Ideias data noite em casa

9 dicas para uma noite com seu amor, em casa! Quando você quer passar uma noite romântica e aconchegante com seu amor, seja por ocasião de um aniversário, dia dos namorados ou simplesmente uma ... Ideias de Convite Uma Noite Em Paris O convite é uma das partes mais importantes de uma festa, afinal é ele que vai contar aos convidados o tom da festa. Além de passar todas as informações importantes sobre onde será, a data e o local, o convite também informa aos convidados o tipo de festa, o estilo e tudo mais. 21/12/2016 08h00 - Atualizado em 21/12/2016 08h00. Cinco sites e aplicativos online para animar sua noite de Natal em casa 20/ago/2018 - Você já parou para se perguntar se deve ou não deve fazer uma Festa Infantil em Casa? A dúvida inevitavelmente aparece quando pensamos nos preparativos da festa infantil de um(a) filho(a). Esse é o momento em que você deve colocar na balança as vantagens e as desvantagens (do planejamento à execução) desse momento tão especial. Aqui, coisas que a gente tem em casa, vira cenário. Pallets, a mesa da cozinha, plantas e fotografias compõem muito bem a decoração simples, mas muito charmosa. Fica perfeita para aquela festa de aniversário diferente, que começa à tarde e se estende noite a fora. 12/jun/2020 - Explore a pasta 'Datas comemorativas' de Thaylane Dos Santos no Pinterest. Veja mais ideias sobre Decoração festa dia dos pais, Datas comemorativas, Decoração dia dos pais. 70 idéias da noite da data - esta é a única lista que você precisa! Auto-Aperfeiçoamento o melhore ideia para encontro noturno ão o que ajudam o doi parceiro a aprender junto, compartilhar paixõe e talento e er vulnerável um com o outro em ituaçõe nova, ma favor&# Jantar e conversar com as amigas do coração, sair à noite ou um cinema em casa? Aqui estão 10 ideias originais para passar um 8 de março bem agradável! Se você quer comemorar a sua data, 8 de março mas não quer ir em um restaurante ou balada, saiba que você pode fazer uma noite só com a mulherada e ser a noite mais divertida da sua vida! Aqui estão 10 ideias originais para ... Noite de cinema em casa: 1. Planejamento. Pode parecer óbvio, mas muita gente esquece dessa dica. Um bom planejamento irá garantir uma noite de filme de sucesso. Defina uma data e hora para a sessão e não fure. Desligue os celulares e proíba a multitarefa durante o show. 2. Atenção na escolha do filme

Pensando até quando vou respeitar a quarentena

2020.09.14 02:53 irmao_urso00 Pensando até quando vou respeitar a quarentena

Boa noite meus queridos, a nóia desse fim de semana é essa.
A última vez que eu saí de casa por lazer foi em 16 de março. Não vou dizer que está difícil aguentar a quarentena porque minha família não está com dificuldades financeiras e as minhas aulas são EAD, então eu não vivo "sob pressão".
Ainda assim tá difícil. Tenho 21 anos e estou vivendo o "pico" da minha juventude em casa, e isso me deixa muito frustrado. Só se tem 21 anos uma vez na vida e eu vou fazer aniversário no fim do ano sabendo que eu perdi todas as experiências que eu poderia ter tido com 21.
Vi um especialista da anvisa falando na tv que as datas de vacinação mais prováveis são entre fevereiro e junho do ano que vem. Sinceramente eu estava pretendendo acabar com isso no ano novo, agora esperar mais 6 meses ta me desanimando.
Eu quero ver gente, quero abraçar meus amigos, quero conhecer alguma menina legal mas essa desgraça desse vírus vai me deixar em casa por mais um ano. É foda que ninguém parece estar respeitando esse isolamento então eu pensei em sair e fodase mas aí pensei que não quero colocar os familiares dos meus amigos em risco, e se for pra conhecer gente que ignora a pandemia talvez seja melhor ficar em casa mesmo.
To pensando em voltar a sair em janeiro. Talvez eu mude de ideia até lá e fique em casa, mas atualmente é esse o plano. Não quero parecer egoísta mas é literalmente só eu na família levando essa quarentena a sério, sendo que eu sou o mais novo, o menos sedentário e sem nenhum problema de saúde.
é isso, paz e força a todos
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2020.09.06 06:42 thebluecoala Decidi voltar pra terapia

Eu fiz terapia pela primeira vez a uns 7 anos atras. Na época, minha mãe me colocou lá pra "resolver meus problemas com o meu pai", e ficou revoltada porque "criei problemas com ela". No fim ela me tirou da terapia, mas paciência.
Conforme o tempo passou, e diversos eventos da vida ocorreram, eu comecei a piorar emocionalmente. Eu sempre fui uma pessoa mega ansiosa desde criança, a ponto de ter febre ou ter que ir no banheiro toda hora por estar ansiosa/com medo de algo. Desde que me entendo por gente eu rôo unha, e não teve Cristo que me fez parar com isso (base com gosto amargo? pimenta? meia na mão? esmalte? necas... dependendo o nível de nervoso eu chego a rancar sangue). Comecei a ter problemas de autoestima e autoconfiança, ao ponto de tirar 6 numa prova que valia 8 e ir pro banheiro da escola me mutilar porque não tinha sido bom o suficiente. Suicídio se tornou algo recorrente na minha mente, e cheguei a tentar algumas vezes (fracassei por mim mesma, não cheguei a causar nenhum dano de fato). A última vez foi na quarentena já, aonde eu simplesmente surtei, catei uma tesoura e num lapso de sanidade mandei msg pra um amigo pedindo socorro. Ele ficou até sei la que horas da madrugada conversando cmg até garantir que eu estava dormindo e fora de perigo. No dia seguinte conversou seriamente comigo sobre.
Bom... No meio desse caminho ai eu comecei com uns problemas bem chatos de digestão e tal. Fui no gastro e não teve outra: gastrite. Comecei a tomar remédio, melhorava por um tempo, ai o médico parava o remédio (porque ele não quer q eu fique dependente dele pra ter um estomago ok), voltava tudo... bem, um dia cheguei nele e perguntei: "doutor, será que se eu fizesse terapia ia ajudar?" pq além disso, eu pensava em voltar pra terapia, mas não tinha como bancar no particular, e o plano de saúde só cobre se for por encaminhamento. Pra minha sorte, o médico super concordou, disse q era uma ótima ideia, já que meu quadro tava claramente ligado com o meu emocional, e me encaminhou.
No início, eu fiquei com medo (ainda tenho por sinal) de ficar ouvindo besteira da minha mãe, pq é aquela coisa, depressão/problema psicológico é triste e preocupante no filho dos outros, no seu é frescura. Não dei muita corta, sempre q ela perguntava sobre eu cortava o assunto. Tive que fazer algumas sessões de terapia em grupo por norma do plano de saúde. Foi uma bosta, mas eu botava na minha mente que era pra um bem maior: o meu bem.
No fim da ultima sessão em grupo, preenchi um formulário sobre disponibilidade de horário, que iriam me ligar pra agendar minha primeira sessão individual. Coloquei que estava disponível pra qualquer horário (era fim de dezembro, então as aulas estavam no fim) e boa. Era só esperar...
Janeiro veio.. Fevereiro também... Março tava ai... e nada. Até que no dia 11/03 (lembro até a data) me ligaram falando que tinha horário pro dia seguinte a noite, se eu podia ir. Eu tenho recomendação médica pra não dirigir a noite por conta da vista, mas foda-se cara, to a um tempão esperando por isso. E lá fui eu pra minha primeira sessão individual.
Conversei bastante com a psicologa, falei dos meus principais problemas, a gente pareceu se entender muito bem, foi bem legal. Marcamos minha próxima sessão e boa... se não fosse que no dia seguinte amanheci doente com dengue (pela segunda vez) e fiquei doente por uns 10 dias. No fim desses 10 dias veio a quarentena, fechou tudo, e lá tava eu sem terapia DE NOVO.
No inicio me ofereceram fazer por videochamada, mas minha mae tava sempre em casa e eu sabia que ela ia ficar bisbilhotando, então preferi negar. E ficou por isso mesmo..
Nessa quarentena muita coisa aconteceu, minha vida mudou muito, eu mudei muito, e de uns tempos pra cá me pego direto em umas oscilações de humor ridículas, tendo crise de ansiedade uma atrás da outra, pensamento suicida do nada (to lá rindo de alguma coisa besta e começo a pensar o quanto algo é ruim e enfim... entro em loop). Não é mais como se meu emocional fosse um constante problema, mas sim uma coisa desforme e mutante que cada hora tá de um jeito e eu não sei como vou acordar amanha. Vou acordar bem e conseguir viver? Vou acordar querendo morrer e simplesmente ignorar a existencia de todo mundo? Vou estar com uma raiva tão grande do mundo que vou descontar em quem não deve? Essa inconstância é horrível.
Pensando muito sobre isso esses dias, e percebendo que até quando as coisas dão certo eu acho motivo nelas pra ficar triste, eu decidi voltar pra terapia. Vou esperar passar o feriado e ligar lá e ver se consigo fazer presencial com mascara e o caramba, ou então tentar arrumar um horário por videochamada que minha mãe não esteja em casa. Eu só não aguento mais sentir q meu potencial como ser humano ta limitado em 0.5% porque meu cérebro ta desequilibrado. Eu não aguento mais sofrer dentro de mim mesma, olhar pra mim e perceber que tudo dentro de mim é caos, e que eu não tenho um apoio sequer pra saber por onde seguir. A inconstância e a insegurança dentro de mim são tão absurdas que eu sinto sim que um dia elas vão me matar. Que um dia eu vou decidir enfiar uma faca no meu estomago e ninguém vai estar por perto pra me parar... Então enquanto eu ainda tenho chances e oportunidades, só me resta tentar.
Obrigada se você leu até aqui.
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2020.08.26 20:21 ElaborBR Impactos trabalhistas no enfrentamento do COVID-19

Desde o domingo, dia 22 de março de 2020, em que o Governo Federal assinou a Medida Provisória 927/20, inúmeras dúvidas inundaram a segunda-feira dos escritórios de advocacia, empresas de contabilidade, departamento de Recursos Humanos, Departamento Pessoal, firmas de auditoria e em especial, a dos trabalhadores.

Algumas dúvidas versavam sobre questões legais, mas seguramente a maior parte dos questionamentos era no sentido de: como implantar as medidas trazidas pela MP de maneira mais segura tanto para a empresa como para os colaboradores?

Como meu sistema está ou não preparado? Como eu poderia rodar em grande escala as férias dos colaboradores sem o pagamento do terço constitucional, já que posso pagar até o dia 20/12/20? E lá adiante, o sistema de folha de pagamento conseguirá vincular o pagamento do terço às férias corretamente? E se tiver aumento de salário? Pago o terço constitucional com o salário novo ou com o salário da época da concessão das férias?

Um cliente me ligou hoje pela manhã e perguntou: será que o Protheus já está preparado para calcular as férias de acordo com a MP? Respondi: fique tranquilo… de domingo à noite até hoje, quarta-feira pela manhã … Nem Protheus, nem qualquer outro sistema. Nós dois rimos… de nervoso… rs.

Depois de dois dias de leituras, pesquisas e resposta às consultas de nossos clientes, resolvemos trazer algumas das questões debatidas.

Não temos a pretensão de dirimir todos os aspectos, impactos e desafios que as empresas e trabalhadores enfrentarão pela frente. Mas é um apoio, um suporte a quem terá que ser um instrumento da gestão de mudança sem perder de vista o atendimento ao compliance e empatia com a posição e as vidas dos colaboradores dentro e fora da Empresa.

ENTENDENDO OS IMPACTOS TRABALHISTAS NO ENFRENTAMENTO DO CORONAVIRUS – COVID19 MEDIDA PROVISÓRIA 927/2020

1) Quais são as principais medidas trabalhistas trazidas pela Medida Provisória 927/2020 no enfrentamento do coronavírus (COVID-19) ?

O artigo 3º. da MP estabelece que poderão ser adotadas pelos empregadores, dentre outras, as seguintes medidas:

I – o teletrabalho;

II – a antecipação de férias individuais;

III – a concessão de férias coletivas;

IV – o aproveitamento e a antecipação de feriados;

V – o banco de horas;

VI – a suspensão de exigências administrativas em segurança e saúde no trabalho;

VII – o direcionamento do trabalhador para qualificação profissional (REVOGADO PELA MEDIDA PROVISÓRIA 928/20); e

VIII – o diferimento do recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS.

Importante destacar o artigo 2º. da MP 927/20:

“Durante o estado de calamidade pública a que se refere o art. 1º, o empregado e o empregador poderão celebrar acordo individual escrito, a fim de garantir a permanência do vínculo empregatício, que terá preponderância sobre os demais instrumentos normativos, legais e negociais, respeitados os limites estabelecidos na Constituição”

2) Neste sentido, existe a possibilidade de uma discussão jurídica nos tribunais sobre a tal preponderância do acordo individual sobre as leis, decretos, instruções normativas, portarias, etc.?

Em um primeiro momento, entendemos que dependerá muito da forma, do conteúdo e da essência dos acordos que serão firmados com o trabalhador, ainda que o objetivo principal seja nobre, que é o da preservação do emprego. Portanto nossa resposta é que SIM, poderá haver a chamada judicialização de alguma das medidas trazidas pela MP.

Uma forma de minimizar a exposição é obter o maior número de elementos e subsídios que auxiliem na tomada de decisão. O envolvimento do consultor trabalhista e principalmente do vosso assessor jurídico são fundamentais neste processo.

TELETRABALHO (HOME OFFICE OU TRABALHO REMOTO)

3) Como devemos gerir o regime de home office?

O assunto teletrabalho é bem amplo, mas vamos focar nas questões da MP:

O regime de trabalho presencial poderá ser alterado para o de teletrabalho independentemente de acordos individuais ou coletivos, e deverá ser será notificado ao empregado com antecedência de, no mínimo, 48 horas, por escrito ou por meio eletrônico.
As disposições relativas à responsabilidade pela aquisição, pela manutenção ou pelo fornecimento dos equipamentos tecnológicos e da infraestrutura necessária e adequada à prestação do teletrabalho e ao reembolso de despesas arcadas pelo empregado serão previstas em contrato escrito, firmado previamente ou no prazo de trinta dias, contado da data da mudança do regime de trabalho.
Os estagiários e aprendizes não ficaram de fora e também estão contemplados neste regime.
4) Podemos suspender a concessão do Vale Transporte e do Vale Refeição aos empregados que estão em home office?

O vale transporte poderá ser suprimido, tendo em vista que a finalidade do transporte (residência x trabalho x residência) não ser aplicável ao trabalhador que está no regime do teletrabalho.
O vale refeição deve ser mantido, pois o trabalhador está trabalhando e mesmo que remotamente, ele precisa se alimentar. Deverá ainda ser observado os intervalos para descanso e alimentação. Ao indagar se devemos continuar fornecendo o vale refeição, muitos empregadores demonstram ter uma ideia distorcida do próprio home office.
5) As empresas que forneciam aos empregados a alimentação na modalidade de restaurante próprio ou convênio, precisam fornecer o benefício ao trabalhador colocado no regime de teletrabalho?

Nada muda, o empregado continua tendo que se alimentar, por isso é necessário que a empresa conceda a alimentação, devendo avaliar internamente a modalidade e procedimento que será adotado.

6) E em relação a parte de Saúde e Segurança do Trabalho?

Como o momento é extremamente delicado, as empresas provavelmente não tiveram o tempo necessário para tomar todas as medidas necessárias, em especial ao mobiliário: mesa, cadeira, fones (se necessários), por exemplo.

Sabemos que existem empregados trabalhando sentados na cama, onde toda a questão ergonômica fica prejudicada. A longo prazo esta posição incorreta poderá se tornar uma doença profissional. Por isso é importante que o empregador olhe com cuidado para estes aspectos.

7) As empresas são responsáveis pelo fornecimento da infraestrutura e equipamentos necessários ao desempenho das tarefas em home office?

Sim. Inclusive deverá constar no contrato escrito como se dará o fornecimento destes equipamentos e materiais, em especial ao reembolso das despesas com a utilização da internet, por exemplo.

Para fins de benchmarking, alguns dos nossos clientes adotaram o modelo de reembolso mensal das despesas, cujo valor tem flutuado entre R$ 50,00 a R$70,00.

8) O reembolso de despesas deverá constar em folha de pagamento?

Sim, conforme prevê o artigo 225 do Decreto 3.048/99, a empresa é também obrigada a:

I – preparar folha de pagamento da remuneração paga, devida ou creditada a todos os segurados a seu serviço, devendo manter, em cada estabelecimento, uma via da respectiva folha e recibos de pagamentos;

9º A folha de pagamento de que trata o inciso I do caput, elaborada mensalmente, de forma coletiva por estabelecimento da empresa, por obra de construção civil e por tomador de serviços, com a correspondente totalização, deverá:

IV – destacar as parcelas integrantes e não integrantes da remuneração e os descontos legais

Embora algumas empresas utilizem o modelo de relatório de reembolso de despesas (RD), conservadoramente nossa posição é a de que todo pagamento realizado ao colaborador deve transitar em folha de pagamento, o que não significa dizer que deverá ter todas as incidências (INSS, FGTS e IRRF). Importante as empresas se atentarem às previsões existentes no Decreto 3.048/99 e no Decreto 9.580/18.

9) Devo controlar o horário de trabalho ou adotar o cartão de ponto aos empregados colocados em regime de teletrabalho?

De acordo com a Lei 13.467/17, conhecida como lei da reforma trabalhista e que alterou a CLT em diversos pontos, os empregados em regime de teletrabalho não estão abrangidos pelo instituto do controle de jornada nem de horário. Então a resposta é não, não há a necessidade de controle de horário, embora algumas empresas estejam aplicando sim o controle, seja pela marcação via mobile ou via time sheet.

Neste momento, o maior desafio dos gestores é medir a produtividade de cada colaborador. Sabemos que nem todos têm o perfil para trabalhar em casa, mas não podemos esquecer que as crianças também estão fazendo “home office”!

Por isso é extremamente relevante que as empresas comuniquem aos seus trabalhadores como se dará o trabalho em home-office, as condutas, posturas, comunicação com clientes, pares e gestores, etc.

Sem dúvida quando tudo isso passar as empresas olharão o trabalho em home office de uma forma muito diferente. Uma nova forma de trabalho está nascendo.

FÉRIAS

As férias poderão ser concedidas por vontade do empregador, devendo o trabalhador ser comunicado com antecedência mínima de 48 horas, por escrito ou meio eletrônico.
Não poderão ser inferior a 5 dias.
Poderá ser antecipado períodos aquisitivos futuros, mediante acordo individual escrito.
Os colaboradores pertencentes ao grupo de risco devem ser priorizados na concessão ou antecipação das férias,
A concessão do abono pecuniário (venda de 1/3 das férias) ficará sujeita a concordância do empregador.
O empregador poderá pagar o 1/3 constitucional até a data de pagamento da gratificação natalina, também conhecido como 13º. Salário, ou seja, até 20/12/20.
O pagamento da remuneração das férias poderá ser realizado até o 5º. dia útil do mês subsequente ao início do gozo das férias.
Em caso de férias coletivas, não será necessário realizar a comunicação prévia ao Ministério da Economia e aos Sindicatos representativos.
Porém há a necessidade de comunicar aos empregados contemplados pelas férias coletivas com antecedência de, no mínimo, 48 horas.
Os RH´s devem se antecipar e verificar junto aos seus respectivos fornecedores de folha de pagamento as questões relacionadas ao cálculo e geração das férias nos moldes trazidos pela MP.

FERIADOS

As empresas poderão antecipar o gozo de feriados não religiosos federais, estaduais, distritais e municipais e deverão notificar, por escrito ou por meio eletrônico com antecedência de, no mínimo, 48 horas mediante indicação expressa dos feriados aproveitados.
Os feriados também poderão ser utilizados para compensação do saldo em banco de horas.
No caso dos feriados religiosos, este deverá ter concordância dos colaboradores mediante acordo individual e por escrito.
Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

BANCO DE HORAS

Ficam autorizadas a interrupção das atividades pelo empregador e a constituição de regime especial de compensação de jornada, por meio de banco de horas, em favor do empregador ou do empregado, estabelecido por meio de acordo coletivo ou individual formal, para a compensação no prazo de até 18 meses, contado da data de encerramento do estado de calamidade pública.
A compensação de tempo para recuperação do período interrompido poderá ser feita mediante prorrogação de jornada em até duas horas, que não poderá exceder 10 horas diárias.

SUSPENSÃO DE EXIGÊNCIAS ADMINISTRATIVAS EM SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO

Suspensão da obrigatoriedade da realização dos exames médicos ocupacionais, clínicos e complementares, exceção feita aos exames demissionais.
O exame demissional poderá ser dispensado caso o exame médico ocupacional mais recente tenha sido realizado há menos de cento e oitenta dias.
Os demais exames (admissionais, mudança de função, retorno de afastamento e periódicos) deverão ser realizados no prazo de 60 dias após o contado da data de encerramento do estado de calamidade pública.
Na hipótese de o médico coordenador do PCMSO considerar que a prorrogação representa risco para a saúde do empregado, o médico indicará ao empregador a necessidade de sua realização.
Ficam suspensos também os treinamentos previstos nas Normas Regulamentadoras (como o treinamento da CIPA por exemplo) e deverão ser realizados no prazo de 90 dias após o contado da data de encerramento do estado de calamidade pública.
Os treinamentos poderão ser realizados na modalidade de ensino a distância e caberá ao empregador observar os conteúdos práticos, de modo a garantir que as atividades sejam executadas com segurança.
Entendemos que alguns treinamentos nos parece de difícil aplicação pois como seria possível observar os conteúdos práticos de um treinamento para trabalho em altura ou espaço confinado ?

Os processos eleitorais da CIPA ficam suspensos até o encerramento do estado de calamidade pública, assim como os processos eleitorais em curso.

POSTERGAÇÃO DO DEPÓSITO DO FGTS

Fica suspensa a exigibilidade do recolhimento do FGTS pelos empregadores, referente às competências de março, abril e maio de 2020.
O recolhimento das competências de março, abril e maio de 2020 poderá ser realizado de forma parcelada, sem a incidência da atualização, da multa e dos encargos.
O pagamento das obrigações referentes às competências mencionadas será quitado em até seis parcelas mensais, com vencimento no sétimo dia de cada mês, a partir de julho de 2020.
Em caso de rescisão do contrato de trabalho, as Empresas deverão depositar os valores correspondentes ao empregado desligado e a eventual multa de 40% do FGTS, sem incidência da multa e dos encargos devidos.
Os prazos dos certificados de regularidade emitidos anteriormente à data de entrada em vigor desta Medida Provisória serão prorrogados por noventa dias.

