achava bom. Você tinha 16, 17 anos e sentava para conversar de igual para igual sobre cinema e livro com uns professores de 40 e poucos anos. Você parecia fluente conversando com os professores em inglês e espanhol enquanto a gente tentava chegar perto disso. Passou no vestibular de primeira. Você não percebia, mas você era o queridinho de todo mundo. Você não era o garoto malhado bonitão, você era o garoto charmosinho e inteligente que todo mundo gostava. Eu gostava de você também. Gostava mesmo, de verdade. Eu tinha uma paixãozinha por você. Mas eu achava que eu não tinha a menor chance. Eu achava que eu merecia o meu namorado. Que eu era feia, ruim. Que ele estava certo em me falar aquelas coisas”.
“Eu era completamente apaixonado por você”, eu respondo. “Eu pensava em você todo dia”.
Engraçado como as pessoas se veem de maneira tão diferente. Eu me definia de três formas quando a conheci: eu sou gordo, eu sou feio, eu moro num dos bairros mais pobres e violentos da cidade. No dia seguinte, de manhã, eu olharia minhas fotos de 12, 14 anos atrás e me surpreenderia com quem eu via ali. Eu era bonito, só um pouco acima do peso. Com 16 anos, eu já era o barbado da turma antes de barba ser coisa hipster. Na foto do colégio, uma das últimas do terceiro ano, eu parecia tão dono de mim, tão no controle. Eu tinha aquela cara de inteligente e rebelde. Por dentro, eu era completamente diferente. Inseguro, assustado, sem auto-estima alguma e com uma namorada abusiva.
São sete e meia e a noite já começa a cair no horário de verão. Educadamente, uma das atendentes nos indica que a galeria onde o café funciona vai ser fechada em breve. Eu pago a conta e nós ficamos meio perdidos, sem saber o que fazer. Ela ainda tem os olhos inchados, eu também. Os funcionários da loja nos olham de forma surpreendentemente carinhosa, não sei o quanto eles escutaram do desabafo.
Saímos em silêncio do café, ela atendeu a uma ligação da mãe. Minha esposa estava fora do estado e só voltaria dali a alguns dias, então eu estava bem relaxado em relação às horas.
“Não sei se você precisa voltar para a casa por causa do Hugo, mas tem um bar aqui perto que é bem vazio a essa hora. A gente pode sentar pra conversar”, eu digo.
“A gente tem mais coisa para conversar?”. Ela pergunta sorrindo, não vejo nenhum traço de mágoa no seu rosto.
“Claro que tem. Doze anos não se resolvem em duas horas”.
Fomos para um bar pequeno ali perto, um que eu costumava frequentar nos tempos de faculdade. Nos tempos em que eu pensava nela e não me achava capaz de tê-la. Ele pouco havia mudado de 12 anos para cá: a mesma atmosfera que fazia dele aconchegante e levemente depressivo ao mesmo tempo. Era um bar das antigas, com azulejos portugueses azuis e poucos frequentadores. O atendimento era excelente e o preço razoável para a região, mas aquela estética de 40 anos atrás parecia espantar os frequentadores mais jovens. Os poucos que iam lá, no entanto, eram fiéis. Como eu fui no passado.
Nos sentamos no fundo do bar vazio em plena terça-feira e desnudamos nossas vidas um para o outro. “Eu quero saber quem você é”, eu comecei. “A gente falava sobre um monte de coisa, mas eu não sei nada sobre você. Sobre sua família. Sobre sua infância, quem você é. E você não sabe nada sobre mim”. Ela riu. “Você é maluco”. “Não, só quero te conhecer melhor. Compensar por ter sido um babaca há doze anos”.
A conversa foi agridoce. O que mais me assustava era como tínhamos origens semelhantes, desde a família até a criação. Os dois criados no subúrbio do Rio de Janeiro, os dois de famílias humildes que, por conta da pobreza e da necessidade de contar uns com os outros, permaneciam unidas. Primos de terceiro ou quarto grau criados próximos, filhos que casavam e formavam suas famílias nas casas dos pais. Assim como a minha família, a dela investiu tudo que tinha para que ela estudasse em um colégio particular até que eventualmente ela passou para uma escola pública de elite.
Nossas duas famílias tinham essa estranha tradição carioca que mistura catolicismo, umbanda e espiritismo, um sincretismo religioso que eu, como ateu, tenho dificuldade em entender - mesmo tendo crescido nesse meio. Assim como eu, achava-se feia, indesejada na adolescência. Isso fez com que rapidamente trocasse o mundo cor de rosa pelo rock e pelos livros. No meu caso, eu acrescentaria videogames e RPG, mas o resto não mudava muito.
“Na minha escola, tinha muita patricinha, muito playboy. Eu não aguentava eles. E eles sabiam que eu era pobre, então não se misturavam muito comigo”. Contei a minha versão para ela. “Eu gostava de ler, RPG e jogar videogame. Mas eu era muito pobre, fodido mesmo. E isso tudo era coisa de gente com grana na época, né? Então eu acabei ficando amigo dos nerds na época por conta dos gostos comuns. Eu tive sorte, demoraram a perceber que eu era pobre. Eu tenho toda a pinta de gente com grana, essa cara de europeu que engana. Quando perceberam que eu era duro, foi só no segundo grau. Ali eu já era um pouco mais cascudo, tinha bons amigos”. Ela não.
Era tudo tão igual que, em dado momento, eu parei de falar que havia sido igualzinho comigo. Eu esperava ela terminar a parte dela. Falava a minha. E intercalávamos nossas histórias, os dois surpresos com as semelhanças. Provavelmente a grande diferença era a vida dela após ter o filho e abandonar a faculdade. Ela trabalhava em uma repartição pública onde tinha 20 anos a menos do que a segunda funcionária mais nova, se afastou dos amigos. Era estranho conversar com ela. Não usava redes sociais praticamente, apenas para trocar mensagens com parentes distantes e mostrar fotos do filho para eles. Não via séries, não tinha Netflix - só novelas. Não conhecia bandas novas, não era muito de ir ao cinema. Era uma sensação estranha, mas parecia que boa parte da vida dela tinha parado em 2006 ou 2005. Os hábitos dela e poucos hobbies pareciam os de uma pessoa de 50 e poucos anos.
Me doeu imaginar o que poderia ter sido, o que poderíamos ter feito juntos, como poderíamos ter sido bons um para o outro. Pensei na minha esposa, que tem um perfil familiar radicalmente diferente do meu. Ela vem de uma família de classe alta, só com engenheiros e funcionários públicos de elite. O mundo dela era muito diferente do meu, tão diferente que às vezes me assustava. Famílias que não se falavam e que, mesmo endinheiradas, brigavam por herança e cortavam laços de vida por conta de bens que eles não precisavam. Todos católicos ou evangélicos, sem exceção. No máximo um ou outro ateu escondido no armário, como eu.
Essa diferença nos causava estranhezas, pontos de atrito que me surpreendiam. Quando eu elogiava a decoração de uma festa, ela falava do preço e da empresa que a produziu. Ela sentia uma obrigação social em aparecer em eventos familiares ou do círculo social deles, de ser e parecer uma boa esposa. Eu só queria estar onde eu estava afim e quando eu estivesse afim, nunca vi a família como uma obrigação social. Eles discutiam herança entre irmãos com os pais bem vivos, nós nos preocupávamos em fazer companhia à minha mãe quando meu pai morreu. Já era meio subentendido que abriríamos mão de qualquer coisa e deixaríamos tudo para minha mãe, tendo direito ou não.
Havia uma preocupação com patrimônio, normais sociais e aparências que, por muitas vezes, me assustavam. Muitas vezes ela parecia desgastada ou enojada com isso também, mas fazia porque alguém na família tinha que fazer, porque era tradição, porque sempre foi assim. Eu assistia àquilo atônito, impressionado como uma família tão numerosa quanto a minha - com literalmente dezenas de primos e tios até de terceiro grau que moravam em um mesmo bairro - era tão mais simples e unida do que uma dúzia de endinheirados que pareciam brigar por coisas fúteis.