OUTRAS DISPOSIÇÕES

Fica permitido aos estabelecimentos de saúde, mediante acordo individual escrito, mesmo para as atividades insalubres e para a jornada de doze horas de trabalho por trinta e seis horas de descanso:
prorrogar a jornada de trabalho;
adotar escalas de horas suplementares entre a décima terceira e a vigésima quarta hora do intervalo interjornada, sem que haja penalidade administrativa, garantido o repouso semanal remunerado.
As horas suplementares computadas em decorrência da adoção das medidas previstas acima poderão ser compensadas, no prazo de dezoito meses.
Os casos de contaminação pelo coronavírus (COVID-19) não serão considerados ocupacionais, exceto mediante comprovação do nexo causal.
Os acordos e as convenções coletivos vencidos ou vincendos, no prazo de cento e oitenta dias, contado da data de entrada em vigor da MP, poderão ser prorrogados, a critério do empregador, pelo prazo de noventa dias, após o termo final deste prazo.
Durante o período de cento e oitenta dias, contado da data de entrada em vigor da Medida Provisória, os Auditores Fiscais do Trabalho do Ministério da Economia atuarão de maneira orientadora, exceto quanto às seguintes irregularidades:
I – falta de registro de empregado, a partir de denúncias;

II – situações de grave e iminente risco, somente para as irregularidades imediatamente relacionadas à configuração da situação;

III – ocorrência de acidente de trabalho fatal apurado por meio de procedimento fiscal de análise de acidente, somente para as irregularidades imediatamente relacionadas às causas do acidente; e

IV – trabalho em condições análogas às de escravo ou trabalho infantil.

https://elaborbr.com/impactos-trabalhistas-no-enfrentamento-do-covid-19/
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2020.08.16 20:32 AltinoAlagoinhas Amizade, Sexo E a escolha das Mulheres.

Ok, textão pq eu não tô sabendo organizar essas ideias na minha cabeça.
Primeiramente, eu sou um cara relativamente "presença" eu tenho 1,89 de altura, isso é relevante pois aqui na cidade onde eu vivo o caras não são tão altos e isso combinado com eu ser jogador de Vôlei em uns times amadores por aqui, meio que me dão uma certa vantagem em conseguir atenção de mulheres. Eu não tenho talento suficiente pra ser profissional e altura não é tudo, mas eu gosto de jogar.
Recentemente meu namoro acabou e eu comecei a refletir mais sobre minha posição e atitudes e como eu sou percebido por homens e mulheres e se isso esta me impedindo de manter um relacionamento solido.
Do ponto de vista dos meus amigos homens, eu tenho a vida que eles pediram a Deus e não ganharam na loteria. Eu tenho relacionamentos bem curtos,, variando de semanas a meses, onde esse ultimo foi o mais longo uns 10 meses e o Covid foi o que provavelmente deu essa vida extra. E nesses períodos sem relacionamento eu sou um tanto quanto bem eficaz em conseguir sexo casual(digo não mais que algumas transas com cada pessoa).O que desperta uma certa inveja nos caras, eles me elogiam e brincam, mas eu sinto o tom de rancor escondido por trás das brincadeiras e que as vezes escapam quando eles estão mais alcoolizados.
Uma vez eu cometi o erro de tentar animar um camarada que tava sofrendo depois de uma serie de rejeições, ele veio com "tu pega todo mundo e eu não pego nem as sobras" e tentei dizer algo assim "Calma, isso não é uma competição,qualquer hora vc se da bem,podia aproveitar pra malhar um pouco e etc". Pra que eu fui dizer isso, o cara ficou em tempo de chorar de raiva,"Não é competição pra vc que é um gigante e as mulheres fazem fila, nenhum treino no mundo vai me deixar mais alto ou bonito". Na hora eu não entendi o que eu falei de errado, depois eu vi que ele entendeu o que falei como pena pela inabilidade dele de conseguir atrair mulheres.
Aqui eu tenho que dar um contexto, aqui no meu circulo de amigos,talvez essa cidade (não tenho como saber), tem essa crença entre os homens que é mais fácil transar de cara(logo nos primeiros encontros) com uma mulher que não gosta de vc, mas te acha sexualmente atraente do que se ela tiver intenção de te namorar, a logica por trás disso é que ela pode sentir desejo pelo cara, mas não gosta dele como pessoa ou acha que vai ser traída o que deixa ela livre pra "dar" de primeira sem se preocupar se o cara vai perguntar se ela chegou em casa bem no dia seguinte. E tem os caras que elas tem intenção de criar algo solido e esses vão ralar pra levar elas pra cama,pois elas tem medo de ser vistas como fáceis. No geral nunca me importei com isso pq com o tinder outros app e o modo mais agressivo que as mulheres se aproximam de mim faz essa teoria soar muito machista e produto de ressentimento de caras rejeitados.
Mas ai uma semana atras, essa conhecida minha da academia começou a falar de amizade e sexo e então descobri que ela é lésbica, e na conversa ela disse que era opção pessoal dela nunca se envolver com amigas que ela não quisesse perder, mesmo existindo o conceito de amizades com beneficio(que ela abomina) e tal ela só se relacionou com 2 "amigas" que ela não se importava em cortar relações,o argumento dela é que relacionamentos sexuais dificilmente acabam amigavelmente e ela não quer correr esse risco com amigas que ela preza muito.
Enfim, essa duas ideias tão se chocando na minha cabeça agora, pq eu tô achando que eu sou vitima disso, que as mulheres já se aproximam de mim achando que vai ser só pra passar uma chuva(com medo de ser traídas ou simplesmente não gostam da minha pessoa mas me acham atraente).O que meio aponta pra ideia dos caras, nesse últimos 3 anos eu tive muitos casos de "uma noite" onde eu nem sei se fiquei no final da lista de contatinhos delas. Eu não uso Apps de encontros onde ´sexo casual é supostamente a norma, Meus encontros são sempre da academia, trabalho, cursinho e etc. O que deveria facilitar relacionamentos sólidos.
Eu sei que um relacionamento depende de inúmeros outros fatores, mas se os meus ja começam com data pra expirar, vale a pena investir nisso?
É isso, quem leu até aqui sem ficar entediado agradeço, quem se decepcionou foi mal. só precisava escrever pra tentar organizar melhor minha mente, pq segunda eu volto ao batente.
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2020.06.03 22:40 Reciju Sobre aquele que pedi a ajuda de vocês

Sobre aquele que pedi a ajuda de vocês
Sei que diversos de vocês viram meu último post pedindo ajuda para Anko, como vários de vocês se interessaram e desejaram sorte me senti na obrigação de informar o desfecho de tudo, então segue a história com uma cartinha que fizemos para ela ontem :/ Espero que gostem, muito obrigado por tudo turma, vocês nos ajudaram demais <3
Data: 02/06/2020
Para nossa princesinha Anko:

Moça, hoje você partiu e como se não bastasse, levou embora parte dos nossos corações.

Tudo começou tão de repente, até agora é difícil acreditar. Você, a nossa gatinha, aquela cheia de vida e toda louquinha, um dia parou de correr, parou de brincar...

Não esperamos, sabíamos que não estava bem, então corremos marcar uma consulta com a veterinária, que de início suspeitou ser uma inflamaçãozinha no útero, porém sem exames, não dava pra ter certeza.

Não hesitamos, fizemos todos os exames indicados e infelizmente, o resultado foi inesperado. O que de início parecia ser apenas uma condição “simples” na verdade, tratava-se de um caso complexo e incomum para uma gatinha de apenas 1 ano e 9 meses, filha, você tinha 2 pedrinhas que estavam obstruindo a passagem da sua urina do rim para a bexiga. Urina acumulada no rim é perigoso, estava afetando seu órgão, correndo risco de parar de funcionar... Então, começamos a lutar por você.

Corremos atrás de tantos veterinários, todos eles ficavam surpresos; Primeiro, pelo fato de que gatinhas da sua idade não costumavam desenvolver pedrinhas; Segundo, pelo fato de que, no seu caso não era apenas em um, mas sim, nos seus dois ureteres. O famoso um em um milhão.

Nós ficamos tão desesperados, todos os veterinários diziam que o prognóstico não era bom, e que não faziam esse tipo de cirurgia... Até que então, finalmente encontramos um cirurgião com experiência nesse tipo de caso. Conversamos com ele, e não havia mais tempo, seu rim começaria a deteriorar cada vez mais sem a cirurgia, então, mesmos cientes dos riscos e sabendo que era arriscado, difícil e, por conta disso, caro todo o procedimento, autorizamos. Nós sabíamos que você era forte. Logo voltaria ao normal e estaria conosco na nossa casa!

Para conseguir o dinheiro da cirurgia fizemos uma vaquinha on-line, você nem imagina filha, muitos abraçaram a causa e de imediato nos ajudaram e doaram! Recebíamos tantas mensagens de carinho e apoio à você.... Mas, apesar disso, não tínhamos tempo, então, antes mesmo de conseguirmos arrecadar o valor necessário, tivemos fé e decidimos realizar a cirurgia. Durante todo o período Deus fez nossa fé valer e muita gente continuou nos ajudando!

O dia da sua cirurgia foi extremamente tenso, não conseguíamos pensar em mais nada, só em você, tudo que fazíamos voltava para você, nós choramos tanto e enchemos tanto, mais tanto, o saco dos veterinários, até que finalmente recebemos a tão incrível e esperada notícia: Nossa menina havia passado pela cirurgia, as duas pedras foram removidas e ela parecia estar ótima! Acordou comendo e tudo mais. Nossa, ficamos tão felizes! foi a primeira noite que conseguimos dormir desde que tudo começou.

O Pós-operatório só nos deixou mais animados, no primeiro dia você já demonstrava uma avanço incrível, estava comendo, tomando água, URINANDO! No seu segundo dia puderam remover suas sondas, e novamente, uma notícia incrível de que continuava urinando normalmente e todos os exames estavam ótimos! E ainda nos informaram que no dia seguinte já poderíamos te levar de volta pra casa, filha!!!

Nós ficamos tão felizes, estavamos com tanta saudade e finalmente teríamos você de volta! Naquele dia acordamos cedo e arrumamos a casa toda para te receber. Pra evitar qualquer risco de você fazer uma loucura e abrir os pontos, tiramos todos os móveis da sala que você pudesse subir, colocamos o colchão no chão pra continuar dormindo na nossa cama, colocamos as mantinhas que você mais gostava, compramos todos os medicamentos e equipamentos indicados que precisaria.... Estava tudo tão perfeito pra você, princesa. A nossa sala virou um quartinho todo adaptado à você.

Quando chegou em casa, meu Deus, foi uma festa! Assim que pisou no chão, correu para o nosso colchão, e se jogou de barriga pra cima para que nós pudessemos acariciar sua barriguinha, do jeitinho que você sempre amou... Aquele sábado passou voando, a tarde toda cuidamos de você, dando comida, água, levando pra usar a areia... mas você parecia querer só uma coisa, ficar deitadinha com a gente. Achamos que pudesse ser pelo fato de ter recém saído de todo aquele estresse. Então, cochilamos nós três, com você no nosso meio o tempo todo, o mais próximo possível. Você estava com saudade, né? Nós também!

Mas, infelizmente, a noite chegou. Apesar de estar tomando água normalmente, não foi urinar, nenhuma gota... e ainda se recusava a comer. Ligamos desesperados para a veterinária e fomos orientados para o que deveríamos fazer. Aquela noite foi longa, ficamos acordados o tempo todo, te levávamos para a areia, para a comida, e infelizmente, nada! Sofremos tanto, ficamos tão desesperados... logo na manhã seguinte ligamos novamente para a veterinária, que foi te visitar em casa. Ficamos horas te analisando após as aplicações das medicações.... E aí, nada! nenhuma alteração... Tudo parecia desabar novamente, você, nossa filha, ainda estava doente.

Fomos indicados a te levar novamente para a clínica, você não gostou nada da ideia de deixar nossa casa, não queria entrar na caixinha de transporte, lá na clínica começou a miar alto, como quem não queria passar por aquilo novamente, mas não tínhamos escolha, era sua saúde que estava em risco, princesa! Chegando lá, nos informaram que fariam um Raio X imediatamente e que você ficaria mais um dia internada.

Saímos da clínica, e ao chegar em casa sentimos tanto, MAS TANTO! a sua falta que, sem nem pensar duas vezes, decidimos voltar na clínica pra te ver, fomos no mesmo segundo. Chegando lá nos falaram que você estava extremamente brava e não deixava nem que tocassem em você. Engraçado que bastou só entrarmos na sala de internação e chamarmos seu nome pra você mudar completamente.

Só de lembrar de você correndo para baixo dos nossos braços deitando a cabeça pra descansar, nos da muita vontade de chorar... sabíamos que você queria ficar com a gente, a gente também não queria desgrudar de você, mas o horário de visitas estava encerrando, e tivemos que ir embora com muita dor no coração.

Apesar de tudo, acreditávamos que logo daria tudo certo e você retornaria... Alguns minutos após saírmos, a veterinária nos informou que o exame seria analisado e laudado logo pela manhã, e que se tudo estivesse em ordem, poderia voltar já no dia seguinte pra casa. Nesse dia dormimos tão esperançosos...

Logo quando amanheceu, recebemos uma ligação da clínica. Eles disseram que você estava bem, estável, e que o Veterinário responsável pela cirurgia inicial queria falar conosco. Fomos prontos para te trazer de volta, tínhamos certeza que você receberia alta! Mas, ao chegarmos lá, percebemos a cara do cirurgião e nossos corações dispararam. O Dr. nos explicou o resultado do seu novo exame, tinha um acúmulo grande de líquido em seu abdome e seu estado clínico havia regredido muito rapidamente... Nos falaram sobre um a necessidade de fazer um novo procedimento, que permitiria que eles analisassem melhor as complicações e suas causas, para saber os próximos passos. Mas, não foi uma escolha nada fácil aprovar esse procedimento... Como teria que passar novamente por um procedimento cirúrgico, nós que tivemos que decidir entre fazer ou não fazer. Se não aprovássemos, suas chances de vida seriam muito baixas caso fosse uma complicação decorrente da primeira cirurgia. Porém, se aceitássemos o procedimento, você passaria novamente por uma anestesia, e como estava fraquinha seu corpo poderia não responder bem... Era arriscado! Mas, todos lá orientaram que o mais indicado seria optar por fazer. Resolvemos passar te ver antes de decidirmos, lá na salinha de internação você estava tão diferente, não conseguia nem levantar, só respondia com miados quando falávamos com você... fomos obrigados a aceitar o procedimento, não podíamos deixar nada de mal acontecer com você naquele ponto! Aguardamos a tarde inteira, o procedimento atrasou, foi outro dia longo e tenso! até que recebemos uma ligação dizendo que tudo tinha dado certo, e que você acordaria dentro de algumas horas da anestesia. Nós te visitamos enquanto dormia, conversamos baixinho com você, fizemos carinho, e uma hora ouvimos seus miados bem baixinhos e sem força de volta... até vimos você tentando mexer uma patinha pra tentar nos receber... Fomos para casa com esperança, torcendo pra que saísse logo de lá. Até que... 2h da manhã, do dia 02/06, recebemos a pior notícia de nossas vidas.

Uma parada cardíaca... não conseguiram salvar sua vida. Desmoronamos. Ficamos (e ainda estamos) sem chão. Só podia ser mentira... Saímos correndo para te ver. Quando chegamos não acreditávamos no que víamos, nossa filha, infelizmente havia mesmo nos deixado.

A ficha até agora não caiu, colocar sua mantinha e seus brinquedinhos favoritos ao lado do seu corpinho sem vida foi a maior dor que já sentimos. Nunca nos esqueceremos da nossa despedida. Anko, moça... nossa menina, nossa princesa!

Hoje o céu recebe a mais incrível estrelinha do mundo. Por favor, nunca se esqueça de nós. Nunca se esqueça que te amamos muito! Seu pai, sua mãe e sua irmãzinha sentem muito sua falta e te amarão por TODA a eternidade! Pra sempre lembraremos de você com um sorriso no rosto e um grande aperto no coração. Você nos escolheu, foi amor a primeira vista, correu direto para sua mãe e logo se acomodou. Mal sabíamos que nossa vida mudaria a partir daquele momento... alí ganhamos uma companheira para todas as horas, você cuidava tanto de nós... até mais que nós de você. Jamais saberíamos que uma gatinha pudesse ensinar tanto sobre o amor, com toda sua inocência e sinceridade!

Nossa louquinha e medrosa, sempre que olharmos para as paredes lembraremos com carinho do seu parkour, se todas as brincadeiras... do pega-pega...

Saiba que te ver doentinha, sem brincar foi a pior coisa que poderíamos ver no mundo?

Hoje só queremos agradecer por tudo que vivemos, por todos as lambidas, por todas as vezes que você estava do nosso lado, por todas as noites de sono deitada coladinha, por todas as vezes que você nos recebia na porta de casa, por todas as inspeções durante a madrugada pra ver se seus humanos estavam bem, por todas as esfregadas em busca de mais carinho... todas as brincadeiras, todas as conversas, tudo! Foi mais que especial. Chegar em casa jamais será a mesma coisa, não importe quanto tempo passe, nosso amor sempre será seu.

Obrigado Anko, amamos você. <3
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2020.02.15 02:28 carretinha O padre e A Baronesa

Em uma aldeia havia um padre conhecido pela sua piedade com os monstros. Possuídos de todos os lugares viajavam até a pequena aldeia para serem curados de seus demônios. O padre atendia em uma pequena igreja, sem bancos, feita de madeira, pintada de branco, que era quente demais no verão e fria demais no inverno. A simplicidade das instalações não incomodava aquele sujeito humilde, porém a Baronesa se contorcia de ver um servo de Deus trabalhar num lugar tão mal cuidado. Claro, isso não seria um problema se Ela não tivesse que ‘visitá-lo’ toda dia de missa.
A Baronesa, dona daquelas terras e outras na região, tentava emplacar seus novos produtos no mercado. Máquinas como o mundo nunca tinha visto, criaturas metálicas espertas, programadas para todo tipo de tarefas: limpeza, construção, cuidado com as crianças, vigilância dos escravos, mordomos e tudo mais que o cliente pudesse imaginar. Mas o povo, pobre de conhecimento e ainda mais pobre de dinheiro, olhava para as máquinas com desconfiança, viam em seus olhos amarelos e iluminados motivações ocultas e sombrias. A Baronesa, sabia o que o povo pensava de suas construções e se surpreenderia se fosse diferente.
“Esses ignorantes e imbecis, não compreendem os avanços da tecnologia! Mas de que adianta? Ainda que entendessem, nada poderiam fazer! Essa gentalha não consegue manter uma moeda no bolso. Oh, imagine! Nem que juntassem todos os pobretões de todas as aldeias da região, não conseguiram comprar um peça das minhas maravilhosas máquinas.”
O que a surpreendia era a reação dos seus pares, os sofisticados baroneses, duques e nobres, que rejeitavam com igual força suas ideias sobre a modernidade.
“Minha querida Baronesa, a senhora possui tantas terras boas, devia focar em cultivá-las ao invés de construir essas criaturas de metal.”
Para impressionar a nobreza, encontrar possíveis compradores ou pelo menos alguém que a apoiasse, a Baronesa gastava partes enormes da sua interminável fortuna com festas e mais festas. Onde as máquinas serviam, cozinhavam, faziam segurança e entretinham os convidados, sem parar, sem reclamar e sem se cansar.
No entanto os barões, duques e nobres não pareciam impressionados e tratavam com profunda indiferença as maravilhas da tecnologia. Num mundo iluminado por velas, onde moinhos de água tinham acabado de ser inventados, tais criaturas metálicas pareciam apenas uma alegoria festiva, um enfeite, algo que está ali por estar e ao mesmo tempo não existe, uma mistura estranha entre personagens bizarros de circo e mendigos de rua.
Foi durante uma missa, num dia extraordinariamente quente, agravado pelas instalações da igreja; no meio da aglomeração do povo, que se agregava mais próximo do altar para acompanhar mais um exorcismo e cura de um monstro; onde a nossa querida Baronesa se sentia absolutamente desconfortável; que Ela teve a ideia de que
“Se meus pares fecham os olhos para as modernidades, a igreja há de abri-los.”
Foi assim que irrompeu um grito pedindo atenção. O povo, até então atento a cura, voltou-se para Ela. Até o monstro sobre o altar se virou. O único que não se mexeu foi o padre, pois aquele era o momento mais crucial do exorcismo, se ele saísse do transe a alma daquela pessoa poderia se perder para sempre.
“Senhoras e senhores, desculpe-me interromper o espetáculo que é a cura divina! Todavia preciso anunciar para todos vocês, que depois de tantos anos que passamos neste lugar caindo aos pedaços, finalmente teremos uma nova igreja! A doação, claro, será feita do meu próprio bolso e construída com minhas próprias máquinas, de modo que todos só tem a ganhar.”
O povo que desconfiava no começo da fala, sorriu ao ouvir ‘do meu próprio bolso’. Mas logo fechou a cara novamente, ao ouvir ‘com minhas próprias máquinas’. Afinal, se não fossem por essas malditas criaturas de metal, os pedreiros teriam algum trabalho e receberiam o suficiente pra gastar no bar, no verdureiro e na peixaria; que faria com que a dona do bar, a moça das verduras e os pescadores tivessem mais dinheiro pra gastar no padeiro, no alfaiate e no ferreiro; e assim, sucessivamente. De modo que o pouco dinheiro pago aos pedreiros passasse pela mão de todos na aldeia, em seguida na mão de todos das aldeias vizinhas, até enfim ser pego por cobradores de impostos e finalmente se perder dentro do cofre de algum nobre.
Apesar da decepção, o ânimo geral foi positivo. Afinal uma igreja nova ainda era melhor que nada. E embora duvidassem das intenções da Baronesa e de suas criações, jamais duvidariam de sua Fé, que alegavam ser a maior entre todo povo comum. Boatos passados de boca em boca diziam até que Ela era capaz de realizar milagres, mas claro que não passavam de boatos.
Entretanto por mais fervorosa que fosse a Baronesa, a ponto de sair da sua confortável mansão no topo do Monte; descer a pé todo o morro; atravessar o rio; subir a colina onde estava a igreja; e fazer o caminho de volta todas as vezes que ia à missa, Ela ainda questionava certas ações do padre. A Baronesa, assim como todos ‘cidadãos de bem’, defendia que os monstros não deveriam ser curados, muito pelo contrário, deveriam ser caçados e mortos pelos crimes que cometeram contra Deus, pois ‘os crimes contra Deus’ eram a única explicação para tem se transformado. Isso se não tiverem matado gado, ou estripado alguém depois que assumiram a sua forma monstruosa.
Após o anúncio ninguém mais assistia o exorcismo e para o padre isso não fazia diferença, na verdade era até melhor. Não gostava de fazer os exorcismos em cima do altar ou em público, se o fazia daquela forma era por dois motivos: O primeiro, era literalmente por pressão popular, porque uma vez o povo quase quebrou a porta dos fundos da igreja enquanto tentavam espiar um ritual. E o segundo, porque aquela era uma boa forma de divulgar seu trabalho e atrair aqueles que precisam de cura. Portanto apenas um exorcismo era feito em público e só no final da missa, se ainda houvesse outros possuídos a serem curados eles seriam atendidos na parte de trás da igreja, quase em segredo.
Só depois que o demônio foi expurgado e finalmente o monstro pode olhar no espelho e ver a pessoa que era, que o padre abandonou o transe e a concentração no trabalho. E não demorou muito a saber da novidade através dos cochichos e conversas que corriam por toda assembléia:
“Onde ficará a nova igreja?”
“Será que vão derrubar essa daqui?”
“Tomara que tenha uma torre do sino!”
“Espero que não seja em cima do morro.”
“Ia ser lindo se fosse em cima do rio!”
Assim que pescou informação o suficiente sobre a construção da nova igreja, foi imediatamente contra. Jamais um único fiel deveria ser responsável pelo dinheiro e construção do templo, porque
“Um templo, assim como a Fé, deve ser uma construção conjunta. Feita pela dedicação e amor das pessoas e não por ganhos materiais ou glória pessoal. O marceneiro deveria trabalhar a madeira que o lenhador cortou e doou, para que os ajudantes usem os pregos que sobraram da construção de suas casas, para pregar juntas as tábuas. Todos trabalhando juntos, sem ninguém cobrar a ninguém, cada um fazendo e doando de acordo com o que pode e tem!”
“É assim que deveria ser construído um templo! E foi assim que foi feita essa capela.”
Esperou a multidão se dispersar e foi conversar com a Baronesa, que por sua vez estava ansiosa para contar os detalhes da obra.
“Eu agradeço sua oferta minha querida, mas um templo assim como a Fé deve ser uma constr...”
“Desculpe senhor padre, porém acredito que alguém mais competente deveria tomar a decisão. Passados mais alguns anos ou uma praga de cupins e esse lugar vem abaixo! Além disso o povo clama por um lugar mais confortável! Já lhe aviso: se o senhor insistir em recusar minha proposta, enviarei a oferta ao bispo.”
“QUE ENVIE ENTÃO! Mas saiba que nunca estarei de acordo com um templo feito tão mundanamente!”
Foi uma discussão acalorada, contudo não foi nem a primeira, nem a mais tensa delas. O padre e a Baronesa tiveram várias discussões em torno da Fé, da organização da aldeia, das leis e de outros vários assuntos. Mantinham ao mesmo tempo um profundo respeito e um certo desafeto um pelo outro, mas nunca rancor.
O padre achava que as ideias da Baronesa eram afastadas demais da comunidade e pouco preocupadas com a benevolência, apesar de estarem de acordo com as palavras de Deus. Para a Baronesa, as ideias do padre eram sempre ideológicas demais e pouco práticas, apesar de estarem de acordo com as palavras de Deus. E como era a concordância com as palavras de Deus que decidia quais eram as melhores ideias, eles não tinham critério de desempate. Costumeiramente, o padre ganhava as discussões, por ter uma posição mais próxima de Deus, mas as coisas costumavam ser feitas ao modo da Baronesa, por ter uma posição mais próxima do Governador.
No fim, o projeto foi enviado ao bispo que o aceitou imediatamente, formando uma comissão de bispos para abençoar o local da nova igreja e os objetos santos.
A planta da igreja, também incluía uma área no subsolo que seria a nova casa do padre. Ele, até então, morava num pequeno quartinho de teto baixo, na parte de trás da capela, dormia num colchão fino colocado sobre o chão, que fora presente do pescador. O cômodo também possuía ainda um fogão a lenha, montado pelo ferreiro. O banco e a mesinha onde o padre realizava seus estudos, ambos bambos, eram peças defeituosas doadas pelo marceneiro e um pouco mais afastado havia uma fossa com cabine, feitas pelo próprio padre, onde ele fazia suas necessidades.
A Baronesa foi rápida para mostrar serviço, e assim que abençoaram o local as máquinas deram início a construção. Os bispos ficaram encantados com a forma que aquelas criaturinhas de metal trabalhavam, tão encantados que se sentaram num ‘acampamento de obras’, montado pela Baronesa, para assistir a construção. Quando anoiteceu, a casa do padre já tinha o piso e todas as paredes. Logo antes de se retirarem para dormir os bispos perguntaram a Baronesa:
“Suas construções não vão descansar?”
“Ah, senhor bispo, não se preocupe, elas não precisam disso, podem trabalhar por dias seguidos. Inclusive, garanto aos senhores que a igreja estará de pé e decorada antes do dia de missa.”
Os bispos se surpreenderam com a promessa. Uma igreja como aquela demoraria ao menos três meses para ser construída por mãos humanas, se essas fossem mãos de pedreiros experientes talvez dois e meio. Porque a Baronesa falou muito bem delas, os bispos esperavam que as máquinas fizessem em um mês, tanto que a maioria deles tinha planejado ir embora no dia seguinte, menos o bispo responsável pela região que faria a primeira missa e o batismo da igreja. Contudo já que a Baronesa prometeu uma entrega tão rápida, todos resolveram esperar para realizar uma grande missa de batismo.
***
As máquinas trabalharam durante toda a noite. Elas têm a forma que melhor condiz com o seu trabalho. Sim, porque diferente das obras feitas por pedreiros, onde cada um faz um pouco de tudo, as máquinas possuem uma função específica, então necessitam de um corpo específico. Enquanto uma passa o cimento, a outra coloca os tijolos; uma ajuda a secar o cimento e, ao mesmo tempo, outra passa a massa onde o cimento já secou; uma é responsável por ajudar a secar a massa e a outra por pintar onde a massa já secou; algumas ajudam a levantar aquelas que trabalham em andares mais altos; sem falar na batedora de pregos, nas carregadoras, nas colocadoras de móveis e decoração, etc. Tudo isso é perfeitamente sincronizado, para que não se pinte onde a massa está molhada; não se pise onde o piso ainda não assentou; ou para não secar o cimento antes de colocar os tijolos.
Todavia diferente de um relógio, que para funcionar depende de todas suas engrenagens perfeitamente encaixadas, nos lugares e tempos específicos, tais criaturas trabalham de modo tão sincronizado porque se comunicam. Sim, e se comunicam de uma forma parecida, mas ao mesmo tempo muito diferente daquela dos humanos. Sua precisa e avançada ‘fala’ é composta por vários sons de *beep*, e cada máquina tem um *beep* de tom e altura diferentes. Durante a execução de uma tarefa elas ‘falam’ de forma incessante, para alertar umas às outras de suas ações, logo todas precisam conhecer a ‘voz’ uma das outras, a fim de ter uma noção sobre ‘o que ocorre onde’ na execução da tarefa.
Contudo não só na linguagem elas lembram os humanos, elas pensam, tem sentimentos, personalidades, gostam de certas máquinas e desgostam de outras. Apesar de serem fisicamente iguais e pintadas do mesmo jeito, o colocador de tijolos 36579 é alegre e festivo, enquanto o 85479 é introspectivo e silencioso, isso fica evidente em seus movimentos e também no tom e frequência de seus *beeps*. Um humano até poderia perceber isso, se pudesse observá-los atentamente durante dias, no entanto para as máquinas a diferença de personalidade entre eles é gritante. Claro, a personalidade deles pode até fazer com que ajam de forma diferente, mas de modo algum isso afeta seu trabalho, pois apesar de mover o braço um pouco mais e se agitar de vez em quando, o 36579 precisou colocar os tijolos da mesma forma e ao mesmo tempo que o 85479, para que as paredes ficassem prontas juntas.
Um humano provavelmente se sentiria desconfortável de ter que trabalhar de forma tão mecânica, sem poder imprimir sua personalidade, sua ‘marca’ no trabalho. Só que essa é a beleza para as máquinas, elas adoram ser todas diferentes e ainda assim trabalhar de jeito igual. O sincronismo as deixam felizes. Trabalhar para elas não é muito diferente de uma dança, uma dança num mundo onde todos são exímios dançarinos.
E naquele dia participaram de seu grande baile, que se estendeu por toda noite, quando tiveram de cochichar, mantendo seus *beeps* baixinhos para não acordar as pessoas humanas. Com a chegada da manhã seguinte, dançaram novamente sob o dia, cantando *beeps* mais altos, porque os humanos faziam muito barulho. E dançaram, trabalham, cantaram e cochicharam durante os dias que vieram, até que…
***
Na manhã do ‘dia “antes do dia de missa”’ a igreja estava pronta. Era grande, definitivamente maior que a velha capela. Ainda não chegava aos pés de uma catedral, porém tinha os tijolos mais bem colocados, as paredes mais bem niveladas, os únicos bancos posicionados com precisão milimétrica e um altar perfeitamente arrumado, com os todos utensílios alinhados, prontos para o início da missa.
As máquinas, orgulhosas do seu trabalho, se retiraram e aguardaram, ao lado da igreja, o despertar da Baronesa. Dispuseram-se em fileiras organizadas por função e aproveitaram o tempo de espera para conversar. Demoraram apenas 12 segundos para discutir profundamente sobre os mais variados assuntos, a comunicação delas era realmente muito eficaz. Nesse pequeno intervalo de tempo conversaram sobre: como os humanos eram estranhos, como gostaram de finalmente fazer um trabalho fora da mansão, teorizaram sobre os pássaros que cantavam na manhã, flertaram, fizeram novas amizades, planos para os próximos trabalhos, etc. Depois ficaram paradas. As mais afobadas tremiam de levinho, ansiosas para que sua Mestra dessem-lhes mais ordens, afinal gostavam muito de trabalhar.
A aldeia inteira, e boa parte das vizinhas, estava presente para a missa, que foi coordenada sobretudo pelo bispo regional, contando com as participações pontuais e diversas bênçãos dos bispos das outras regiões. Finalmente, depois de anos à frente do altar, o padre podia assistir uma missa como simples fiel e isso trazia-o boas lembranças.
Ao final da missa, e antes de conhecer sua nova casa, o padre perguntou a Baronesa se Ela havia construído um lugar para realizar a cura dos possuídos. Ela disse que não, que havia esquecido, mas os dois sabiam que o ‘esquecimento’ era proposital. Era mais provável que ela tivesse construído um abatedouro do que um lugar de cura.
“Se não construiu não há problema, eu os receberei na minha casa então.”
Em sinal de respeito, a Baronesa presenteou o padre com uma máquina ajudante, que ele só aceitou depois de muita relutância.
“Senhor padre, faça o favor de aceitá-lo, o senhor bem sabe é um tremendo desrespeito cometer a desfeita de rejeitar um presente.”
O ajudante foi instruído por sua Mestra a apresentar a casa ao padre, que levou alguns amigos e o bispo da região consigo. Desceram a escada atrás do altar, que levava à casa. Tudo tinha sido construído e organizado nos padrões mais modernos, o padre, que era um sujeito simples, não gostou da casa de primeira, desconfiava do estranho vaso de porcelana com água dentro, que ficava onde o ajudante disse ser o banheiro. Julgava que aquilo tinha intenções malignas.
Na verdade várias coisas na casa pareciam ‘erradas’, as velas nos candelabros nunca apagavam, a casa estava fresca demais para uma casa no subsolo e havia sempre uma brisa vinda de algum lugar. No final da visita, encontraram várias escotilhas bem discretas, por onde entravam ar e luz. A Baronesa podia não gostar do padre, mas queria que a casa fosse o mais funcional possível. Porém foi só depois de abençoar a casa mais de 15 vezes e finalmente descobrir como funcionava o vaso de porcelana que o padre se livrou de um certo ‘sentimento ruim’.
O ajudante era muito útil. Ele ajudava a preparar a missa, limpava a casa e a igreja, preparava comida e fazia companhia pro padre nas madrugadas. E apesar de achar estranho no começo, o padre foi, aos poucos, se acostumando com a natureza daquele ser flutuante com uma grande lâmpada amarela no meio do rosto. A máquina se auto denominava ‘Ajudante 2047’, tinha uma personalidade extrovertida e adorava falar. Isso incomodava a Baronesa que estava prestes a tirar-lhe o modulador de voz, quando teve a ideia de dá-lo ao padre. Nada poderia tê-lo deixado mais feliz! O padre era quieto e gostava de ouvir as pessoas, então tratava o ajudante com paciência, até quando ele falava demais, o que na opinião do padre não acontecia com tanta frequência, afinal a comunicação dele era estranhamente… eficaz. A maior parte das conversas eram sobre as pessoas. Apesar de nunca falar diretamente com elas, o Ajudante 2047 adorava ver seu comportamento estranho e ficava sempre ansioso para interagir, contudo toda vez que se aproximava de alguém a pessoa se afastava, às vezes com um olhar de repúdio, às vezes com um olhar de medo, mas na maior parte das vezes com uma mistura dos dois. No dia seguinte, o padre teria que encontrar e explicar para a pessoa que o ajudante não faria-lhe nenhum mal. Todavia mesmo com tantas explicações as pessoas ainda evitavam-no, então contentava-se em observá-las.
Agora que não precisava fazer todo trabalho da casa e igreja sozinho, o padre era mais visto do lado de fora, onde ajudava qualquer um que precisasse e não cobrava nada em troca, pedia apenas que comparecessem à missa. Vivendo assim, o padre e o Ajudante ajudaram-se mutuamente e logo isso virou a vida ‘normal’.
Com a reforma a igreja ficou mais famosa e a fila de possuídos cresceu, indo muitas vezes da sala da casa do padre até a entrada da igreja. Ao atender um enfermo, primeiro ele tinha de escutar suas confissões, em seguida concedia-lhes perdão e só depois fazia a oração de expurgo, para livrar-lhes. Alguns viam os sintomas da possessão desaparecem imediatamente, deixando cair qualquer escama, pêlo ou pedaço de pedra que, porventura, vieram a crescer; outros só melhoravam com o passar dos dias, mas seus sintomas iam embora sem deixar qualquer evidência. Os primeiros a serem atendidos eram aqueles que estavam em situação mais grave, ou seja, aqueles prestes a completar a transformação e perder o controle. Destes, alguns eram atendidos antes do final da missa, outros no lugar que estavam assim que fila se formava. Licantropia, glutanismo, petrificação, harpeismo e duplicismo eram os casos mais comuns, mas havia uma infinidade de outras possessões.
Um dia houve uma discussão sobre quem construiria a nova ponte sobre o rio, a Baronesa logo ofereceu suas máquinas, em troca, claro, de uma pequena contribuição da população. Já o povo queria que o marceneiro e o pedreiro fizessem a ponte. O padre, como sempre, tomou o lado do povo, pois sabia que se deixasse a construção nas mãos da Baronesa e suas máquinas o dinheiro jamais sairia dos cofres dela. Quando mandaram o impasse para o Governador, todos temiam que a Baronesa fosse ganhar, então o padre arquitetou um plano: avisou todos na aldeia, de modo que a Baronesa não ficasse sabendo, que seria feita uma missa importante no ‘dia depois do próximo dia de missa’. Durante essa missa ‘escondida’ eles arrecadariam os fundos para a ponte, que deveria ser construída antes que chegasse a ordem do governador. Assim, quando a Baronesa descesse de sua mansão no ‘dia de missa’ a ponte estaria pronta e o dinheiro continuaria entre o povo.
“Sei, senhor bispo, que este não é o plano mais honesto, mas o povo não aguenta mais entregar suas moedas à quem nunca às retorna.”
Confessou o padre, em lágrimas. O bispo apiedou-se do homem e respondeu-lhe que aquela devia ser a vontade de Deus, portanto não haveria castigo.
A Baronesa trabalhava em suas máquinas na varanda da mansão quando viu uma aglomeração na frente da igreja. Era normal que houvesse ‘missas depois do dia de missa’, Ela própria ia às vezes, o estranho era estar tão cheia. Pensou um tempo sobre o assunto, perguntou-se se havia esquecido alguma data especial, até que se lembrou da discussão e conjecturou que aquilo só poderia ser um plano do padre. Com pressa, desceu pela primeira vez o morro com suas roupas de trabalho, tomaria-a muito tempo colocar as roupas chiques, que costumava usar quando descia ao povoado. Andava rápido, porém o caminho era longo e ela só chegaria ao final da missa, mas talvez, a tempo de frustrar os planos do padre.
O padre que havia organizado a missa do lado de fora, exatamente para que pudesse ver o abrir e fechar do portão da mansão, acelerou a missa e conseguiu recolher o dinheiro antes que ela atravessasse o rio. Aflito, disse que não haveriam exorcismos públicos e que aqueles que necessitassem de ajuda deveriam procurá-lo em sua residência.
Neste dia havia um homem, que estava acompanhado de uma enorme criatura envolta num manto negro. O povo sabia que aquilo só podia ser um monstro em estágio final de transformação. A criatura era a esposa do homem e tinha sido possuída por um demônio glutão. Ao ouvir que deveria esperar ainda mais para ser curada, ela perdeu o controle, deixando-se levar pelos pensamentos sombrios que a atormentavam. Ficou furiosa, arrancou a capa que cobria o corpo e o rosto, e respondendo respondendo aos protestos do marido, que implorava para ela colocar o pano de volta , vociferou:
“Estou cansada! Estou com fome!”
O monstro era terrível, gordo, sem pelos ou cabelo, tinha horríveis bolas de pus amarelado, que se espalhavam como furúnculos por todo o corpo. Seu rosto era completamente deformado, a ausência de lábios fazia com que seus dentes e gengiva ficassem totalmente expostos. Porém a pior parte era a carne e pele que faltavam na lateral direita do torço, fazendo com que as costelas ficassem de fora e que fosse possível ver alguns dos órgão internos da criatura, mas o pedaço não parecia ter sido arrancado, não, pelo contrário, estava em formação. A carne borbulhava e parecia crescer muito lentamente, desejando cobrir as vísceras e formar o braço que faltava.
A criatura começou a andar em direção ao altar. As pessoas assistiam a cena paralisadas, em choque, horrorizadas. Ao dar o segundo passo, ela esbarrou no homem do casal à frente. O resultado fez com que o pânico tomasse conta do público, que finalmente disparou a correr em todas as direções. Primeiro, o homem ficou preso, depois seu corpo foi sendo pouco a pouco absorvido pela carne do monstro, e na medida que ia sendo ‘incorporado’ o lado direito do monstro enchia-se de carne, pele e bolhas de pus. A esposa do homem até fez um esforço para salvá-lo, mas ao ver a carne sendo derretida e sugada, vomitou e caiu para trás, para, em seguida, sair se arrastando de costas pro chão, incapaz de desgrudar o olhar do horror que acontecia em sua frente. Por sorte, o monstro a ignorou, seu olhar, faminto e furioso, dirigia-se para o padre, que preparava uma oração desde que este havia tirado o manto. Precisava do exorcismo pronto quando tocasse no monstro, do contrário seria absorvido.
Nesse momento a Baronesa já estava chegando e pode ver tudo com seus próprios olhos, furiosa, ela cerrou os punhos e começou a rezar. A criatura encarou o padre até que o corpo do homem fosse totalmente absorvido, aquela ‘refeição’ tinha sido o suficiente para formar um braço grotesco, mas não para preenchê-lo de carne, sobrara então por todo lado direito do monstro buracos, por onde se via os ossos e partes internas. Isso deu ao padre tempo para terminar o exorcismo. Semi-acabada, a criatura avançou correndo aos tropeções, como as criaturas infernais normalmente fazem, o padre só precisava tocar na criatura e fazer a segunda oração para a salvação das duas almas. O homem absorvido já estava morto, porém sua alma precisaria ser libertada e a possuída, exorcizada. Fazer isso em tão pouco tempo não seria tarefa fácil, mas tinha de tentar.
O monstro já estava perto. O padre sentia o cheiro podre, ouvia as passadas pesadas, os grunhidos inumanos, mas manteve os olhos fechados e o coração sem medo. Calculou a posição do monstro e no momento certo esticou o braço. Ouviu um grito, mas não sentiu o toque. Abriu os olhos. Sua mão estava a centímetros da criatura.
Algo estranho havia acontecido. A Baronesa tocava o monstro pelo lado, que congelado como uma estátua, tinha uma expressão de terror e tristeza nos olhos, um terror que só um possuído poderia sentir. O terror de ter seu corpo mudando a composição de carne, ossos e órgãos para cinzas, o que causava uma dor alucinante, o terror de ter sua alma sendo desmembrada, estraçalhada e destruída, o terror de saber que não vai nem para o céu ou para o inferno e sim para o vazio da inexistência, o terror de sentir tudo isso e não poder gritar.
Do lugar onde a Baronesa tocou, espalhou-se uma cor cinza por todo corpo do monstro, com uma textura que não lembrava pedra, mas, sim, pó acumulado. O padre teve tempo de ver o efeito tomando o corpo da criatura, que apesar dos pecados e da morte, possuía ainda um resquício de humanidade e tinha salvação. Também teve tempo de reparar em uma lágrima, que escorria do olho ainda não transformado em cinza da possuída. Quando foi finalmente inteira afetada pelo toque, ela se desfez e suas cinzas levadas pelo vento. A alma das duas pessoas, assim como a do demônio haviam sido completamente destruídas. O padre sabia que aquilo não era um exorcismo, era uma outra coisa, mais antiga, mais cruel, mais perigosa…
“Ela... ela lançou um sortilégio?”
Foi o que pensou, enquanto encarava a Baronesa, que estava pingando suor, cansada, ofegante, suja de terra e graxa. Ela olhou em seus olhos, mas não disse nada, apenas se virou voltando para a mansão.
Durante a noite, máquinas de limpeza desceram, para limpar o que sobrou das cinzas.
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2019.12.27 04:41 NegoLeleu Quais drogas vocês vão usar no ano novo?