Ela, que estava ali do meu lado, não. Tudo que ela me contava soava como uma cópia fiel da minha família, apenas em escala ligeiramente menor. Pensei em como as coisas seriam simples ao lado dela, despreocupadas, tranqulas. Que eu não passaria a vida sendo julgado pela família da minha companheira como o ex-pobre com pinta de hipster que conseguiu ganhar algum dinheiro, mas não tem muita classe nem é muito cristão, como nos últimos anos.
As palavras que saíram da boca dela depois de uns dois ou três copos de cerveja poderiam muito bem ter sido lidas do meu pensamento. “Você acha que a gente teria sido um bom casal? Que a gente ia se dar bem?”.
“Não tem como saber”, eu respondi. “Mas a gente pode imaginar”. E a gente começou a brincadeira mais dolorosa da noite, imaginando como seria se tivéssemos ficado juntos 12 anos atrás.
“Eu jogava videogame para caralho, você ia se irritar. E eu ia te pentelhar para jogar comigo”, eu comecei.
“Eu gostava de videogame, só não jogava muito. Eu ia te arrastar para show da Avril Lavigne e da Pitty, você não ia gostar”.
Eu sorri. “Eu não tenho nada contra as duas”.
“Britney e Justin Timberlake também”.
“Porra, aí você já tá forçando a barra, amor tem limite”.
Falamos sobre meus primeiros estágios, sobre como eu era maluco e fazia dois estágios e faculdade ao mesmo tempo. Saía de casa às cinco da manhã e voltava às onze da noite. Tudo para conseguir ter uma grana legal, já que na minha área os estágios eram ridiculamente baixos. Ela falava sobre a rotina de estudos para concurso, sobre como foi difícil conciliar a faculdade - que ela eventualmente abandonou por causa do filho - com o recém-conquistado emprego público. Eu falava do meu início de carreira, que foi bem melhor do que eu jamais imaginara, como subi rapidamente. Como eu achava estranho ganhar a grana que eu ganhava - que não era nada extravagante, garanto - mas meus hábitos simples faziam com que eu mal gastasse metade do salário. Ela falava da depressão que tomou conta dela ao perceber que estava num emprego extremamente burocrático e ineficaz, deixando-a incapaz de buscar outras alternativas. Falamos sobre a morte dos nossos pais, que parecem ter conspirado para falecer no mesmo ano.
Em algum momento, a cabeça dela repousou no meu ombro. Eu não soube o que fazer. Pensava apenas na minha esposa, em jamais ter traído ela nem nenhuma outra mulher. Foi aí que eu percebi que ela chorava e, novamente, eu chorei também.
“É engraçado a gente ter saudade de algo que a gente não teve”, eu disse, lembrando de um livro que eu li há muito tempo.
“Acho que a gente seria um casal do caralho”, ela disse, com um inesperado sorriso entre as lágrimas.
“Ou talvez a gente se detestasse e desse tudo errado, a gente nunca vai saber”.
“A gente nunca vai saber”, eu repeti, mentalmente. Como um vírus, a ideia se espalhou dentro de mim rapidamente. “Eu posso fazer uma diferença na vida dessa mulher, na vida do filho dela, na própria família dela. Eu posso ter uma vida mais tranquila ao lado dela, sem essas picuinhas de família rica. Minha esposa pode encontrar um homem muito melhor para ela. Um cara rico, cristão e que tenha a classe e pose que a família dela tanto quer. Isso pode acabar bem para todo mundo”.
Mas não podia. Lá no fundo, eu sabia que não podia. Eu tinha quase uma década de história com minha esposa. Eu tinha um casamento plenamente feliz atrapalhado por alguns poucos problemas familiares e inseguranças minhas. Tínhamos uma química ótima, gostos parecidos para livros e filmes, nos dávamos bem na cama. Valia a pena jogar aquele relacionamento tão bom e funcional - algo que me parece cada vez mais raro hoje em dia - por uma aventura fugaz? Um remorso do passado? Em um relacionamento com uma estranha que eu estava voltando a conhecer havia algumas horas?
“Você nem a conhece”, dizia a cabeça. “Ela é igual a você”, dizia o coração.