O ano novo talvez seja a data onde as pessoas mais se drogam.
Pensando nesse cenário é sempre bom lembrar que não há problema em consumir drogas desde que você o faça de maneira responsável.
Ninguém quer acordar muito mal no dia seguinte por que deu mole ao não se informar sobre táticas de redução de danos. Aqui algumas dicas por substância:
Álcool: sem dúvida a substância mais utilizada nessa época. Junto com o uso excessivo de álcool, além de ficar muito louco, é normal que seu corpo fique muito desidratado. Portanto, entre uns copos sempre vale a pena dar uns bons goles de água.
Se você for beber nem pense em dirigir. Tem gente te esperando em casa.
Maconha: se você vai experimentar pela primeira vez vá devagar. De uma tragada e espere o efeito. É normal iniciantes fumarem muito e sentirem uma ansiedade desagradável, principalmente se estão em ambientes que reúnem multidões. Vá devagar e aproveite.
LSD: se você for experimentar a substância pela primeira vez comece com pouco. Acredite, doses baixas de lsd podem ser extremamente agradáveis e não é por ser ano novo que você vai querer dar uma de Timothy Leary. O LSD em multidões para quem não esta acostumado também pode não ser uma boa ideia.
MDMA: você decidiu ficar feliz pra Caralho. Ok, eu entendo. É importante consumir níveis moderados de água ao usar MDMA. Se você for passar a noite toda dançando lembre-se de dar umas paradas para conversar e relaxar um pouco. A substância pode elevar a temperatura corporal e se você ficar dançando sem parar pode não ser legal.
Ayahuasca: boa cerimônia. Consagre em locais conhecidos e com reputação já estabelecida. Caso tenha problemas de saúde mental na família como bipolaridade ou esquizofrenia tomar o chá não é uma boa ideia.
Cocaína: não sei que dica dar pois nunca usei e não li muito sobre.
É isso, pessoal.
Como dizia um velho conhecido:
TAKE IT EASY, DUDE. BUT, TAKE IT.
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2019.12.19 03:33 Sarieru2812 Sobre o Governo de Dom Pedro II

Encontrei este texto na aba comentarios de um video sobre a Monarquia, resolvi compartilhar...
Sou novo nesta Comunidade, será um prazer compartilhar conhecimento aqui com vcs...
Hino Nacional (VERDADEIRO): https://youtu.be/cELgENW81v4
Texto: (ESPERO QUE GOSTEM)

(1880) O Brasil teve a 4°Economia do mundo e o 9° maior imperio do mundo (1860-1889) a média do Crescimento Econômico foi de 8,81% ao ano (1880) Eram 14 impostos, atualmente são 92 impostos (1850-1889) a média da Inflação era de 1,08% ao ano (1880) O Brasil tinha a Segunda Maior e Melhor Marinha do mundo, superado apenas pela Inglaterra (1880) A Moeda Brasileira tinha o Mesmo Valor que o Dolar e a Libra Esterlina (1880) O Brasil foi o 1° da America Latina e o 2° do mundo a ter ensino Especial para Deficientes Auditivos e Visuais (1880) O Brasil foi o maior Construtor de Estradas de Ferro do mundo, com mais de 26 mil KM A Imprensa era Livre tanto para Pregar o ideal republicano quanto para mal do nosso Imperador. "Diplomatas europeus e outros Conservadores estranhavam a liberdade dos jornais Brasileiros" conta o Historiador José Murilo de Carvalho. "Schreiner, ministro da Áustria, afirmou que o Imperador era atacado pessoalmente na imprensa de modo 'causaria ao autor de tais artigos, em toda a Europa, até mesmo a Inglaterra, onde se tolera uma dose bastente forte de liberdade, um processo de Traição'." Mesmo diante desses ataques, Dom Pedro II se colocava contra a Imprensa. "A Imprensa se Combate com a Imprensa", dizia "Quanto as Opiniões Politicas, tenho duas, uma Impossivel, outra realizada. A Impossivel é a Republica de Platão. A realizada é o Sistema Representativo [Monarquia], É sobretudo como brasileiro que me agrada sobre essa última opinião, e eu peço aos Deuses (também creio nos Deuses) que afastem o Brasil do sistema Republicano, porque esse dia seria o do nascimento da mais insolente aristocracia que o sol jamais alumiou" MACHADO DE ASSIS ESCRITOR E FUNDADOR DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS .

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1- a média nacional do salário dos professores estaduais de Ensino Fundamental em (1880) era de R$8.950,00 em valores atualizados 2- Entre 1850 a 1890, o Rio de Janeiro era Conhecido na Europa como "A Cidade dos Pianos" devido ao enorme número de pianos em quase todos os ambientes Comerciais e Domésticos 3- O Bairro mais caro do Rio de Janeiro, o Leblon, era um quilombo que cultivava Camélias, Flor simbolo da Abolição, sendo sustentado pela Princesa Isabel 4- O Maestro e Compositor Carlos Gomes de "O Guarani" foi sustentado pelo Pedro II até atingir o grande sucesso mundial 5- Pedro II tinha o projeto de construção de um trem que ligasse diretamente a cidade do Rio de Janeiro a cidade de Niterói. O projeto em tramito até hoje nunca saiu do papel 6- Pedro II mandou acabar com a Guarda Chamada Dragões da Independência por achar desperdício ao dinheiro publico. Com a republica a guarda voltou a existir 7- Em 1887, Pedro II Recebeu Diplomas honorários de Botânica e Astronomia pela Universidade de Cambridge 8- Descostruindo Boatos, Dom Pedro II e o Barão/Visconde de Mauá eram amigos e planejavam juntos o futuro dos escravos Pós-Abolição. Infelismente com o golpe militar de 1889 os planos foram interrompidos 9- Oficialmente, a primeira grande favela do rio de janeiro, data de 1893, 4 anos e meio após a Proclamação da Republica e Cancelamento da ajuda aos ex cativos 10- Dom Pedro II tinha 1,91m de altura, quando a média de altura dos homens brasileiro era de 1,70m e mulheres 1,60m 11- Na Época do Golpe militar de 1889, Dom Pedro II tinha 90% da aprovação da população em geral. Por isso o golpe não teve a participação popular 12- José do Patrocínio organizou uma guarda especialmente para a proteção da Princesa Isabel, chamada "A Guarda Negra". Devido a abolição e até mesmo antes da lei do ventre livre, a princesa recebia diariamente ameaças contra sua vida e de seus filhos. As ameaças eram financiadas pelos grandes cafeicultores escravocratas 1- O Paço Leopoldina localiza-se onde atualmente é o Jardim Zoológico 2- O Terreno onde fica o Estádio do Maracanã pertencia ao Duque de Saxe, esposo da princesa Leopoldina 3- Santos Dumont almoçava 3 vezes por semana na casa da Princesa Isabel em Paris 4- A Ideia do Cristo na Montanha do Corcovado partiu da Princesa Isabel 5- a familia imperial não tinha escravos. Todos os negros eram alforriados e assalariados, em todos os móveis da familia. 6- Dom Pedro II tentou ao parlamento a Abolição da escravatura desde 1848. Uma luta contra os poderosos fazendeiros por 40 anos 7- Dom Pedro II Falava 23 Idiomas, sendo que 17 era Fluente 8- A primeira tradução do clássico árabe "Mil em uma noites" foi feita por Dom Pedro II, do Árabe Arcaico para o Português do Brasil 9- Dom Pedro II doava 50% de sua dotação anual para as instituições de caridade e incentivos para educação do ênfase nas Ciências e artes 10- D. Pedro Augusto Saxe-Coburgo era fã assumido de Chiquinha Gonzaga 11- Princesa Isabel recebia com bastante frequência amigos negros em seu palacio em Larangeiras para saraus e pequenas festas. Um verdadeiro escândalo para época 12- Na casa de veraneio de Petrópolis, Princesa Isabel ajudava a esconder escravos fugidos e arrecadava numerários para alforriá-los 13- Os Pequenos Filhos de Isabel Possuiam um Jornalzinho que Circulava Petrópolis, um jornal totalmente abolicionista 14- Dom Pedro II recebeu 14 mil votos na Filadélfia para a Eleição Presidencial, devido a sua popularidade, na época os eleitores podiam votar em qualquer pessoa nas eleições 15- Uma senhora milionária no Sul, incorfomada com a derrota na guerra civil americana, propôs a Dom Pedro II anexar o sul dos Estados Unidos ao Brasil, ele respondeu literalmente com dois "Never!" bem enfáticos 16- Pedro II fez um empréstimo pessoal há um banco europeu para comprar a fazenda que abrange hoje o Parque Nacional da Tijuca. Em uma Época que ninguém pensava na ecologia ou em desmatamento, Dom Pedro II mandou Reflorastar toda a grande fazenda de café com mata atlatica nativa 17- A Midia ridicularizava a figura de Dom Pedro II por usar roupas extremamentes simples, e o descanso no cuidado e manutenção dos palácios Quinta da Boa Vista e Petrópolis. Pedro II não admitia tirar dinheiro para tais futilidades. Alvo por charges quase diárias nos jornais, mantinha liberdade de expressão e nenhuma censura. 18- Thomas Edilson, Pasteur e Graham Bell fizeram teses em homenagens ao dom Pedro II 19- Dom Pedro II acreditava em Allan Kardec e Dr.Freud, confiando o tratamento do seu neto Pedro Augusto. Os resultados foram excelentes deixando Pedro Augusto nenhum surto por anos 20- Dom Pedro II andava pelas ruas de Paris em seu exilio sempre com um saco de veludo ao bolso com um pouco de areia da praia de Copacabana. Foi enterrado com ele ... ... Fontes: Biblioteca Nacional, IMS, Coleção Teresa Cristina, Diário de Dom Pedro II, Correspondência do acervo do Museu Imperial de Petrópolis, Biografias como As Barbas do Imperador, Imperador Cididão, Filho de uma Hansburgo, Chicl Xavier e Dom Pedro II, Cartaz da Imperatriz, Teatro de Sombras, Construção da Ordem, Dom Pedro II Ser ou não Ser, Acervo Museu Histórico Nacional, entre outros. Para mais informações do Movimento Monarquista do Brasil, visite a página no Facebook do Pró-Monarquico.
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Foi isso amigos, este é meu primeiro Post na Comunidade. Ave Império!!!
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2019.12.16 22:29 altovaliriano Game of Owns #440 - A Garota Cega

Mais uma vez, o domingo me deu uma rasteira e não consegui postar a tempo. Porém, desta vez, resolvi escrever mesmo atrasado.
Este episódio do Game of Owns faz parte de um projeto de releitura segundo a ordem cronológica dos capítulos de Festim dos Corvos e Dança dos Dragões, assim como u/paulovitor88 está fazendo.
Game of Owns é um podcast apresentado por Zack Luye e Hannah Panek que já entrevistou vários atores da série e membros da produção. É um podcast bastante renomado no fandom.
Eis a curta resenha.
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Link: http://gameofowns.com/440
Data de Lançamento: 27/11/2019

O áudio é excelente. Eu me lembro de ter visto no twitter um vídeo promocional de Zack e Hannah gravando um episódio e testando seus microfones com sons diversos. Assim, não me surpreendi com a qualidade. Fora isso, ambos os apresentadores têm vozes bonitas.
O episódio começar com uma citação na voz de Zack foi uma escolha muito acertada. O clima inaugural do podcast era o de que se estava ouvindo a um programa de rádio intimista. Poucos efeitos sonoros e bastante entrosamento entre os apresentadores reforçaram essa situação durante toda a duração do podcast.
Os apresentadores não se mostram muito preocupados em contextualizar seus comentários. Não fazer recapitulações sobre o capítulos ou mesmo sobre os eventos de Game of Thrones que citam como paralelos. Parece um pouco um jogo de cartas marcadas. Um podcast que alguém sabe que só poderá ouvir depois de já ter lido todos os livros e assistido à série inteira.
Dois pontos discutidos me chamaram a atenção.
Primeiro, os apresentadores ressaltaram o quão distinto o treinamento de Arya é de um treinamento esperado em obras de fantasia. É sujo, cruel e pouco didático. Arya passa tanto tempo exposta que a expressão "sobreviver ao treinamento" toma ares de literalidade.
Em segundo lugar, eles discutem se o poder de troca-peles de Arya seria considerado trapaça em seu treinamento e se os Homens Sem Rosto sabem deste poder dela. De fato, muitos leitores pensam que a seguinte passagem revela que Arya usou de seus poderes para descobrir que seu agressor anônimo fora o Homem Gentil:
– Isso é bom de saber. Já são duas coisas. Há uma terceira?
– Sim. Sei que era você quem estava me batendo. – O bastão dela agiu rápido e bateu contra os dedos dele, mandando o bastão do sacerdote para o chão.
Ele estremeceu e puxou a mão.
– E como uma garota cega poderia saber isso?
Eu vi você.
– Eu lhe dei três coisas. Não preciso dar uma quarta. – Talvez, pela manhã, contasse para ele sobre o gato que a seguira para casa na noite anterior, do Do Pynto, o gato que estava escondido nas vigas, olhando para eles. Ou talvez não. Se ele podia ter segredos, ela também podia.
(ADWD, A Garota Cega)
As especulações dos apresentadores foram que talvez a habilidade troca-peles de Arya coloque a famosa onipotência da Casa do Preto e do Branco em perspectiva. A ideia seria que Arya pudesse escapar dos Homens Sem Rosto por possuir, além do treinamento, esta habilidade, o que lhe conferiria uma vantagem inesperada.
Contudo, mesmo com essas pontuações bacanas, as análises do podcast logo passaram a ser tediosas. A objetividade começou a parecer uma justificativa para preguiça em fazer algo mais sistemático. Já no final do programa os comentários começaram a ficar espaçados e cíclicos.
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Podcast sugerido
Nesta semana, sugerimos o podcast Radio Westeros, apresentado por Yolkboy e Lady Gwynhyfvar, dedicado a análises literárias de ASOIAF.
É um cast famoso, mas não sei de nenhuma particularidade sobre ele.
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2019.10.24 23:20 divacaps Divacaps Experiência?【Vale Apena Comprar?】

Se você veio até esse post, significa que está procurando algo para deixar sua pele perfeita. mas adiante vou falar do Divacaps, um colágeno que está fazendo toda a diferença. Para se ter uma ideia, ele é 10 vezes mais potente do que já existe no mercado.
>>> QUERO COMPRAR DIVACAPS <<<
Toda mulher sonha em ter uma pele lisinha, sem pés de galinha e sem rugas, macia, mais jovem e um corpo escultural, correto? Com minha esposa não é diferente. No mínimo uma vez por semana ela está fazendo algum tipo de tratamento estético, seja na pele do rosto ou no corpo.
Pensando na estética, grande parte das pessoas acreditam que a maneira mais fácil de ter uma pele perfeita é através de cirurgias plásticas e tratamentos caros.
Porém, engana-se quem pensa assim, e na sequência revelar o por que. Mas já vou deixar uma pista… Divacaps… Conhece? Já ouviu falar nesse produto? Saiba tudo sobre esse colágeno que está revolucionando a beleza das mulheres, deixando-as com a pele dos sonhos.
Como relatei anteriormente, minha esposa sempre se preocupou com a questão estética, e investiu altos valores em produtos que prometiam uma pele perfeita, mas, era apenas propaganda.
Ela até cogitou fazer uma cirurgia para corrigir algumas linha de expressão no rosto. Entretanto, acabou desistindo devido ao alto valor. Todavia, não desistiu dos cosméticos. Apesar de usar diversos cremes para se livrar das rugas no rosto, nenhum deles deu um resultado satisfatório.
Após várias tentativas para ter uma pele mais jovem, uma amiga lhe apresentou o Divacaps, um colágeno capaz de rejuvenescer em pouco tempo, eliminando as celulites, estrias, pés de galinha, reduzindo o bigode chinês, combatendo a flacidez dos seios e muito mais.

Por isso, te convido a descobrir o que é o Divacaps e como ele realça a sua beleza, te deixando mais jovem e com a auto estima lá em cima.
Com a idade, o corpo passa a produzir menor quantidade de colágeno (geralmente dos 30 anos aos 50 anos de idade). A estrutura então da pele começa a perder integridade. Surgimento de rugas e fraqueza na cartilagem das juntas são notadas.
As mulheres, na maioria dos casos presenciam uma grande redução na síntese de colágeno depois da menopausa. Depois dos sessenta anos, um grande declínio na produção do colágeno é absolutamente normal.

O Que é o Divacaps?

O Divacaps é um poderoso suplemento alimentar em cápsulas à base de Colágeno Hidrolisado Verisol. Além disso, contém Vitaminas A, C, Biotina, Selênio, Zinco e Magnésio.
Esse produto, ajuda a melhorar o aspecto da sua pele, fazendo as correções necessárias das imperfeições da sua cútis, que podem surgir tanto no rosto quanto na barriga.
Se você fazer o uso correto do produto, conforme o indicado, os resultados serão notados nas primeiras semanas, através de uma pele mais firme, lisinha e bonita. Com esse produto, seu organismo também vai ficar regulado, pois o Divacaps fornece o colágeno necessário para o corpo.

Benefícios de Divacaps

Os benefícios do Divacaps são diversos, porém alguns se destacam. Confira!

Como Usar Divacaps?

Divacaps é vendido em potes com 60 cápsulas cada um. Para fazer o uso do Divacaps, é necessário seguir as orientações da bula, que acompanham o produto**.** Recomenda-se consumir duas vezes ao dia, ingerindo uma cápsula pela manhã e outra a noite, sempre acompanhada de líquido.
Obs.: Nunca ingira mais cápsulas do que o recomendado, pois o consumo em excesso pode causar alterações no corpo.
Além do consumo regular, é necessário fazer uma série de exercícios físicos, além de apostar em uma alimentação saudável e no consumo de bastante água.
O Divacaps é recomendado para para mulheres acima de 19 anos. Deve ser conservado em uma temperatura entre 15° e 30°, ao abrigo da luz e com a umidade relativa do ar entre 35% e 65%.
Após aberto, deve-se consumir em até 60 dias, sempre respeitando a data de validade do produto. Ao fazer a aquisição, a embalagem deve estar lacrada. Em caso de violação, não utilize o produto e entre em contato com o fornecedor.
Contraindicações: Este suplemento não tem contraindicação e nem efeitos colaterais. Apenas as gestantes devem consultar um médico antes de fazer o uso.

Onde Comprar Divacaps

Para ter resultado e tomar um verdadeiro Divacaps, compre pelo site oficial! No site oficial você terá garantia que o produto vai chegar em suas mãos é original.
Não aceite imitações, nem produtos similares ou vendidos por revendedores em grupos de facebook, OLX, Mercado Livre, entre outras plataformas.
Meu conselho é: faça uma compra segura e com ótimos preços, pois somente no site oficial tem garantia e ofertas exclusivas. Sem falar da segurança de que o produto é totalmente original!
Nunca aceite produtos similares e nem de “segunda mão”, caso contrário, você não terá garantia do que está tomando. Por isso, compre sempre o produto original no site oficial, com isso, você saberá 100% que está ingerindo o produto correto.

Formas de Pagamento

O sistema de pagamento seguro e prático. É aceito diversas bandeiras de cartão de crédito – com a possibilidade de parcelar em até 12 vezes – e também o pagamento pode ser feito em boleto bancário.
Outra vantagem de comprar pelo site oficial são as “ofertas relâmpago”, os bônus e os descontos que a empresa faz com frequência para seus clientes.
A página de pagamento é totalmente certificada, segura e seus dados e senhas são mantidos em sigilo. Seus dados são criptografados e o pagamento é realizado pela maior plataforma de produtos digitais do Brasil.
Então, basta preencher os dados solicitados pela plataforma, escolher a forma de pagamento e aguardar o produto chegar em sua casa. De acordo com o site, o prazo de entrega é de 3 a 10 dias úteis, mas, isso pode mudar dependendo do local onde você mora, pois, a empresa entrega em todo o Brasil.

E a Garantia? Tem?


Antes de tudo, gostaria de frisar que o Divacaps é um produto autorizado para comercialização em todo território nacional através do anexo I da RDC 240/2018 da Anvisa. AFE do MS 6.02234-1. Isso já indica uma garantia para que você possa adquirir com segurança.
Mas o que mais chamou a atenção da minha esposa ao adquirir esse produto, foi a garantia. É diferente de tudo o que existe no mercado.
Como o fabricante confia 100% em seu produto, eles fazem da seguinte maneira: Você faz a compra no site oficia, faz o pagamento, recebe o produto em sua casa e usa por 30 dias.
Se durante esse tempo, por algum motivo você não ficar satisfeita com os resultados, é só pedir o reembolso de todo valor investido que eles devolvem seu dinheiro na hora, sem fazer nenhum questionamento.
Isso prova que a empresa em seu produto e nos resultados que ele oferece para os clientes, deixando-os confiantes na hora de fazer a compra e também com os resultados.

Diferença Entre o Divacaps e os Outros Colágenos

O Divacaps contém colágeno do tipo VERISOL®, e já vem na forma hidrolisada, por essa razão, ele é totalmente absorvido pelo organismo. Isso garante a reconstrução da sua pele com máxima eficiência.
Além disso, é enriquecido com vitaminas A ,C, Biotina e minerais como o zinco e magnésio, que complementam e potencializam os efeitos do colágeno. Dentre as vitaminas, em relação ao que existe no mercado, o Divacaps é mais consistente.

Composição do Divacaps


Saiba mais sobre as vitaminas e minerais que compõem o suplemento:

Colágeno Hidrolisado

É uma proteína de grande quantidade em nosso organismo. Em nossa pele, o Colágeno contribui para a formação do sistema fibroso, chamado fibroblasto, fazendo com que novas células cresçam.
Por isso, o ele tem participação direta na reposição e restauração das células mortas da pele, além de manter as células sempre ativas, evitando o envelhecimento precoce.
Sendo assim, o Colágeno Hidrosilado é o carro chefe na construção dos ligamentos, pele e músculos. Ou seja, essa proteína é a responsável por providenciar toda estrutura, fortalecer a pele e elasticidade.

Colágeno Hidrolisado Verisol

O Colágeno Hidrolisado Verisol auxilia na hidratação e aumento da elasticidade da pele, combatendo a formação de rugas. É o único que contém Peptídeos Bioativos de Colágeno.
Ele foi desenvolvido especialmente para ter uma absorção completa pelo organismo. Com isso, atua nas camadas mais profundas da pele, agindo de dentro para fora, mantendo a saúde e beleza da pele.

Magnésio

É um mineral essencial para a vida, cujo sua função principal é auxiliar no metabolismo de carboidratos, eletrólitos, proteínas e lipídios, através da ativação das enzimas.
Com isso, o magnésio é necessário para todas as principais atividades biológicas, inclusive no metabolismo da glicose e também na produção de energia celular.
Além disso, o magnésio é fundamental para:
– Os Ossos: Pois age na regulamentação de entrada e saída de cálcio. com isso, ele controla o metabolismo do cálcio e mantém a homeostase sanguínea, além da adequação da formação da matriz óssea.
– Controla a Pressão Arterial: O magnésio ajuda a manter a pressão arterial equilibrada e combate a hipertensão. Isso acontece pelo fato de ele ser um concorrente do cálcio natural e modular o tônus vascular da pressão e fluxo sanguíneo.
– Evita o Acúmulo de Gorduras e Diabete: O magnésio atua reduzindo a resistência à insulina e otimiza a ação das enzimas que agem no metabolismo de gorduras e glicose. Com isso, ajuda também no controle da diabetes
– Proporciona Bem-Estar: Ele é um mineral fundamental na formação de serotonina neurotransmissora, que é a responsável pela sensação de bem-estar. Por isso, contribui para o alívio e prevenção do estresse.
– Alivia os Sintomas da Menopausa: Alguns sintomas da menopausa estão associados à falta de magnésio no organismo. Isto ocorre porque a ausência desse mineral altera a ativação da vitamina D, que está agregada com a ação e modulação e hormônios, tais como o estrogênio, que pode sofrer alterações e ocasionar os sintomas da menopausa.

Biotina

A biotina é também conhecida como vitamina B7 e vitamina H. Ela é hidrossolúvel, ou seja, possível de ser dissolvida em água, e é produzida pelas bactérias presentes no intestino, obtida através da alimentação.
Pelo fato de estar associada às vitaminas do complexo B, a biotina está relacionada ao metabolismo das gorduras, proteínas e carboidratos. Ela é fundamental para manter a saúde dos cabelos, da pele e das unhas, além de absorver os nutrientes corretamente.
– Cabelo: A falta de biotina no organismo pode provocar a queda de cabelo e também o enfraquecimento dos fios. Muitos especialistas apontam que a biotina está relacionada diretamente com a produção de queratina, proteína que integra o cabelo.
– Pele: A biotina auxilia no metabolismo de proteínas, gorduras e carboidratos. Por meio desta ação, melhora consideravelmente a saúde da pele. A falta de biotina faz com que a pele fique escamosa, seca e também apresenta vermelhidão em torno do nariz e da boca.
– Unhas: A ausência de biotina enfraquece as unhas. Segundo especialistas, isso ocorre pelo fato de o nutriente estar diretamente ligado na produção de queratina, que assim como nos cabelos, compõe as unhas.
– Absorção Dos Nutrientes: Juntamente com as demais vitaminas do complexo B, a biotina colabora com o metabolismo de proteínas, carboidratos de gorduras, fazendo com que o corpo absorva os nutrientes da maneira correta.
Além dos problemas já citados que a falta da biotina ocasiona ao organismo, em muitos casos, a ausência dessa vitamina também provoca dermatite, conjuntivite, dores musculares e também o aumento da glicemia.
Viu a importância desses minerais e vitaminas para o organismo? Por isso, o Divacaps contém em sua fórmula todos esses elementos para te ajudar a cuidar da saúde.

Depoimentos

Em uma rápida pesquisa na internet, é possível encontrar centenas de pessoas dando seu depoimento, demonstrando e comprovando os resultados do Divacaps.
Acho que nem preciso falar muito não é mesmo? Olhem todos os benefícios que cada componente oferece ao seu organismo e tire suas próprias conclusões.
Minha esposa é fã número UM do suplemento, pois além de ter um corpo perfeito, sua autoestima aumentou. E para ser sincero, não é por que é minha esposa, mas ela ganha de 10 x 0 de muitas meninas de 18 anos por aí.
Realmente ela comprovou os efeitos, e indica para todas as suas amigas. Adquira agora mesmo seu suplemento, e assim como muitas pessoas, mude sua vida. Isso porque o Divacaps vai garantir uma pele mais bonita,e com isso, aumentar a sua autoestima, pois uma pele bonita, faz com que a pessoa sinta-se de bem consigo mesma e com o aspecto de sua pele.
Além disso, uma pele bem cuidada, ressalta a beleza e demonstra que você realmente é uma pessoa que cuida da sua pele e do seu corpo com carinho
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2019.10.21 20:01 altovaliriano Pergunta de BryndenBFish e NPR de novo (out/2019) e Entrevista a OMNI (nov/1996)

Mais recente: Chicago Humanities Festival (11 out 2019)
Link no arquivo: https://www.westeros.org/Citadel/SSM/Entry/16170
O SSM consiste em um vídeo de 5 minutos carregado no youtube em que Martin responde à pergunta selecionada no twitter pela entrevistadora Eve L. Elewig. "Coincidentemente", foi a elaborada por Jeff Hartline (mais conhecido como BryndenBFish). Que marmelada...
Brincadeiras à parte, a pergunta foi "Ele acredita que Robert, Ned e Jon Arryn estavam certos em se rebelar contra Aerys? Ou ele teria permanecido leal a Aerys e os Targaryens?". Martin se desviou da pergunta e enrolou. Veja no vídeo.
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Mais recente (2): Entrevista à NPR Chicago (19 out 2019)
Link no arquivo: https://www.westeros.org/Citadel/SSM/Entry/16176
Na verdade, este artigo foi uma compilação da entrevista de Martin à WGN Radio e do bate-papo ocorrido na Chicago Public Library Foundation (CPLF), ambos já relatados aqui (vide aqui e aqui)
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Mais antigo: Transcrição de uma entrevista à OMNI Magazine (21-22 nov 1996)
Link no arquivo: https://www.westeros.org/Citadel/SSM/Entry/1425
A entrevista parece ter sido feita no formato de chat da internet, como vários códigos de hora, data e IPs. Eu suprimi tudo isso, deixando apenas nickname e mensagem, em ordem cronológica (a entrevista começou no dia 21 e terminou no dia 22). A tradução segue abaixo:
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Ed_Bryant_Mod : Boa noite, Sr. e Sra. América, e todos as naves no espaço! Esta é outra edição do Omni Visions Prime Time com Ed Bryant. Meu convidado esta noite é aquele escritor estelar de ficção científica, fantasia, romances, contos, filmes e TV, George RR Martin. Boa noite, George!
GeoRR : Para constar, deixe-me dizer que nunca trabalhei em ST:TNG [Star Trek: The New Generation], apesar do crédito que Ellen me deu quando ela estava divulgando isso. Portanto, sem perguntas sobre Data, por favor. Com Vincent eu posso lidar... bem, tanto quanto qualquer pessoa pode lidar com Vincent.
GeoRR : Perdemos contato com Ed?
Ellendat : Enquanto Ed tenta voltar para nós, eu gostaria de me desculpar com George por me enganar quanto a sua participação no ST:TNG.
GeoRR : Acho que Ed caiu de vez. Ele me avisou que isso poderia acontecer.
Ed_Bryant_Mod : Opa, desculpe pessoal! Minha introdução fantástica para George desapareceu repentinamente e eu fui interrompido por uma mensagem de "erro no servidor". Eu estou de volta, então eu vou aumenta-la (mais).
ellendat : Eu sei que posso falar por muitos de seus leitores (e provavelmente membros da platéia aqui) que é bom você voltou a escrever ficção em prosa depois de vários anos concentrando-se em TV.
GeoRR : Há dias em que estou muito satisfeito por estar "de volta" (embora nunca tenha realmente ido embora, sabe - durante todos os meus anos em Hollywood, escrevi e editei WILD CARDS). Há outros dias em que sinto falta da TV. Certamente sinto falta dos grandes carrinhos de mão de dinheiro que costumavam rolar no meu escritório.
Ed_Bryant_Mod : Para aqueles que possam ser novos na SF [Ficção Científica], George Richard Raymond Martin começou a publicar profissionalmente em 1971, com uma curta história para GALAXY. Seus livros subsequentes incluem A MORTE DA LUZ, TUF VOYAGING, SONHO FEBRIL, ARMAGEDDON RAG, a série WILD CARDS (como participante e editor), SANTUÁRIO DOS VENTOS (com Lisa Tuttle) e, entre muitas outras coisas, A GUERRA DOS TRONOS, o primeiro volume enorme em uma série de fantasia épica maciça. *ufa* Além disso, ele passou uma estada em Hollywood trabalhando com A BELA E A FERA e a renascida ALÉM DA IMAGINAÇÃO. Então, George. Quando você dorme e quanto tempo antes de terminar a série de fantasia?
GeoRR : Eu pretendo dormir entre o terceiro e o quarto volumes, ed. Eu dormia um pouco entre o segundo e o terceiro, mas agora é a hora de escrever um roteiro de SONHO FEBRIL que devo à Hollywood Pictures. Hollywood Pictures não existe mais, com certeza, mas eu ainda devo o roteiro. Se eu permanecer dentro do cronograma, devo terminar AS CRÔNICAS DE GELO E FOGO até o final de 1998, mas não prenda a respiração. Esses livros têm três vezes o tamanho de romances comuns, até grandes romances como SONHO FEBRIL, e estou aprendendo da maneira mais difícil quanto tempo leva para escrever um.
Ed_Bryant_Mod : Talvez você seja um viciado em adrenalina, George. Sobre a série de fantasia: Por quê? (sendo franco). Esta não é fantasia como avô, com certeza. É difícil, mas romântico. O que o intrigou em embarcar em um projeto tão grande?
GeoRR : Pudera eu saber. Na verdade, comecei o livro no verão de 1991. Eu estava entre os projetos de Hollywood, então decidi começar um novo romance, ver até onde chegava. O romance que comecei era um livro de SF chamado AVALON, ambientado na mesma "história futura" de DYING OF THE LIGHT e de muitos de meus contos. Na verdade, eu escrevi três capítulos. Mas então um dia o capítulo inicial de A GAME OF THRONES me veio tão vividamente que eu tive que escrevê-lo. Não é o prólogo, lembre-se, mas os primeiros capítulos, onde Bran vê o homem decapitado e encontra os lobos gigantes na neve. A próxima coisa que eu sabia era que AVALON havia sido colocado em uma gaveta e a fantasia tomara conta de mim completamente. Eu sabia que estava perdido quando comecei a desenhar mapas. Porém, é claro, DOORWAYS foi selecionado e fui convocado de volta a Hollywood, mas o livro nunca esteve longe de meus pensamentos.
Ed_Bryant_Mod : Intrigante... voltando um pouco. Quando você era mais jovem, antes de começar a escrever, qual o papel da fantasia em sua vida? O que você leu? Você jogou jogos com dragão e lobo gigante? E onde o seu gosto nesse sentido se desenvolveu como leitor e escritor adulto?
GeoRR : Acho que estou tendo alguns problemas aqui. O sistema comeu minha resposta.
Visitante (Gdozois) : Ellen, Gardner Dozois aqui. Quando George e Ed voltarem, pergunte se ele tem planos de publicar Turtle Castle um dia desses.
ellendat : Gardner, sua pergunta está aqui para que todos vejam :) shhh.
GeoRR : Estou de volta, acho. Eu desloguei e voltei. Todo o sistema parou aqui e nenhum dos comandos parecia funcionar.
GeoRR : Deixe-me tentar essa resposta novamente. Quando criança, eu lia principalmente SF e quadrinhos... não =havia= nenhuma fantasia sendo publicada naquela época. Eu descobri JRR Tolkien no colégio, quando Ace publicou sem autorização o Senhor dos Anéis. Fiquei Maravilhado. Também li Robert E. Howard, provavelmente antes de Tolkien. Conan era divertido, mas a Terra Média era mágica e maravilhosa. O =lugar= era tão importante quanto o enredo ou os personagens, acredito. É assim em toda grande fantasia. Estou tentando tornar meu mundo, meus sete reinos, tão vividamente real quanto JRR fez com o dele.
GeoRR : Olá, Gargy. Ninguém liga para TURTLE CASTLE.
Visitante (Gdozois) : Eu imagino isso como uma obra-prima perdida que será descoberta após sua morte e o catapultará para a fama mundial.
Visitante (169.197.15.29) : E quanto a Burroughs e Wells?
GeoRR : Eu tentei um Edgar Rice Burroughs. Um dos livros "Moon", eu acho. Eu devia estar velho demais, porque odiei e nunca tentei outra até Melinda Snodgrass e eu sermos contratados para fazer o roteiro de A PRINCESA DE MARTE. Eu li HG Wells, é claro. A MÁQUINA DO TEMPO em particular foi == e é == um dos meus favoritos.
Ed_Bryant_mod : George, junto com a fantasia, você parece ter muitos interesses em escrever. Nos interstícios entre mega-fantasias e trabalhos de Hollywood, alguma esperança de mais SF ou horror? Há aqueles de nós que se lembram de SONHO FEBRIL e ARMAGEDDON RAG com carinho indisfarçável.
Visitante (169.197.15.29) : Acho que eu tinha 10 ou 12 anos quando peguei Burroughs. É o que me fez começar, eu acho.
GeoRR : Oh, definitivamente farei outras coisas eventualmente, se a fantasia terminar. Tenho anotações para duas sequências de SONHO FEBRIL, tenho duzentas páginas do romance de Jack, o Estripador, que comecei em 1985 e nunca consegui vender, e quero fazer um livro com um dos meus pilotos de televisão não filmados. Aquele lá é pura SF.
Visitante (Gdozois) : Aproveitando que você o está importunando, Ed. Eu gostaria que ele escrevesse algumas novas histórias de ficção científica. --Gardner
ellendat : Sim. Eu também.
GeoRR : Na verdade, Gargy, é por isso que eu estava ligando para você no outro dia. Eu tinha essa noção ... bem, é muito complicado falar disso aqui, e não devemos falar disso em público de qualquer maneira, mas é uma ideia que eu gostaria de explorar com você quando você tiver meia hora ou mais .
Ed_Bryant_mod : A menção da PRINCESA DE MARTE me obriga a perguntar... Além das cargas de dinheiro em carrinhos de mão, qual é o apelo em Hollywood ? Você viu sua história "Reis da Areia" se tornar o piloto da renascida A QUINTA DIMENSÃO - Melinda Snodgrass (a escritora) e os produtores / diretores / atores visualizaram sua história de uma maneira que você a reconheceria?
Visitante (Gdozois) : Você sabe como se apossar de mim, George. Qualquer hora. --Gardner
GeoRR : Além disso, há esta novela chamada "Shadow Twin" na qual um certo Sr. Dozois e eu estávamos colaborando. Ellen, quer comprar uma novela Dozois / Martin?
Visitante (Gdozois) : Talvez possamos mesclar SHADOW TWIN com TURTLE CASTLE. --Gardner
ellendat : Estou certamente interessada. Está terminada?
Visitante (169.197.15.29) : Escritor iniciante fica [mais] verde.
GeoRR : Hollywood ... bem, essa é uma resposta complicada. Você realmente precisa subdividir Hollywood em duas arenas separadas, TV e Cinema. Eu trabalhei em ambos. TV foi muito emocionante, estressante, mas gratificante. Trabalhei em alguns bons shows, escrevi roteiros dos quais me orgulhava, os vi filmados, subi de um humilde redator para um exaltado produtor supervisor e quase consegui meu próprio show. Eu odiava morar em Los Angeles, mas gostava muito de trabalhar na TV.
Filme, por outro lado, cheguei ao ódio. O escritor é rei na TV; no filme, o escritor é uma merda. Passei três ou quatro anos da minha vida fazendo roteiros, vários deles com Melinda, e não tenho um punhado de filme para mostrar. De fato, ninguém nunca viu os roteiros, exceto alguns executivos de desenvolvimento. Adoro ir ao cinema, mas se tiver sorte, nunca mais precisarei "desenvolver" um filme.
Ed_Bryant_mod : Com algo parecido com o seu próprio show ... DOORWAYS. Esse era um conceito adorável e sofisticado de SF com boa reflexão sobre transitar em um mundo paralelo. Que tipo de forças foram necessárias para matá-lo?
GeoRR : Nunca terminei, Ellen ... mas um dia desses. Primeiro, preciso digitalizá-lo e colocá-lo em um disco. As páginas que temos (um bocado bastante grande) foram realmente escritas em uma = máquina de escrever =. Lembra-se delas? Eu tive uma máquina de escrever elétrica, já Gardner...
Visitante (169.197.15.29) : Eu pensei que ele se transformou (sem a sua influência) em Sliders. (não é um show muito bom, por acaso) -- David Felts
GeoRR : O que matou DOORWAYS foi principalmente foi uma sincronia ruim. Em agosto de 1992, quando exibimos o piloto para a emissora pela primeira vez, a ABC estava salivando para encomendá-la e, de fato, encomendou seis scripts de backup, um número muito alto. Mas estávamos muito atrasados ​​para a temporada do outono de 1992, então tivemos que esperar até maio do próximo ano. Entre agosto e maio, os dois maiores campeões da rede, os executivos que haviam trabalhado no programa conosco, partiram para outros empregos. Seus sucessores nos consideravam algo que restava do antigo regime. Quando chegou a hora da crise, a ABC decidiu que eles queriam apenas um único novo programa de SF em sua programação e seguiram com LOIS & CLARK, que havia sido desenvolvido pelo regime seguinte. E para quem não sabe o que foi o DOORWAYS ... bem, foi SLIDERS. Só que bom.
Visitante (Gdozois) : George, vamos sair agora. Tenha uma boa entrevista e diga Olá para Parris por nós. Boa noite Ellen, Ed e os demais. --Gardner
Ed_Bryant_mod : Uma pergunta em outra área. WILD CARDS, aquela longa série de livros de Bantam e Baen sobre supercaras e supermocinhas, vivos e às vezes bem, em um mundo que eles realmente criaram - alguma chance de continuar de alguma forma? Ainda parece haver público.
GeoRR : Gostaria muito de continuar com WILD CARDS, mas agora há muitas outras coisas no meu cardápio. Além disso, não temos um editor. Em retrospecto, mudar para a Baen foi um grande erro. Eles nos pagaram mais dinheiro, mas não venderam os livros com a mesma eficácia que a Bantam e depois nos culparam pelas vendas fracas. Suspeito que os WILD CARDS retornarão eventualmente, de alguma forma, embora possa haver um hiato de alguns anos. Alguns dos escritores estão fazendo barulho sobre como fazer histórias independentes sobre seus personagens e vendê-los para as revistas. Se algum dia eu encontrar tempo, provavelmente eu mesmo farei algumas histórias de Tartaruga e Popinjay.
Ed_Bryant_mod : Falando em WILD CARDS, apenas no caso de um de nossos sistemas travar novamente, eu queria fazer uma pergunta que assombra a maioria de nós, escritores. À medida que os livros esgotam com grande velocidade, eles se tornam o desespero do leitor lento demais para pegá-los durante as oito horas em que estavam à venda... Você é um dos escritores ativistas que se esforçou para manter seus livros disponíveis com seus próprios esforços. Isso está funcionando? E como os leitores podem aproveitar o seu serviço nessa área?
GeoRR : Sim, eu realmente mantenho estoques de meus livros esgotados e sobressalentes, tanto de capa dura quanto de brochura. De WILD CARDS, tenho volumes 1,2,6,7,9 e 11. Também tenho livros de bolso britânicos de REIS DA AREIA e TUF VOYAGING, a adorável edição limitada numerada e assinada do ARAMGEDDON RAG com slipcase e as primeiras edições do SONHO FEBRIL, SANTUÁRIO DOS VENTOS E RETRATOS DE SEUS FILHOS. Qualquer pessoa que queira alguma dessas informações pode me enviar um e-mail para [[email protected]](mailto:[email protected]) ou [[email protected]](mailto:[email protected]). Os preços são muito razoáveis ​​e os autógrafos são gratuitos. Você não apenas receberá um livro lindo e assinado, como também ajudará a apoiar meu mania com soldados de brinquedo. Desde que comecei a fantasia, fiquei viciado em colecionar cavaleiros em miniatura.
Ed_Bryant_mod : Ótimo. Lembrarei às pessoas que livros assinados e personalizados são ótimos presentes de fim de ano. Voltando a WILD CARDS momentaneamente. Uma enorme quantidade de material foi publicada ao longo de alguns anos de trabalho duro e febril. O que você acha que foi o maior apelo?
GeoRR : Bem, tivemos alguns escritores muito bons e algumas histórias fantásticas, mas acho que foi mais do que isso. O que notei no WILD CARDS foi o intenso interesse que os leitores desenvolveram nos personagens. Eles não eram apenas fãs do Wild Cards, eram fãs do Turtle, ou do Tachyon, ou do Fortunato. Cada leitor tinha personagens que amava e outros que odiava com a mesma paixão, e eles queriam acompanhar suas vidas. Eu sustento que é a mesma coisa que faz as pessoas acompanharem novelas de TV.
Marilee : George, eu sempre leio todas as histórias em Asimov, até mesmo as fantasias, mas frequentemente não estou interessado em comprar um livro relacionado a uma história de fantasia. Eu li "Blood of the Dragon" na edição de julho e imediatamente encomendei A GUERRA DOS TRONOS (que está abrindo caminho ao topo da pilha de leitura). O que fez você decidir escrever uma fantasia agora?
GeoRR : Marilee, eu respondi sobre esse assunto, talvez antes de você entrar. Não sei se há como retroceder, mas ... resumidamente, o livro não me deu escolha. Eu estava trabalhando em um romance completamente diferente, mas A GUERRA DOS TRONOS acabou de me tomar. Estou feliz que você tenha gostado de "Blood of the Dragon". Eu estava trabalhando em um capítulo de Daenerys hoje, por incrível que pareça.
Estranhamente, acho que nunca poderia ter escrito A GUERRA DOS TRONOS, a menos que eu tivesse feito WILD CARDS primeiro. O grande elenco de personagens de GOT é muito diferente dos meus romances anteriores, que se concentram muito em um único protagonista (A MORTE DA LUZ, SANTUÁRIO DOS VENTOS, ARMAGEDDON RAG) ou no máximo dois (SONHO FEBRIL). WILD CARDS, por outro lado, é =repleta= de personagens, e editar esses livros, especialmente os romances-mosaico, me deu muita prática no malabarismo com vários pontos de vista. Estruturalmente, A GUERRA DOS TRONOS é um romance-mosaico de WILD CARDS, só que comigo escrevendo todas as partes.
Ed_Bryant_mod : George, agora que você é um veterano em Hollywood, você acha que algumas das mesmas forças estão começando a deformar a publicação impressa também? Os novos autores com romances não seriados estão perdidos? E a publicação na web? Sinta-se à vontade para abordar qualquer um desses...
GeoRR : Uma pergunta deprimente, e uma resposta ainda mais deprimente ... mas sim, devo dizer, acho que as publicações estão sendo Hollywoodizada e tenho muita empatia por novos escritores que tentam entrar no ramo. Acho que ainda é será possível fazer um bom trabalho, mas muito menos possível ganhar a vida com isso. Quem ganhará a vida com isso serão as pessoas trabalhando em franquias e atendendo a gostos já estabelecidos, como [Star] Trek e Star Wars. É uma imagem sombria para alguém que realmente quer ser escritor em tempo integral. Por outro lado, antes de 1970 havia pouquíssimos escritores de SF em tempo integral, então talvez estejamos voltando ao que havia na Era de Ouro.
Ed_Bryant_mod : Deprimente, de fato. E o admirável mundo novo da publicação on-line? Alguma área brilhante que você possa enxergar?
GeoRR : Ainda não estou convencido de que a publicação on-line possa funcionar. Quero dizer, não vejo como alguém faria dinheiro com isso. Além disso, devo admitir, adoro livros, a sensação deles, a aparência deles, a conveniência. Leio-os na banheira, na cama e sentado ao ar livre. Não posso fazer isso com um leitor on-line, e também não gosto de imprimir romances e ter que lutar com pilhas de papel pesadas.
Marilee : Li todas as novelas OMNI no meu HP200LX - um computador de bolso que é mais leve e menor que a maioria dos livros, e pode ser segurado como um. Eu os li em consultórios médicos, restaurantes ou em qualquer lugar que eu tivesse que esperar. Ainda assim, ele seria muito caro se fosse apenas para ler livros.
Visitante (206.113.120.25) : Quais são suas próximas aparições na Whimpy Zone? --Keith
GeoRR : Não há muitas viagens nos meus planos atuais. Eu fiz uma turnê de quinze cidades pelo A GUERRA DOS TRONOS em setembro e outubro, além de Worldcon, Archon e World Fantasy Con, então agora estou feliz por estar em casa. Estarei em Archon novamente em outubro próximo e, claro, na worldcon em San Antonio, e em fevereiro vou a Nova Orleans para o Mardi Gras. Além disso, eu não sei. Eu posso ir ao Neulas [Nebula] em Kansas City.
Marilee : O que você fará com os cavaleiros de brinquedo quando os adquirir? Eu tenho muitos spaceguys de Lego, mas eles geralmente ficam na prateleira e são reorganizados de vez em quando.
Ed_Bryant_mod : Hmm, George. Talvez você possa se tornar um fazedor de pacotes e iniciar linhas de romances que exploram o mundo dos ônibus espaciais e cavaleiros de brinquedos Lego. Publique-os como Ron Goulart costumava escrever quando estava na publicidade... na parte de trás dos pacotes...
Talvez uma ou duas perguntas finais à medida que o tempo diminui. Onde você se vê como escritor em dez ou vinte anos, George? Ainda fazendo o mesmo reconhecidamente amplo leque de ficção? Ou há novas fronteiras que você deseja encarar?
GeoRR : Quanto aos cavaleiros, sim, eu os coloco nas prateleiras, arrumo os dioramas, os reorganizo e compro vitrines cada vez maiores e mais caras. Porém, eu não lido com Lego. Tenho Britain, Pings, Timpos, Banners Forward, Arsenyevs, Hornungs, Tiffany Soldiers, Staddens, Wyvern Standards, Traditions e uma dúzia de outros fabricantes, e também compro as remodelagens baratas de plástico e as pinto. Essas não são miniaturas de jogos, entenda. Estes são do tamanho tradicional de soldado de brinquedo, de 54 a 70 mm. As miniaturas de jogos são de 15 ou 25 mm, pequenas em comparação. Minha grande fantasia é encontrar o veio-principal da Courtenays sendo vendido em um mercado de rua por três dólares cada. Sorriso.
Ed, para dizer a verdade, não sei ao certo o que vou escrever daqui a cinco anos, muito menos vinte. Livros, TV, contos... Eu gostaria de fazer de tudo, mas nunca há tempo suficiente. Especialmente porque tenho o vago desejo de tentar ter uma vida também. Na verdade, não me saí tão bem nessa última parte; às vezes, olho para trás sombriamente ao longo de todos os anos passados ​​sentados em frente aos vários tipos de teclado, escrevendo sobre paixão, aventuras e maravilhas, quando o que realmente quero é =vivenciar= alguma delas. Mas talvez essa seja a maldição de todos os escritores. A maioria das biografias de escritores é mortalmente monótona, exceto para outros escritores - páginas e páginas de "E então ele escreveu". Ah, ok.
O que eu desejo para você, George, é que talvez você possa dividir seu tempo entre o teclado e o mundo. Nunca é tarde demais para ter uma aventura genuína. Então, boa sorte. E não leve nenhum soldados de brinquedo de madeira. Muito obrigado por participar do Omni Visions Prime Time hoje à noite. E para o resto de vocês, obrigado por participar. Boa noite a todos.
Marilee : Obrigado por aparecer, George!
GeoRR : Feliz de ter vindo aqui. Ed, Ellen, obrigado por me convidar. Depois que resolvemos os problemas, foi divertido.
GeoRR : Boa noite, Pessoal.
ellendat : Boa noite, George, e obrigado por ter vindo.
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2019.10.10 19:41 simonekama Ideias para bares terem mais clientes e marketing digital para restaurante.