No fim das contas, eu segui a cabeça. Conversamos até quase dez da noite. Pegamos um Uber e fiz questão de deixá-la em casa, um prédio pequeno em um bairro abandonado do subúrbio. Quando o carro parou, ela se demorou um pouco do meu lado e, por impulso, eu segurei a mão dela. Ela me encarou assustada e ansiosa. Eu pensei em beijá-la, em ligar o foda-se e jogar tudo para o alto ali mesmo. Mas eu só desci do carro com ela na rua deserta e caminhamos juntos para dentro do prédio, sem saber exatamente o que a gente estava fazendo. Pedi para o motorista me esperar e disse que depois acertava uma compensação com ele.
“Eu vi o seu Facebook. Você é casado com uma mulher linda. E inteligente. Você não vai me trocar por ela. Nem eu quero acabar com o seu casamento”.
“Você acha ela linda e inteligente?”.
“Você sabe que ela é”.
E então eu desabafei. Falei que passei as últimas semanas reavaliando meu casamento e meu futuro, encarando a foto dela no Facebook de tempos em tempos. Que meu coração quase parou quando encontrei-a pela primeira vez. Que eu gostava de tudo nela. Da dedicação como mãe, da simplicidade, dessa aura de pessoa correta que ela exalava sem fazer esforço, desse espírito suburbano e familiar que ela tinha. Dos olhos dela, tão animados no passado e tão tristes agora. De como eu estava me segurando para não beijá-la naquele dia todo.
“Você é linda. Eu sei que você se acha feia, eu sei que você acha que ninguém vai se interessar por você. Mas você é uma mulher foda, e nem preciso subir para saber que você é uma mãe foda, uma filha foda. Não deixa a vida passar. Eu tenho certeza que tem mais gente que, igual a mim, já percebeu isso em você e não sabe como falar. Não faz de novo a mesma coisa que a gente fez lá atrás. Eu só queria que você soubesse disso porque eu acho que você merece ser muito mais feliz do que você é agora. E você não tem ideia de como você me deixou maluco esses dias todos. Eu sou bem casado com uma mulher linda sim, mas só de encontrar você eu tive vontade de jogar tudo para o alto”.
Foi um monólogo mais longo do que eu esperava. De novo, ela chorou. Dessa vez, eu contive as lágrimas. O abraço que partiu dela foi um dos melhores e mais tristes que já ganhei na minha vida. Havia ali uma história de amor não vivida, saudades de uma história que jamais colocamos no papel, de um mundo que nunca existiu. Ela me apertou forte e eu sentia minhas mãos tremerem.
Encostamos as laterais do rosto um do outro, aquele prenúncio de um beijo adiado. E que tive que usar todo auto-controle do mundo para manter adiado. Me afastei, olhei nos olhos dela, sorri e fui embora. Quando o Uber saiu, ela ainda estava parada na portaria e minhas mãos ainda tremiam.
Eu não sei se essa história acaba aqui ou não. Mas eu tenho quase certeza que sim. Algum dia eu vou contar tudo isso para a minha esposa, mas vou esperar esse sentimento morrer primeiro. Eu conheço ela o suficiente para saber que, em um bom momento, ela não ficaria triste com essa história. Eu até consigo imaginar a reação dela, repetindo a frase que ela me diz desde que a gente casou. “Eu te conheço. Você não vai me trair com alguma gostosona oferecida por aí. Se alguma coisa acontecer, você vai se apaixonar por alguém. Eu te conheço, você é romântico. Mas a gente se resolve”.
Quando cheguei na minha casa vazia, sentei e escrevi quase tudo isso de uma tacada só. Sem revisão, sem pensar muito. Eu acho que eu poderia escrever dezenas de páginas sobre os detalhes da conversa, mas isso aqui já está longo demais. Antes de dormir, eu vejo que tenho uma mensagem no Whatsapp.
“Foi muito bom encontrar você”.
Toda aquela tentação de falar algo mais grita dentro de mim, se debate.
“Foi bom te ver também :) “.
Por via das dúvidas, coloquei o celular em modo avião e suspirei. “Eu tô feliz ou triste?”, me perguntei. Parece uma pergunta simples e relativamente objetiva, mas eu não soube responder. Eu custei a dormir, com medo de sonhar com ela. Quando eu acordo no dia seguinte e me preparo para ir ao trabalho, a impressão que eu tenho é de que tudo foi um sonho. Vê-la, reencontrá-la, chorar, abraçá-la.