Ideias para bares terem mais clientes e marketing digital para restaurante.
Marketing digital para restaurante através da Rush Eventos e diversas ideias para bares trazer mais clientes para o estabelecimento.
Primeiro temos que arrumar a casa, tanto do bar quanto do restaurante e aí vão algumas dicas importantes:

Ambiente agradável é uma das ótimas idéias para bares que ajudam a cativar o cliente.

Um dos pontos mais importantes em um estabelecimento voltado para o entretenimento é o ambiente. O local precisa ser convidativo, bem decorado e estimular o consumidor a ficar mais tempo (e desejar voltar). Por isso, é preciso prestar atenção em todos os detalhes.
Confira a seguir algumas dicas imperdíveis para garantir que o ambiente seja impecável.

Entretenimento.

Sair para jantar e escutar uma boa música ao vivo é bastante prazeroso, mas sair para jantar e não conseguir nem se comunicar com o garçom é bem frustrante. Se você for oferecer forma de entretenimento tal como música ao vivo, garanta que está fazendo um bom trabalho e não atrapalhando seus clientes, com um volume adequado e com mesas longe o suficiente para aqueles que não estão ali pela música.
Indo mais a fundo na questão de entretenimento, tem muitas opções que você pode utilizar para chamar atenção do público atual e ainda atrair um novo público ao seu estabelecimento.

Crie um diferencial para o seu restaurante.

O mercado está cheio das mesmas coisas. Para sobreviver à concorrência, não basta ser apenas bom, é preciso ser diferente e único naquilo que faz.
O seu restaurante possui algum diferencial? Abrange alguma característica que o torna melhor que os outros?
Saiba que um diferencial inovador é o que vai torná-lo uma referência junto aos seus clientes e colocá-lo a frente dos seus concorrentes.
Esse diferencial pode vir a partir das várias estratégias de marketing aliadas ao uso das novas tecnologias disponíveis no mercado, como:
  • um aplicativo próprio para reservas, pedidos ou pagamentos on-line via mobile;
  • ou um cardápio eletrônico com design que destaque a sua comida e faça os seus clientes salivarem só de olharem para ele.

Use a geolocalização para segmentar clientes

Lembra-se da frase “quem não é visto não é lembrado”? Então, se o seu restaurante não estiver cadastrado em algum aplicativo que possa facilitar a sua localização, dificilmente conseguirá ser encontrado por um usuário.
A geolocalização pode potencializar o seu marketing de indicação, pois você pode incentivar os seus usuários a falarem bem do seu restaurante e da sua comida, conquistando, assim, novos clientes.
Hoje, as pessoas utilizam a internet para quase tudo, inclusive para localizar os melhores restaurantes especializados em gastronomia diferenciada.
Mas o que você talvez não saiba é que é possível aproveitar o IP ou GPS dos usuários para entender melhor os seus perfis de consumo — e, assim, acompanhá-los e segmentá-los mais facilmente.

Como ampliar a propaganda de bar com a Rush Eventos.

Idéias para atrair clientes para o bar através da Rush Eventos. Uma empresa que tem conhecimento e experiência para trazer mais clientes para o seu negócio. Oferecemos serviços para seu estabelecimento ampliar a captação de aniversários, público em geral, criação de artes e desenvolvimento de sites profissionais para bares.

Atraia clientes para o bar através de aniversários.

Você deve saber que uma das coisas que mais traz clientes para sua casa, é ter muitos aniversários marcados e é aí que a Rush Eventos entra, nós temos um sistema que traz muito mais aniversariantes do mês pro seu estabelecimento.

E como funcionam essas ideias de bares através desse sistema de aniversários?

Vou citar como exemplo, a região da Grande São Paulo. Possuímos o pacote Starter que atinge média de 25 mil aniversariantes do mês, a ação é feita na sua própria página do facebook e você administra os resultados.
E se você quer ter mais de aniversários, temos o sistema Plus que atinge média de 50 mil aniversariantes do mês ou o sistema Ultra para média de 60 mil aniversariantes e de quebra, você ganha COMO BRINDE, dicas com as duas condições que mais atraem aniversários para bares.
Nós fazemos tudo por você. Seleção de público, criação de artes, filtro somente para aniversariantes do mês e sistema interno Mastercomm para otimizar em até 75% os resultados.
Onde encontrarei os resultados dos sistemas de Aniversários?
Os sistemas de Aniversários da Rush Eventos são feitos na página do Facebook do seu próprio estabelecimento e você terá acesso direto aos resultados.
É necessário eu realizar o atendimento em nossa Fan Page ou Perfil no Instagram?
Sim, a Rush Eventos possui produtos para melhorar seu relacionamento com o cliente, porém, você precisa atender a página. E nada melhor do que quem está por dentro do dia a dia do estabelecimento para poder atender corretamente. Em nosso pacote de promoter de festa digital com o gerenciamento de ações de marketing você irá receber dicas de como atender com mais eficiência.

Qual a diferença de ideias para bares e Baladas para Restaurantes?

No caso de Bares e Baladas o nosso foco é sempre um público com interesse na vida noturna e festas. Já para Restaurantes, buscamos público interessado em gastronomia e até famílias e casais.

Invista em um site funcional.

Responda estas 3 perguntas básicas:
  • os seus clientes ou outros usuários conseguem encontrar o seu restaurante online?
  • o seu site está bem otimizado para facilitar a navegabilidade dos usuários?
  • você tem um blog com conteúdos relevantes que possam atrair mais clientes?
Se não puder responder “sim” para as perguntas acima, está na hora de repensar a forma de fazer marketing para o seu restaurante.
Atualmente, sem investir em estratégias de marketing online, o seu restaurante não passará de um simples negócio sem futuro e sem expectativa de crescimento.
Procure construir um site funcional, convidativo e que atenda às necessidades dos seus usuários.

Desenvolvimento de sites profissionais para servirem de aliados no marketing digital para restaurante.

Nós somos especialistas em desenvolvimento de Sites para Bares, Restaurantes, Baladas e Lounges!
Permita que seus clientes façam reservas online, insiram lista de convidados para aniversários e deixem seu nome na lista de forma totalmente automatizada, como se fosse uma hostess que ainda coloca sua lista em ordem alfabética.
Com poucos cliques você divulga em seu site sua programação da semana e promoções especiais deixando o público a vontade para participar.
Todos nossos Sites são desenvolvidos para Smartphones, Desktops e Tablets.

Outras ótimas ideias para bares são as promoções.

Além do happy hour, as promoções num geral são ótimas para aumentar o seu faturamento médio, e ainda mais: elas se mostram bastante eficazes em atrair (e manter!) clientes por perto. Promoções diárias, em datas comemorativas ou em dias de eventos especiais (se o seu estabelecimento faz transmissão de evento esportivos, por exemplo) são sempre bem vindas.
Promoção para cliente-fidelidade também é uma boa opção a considerar para o seu estabelecimento. Todo mundo costuma ter um bar ou restaurante preferido e, se você investir em alguma promoção para clientes fiéis, eles irão frequentar o local ainda mais vezes!

Atendimento Excepcional

Todo empreendedor sabe: o seu foco deve ser na experiência do cliente, sempre. Por isso, providenciar um ótimo serviço é uma das melhores dicas sobre como atrair clientes para um bar.
Para isso, é preciso garantir que sua equipe seja bem treinada e esteja motivada. Lembre-se: trabalhadores que se sentem reconhecidos e importantes sempre atendem com um sorriso no rosto.

Aí vai uma dica muito importante para restaurantes:

Utensílios de qualidade

Para que a experiência do cliente seja sempre agradável, é importante apostar na qualidade e beleza dos utensílios oferecidos. Os copos, pratos e talheres, por exemplo, devem estar sempre limpos e em ótimas condições.
Outro detalhe importantíssimo são os guardanapos de papel. O ideal é oferecer itens que possuam uma ótima capacidade de absorção, como os produtos da Relevo.
Considere que, lidando frequentemente com bebidas, é inevitável que líquidos sejam derramados de tempos em tempos. Se os guardanapos oferecidos pela casa são do tipo que não absorvem ou que se desmancham facilmente, os clientes usarão muito mais peças para lidar com o problema. Além disso, a ineficiência dessas peças causa incômodos para o consumidor.

Veracidade

Dando continuidade ao que mostramos no tópico anterior, vem a vericidade das publicações. Isso significa que quanto mais fiel à realidade forem suas publicações, maior a chance de seu negócio ter sucesso. Como o ramo de restaurantes é bem específico, evite ao máximo:
  • Usar fotos de banco de imagens
  • Enfeitar o prato de forma diferente do que é feito na realidade
  • Esconder o ambiente ou alterá-lo na edição da imagem

Cardápio

Quando divulgar o cardápio, mostre apenas uma lista sucinta e prática do melhor que você tem a oferecer. A principal função da internet está em sua agilidade e praticidade, e é exatamente isso o que o cliente espera encontrar.
Mantenha esses meios de comunicação atualizados. Publique constantemente as novidades de seu estabelecimento, as mudanças, as inovações, os diferenciais de seu restaurante em relação aos demais. Frequência é essencial.

Preparo artesanal nos cardápios

Os brasileiros estão buscando cada vez mais comidas e bebidas produzidas artesanalmente, sem o uso de ingredientes industrializados. Elas além de mais saudáveis, possuem um sabor caseiro e mais agradável.
A previsão para esse segmento é que continue crescendo o volume de vendas como já percebido no ano passado nos nichos de bebidas, como cervejas, cafés e sucos. Esse ano é esperado uma expansão para os nichos de sorveteria e de produção de chocolates artesanais, que possuem um grande potencial de competitividade no mercado.

Chegada do cardápio eletrônico!

Tendo como principais vantagens a maior agilidade do atendimento, a diminuição dos erros e a redução nos custos com mudanças no menu, o cardápio eletrônico proporciona uma experiência única ao cliente.
Ele passa a assumir o lugar do menu impresso, permitindo que os clientes façam os pedidos de uma maneira mais prática, rápida e visual, utilizando um tablet ou smartphone. Desta forma, o trabalho do seu garçom é reduzido e o seu atendimento fica muito mais rápido.

Ideias para bares com um bom Happy Hour

Use o happy hour do final do expediente, tarde da noite, para atrair mais clientes. Você baixa seus preços de bebidas com os preços de happy hour nas horas de pico de negócios, atraindo clientes ao seu bar e traz mais negócios. Você também vai ganhar uma reputação de preços baixos para manter seus clientes. Use esta técnica nas noites de negócios lentos, como uma segunda-feira ou terça-feira à noite para manter um fluxo constante de clientes.

Marketing digital para restaurante através de ações de marketing:

Propaganda de restaurante com o gerenciamento de ações de marketing Rush Eventos.
Você terá a disposição todo o know how da Rush Eventos em parceria com a Mastercomm e Baladas SP.
Nós executamos as melhores técnicas de marketing para restaurantes a fim de aumentar seus resultados e sabemos quais as ações mais atraentes para o público nas redes sociais e aumentar a visibilidade do seu estabelecimento.
Efetuamos ações de Facebook e Instagram ADS e a criação de artes também é feita pela Rush Eventos pra você não ter que se preocupar com a parte burocrática e de quebra, nosso sistema interno Mastercomm otimiza os resultados em até 75%.

Mais de 16 anos de experiência em marketing digital para restaurante.

A Rush Eventos em parceria com o Baladas SP já organizaram eventos e divulgaram mais de 123 festas, casas noturnas, restaurantes e bares como por exemplo: As festas e casas noturnas Baile do Poderoso GR6, Armazém da Vila, Brooks SP, Club 33, FlashNight, Kiss and Fly SP, Heliponto Bar, Boteco Floresta, Carnafacul e além de já ter sido proprietária da casa Delluri Club no ano de 2013. Os bares Papagaio Vintém, Floresta Bar, Adega Original Bar, Morro Paulicéia. Os restaurantes Ripa na Chuleta, Emirates Comida Árabe, Macaxeira Restaurante, Que Pankeka!, e diversos outros empreendimentos.

Outras das ideias para bares mais importantes, é ter um conteúdo de qualidade e apresentável.

Criação de artes padronizadas para melhorar a identidade visual do bar.
A Rush Eventos executa criação de artes em altíssima qualidade para melhorar a comunicação do seu negócio com seu público.
Desenvolvemos Logotipos, Web Flyers, Artes padronizadas para linha do tempo e stories no Instagram, Facebook e WhatsApp, Video Flyers e Video Stories para as redes sociais, além de Video Cardápios.

Interação

O cliente tem sempre razão. Essa frase é muito popular no ramo dos comércios e serviços. O cliente é a pessoa que você precisa agradar, pois de certa maneira, o cliente é o seu chefe, a felicidade dele define seu sucesso. Claro, é impossível agradar todos, mas satisfazer o maior número de clientes possível é o que definirá o sucesso de seu restaurante.
O cliente gosta de ser ouvido, gosta de sentir que sua opinião faz alguma diferença para com o serviço que está sendo oferecido. As redes sociais foram projetadas justamente para interação e comunicação entre pessoas de diferentes regiões. Elas são as ferramentas perfeitas para uma comunicação com o cliente.

Confira essas ideias para bares relacionadas a marketing digital para restaurante:

Como trabalhar bem as redes sociais.

  • Quebre objeções: você sabe que todos nós temos objeções sobre algo e por isso o seu cliente não consome tanto seu produto, pois existem objeções da mente dele e seu trabalho com as Redes Sociais deve ser quebrar essas objeções. Como? Primeiro descubra quais são essas objeções (exemplo: preço, qualidade, etc.) a melhor forma de descobrir é perguntar ao próprio cliente, qual é a ‘dor’ dele, quais são as dúvidas? Quando você souber as dores então basta começar a quebrar elas com soluções (exemplo: Dor: Preço Solução: Nossos produtos são os melhores, os sabores mais diversificados, temos ingredientes importados, etc.). Esses dias eu vi um Bar postando as vodcas chegando no estabelecimento, achei interessante pois os clientes veem que os produtos são de qualidade e desperta o interesse.
  • Constância: Vejo muitos empresários que possuem Redes Sociais negligenciarem a questão de serem constantes nas publicações. Eu costumo dizer que nossas redes sociais são como canais de televisão, se você não consegue manter a programação seu cliente com certeza ficará decepcionado, além é claro de não lembrar de você.
  • Vídeos: Colocar vídeos nas Redes Sociais é essencial, vídeos além de ser mais entregue ao seu cliente pelas redes sociais eles ainda também passam a humanizar sua marca, sua empresa pois traz seus clientes para dentro do seu contexto. Use e abuse de vídeos.
  • Boas Fotos com Pessoas: Não poste qualquer foto sem observar a qualidade da foto e dê preferência para postar fotos com pessoas, porque? Porque fotos com pessoas também humanizam seu produto, principalmente o seu produto, então é essencial que você utilize esse recurso dessa forma.
  • Legendas: Vejo fotos sem legendas quase todos os dias e esse é um detalhe importante que não pode ser ignorado, se você tem a chance de convencer, quebrar objeções, fazer um bom marketing é usando as legendas pois é lá que sua opinião é colocada, então não deixe de colocar legendas.

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2019.08.04 02:52 altovaliriano Os primeiros dias do fandom de ASOIAF e Game of Thrones

Link: https://bit.ly/2KtExQJ
Autora: Alyssa Bereznak
Título original: The Last Popular TV Show (How game of Thrones became the last piece of monoculture)