E, como quando a gente acorda de um sonho triste, eu volto a viver minha vida normal para esquecer. Hoje tem reunião com cliente. À noite, preciso pegar minha esposa no aeroporto.
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2017.04.13 16:07 1984stardusta Alienação parental

O SILOGISMO SOFÍSTICO DO ABUSO SEXUAL TRAVESTIDO EM ALIENAÇÃO PARENTAL
 Silogismo, conceito filosófico, é um modelo aristotélico de raciocínio lógico baseado na ideia de dedução. Como todos sabem, ele é composto por duas premissas e uma conclusão deduzida. Muito usado no Direito, baseia a Jurisprudência, dando sustentação à ideia de igualdade de direitos para todos. No entanto, o silogismo pode levar a um erro. Outra figura filosófica, o Sofisma, pensamento que se utiliza do raciocínio lógico dos três elementos do silogismo para induzir ao erro, a uma falsa conclusão sem perder a lógica, com a intenção de enganar. 
O calo social, pai é pai, é outro sofisma que conduz a desastres psicológicos quando ignora a diferenciação entre titularidade, hoje muito diversificada e função. É a função que é rasgada quando de um abuso sexual contra um filho ou filha. No discurso psicojurídico esta diferença é negada. E ainda, o pedófilo é um psicopata. E como tal, tem uma enorme capacidade de convencimento, é exímio manipulador. É uma pessoa acima de qualquer suspeita posto que tem uma divisão em sua mente, e gerencia com muita habilidade esta cisão, diferente dos psicóticos que são regidos por ela. Sedutor por natureza, o psicopata está sempre atento a todos os detalhes, tendo plena consciência do crime que está cometendo, mas sem sentir nenhuma culpa.
Ao contrário do que parece, não é o prazer sexual que o move para praticar o abuso. É o prazer pela Síndrome do Pequeno Poder, da dominação absoluta do outro, do desafio da prática da transgressão secreta, do êxtase de enganar a todos.
Este perfil é mais um complicador que é evitado nas avaliações destas queixas. Em lugar de examinar o pai suspeito, é feita acareação, lembrando porões, para depois afirmar, pelo uso do olhômetro, que não houve abuso porque a criança sentou no colo do pai.
Mais uma vez temos um grave Silogismo Sofístico. Claro que a criança pequena continuará a sentar no colo do pai abusador, não se pode esquecer que as práticas de abuso excitam as crianças e lhes deixam uma mistura de sensação prazerosa única, e culpa. A criança ama e obedece ao abusadopai. Portanto este olhômetro é um sofisma que vem baseando o argumento de laudos periciais, todos não protocolares, recheados de achismos e silogismos sofísticos.
 A tão aludida Alienação Parental da mãe, isto é curioso porque hoje este conceito pertence ao gênero feminino apenas, tem sentenciado a totalidade dos processos de abuso sexual intrafamiliar. E tem cometido a aberração do afastamento do convívio da criança com sua mãe. 
A perda da guarda está banalizada, num tempo em que se funda a importância do convívio compartilhado com pai e mãe. O caso da menina Joanna Cardozo Marcenal Marins é emblemático. Atendendo ao pai que alegava Alienação Parental, foi tirada a guarda da mãe, ordenado seu afastamento absoluto por 90 dias, e a menina foi assassinada pelo pai e madrasta no primeiro mês do prazo deste despacho.
 A Alienação Parental não precisa ser muito provada. Alegações verbais, pequenas manobras de autoalienação, já apontada como ponto a ser verificado com cuidado por Maria Berenice Dias em seu livro “Incesto e Alienação Parental”, fazem o argumento que pode levar a este desfecho. Esta autora chama a atenção para o uso de falsa alegação de Alienação Parental como manobra para se tornar vítima através da Alienação Auto Infligida. Mas, da alegação de abuso sexual é exigida prova de materialidade, o que destituiria este crime de sua essência, o crime às escuras. Maria Clara Sottomayor, desembargadora em Portugal, autora de vários títulos sobre Direito da Criança, contesta o conceito de Alienação Parental, que, aliás, não tem base científica. Ela compreende o período que se sucede à separação do casal como um processo de luto que tem sua própria duração de tempo, e que se desfaz, naturalmente, à medida que os dois do casal refazem suas vidas afetivas. Ela também faz uma classificação das ocorrências de Alienação Parental. Os critérios diagnósticos da S.A.P. precisam distinguir a Alienação Adaptativa da Alienação Patológica, a Alienação Justificada da Não Justificada, para evitar ignorar as causas da Alienação. Por exemplo, a Alienação Parental Justificada, quando, sob o tempo da Justiça e todos os seus prazos e recursos, um pai é nefasto para a criança, por qualquer tipo de violência com ela praticada, é uma maneira encontrada pela mãe de alertar a criança para o uso da sedução que ele faz. Vale trazer aqui o criador do conceito: Richard Gardner. Prestando trabalho voluntário na Universidade de Columbia, defendia homens acusados de violência doméstica e abuso sexual contra filhos. .Forjou o conceito e com o seu uso ele, desacreditando a criança, inverteu as posições de vítima e algoz e passou a fazer sucesso, o que lhe rendeu ganhar o título de professor convidado. Gardner pensa como pedófilo e escreve: “as atividades sexuais entre adultos e crianças são parte do repertório natural da atividade sexual humana, uma prática positiva para a procriação, porque a pedofilia estimula sexualmente a criança, torna-a muito sexualizada e a faz ansiar experiências sexuais que redundarão num aumento da procriação”, em seu livro “True and False Accusations of Child Sex Abuse”, pp. 24-25. Palavras dele. Estas e muitas outras com este mesmo teor. E este conceito, forjado por alguém que assim pensa, está consagrado e é hegemônico e dogmático entre nós. 
Gardner, idolatrado entre nós, diante do apelo de ganhar os processos destes homens violentos e estupradores dos filhos, criou pelo descrédito na criança, a inversão de posições vítima e algoz, atribuindo esta última à criança de 03, 04, 05 anos.
Excluiu a criança, desqualificando sua voz. O foco passou então a estar no pai, que vitimizou, e na mãe que demonizou. 
Combinou esta manobra sofística, em que usa o mecanismo de defesa do ego da projeção, primário, com a “terapia da ameaça” a que a mãe é submetida para engessá-la e dissuadi-la de qualquer maneira da busca de proteção e dignidade de seu filho ou filha.
 A mãe é ameaçada. Ameaça de perda da guarda, ameaça de punição financeira, ameaça de afastamento total de convívio com a criança. É incrível como operadores de Justiça executam com tanta habilidade esta terapia da ameaça em tempos em que se luta por cidadania, sem se dar conta do comportamento 
que estão tendo. E pior, como estas ameaças tem se concretizado, sem nenhum cuidado as sequelas causadas, destruindo crianças e mães.
 A terapia da ameaça faz parte de sistema repressor de controle absoluto. Está embebida da matéria prima que rege o pedófilo, o medo, a intimidação, a dominação perversa. Para avaliar o discurso e o comportamento de uma criança que revela um abuso sexual intrafamiliar, o profissional há que se capacitar especificamente, e da maneira mais adequada e qualitativa, seguindo protocolo, métodos e técnicas, com rigores das Ciências Humanas. Ocorre que, além de ser muito mais difícil de suportar do que atribuir uma prática de Alienação Parental, a capacitação faz com que o profissional entre em contato com a pior das perversões. A pedofilia é uma compulsão, repetitiva sempre, da ordem dos comportamentos sub animais. O descrédito na fala da criança é patrocinado pele ausência de capacitação técnica dos profissionais que deveriam auxiliar com esclarecimentos e indícios os processos que buscam proteção para a criança. Quando não estamos capacitados a ver e ouvir, tudo pode ser falado ou mostrado, mas não conseguimos enxergar. Neste cenário, o “melhor caminho” para esta negação de fatos horrorosos é a Cegueira Deliberada, hoje endêmica, que entra no lugar da Responsabilidade Empática. Urge buscá-la para garantir o Direito à Dignidade da Criança. A Childhood Brasil desenvolveu um método baseado em estudos científicos, a “Escuta Especial”. O cuidado com o discurso da criança, a atenção com a disposição até dos móveis na sala, a escolha da sequência de perguntas, o respeito através da ausência de afronta e dúvida, o cuidado com o profissional que toma o depoimento da criança atingido pela escuta por esta barbárie, a entrada do MP na vida da criança, são elementos fundamentais para se cumprir o Princípio do Melhor Interesse da Criança, hoje tão esquecido e contrariado. O registro audiovisual e a parede de espelho unifacial são recursos de tecnologia a favor da não revitimização por repetição infindável de oitivas, deixando à mostra a expressão corporal da criança, e tornando a oitiva viva e 
observável por todos os Operadores do processo.