Padraig Butler não se lembra exatamente quando se tornou Deus-Imperador da Brotherhood Without Banners. Nos últimos 18 anos, o gerente demeteorologia aeronáutica de 43 anos fez uma peregrinação anual à Worldcon, a convenção de ficção científica e fantasia, para celebrar o trabalho de George R.R. Martin, autor de As Crônicas de Gelo e Fogo. E foi quase 18 anos atrás, quando ele viajou pela primeira vez de sua cidade natal, Dublin, na Irlanda, para a Filadélfia, que começou a jornada até Imperador-Deus.
Segundo a história, a recém-criada organização - batizada em homenagem a um grupo fora da lei na série de livros - organizou uma festa em homenagem a Martin. Depois de uma noite de bebedeira, um fã bem satisfeito, conhecido em fóruns online como Aghrivaine (e cujo nome real é David Krieger), presenteou o autor com uma espada e pediu para ser armado cavaleiro. O autor concordou sob uma condição: que Krieger e os outros foliões se juntassem a ele em uma "missão" às 1 da manhã ao Pat’s King of Steaks. Naquela noite, depois que cerca de 20 membros da BWB encheram seus estômagos com a comida local, eles foram apelidados de Cavaleiros do Cheesesteak.
Nos primeiros anos do clube de fãs do livro, quando o tamanho dos encontros da Brotherhood Without Banners ainda era administrável, esses títulos voltados para a comida se tornaram um símbolo de honra. (Os Cavaleiros da Poutine, os Cavaleiros do Deep Dish, os Cavaleiros do Haggis e, lamentavelmente, os Cavaleiros da Lixeira). Por decreto de Martin, foram acrescentadas outras honras para reconhecer a participação. Um membro que tivesse participado de pelo menos três grandes encontros da BWB seria apelidado de lorde. Depois das cinco, um príncipe. E depois de sete, rei. Butler já esteve em 16 Worldcons e cerca de 100 outras convenções relacionadas a Thrones e confraternizações pertinentes, protegendo seu reino há muito tempo por meio de seu título de cavaleiro do Cheesesteak. "Eventualmente perguntaram a George, de que chamaremos Padraig agora?" Butler lembra. "Ele disse: ‘É isso. Ele é um rei. Ele vai ficar rei até que alguém o remova do trono’”. Butler não tem planos de parar. "Agora as pessoas apenas dizem: 'Você é o Imperador-Deus'".
Butler visitou um total de 12 países e quatro continentes para se encontrar com seus companheiros de estandarte, construindo uma rede social internacional digna de um líder mundial consagrado. E graças a uma junção de tecnologia e entretenimento, a série de livros indie pela qual ele se apaixonou nos anos 90 se tornou uma espécie de passaporte cultural, tanto uma razão para ver o mundo quanto uma maneira de se conectar com as pessoas que o compõem.
Ao longo dos anos, ele também assistiu com admiração quando Game of Thrones explodiu e se tornou uma peça onipresente da cultura pop diante de seus olhos. Um dia, ele embarcou em um trem e viu vários passageiros lendo os livros de Martin. Então ele olhou para cima para ver outdoors gigantes anunciando a data de estréia da adaptação da HBO. Eventualmente, seus colegas no aeroporto começaram a discutir o programa como uma fonte de turismo. (Uma atração de 110.000 pés quadrados chamada Game of Thrones Studio Tour será aberta na Irlanda na primavera de 2020.) Depois de quase 20 anos celebrando a série, e vendo-a se transformar em best-seller, programa de televisão, universo estendido e a potência da propaganda, ele ainda acha difícil processar o alcance da franquia. "É tipo: Nossa, isso está em toda parte agora."
[...]
Em 1997, Linda Antonsson estava dando uma olha sua livraria local em Gotemburgo, na Suécia, quando se deparou com uma versão em brochura de A Guerra dos Tronos, de George R.R. Martin. Era o primeiro item no que o autor previa ser uma trilogia intitulada As Crônicas de Gelo e Fogo, e contava a história de várias grandes casas disputando o poder nos continentes fictícios de Westeros e Essos, contada a partir da perspectiva de um punhado de personagens interessantes. O livro tinha sido lançado no ano anterior sem muito alarde. "Realmente não fez sucesso quando saira em capa dura", lembra Antonsson. Mas quando ela começou a ler, foi fisgada.
Ninguém mais que ela conhecia havia lido o livro, então ela se voltou à internet em busca de outros fãs de Martin - o que era uma experiência relativamente nova nos anos 90. "Eu lia muita fantasia, mas nunca tive ninguém com quem conversar sobre fantasia", ela me disse. "Eu tinha todas essas coisas que queria discutir e ninguém para conversar." Os cidadãos suecos não conseguiram adquirir suas próprias conexões dial-up até 1995; antes disso, Antonsson ocasionalmente fazia o acesso no centro de informática de sua universidade, onde estudava arqueologia clássica. Quando ela finalmente conseguiu sua própria conexão à Internet, ela navegou de bulletin board em bulletin board, debatendo desde a trilogia O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien à série de livros A Roda do Tempo, de Robert Jordan. “Era um mundo incrível para se entrar, para poder encontrar todas essas pessoas que compartilhavam seu interesse sobre essas coisas que pareciam bem obscuras.”
Através desses primordiais fóruns da internet, Antonsson também descobriu o ElendorMUSH, um RPG multijogador baseado em texto que simulava o ambiente da Terra Média descrito nos romances de Tolkien. (O termo MUSH significa “alucinação compartilhada por vários usuários” [multi-user shared hallucination]. Isso foi antes de World of Warcraft, quando os computadores não tinham placas gráficas poderosas e os jogadores tinham que usar sua imaginação). Foi lá, na “cultura” que Antonsson havia se juntado, que ela conheceu Elio García. Na época, García estudava literatura inglesa e história medieval na Universidade de Miami. E os dois passaram os últimos anos analisando os detalhes mais sutis da Terra Média em árvores de discussão da Usenet, as precursoras dos fóruns on-line. Depois de terminar A Guerra dos Tronos, Antonsson convenceu o cético García a lê-lo também.
Logo eles estavam navegando juntos. Em 1998, a internet estava sendo amplamente usada como um utilitário de busca de informações em vez de uma rede social. Mas com a ajuda de algumas pesquisas no AltaVista, os dois encontraram tantos fóruns de fãs de A Guerra dos Tronos quanto puderam. Entre seus resultados estava Dragonstone, que García lembra ter sido executado via uma conexão de internet instável na Austrália; Harrenhal, que foi construído sobre a plataforma de serviços web Angelfire da Lycos (quee de alguma forma ainda existe hoje); e um fórum chamado Canção de Gelo e Fogo, dirigido por um usuário chamado “Revanshe.” Isso foi na época em que o mundo do entretenimento estava começando a entender o poder de marketing de mitos na internet. E, ao fuçar os fóruns de fãs dedicados à série Wheel of Time, Antonsson havia testemunhado em primeira mão como pistas e pontos da trama não resolvidos motivavam conversas. Ela viu o mesmo fervor se desdobrando com ASOIAF.
"Algumas das maiores e mais intensas discussões sempre foram sobre mistérios", disse Antonsson. "O primeiro tópico que eu lembro de ter lido no fórum de Pedra do Dragão foi a discussão sobre a paternidade de Jon e as poucas pistas que existiam depois do primeiro livro."
O fórum ASOIAF de Revanshe acabou se tornando grande em 1998, acumulando o que García estimava em cerca de 1.000 usuários regulares. Quando chegou a hora de Revanshe ir para a faculdade de medicina, ela passou o site para García, que já havia se tornado um moderador.
Enquanto isso, García e Antonsson estavam planejando começar seu próprio jogo MUSH em Westeros. Para garantir uma representação fiel, eles colocaram sua formação acadêmica em prática e tornaram-se geologistas, botânicos, zoólogos, antropólogos e historiadores autônomos de Westeros, registrando todos os fragmentos de dados que poderiam extrair de de Guerra dos Tronos em um documento do Microsoft Word chamado “The Concordance”. Eles compartilharam o banco de dados no fórum ASOIAF, pavimentando o caminho para a fundação da enciclopédia on-line feita por fãs, que hoje é conhecida como A Wiki of Ice and Fire. A wiki, que seria desenvolvido alguns anos depois, é composto de 23.081 páginas de conteúdo e passou por 236.642 edições desde o seu lançamento. Também inspirou a fundação de 11 sites irmãos em idiomas estrangeiros.
Observando os fóruns de fãs da Roda do Tempo, eles também estavam cientes de que a correspondência com os autores era freqüentemente perdida em tópicos separados. Então foi nessa época que eles começaram a registrar as entrevistas de Martin, e-mails, respostas em fóruns e postagens em blogs pessoais. (Naquele ano eles fizeram seu primeiro momento de contato com o autor, para pedir permissão para fazer o jogo MUSH. Meses depois, ele concordou, e os dois ainda tocam o A Song of Ice and Fire MUSH como um projeto paralelo).
O crescimento constante dos seguidores on-line de Martin - emparelhado com seu envolvimento na cena de ficção científica e fantasia desde os anos 1970 - gerou uma quantidade razoável de novidades para o segundo fascículo da série de Martin, A Fúria dos Reis. "Martin não pode rivalizar com Tolkien ou Robert Jordan, mas ele se qualifica com perfeitos medievalistas de fantasia como Poul Anderson e Gordon Dickson", escreveu um Publisher's Weekly cautelosamente otimista. À época, Peter Jackson estava se preparando para filmar a trilogia de filmes de O Senhor dos Anéis, e produtores e cineastas que viam potencial no gênero de fantasia começaram a sondar Martin pelos direitos de sua história. (Ele hesitou, convencido de que sua história nunca poderia ser esmagada no formato de filme).
Foi quando a coisa entre García e Antonsson ficou séria em mais de uma maneira. Por dividirem o gosto por Tolkien, Jordan e Martin, um romance floresceu e, alguns meses depois de Fúria ser lançado, García se mudou para a Suécia. Todos com quem eles conversaram sobre a série estavam apaixonados por ela. “Nós tínhamos alguns proselitistas que falavam em arremessar os livros em amigos, familiares, colegas de trabalho, etc.”, disse García por e-mail. “E foi tudo muito orgânico. A Random House não passava seu tempo vasculhando maneiras de nos vender ou fazendo com que trabalhássemos para eles, os fãs só fizeram isso porque gostavam”.Encorajados pelo fato de o livro inicial não ter sido o único, eles lançaram o site Westeros.org, reunindo os fóruns que herdaram, os dados de “The Concordance” e seus registros dos declarações públicos de Martin. Começou como um projeto paralelo executado em um servidor miudo em casa, enquanto continuavam a perseguir seus respectivos objetivos acadêmicos. Mas, eventualmente, se tornaria a principal fonte de análise e informação sobre o universo, seu autor e tudo mais.
Enquanto isso, a série de Martin continuou atraindo mais leitores e tornando-se mais difícil de lidar. O manuscrito de seu terceiro livro, A Tormenta de Espadas, tinha 1.521 páginas, e alguns editores não conseguiram manter tudo em um volume. Mas seu apoio entre a comunidade on-line da fantasia ficou mais forte do que nunca, e a Publisher’s Weekly chamou esse fascículo de “um dos exemplos mais gratificantes de gigantismo na fantasia contemporânea”. Quando foi lançado em 2000, estreou em 12º lugar na lista de best-sellers do New York Times.
No momento em que Martin lançou O Festim dos Corvos em 2005, ele garantiu seu lugar como o proeminente escritor de fantasia da década. O livro chegou ao topo da lista de best-sellers do New York Times e a Time o apelidou de "o Tolkien americano". Mas ele também se deparou com os mesmos problemas com Festim que com Tormenta. Sua solução foi dividir Festim em dois e contar a história de apenas metade dos personagens, em vez de metade da história de todos os personagens. Ele explicou tudo no post scriptum do quarto livro, logo após um final instigante. "Olhando para trás, eu deveria ter antevisto", escreveu Martin em seu site pessoal em 2005. "A história faz suas próprias demandas, como Tolkien disse uma vez, e minha história continuou pedindo para ficar maior e mais complicada."
O que pode ter sido uma limitação editorial frustrante para Martin foi uma fonte quase enlouquecedora de suspense para sua crescente base de fãs. Depois de esperar cinco anos entre o terceiro e o quarto livro, os leitores ainda ficaram imaginando o destino de favoritos como Jon Snow, Tyrion Lannister e Daenerys Targaryen. O próximo fascículo seria lançado em 2011, seis agonizantes anos depois. E foi durante esses períodos de silêncio, quando os fãs não tinham material novo com o qual se ocupar, que eles começaram a se concentrar em criar os seus próprios. "Não tenho certeza se a popularidade que antecede os livros poderia ter acontecido se os livros tivessem saído muito rapidamente", disse Antonsson. “Ter tempo entre uma série de livros é o que alimenta a discussão nas comunidades. Dura mais”.
O acesso digital e as plataformas sociais estavam evoluindo para apoiar esses tipos de obsessões. Entre 1995 e 2005, o uso global da Internet aumentou de 44,4 milhões de usuários para 1,026 bilhão. Plataformas simples para blogs, como LiveJournal, WordPress e Xanga, tornaram mais fácil para as pessoas iniciarem blogs pessoais e compartilharem suas ideias sobre qualquer coisa, independentemente de quão arbitrárias ou específicas. E as primeiríssimas redes sociais da web, incluindo o MySpace e o Facebook, estavam na infância, assim como o conceito de podcasting.
Enquanto Martin continuava atualizando sua base de fãs através de um LiveJournal chamado Not a Blog, seus fãs adoradores lidavam com sua impaciência de formas cada vez mais criativas. A maioria preferiu vasculhar os fóruns de Westeros.org ou Tower of the Hand, onde puderam analisar todas as teorias possíveis em torno de cada enredo e propor suas próprias. Uma facção de leitores impacientes se separou para formar uma comunidade ressentida conhecida como GRRuMblers. O fundador do site Winter Is Coming, Phil Bicking se agarrou a um anúncio de 2007 de que a HBO adquirira os direitos da série As Crônicas de Gelo e Fogo, e redirecionou sua energia para um site do Blogger que registrava o elenco, as filmagens e a produção da série. Mesmo antes de o piloto ter sido filmado, os fãs no site de Bicking começaram a tratar os anúncios do elenco como mistérios não resolvidos. Como um colunista de fofoca, Martin iria postar dicas sobre quem foi escalado para determinado papel em seu blog, para alimentar a chama. "Então a base de fãs passaria dias debruçado sobre aquilo, tentando desvendar o teste", disse Bicking. “Nós descobrimos todos eles. Fiquei chocado que as pessoas foram capazes de descobrir até mesmo Isaac Hempstead Wright, que interpreta Bran, e estava em um comercial antes disso”. Bicking se lembra de ter começado dois tópicos separados para discutir rumores e vê-lo ser encher com quase 1.000 comentários cada um. “Então, eu fiquei tipo: 'OK, eu tenho aqui uma comunidade dedica e de bom”, disse ele. A grande imprensa estava tomando conhecimento". Algum programa de TV recente gerou mais entusiasmo on-line, sendo que nem mesmo é um programa de TV?", perguntou o The Hollywood Reporter em 2010.
Quando a HBO estreou Game of Thrones em 2011, Martin já era famoso. Ele havia vendido mais de 15 milhões de livros em todo o mundo, fora retratado pelo The New Yorker e poderia levar sua legião de adoradores e haters ao frenesi com uma simples foto de férias postada em seu LiveJournal. Tudo isso significava que, quando o programa estreou em 17 de abril, ele se saiu bastante bem segundo os padrões de televisão. Cerca de 2,22 milhões de pessoas assistiram à estreia, o que foi menos do que o número de espectadores conquistados por Storage Wars da A&E e por The Killing da AMC, e mais do que Khloe & Lamar do E!.
Ainda assim, a crítica o recebeu de forma foi irregular. Embora muitos analistas tenham elogiado a capacidade da HBO de estabelecer um palco exuberante e cativante para a história complexa e abrangente de Martin, outros a consideraram um sinal de declínio da rede. Slate o chamou de “lixo de fantasia semi-medieval e repleto de dragões”. O New York Times o descreveu como “drama em traje de época com pingue-pongue sexual”. Em uma fala indicativa de uma conversa muito maior sobre a legitimidade da cultura nerd e sua perceptível falta de inclusão de gênero, a crítica Ginia Bellafante detonou o show por glorificar “a ficção infantil paternalmente acabou atingindo a outra metade da população”, e concluiu que “se você não é avesso à estética de Dungeons & Dragons, a série pode valer a pena”.
Enquanto isso, os servidores da Westeros.org estavam caindo. A agitação que antecedeu a estreia do programa deixou García e Antonsson com cerca de 17.000 membros registrados no Westeros.org. Mas o casal estava totalmente despreparado para a onda de interesse que se seguiu à estréia da série. Na noite em que foi ao ar, o site foi torpedeado pelas buscas do Google, e os dois cuidavam de seu único servidor como um recém-nascido com cólica. Para desviar o fluxo de tráfego, García ajustou o site para que apenas os membros registrados pudessem ver as postagens. "Eu imaginei que isso impediria as pessoas de entrarem", disse ele. No dia seguinte, ele acordou com 9.000 novas solicitações de conta. García passou horas aprovando manualmente os recém-chegados. A espera entre o terceiro e o quarto romance estimulou um aumento lento e constante de fãs, talvez um ou dois mil membros por ano entrando no fórum. Mas com a chegada do programa de TV, eles poderiam acumular vários milhares em um único dia. "Foi impressionante", disse García. “Os membros do nosso fórum chamaram a onda de novas pessoas de 'The Floob' - uma enxurrada de noobs.” Foi nessa época que García e Antonsson abandonaram suas atividades acadêmicas para se concentrarem no site em tempo integral.
Embora o casal tenha perdido alguns dos dados do número de visitantes dos primeiros dias, Antonsson lembra-se de ter assistido a vazão e o refluxo do tráfego em A Wiki of Ice and Fire quando os recém-chegados reagiram aos principais pontos da trama da primeira temporada. Esses picos foram particularmente pronunciados no episódio 9, quando o herói do programa, Ned Stark, foi executado inesperadamente. “Logo após o episódio terminar, todo mundo foi até a página de Ned Stark para checar: Ele está bem? Né?” - lembrou Antonsson. (Ele não estava.) O final da temporada do show foi assistido ao vivo por cerca de 3,04 milhões de lares - cerca de 820 mil a mais do que a estréia. A primeira temporada mais tarde viria a ser indicada para 13 Emmys e ganharia dois, para Melhor Design de Abertura e para a performance de Peter Dinklage como Tyrion na categoria Melhor Ator Coadjuvante em série dramática. Ao matar o herói de Westeros antes mesmo que a temporada terminasse, Benioff e Weiss chocaram seus espectadores menos maduros, agradaram os superfãs dos livros e plantaram uma semente de curiosidade que sustentaria a série ao longo dos próximos oito anos.
O que García e Antonsson testemunharam em seu site naqueles primeiros dias se assemelhava à conversa em duas frentes de Game of Thrones que logo surgiria na mídia e na internet como um todo. Depois de cada novo episódio televisivo, aqueles que não leram os livros (agora presumivelmente na casa dos milhões, tendo em conta a audiência do programa) correm para a Internet em busca de contexto, enquanto os leitores de livros (também uma base crescente) riem de diversão e depois analisam as diferenças entre o show e o cânone. Essa “camada paralela” de conversação, como a T Magazine do New York Times a chamou, pode ao mesmo tempo fornecer aos recém-chegados uma melhor compreensão do universo de Westeros e permitir que os veteranos testassem seu conhecimento detalhado do cânone em contraste com o show.
[...]
E há o Deus Imperador Butler. Embora o programa esteja chegando ao fim e não esteja claro se ou quando os livros remanescentes de Martin serão publicados, a comunidade que ele aprecia sobre Thrones continua viva. Em agosto, muito depois do final da série, ele participará de sua 17ª reunião da Brotherhood Without Banners na Worldcon em Dublin. "Seria meio triste não ir", disse ele.
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2019.07.23 03:50 triunfei_ Como poupar na Disney

As férias no Walt Disney World são uma das melhores experiências mágicas de fuga que você pode planejar. Também é muito caro se você não planeja com cuidado. Planejamento insuficiente e excessivo também é um perigo para a sua capacidade de aproveitar o tempo que você trabalhou tanto. A pressão para tirar o máximo proveito de sua viagem é quase inevitável, mas com algumas estratégias simples e dicas para economizar dinheiro, você pode ter um tempo livre de estresse.
Economize dinheiro, respire com facilidade.
Viagem e Acomodação:
Nunca é cedo demais para começar a planejar as férias que você já sabe que vai levar. Verifique a passagem aérea no horário em que deseja viajar e veja se consegue encontrar datas com tarifas especialmente baixas, por exemplo. Metade da semana, ao contrário de um sábado ou domingo. Pesquisando em um site de reserva de desconto, como Travelocity ou Bookit.com é excelente, mas não se limite a apenas um. Tome seu tempo não se apresse, nós nos apaixonamos por três hotéis antes de encontrar um grande desconto em um deles. Não deixe de ler as opiniões dos clientes sempre que puder.
Além disso, saiba quanto você quer que suas férias custem. Gastar dinheiro com um orçamento é muito mais despreocupante do que administrar despesas rapidamente. Espere pagar muito pelo alojamento, alimentação, transporte, etc. Não se esqueça dos táxis, eles são caros e é melhor planejar usá-los uma ou duas vezes.
Reservar um hotel com um voo é geralmente uma poupança de dinheiro. Enquanto nós recomendamos ficar em um dos muitos hotéis temáticos da Disney, existem alguns bons hotéis que não são da Disney, apenas fora Lake Buena Vista, que irá poupar dinheiro. Os hotéis da Disney World contam com ônibus para transportar os hóspedes pela vasta extensão de terra. hotéis externos oferecem serviço de transporte gratuito é muito confiável e alguns são apenas uma curta caminhada do Downtown Disney, um lugar livre com atmosfera Disney e uma ampla gama de opções de refeições. Se você está olhando para um dos hotéis de baixo custo da Disney, uma oferta especial em um estabelecimento diferente da Disney pode ser uma melhoria.
Comida:
Outra vantagem de ficar fora dos limites da propriedade da Disney é a opção de não estar na Disney World. Você vai precisar de tempo livre para relaxar, passear pelo resort e talvez até se recuperar em seu quarto por um dia. Parece um desperdício, mas você será muito grato depois de chegar a dois ou três parques em uma fileira. Nos dias de folga, você pode visitar os restaurantes que não são Disney, orçamento amigável e estoque sobre lanches em Walgreen que pode levar para os parques mais tarde. Uma noite, temos Olive Garden e comemos no nosso quarto. Às vezes, temos Q doba, que é muito semelhante ao Chipotle. Como parte do seu planejamento, é bom começar a solicitar cartões-presente que você possa usar na viagem. Qualquer ocasião para doar pode ajudá-lo com seu orçamento e aliviar a pressão de planejar onde comer. TGI Fridays é outro lugar que freqüentamos, porque tínhamos cartões de presente, eles eram um salva-vidas. O jantar é um prato que é melhor servido perto do seu quarto.
Ao planejar suas refeições em ambientes fechados (parques), certifique-se de considerar seus hábitos alimentares para um orçamento realista. Comece alto e veja o que pode ser eliminado à medida que você se aproxima da faixa de preço desejada. É surpreendentemente fácil gastar menos quando você traz sanduíches preparados e garrafas de água em uma mochila. O serviço contador economiza tempo e dinheiro, eliminando uma equipe de serviço e dá-lhe mais controle sobre o quanto você pede e o que você faz com ele. É fácil compartilhar e misturar itens à la carte para satisfação e a comida muitas vezes tem um preço mais baixo em um balcão do que o seu jantar nas contrapartes. Se você beber, orçamento para isso. Tome um limite e não vá mais longe. Disney World tem muitas ótimas cervejas e coquetéis. A cerveja tem um preço muito razoável na maioria dos lugares, mas o álcool em geral é ruim para os orçamentos. Fóruns da Web como o Disables são um excelente recurso para ver o que é oferecido em termos de preços e opções de alimentos. Você também pode determinar quando e onde você quer colocar o pequeno extra para uma boa refeição. Existem alguns restaurantes muito bons ao redor do resort para uma noite muito especial. Eles podem exigir uma reserva com seis meses de antecedência.
Há também o Plano de Refeições da Disney, no qual você paga antecipadamente em troca dos créditos que serão usados ​​em lanches, pratos principais e outros; isso é perfeito para as famílias.
Parques
Ao planejar quando e onde comer, este também é o momento perfeito para pensar onde você passará seus dias. Os parques oferecem passeios especiais e experiências que custam extra, mas que podem realmente fazer a sua viagem. Pessoalmente, nós amamos o tour Epcot água que permitiu mergulhar no enorme tanque de Seas bandeira com tubarões, tartarugas e outros peixes grandes. Epcot é o nosso parque favorito e o tempo é facilmente dividido.
Recomendamos um mínimo de dois dias para o Epcot: One for Future World e pelo menos um para o World Showcase. Vá aqui para solicitar mapas personalizados gratuitos que ajudarão você a planejar como experimentar cada parque. O Magic Kingdom, apesar de seu tamanho, é muito manejável com a abordagem correta graças a um fluxo de tráfego e estradas convenientes. Um dia cheio de pessoas não é um dia de campo, mas você ainda pode fazer muito e ver todo o parque em um dia. Disney Studios é compacto e fácil, e você pode ter um bom dia lá, mas você pode querer voltar para mais. As principais atrações são restaurantes e shows temáticos, mas os poucos passeios que eles têm são alguns dos mais emocionantes de todo o resort. Ao escolher os dias para onde ir, considere os horários dos parques, incluindo os horários de entrada antecipada. Isso indicará a assistência projetada para o parque. Entrada antecipada e horas mágicas significam grandes números. Os parques têm diferentes projeções de atendimento, então procure por aqueles que não têm horário estendido.
Ter um conhecimento básico do terreno e do fator multidão são os primeiros passos para passar um tempo incrível em qualquer parque. Saiba quando e onde você planeja comer, mas (essa é a parte boa) permita-se mudar de ideia se houver outra opção que pareça melhor. Esta é a hora de aproveitar, então, se você fez sua lição de casa neste parque, você tem uma ideia de como navegar da maneira mais eficaz possível. Você já comprou tempo para parar e cheirar algumas das plantas exóticas e o ar perfumado de todo o complexo. O Fast Pass é outra fila fantástica (desculpe pelo jogo de palavras) Nem todos os jogos são oferecidos, mas encontre um que o faça e vá para lá imediatamente. Esse é um ótimo ponto de partida. O passe informa quando retornar. Você pode pensar que pode ir para a estrada enquanto não há linha, mas é melhor fazer outras coisas e esperar menos quando houver uma linha real.
Outro truque para ter calma é mostrar o conhecimento da programação. Se você quiser ver um show, você precisa planejar seu dia em torno, se isso acontecer, será bom saber quando e onde esperar o congestionamento ao longo das rotas desfile ou sai do teatro. Certifique-se de levar um show e um mapa do parque na entrada e, se você perdê-lo, não hesite em perguntar a outro membro do elenco. Como ex-membros do elenco da Disney, podemos afirmar com segurança que essa é provavelmente uma das grandes coisas que fizemos na maior parte do tempo.
Também vimos muitas pessoas se afastarem de uma atração com uma linha. A maioria das atrações publica tempos de espera definidos por um mostrador e tem uma janela de tempo mínima (por exemplo, 10 minutos), não importa o quão curta seja a espera. Se você estiver interessado em uma viagem, nunca recuse uma espera de dez minutos. Disney equipe é geralmente muito bom para mover as coisas em comparação com outros parques, assim que as linhas tendem a se mover mais rápido do que o esperado e as filas são normalmente concebidos para entreter e encantar. Eles não vão te matar como vagar em busca de algo para fazer.
Como eu disse antes, é importante relaxar quando você está lá. Confie na sua agenda e no seu orçamento, e certifique-se de oferecer um dia extra em um parque que realmente goste. cartões de presente são uma grande maneira de ajudar a taxas de admissão e refeições no parque, quando planear a sua viagem, considere quantos dias têm e onde você quer distribuir. Pelo menos dez dias é ideal se você quiser visitar os quatro parques. Lembre-se, você vai querer tempo livre durante a viagem e há muito para ver e fazer que não lhe custará nada. Explorar as razões de um belo hotel, fazer um passeio de barco ou um monotrilho em torno da Lagoa dos Sete Mares, passear Downtown Disney é gratuito e não as taxas de baixa renda para caiaques, pesca e passeios de carruagem nome cênica alguns. Planejar essas coisas é divertido e trabalhar em um orçamento prático é extremamente gratificante.
Primeiro cartão de crédito: Tentar obter seu primeiro cartão de crédito pode ser tão frustrante quanto tentar conseguir seu primeiro emprego. Os empregadores querem experiência, mas você não pode obter experiência a menos que alguém contrate você. Da mesma forma, um cartão de crédito é a maneira mais rápida de construir um bom histórico de crédito, mas sem um bom histórico de crédito é difícil obter um cartão de crédito. Confira nossa seleção dos melhores cartões de crédito com todas as informações neste este link cartões de crédito.
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2019.04.20 23:57 Samuel_Skrzybski STEEL HEARTS - INTRODUÇÃO (PARTE 2)