 Mas a resistência ao uso destes instrumentos favoráveis à criança é enorme. É uníssona a preferência dos profissionais pelo Poder da interpretação pessoal que ignora a metodologia e a técnica científicas, e o Protocolo, uma unificação de linguagem. Em 2014, a escuta de crianças e adolescentes em situação de violência sexual, lançava diretrizes para Consolidação de uma Política Pública do Estado Brasileiro, e teve como parceiros o Tribunal de Justiça de São Paulo, a Escola Paulista de 
Magistratura, a Escola Judicial dos Servidores S.P., o C. N. J., UNICEF, o National Children’s Advocacy Center, a Secretaria de Reforma do Judiciário, a Secretaria de Direitos Humanos, o Ministério da Justiça, e a Universidade Católica de Brasília
 Tive a honra de estar lá a convite da Childhood, e testemunhar este passo qualitativo na Proteção de Crianças e Adolescentes. E o mais importante: eram desembargadores, 
juízes, promotores, defensores, advogados, comprometidos com a criança. Comprometidos. Senti-me alimentada pela esperança.
Esta instituição, a Childhood, havia instalado uma unidade, já em funcionamento em Pernambuco, com a metodologia e a técnica da melhor qualidade, inclusive com o uso de Protocolo. Mas, pouco se sabe sobre isto, não interessa aos adeptos da Doutrina 
da Alienação Parental, e a implantação de um modelo que segue um Protocolo é pouco aceito. Haja vista a instalação de Salas de Depoimento Sem Dano em todas as Comarcas do Rio Grande do Sul, e que tem um uso em torno de 10%, por resistência à pequena grande mudança, informação falada em voz baixa.
No ano passado, 2015, mas só agora divulgado, a Comissão de Eutanásia da 
Holanda concedeu autorização deste procedimento a uma mulher de pouco mais de 20 anos, fato agora divulgado. Ela tinha sido estuprada dos 05 aos 15 anos. O pedido do procedimento foi concedido após ela ter se submetido à terapia intensiva, por anos, e ter sido avaliada por uma junta médica que atestou que ela estava em plena lucidez, no controle de suas faculdades mentais. Apenas, e tão somente, ela não estava suportando mais as doenças psicológicas destas memórias.
 Não nos cabe trazer à baila aqui a eutanásia, a junta médica, ou a desistência desta jovem. Como resultado do abuso, ela sofria de estresse pós-traumático, anorexia severa, depressão crônica e alucinações. Doenças diagnosticadas como incuráveis pela junta médica em três avaliações. A dor diuturna profunda e silenciosa que desenhava seu sofrimento na deformação do corpo pela anorexia, que sentia a tristeza do holocausto subjetivo, e que alucinava retornando à cena da opressão dos abusos, foi insuportável durante toda a sua curta vida. Exatamente o que temos afirmado há anos pela experiência clínica com inúmeros sobreviventes do incesto e do abuso intrafamiliar. A dor psicológica, pela primeira vez, foi dimensionada respeitando-se os limites humanos, e foi reconhecida pelos médicos como tão insuportável quanto uma dor neoplásica de um paciente terminal que fundamenta as autorizações deste procedimento nos países em que a eutanásia é legalizada. O abuso sexual é uma tatuagem na alma de meninos e meninas. Algumas vezes, a 
violência, não pela força, mas pela crueldade ao tatuar, que o requinte da perversão adquire dimensões inimagináveis, causando uma infecção crônica nesta tatuagem que dói e sangra sem parar. Provável ter sido o caso desta sempre corajosa menina holandesa. Ursos não são estrelas!
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