O ano é 1420.
Em uma noite chuvosa, um homem encapuzado e vestido de preto dos pés à cabeça finta oficiais pasargadanos dentro do imenso e majestoso Castelo de Woodyard - antigo castelo da família Winchestter e, hodiernamente, a sede da Pasárgada. Por mais que se esforçassem, os soldados não conseguiam sequer triscar suas espadas e lanças nas vestes do invasor. Ninguém sabia como o misterioso homem havia driblado a segurança e adentrado no castelo da Pasárgada. E também não tinham nem noção de como para-lo: ainda que encurralado, o homem conseguia deslizar entre os seus perseguidores com agilidade jamais vista pelos mesmos, sem sequer sacar as duas espadas que levava às costas. O veloz sorrateiro passeou pelas salas do palacete e chegou ao trono do rei sem derramar uma única gota de sangue. Lá estava Matiza Perrier, sempre junto de sua esposa, Zoey Deschamps.
O sujeito se aproximou do rei da Pasárgada e prestou uma reverência à alteza, ainda sem proferir uma palavra sequer. Matiza, com seus longos cabelos negros e seu típico e habitual largo sorriso, debochou de seu exército, que não era capaz de frear as investidas de um simples plebeu. Descendo as escadas de seu trono dourado, Matiza disse aos seus comandados presentes na sala principal do palácio que ele mesmo despacharia o invasor, apunhalando a sua longa espada. O que a rainha e seus subordinados testemunharam nos 30 segundos seguintes beirava o insano.
Em menos de um minuto de confronto, o invasor desconhecido, com as mãos limpas, imobilizou Matiza Perrier. O rei, que era um exímio manipulador de armas brancas e que tinha em suas mãos uma montante suíça - uma espada imensa, que media nada mais nada menos do que um metro e meio - não teve chances contra os inacreditavelmente ligeiros ataques de seu adversário. Em questão de segundos e sob os olhares de sua esposa, Matiza Perrier foi completamente neutralizado. O comandante da Pasárgada riu do fato de ter sido derrotado em um combate por um popular. E, reconhecendo o talento incontestável de seu oponente, permitiu que este lhe dirigisse a palavra para revelar o que lhe trazia ao Castelo de Woodyard. O homem misterioso retirou o capuz e disse seu nome: Constantin Saravåj.
Saravåj discursou por alguns breves minutos ao rei da Pasárgada, dizendo que queria fazer parte dos ambiciosos planos pasargadanos de ter todo continente europeu aos seus pés. O homem - que já não era mais um garoto fantasista - afirmou que estava disposto a dedicar a sua vida inteira à sedenta ganância da Pasárgada. Sem tardar, as palavras de Saravåj convenceram Matiza Perrier, que foi contra a vontade de sua própria cônjuge e aceitou o desconhecido homem iugoslavo em seu exército. O comandante pasargadano, que costumava ser excessivamente seletivo na hora de escolher os seus soldados, mas impressionado como poucas vezes antes pela habilidade e destreza de Saravåj, não só admitiu o iugoslavo como um membro de honra de seu reinado como o fez um integrante da Elite Pasargadana. Na cabeça de Matiza, era preferível ter Constantin Saravåj como um aliado do que na oposição, afinal de contas, se tratava nitidamente de um homem perspicaz e perigoso.
A Elite da Pasárgada era um pequeno grupo de quatorze pessoas - agora quinze - que tinham funções-chave no governo pasargadano e que residiam no Castelo de Woodyard. Líderes militares. Administradores econômicos. Pessoas influentes. E, evidentemente, o rei e a rainha. Eram quem sabia e compactuava com toda sujeira que acontecia por baixo dos panos no governo de Matiza Perrier. E, dada a sua importância, os nobiliárquicos eram os pilares do presente e do futuro do império da Pasárgada: sempre que uma decisão importante pedia por ser tomada, uma reunião em mesa redonda era convocada com os integrantes da elite, para que estes entrassem em um consenso.
É interessante pôr em evidência que a fina flor da Pasárgada não era necessariamente composta por homens e mulheres capacitados e qualificados para seus respectivos cargos. A esmagadora maioria eram amigos pessoais do rei Matiza Perrier. Pessoas em quem ele confiava. Um misto de guerreiros, de fato, idôneos com cidadãos triviais e inseguros que apenas buscavam fama e poder. Naturalmente, a Elite também era composta pelas quinze pessoas mais beneficiadas com o capital desviado do povo de Acqualuza.
Saravåj foi encimado como o espião da Pasárgada e passou a usar o mesmo grande sobretudo branco de Matiza Perrier e dos principais membros pasargadanos, que levava um enorme "P" ao lado esquerdo do peito. O seu trabalho era o de apurar dados importantes dos territórios que faziam fronteira com a Pasárgada, se passando por um diplomata inglês, abrindo caminho para uma eventual invasão pasargadana. De todos os componentes da Elite Pasargadana, o iugoslavo era quem menos tinha contato com o rei. Talvez por passar mais tempo galgando de reino em reino em uma falsa missão diplomática do que no próprio território pasargadano. O único contato direto entre Saravåj e Matiza, em sua maioria, acontecia por meio de cartas ou bilhetes, com informações sucintas e diretas apuradas em terras que interessavam à Pasárgada. Na maior parte do tempo, o rei da Pasárgada sequer recordava de que Constantin Saravåj era um membro de seu esquadrão.
O guerreiro iugoslavo agia feito uma cascavel nas terras pasargadanas, esperando o momento certo para dar o bote. Mesmo após completos cinco anos da morte de Camilly Shaw, o peito do homem ainda somente conseguia abrigar raiva e rancor. Durante este meio tempo, o iugoslavo se absteve de todo e qualquer contato um pouco mais profundo com outro ser humano. Isolou-se em seus próprios pensamentos e focou unicamente em aperfeiçoar as suas técnicas de combate corpo a corpo, volta e meia invadindo e saqueando palácios, bancos e comércios dos burgueses para colocar a teoria em prática, sempre idealizando a queda da Pasárgada em seu horizonte. A medida que Constantin Saravåj arrombava portas, roubava sacos de ouro e assassinava nobres, ele tornava-se mais frio e incapaz de cometer erros ou sentir remorso.
Saravåj nunca conseguiu a total confiança e muito menos a amizade de Matiza Perrier ou de qualquer outro membro do alto escalão da Pasárgada. Mas, em contrapartida, da mesma forma, nunca esteve sob desconfiança. Aos olhos dos pasargadanos, Saravåj era um homem de poucas palavras, sempre com o rosto fechado e quase que invisível, mas que sempre arcava com as suas obrigações com rara eficiência.
Foi então que, sob a escuridão de uma fria madrugada, o guerreiro iugoslavo aproveitou-se de sua camuflagem natural entre os pasargadanos e da sua vasta experiência com roubos e furtos para saquear discretamente um cilindro metálico de acetileno, do depósito do Castelo de Woodyard. O acetileno é um gás impossível de ser avistado a olho nú e extremamente inflamável, usado na época, principalmente, como bomba.
O plano de Saravåj era, desde que colocou os pés pela primeira vez no palacete da Pasárgada, ter em mãos e explodir um cilindro médio de acetileno, causando um incêndio sem precedentes no Castelo de Woodyard. Com as chamas se espalhando pelas cortinas e pelos móveis de madeira refinada, Saravåj iria valer-se da confusão generalizada instalada pelo fogo entre as tropas pasargadanas para chegar até a sala do trono, da mesma forma que fez na noite em que ficou frente a frente com o comandante da Pasárgada pela primeira vez, e enfim, assassinaria o rei Matiza Perrier. Deixar o trono pasargadano vazio seria como jogar queijo aos ratos: por mais que, na teoria, Zoey Deschamps tivesse o apanágio de se tornar a rainha soberana após o falecimento de seu marido, os sobreviventes da avarenta nobiliarquia da Pasárgada, incapazes de entrar em concordância, dariam o pontapé inicial de uma disputa incessante pelo poder, instaurando assim, por mais uma vez, um governo instável sobre as terras de Acqualuza. Enquanto os monarcas pasargadanos testilhariam pelo domínio do império da Pasárgada, Saravåj abandonaria o seu fajuto lugar na Elite Pasargadana para se instalar no forte reino militar da Germânia, em uma crucial e sincera missão diplomática.
O reino da Germânia, do arrogante e egocêntrico rei Lindner Laiterberg, era o único governo que ainda era capaz de bater de frente com o império da Pasárgada. Em um cenário que contava com uma Inglaterra desestabilizada após uma série de escândalos envolvendo o governo de Sabino III e com o leste europeu cada vez mais mergulhado em uma profunda crise econômica, a Germânia, célebre por seu grande e organizado exército de soldados, era a única pedra no sapato da Pasárgada, que já havia tomado a Gália, a Catalunha e Coimbra (atual Portugal) para si, além de ter ao seu favor os abundantes recursos naturais da Península de Acqualuza. O clímax do plano de Saravåj contra a Pasárgada era agir em conjunto com Lindner Laiterberg, aproveitando-se da prepotência do mesmo. O guerreiro iugoslavo tinha em mente denunciar a fragilidade momentânea do reino pasargadano ao rei da Germânia, instigando-o a usar esta oportuna situação à seu favor para invadir as terras pasargadanas, que sequer contariam com um rei para mobilizar as suas tropas visando se defender, para assim, no fim das contas, tomar o vasto reino da Pasárgada para si. Sem a presença de um governo e com o foco voltado para um briga de interesses interna, a Pasárgada estaria totalmente desprevenida diante do ataque e deveria ser esmagada pela robusta hoste germânica em questão de semanas.
Após a queda pasargadana, Laiterberg certamente não se sairia bem em sua primeira experiência como imperador, ao ver tantos territórios sob sua responsabilidade. E, no decorrer do efeito dominó, sob a tutela de um regime menos sólido e menos rigoroso em relação à Pasárgada, cidadãos subversivos gauleses, catalães e coimbrenses provavelmente dariam início a um natural processo de revolução e independência, que tinha tudo para ser bem-sucedido. Mas, em todo caso, ainda que o monstro europeu se tornasse a Germânia e esta viesse a concretizar o plano de colocar a Europa inteira de joelhos, que no princípio era pasargadano, pouquíssimo importava para Constantin Saravåj. Contanto que ele pudesse usar o exército germânico como fantoche para massacrar a Pasárgada e devolver na mesma moeda o calvário que o reino de Matiza Perrier o fez passar há exatos cinco anos, não era significativo o final daquele roteiro. O planejamento de Saravåj não era perfeito e estava recheado de brechas. Mas havia chegado o momento de contar com o acaso - ou com a justiça divina, se esta de fato fosse real. Inspirado na CAJA, o iugoslavo definiu data e hora para realizar a sua conflagração.
Tudo caminhava como o articulado por Saravåj, até que, durante uma noite, o guerreiro despertou em seu quarto no Castelo de Woodyard com uma mão sobre a sua boca. Sem pensar duas vezes e em um movimento rápido e violento, o iugoslavo, em questão de segundos e sem dar tempo de reação ao seu oponente, levantou-se ferozmente e prensou o invasor contra a parede, batendo com força o corpo do desconhecido contra a madeira fina da parede de seu quarto. Mesmo em meio ao breu da madrugada, pôde identificar o rosto familiar: Randolph Mayoral. Inglês com descendência catalã, era o braço-direito de Matiza Perrier e comandante geral do exército da Pasárgada, além de ser a pessoa mais próxima do rei, em quem Matiza Perrier confiava cegamente. Cochichando para evitar chamar a atenção dos guardas noturnos, Saravåj perguntou à Randolph quais eram as suas intenções ali. Randolph Mayoral levantou as suas mãos calmamente, em um gesto de rendição, e afirmou que tinha o melhor dos propósitos. Estava ali para fazer um acordo. Saravåj soltou Randolph, que começou a caminhar lentamente pelo pequeno quarto enquanto falava. O inglês disse que estava observado Constantin Saravåj há algum tempo. Para ele, toda incógnita que envolvia o iugoslavo deixava evidente que este mesmo tinha segundas intenções nas terras pasargadanas. Randolph alegou que foi um espectador do furto de Saravåj ao depósito de Woodyard.
Neste instante, o iugoslavo arregalou os olhos e viu os seus cinco anos de planejamento se esvairando diante de si. Percebendo a aflição de Saravåj, Randolph riu e prometeu que não havia procurado pelo iugoslavo para fazer chantagens. O braço-direito de Matiza Perrier disse que também estava arquitetando uma rebelião contra a Pasárgada. Revelou que não considerava Matiza como digno de liderar um império tão poderoso como o pasargadano. Afirmou que não considerava como justo que Matiza Perrier, um mísero coitado que via a si mesmo como uma figura divina na Terra, tivesse tanta sorte. Sorte para ter metade da Europa à sua disposição. Sorte para ter seus pés beijados pelo povo da Península de Acqualuza, por mais que fosse o verdadeiro carrasco destes mesmos. E sorte para ter uma mulher maravilhosa ao seu lado - a quem ele traía constantemente e abertamente. Randolph Mayoral invejava Matiza Perrier, e estava somente esperando o momento adequado para derrubar o atual rei da Pasárgada de seu pedestal. Saravåj sorriu e disse para Randolph que seria uma honra tê-lo como aliado na revolta contra a Pasárgada.
De imediato, Randolph teceu as suas mudanças na estratégia de Constantin Saravåj: nada de acetileno, explosões ou chamas se alastrando pelo castelo. O inglês preferia optar por preservar o patrimônio histórico, mas sem deixar de lado a matança: o plano de Randolph era fazer do motim contra o governo de Matiza Perrier um enorme e sanguinário espetáculo teatral. Sobretudo, o delineamento do inglês se baseava em fazer com que os seus mais competentes e confiáveis soldados, integrantes do próprio exército nobre pasargadano, dos quais Randolph Mayoral era o capitão, penetrassem na sede da Pasárgada travestidos de cidadãos acqualuzenses, causando um alvoroço absoluto no esquadrão de guerreiros pessoais de Matiza Perrier, que seria atacado de surpresa. Não seria uma tarefa difícil convencer os guerreiros a virarem as suas costas para o rei com ilusórias propostas, envolvendo ouro e reconhecimento. Sem os seus habituais uniformes, com vestes de pano, portando espadas de ferro barato e com o hino de guerra "OS MONARCAS NÃO NOS AJUDAM!", em alusão à revolução de 1416, os súperos oficiais de Randolph Mayoral teriam a falsa invasão ao Castelo de Woodyard facilitada por ele próprio, que sabotaria as principais entradas do palacete - tarefa que Randolph dividira com Constantin Saravåj. Já dentro do palácio pasargadano, os hábeis oficiais de Randolph, sob a fantasia de militantes do povo de Acqualuza, repetiriam o Domingo Sangrento. Seria acrescida mais uma noite de chacina aos nobres na história da Península de Acqualuza.
O que por trás das cortinas era uma traição ao rei minuciosamente calculada pelos membros do mais alto escalão da Pasárgada, Randolph Mayoral e Constantin Saravåj, aos olhos da Pasárgada, do povo e de toda Europa teria todos os componentes de uma inesperada revolta popular. Seria a explicação mais plausível e não haveriam motivos para suspeitar-se de que Matiza sofrera uma apunhalada pelas costas de um próprio oficial pasargadano, fazendo com que a emboscada de Randolph e Saravåj passasse despercebida por todos. No desfecho, os planos dos dois integrantes da Elite eram idênticos: culminariam com a morte do atual rei da Pasárgada e com o abalamento absoluto da mesma. Saravåj animou-se, elogiou e acatou o planejamento de Randolph Mayoral, e ambos consolidaram a improvável aliança com um firme aperto de mão. Com o sol já nascendo ao Leste, Constantin Saravåj fez questão de abrir a porta de seu quarto para seu cúmplice, para que, a partir do instante em que Randolph cruzasse a porta, ambos dessem início aos preparativos da cova de Matiza Perrier.
Eram quase cinco horas da manhã. Quando enfim pôde voltar para sua cama, Saravåj sentiu um peso de duas toneladas sob seu travesseiro. O iugoslavo sabia que não podia confiar em Randolph Mayoral. Ficava óbvio nos olhos do inglês que o seu plano da rebelião contra a Pasárgada tinha um fundo falso. A real intenção de Randolph era sentar-se no trono vazio da Pasárgada depois da morte de Matiza Perrier, a quem ele fingia admirar. Disso, Saravåj não duvidava: Randolph, de fato, faria tudo o que fosse necessário para ter a Europa inteira à sua disposição. Para ter os seus pés beijados pelos cidadãos da Península de Acqualuza, por mais que fosse o verdadeiro carrasco destes mesmos. E para ter Zoey Deschamps - que era uma bela e formosa mulher - como sua esposa. Chegava a ser ridículo de tão óbvio. Trocar Matiza Perrier por Randolph Mayoral seria o mesmo que trocar seis por meia dúzia. Sob a visão de Saravåj, Randolph nada mais era do que uma versão menos ingênua do atual rei da Pasárgada. Para que o plano do guerreiro iugoslavo tivesse sequência, o trono pasargadano deveria permanecer vago. Se Randolph Mayoral se auto-coroasse rei da Pasárgada, o seguimento do planejamento de Saravåj perderia o sentido. Saravåj tinha que encontrar uma forma de matar dois coelhos com uma tacada só e tirar tanto Matiza quanto Randolph de seu caminho na noite da fajuta revolta contra o governo pasargadano. Para isso, Saravåj seguiu com a sua encenação. Fingiu ser um leal companheiro de Randolph Mayoral até o dia 11 de Abril de 1420, que, por ironia da vida, era exatamente o mesmo que o inglês fazia com o rei Matiza Perrier.
Eram sete horas da noite. Por coincidência do destino, mais uma vez em uma noite chuvosa, uma tropa de mais de cem homens vestindo roupas simples conseguiu arrombar a principal entrada do Castelo de Woodyard, avançando violentamente dentro deste mesmo pelo salão principal, aos berros. A guarda do castelo foi pega completamente desprevenida. Teoricamente, a segurança deles deveria estar garantida pelos altos e fortes portões de madeira do palacete. Muitos dos guerreiros de Matiza Perrier sequer estavam com suas armas de combate em mãos quando os revolucionários adentraram em Woodyard. Era inegável que Randolph Mayoral sabia como capacitar um esquadrão. Os supostos invasores acqualuzenses avançavam rapidamente dentro da sede da Pasárgada, dizimando sem fazer muito esforço as tropas pessoais de Matiza Perrier.
Naquele mesmo instante, no ponto mais alto do palacete de Woodyard, todos os componentes da Elite Pasargadana - todos, exceto um - estavam reunidos, na habitual mesa redonda de mármore, já cientes de que estavam diante de um ataque de seus próprios cidadãos. Eram várias as perguntas sem respostas. Teria o povo enfim descoberto sobre a corrupção pasargadana? Era a explicação mais verossímil para uma revolta tão repentina. Mas como? Haveria então um traidor infiltrado entre eles naquela sala? Inúmeros integrantes do alto escalão da Pasárgada exaltaram-se e encheram o peito para apontar dedos uns aos outros, fazendo acusações sem provas nem fundamentos. No meio do tumulto, estava o próprio mentor da investida contra os pasargadanos que acontecia alguns andares abaixo dos mesmos. E foi exatamente Randolph Mayoral quem acalmou os ânimos de seus colegas da nobreza com discursos repletos de cinismo. Randolph afirmou que, como Comandante Máximo do Esquadrão de Elite da Pasárgada, era seu dever expor-se ao perigo e descer ao salão principal do palácio para movimentar o exército da Pasárgada, na tentativa de evitar que o desastre alcançasse proporções ainda maiores, sempre em companhia de seu co-comandante, Marcell Cabral. O poderoso homem que estava sentado no centro da mesa redonda, Matiza Perrier, concordou prontamente com Randolph Mayoral.
Marcell Cabral, catalão de origem que foi criado na Inglaterra após ser rejeitado por seus próprios pais, era um amigo de infância de Matiza e um dos membros pioneiros da Elite da Pasárgada. Todavia, do mesmo modo, era um dos integrantes menos importantes e favorecidos do seleto grupo dos "quinze". O comandante pasargadano arrependeu-se amargamente de ter nomeado Marcell Cabral como integrante de seu alto esquadrão. Matiza Perrier julgava o catalão como inapto e intelectualmente muito abaixo dos demais. De fato, Marcell era um garoto inseguro e introvertido, que não demonstrava vocação em nenhuma área do militarismo. Tinha pouca intimidade com armas de combate e também não tinha desenvoltura suficiente para se tornar diplomata ou governante. Geralmente, era isento nas tertúlias da Elite Pasargadana e sequer opinava. Por fim, escondeu-se como co-comandante do primeiro escalão do exército pasargadano, em uma função que se simplificava a somente acompanhar o comandante supremo Randolph Mayoral. Exerceu essa função como pôde, por anos. Até aquela noite.
Enquanto desciam a sequência de escadas do Castelo de Woodyard, Randolph apunhalou Marcell covardemente, pelas costas. Com um pequeno e afiado punhal em mãos e com o catalão já agonizando no chão, o inglês esfaqueou Marcell Cabral mais uma vez, desta vez cirurgicamente na veia jugular de seu pescoço, dando um rápido e trágico fim ao sofrimento de Marcell. Marcell Cabral, por mais que fosse facilmente maleável, era uma testemunha em potencial do golpe contra o rei Matiza Perrier. O corpo sem vida do jovem catalão, em poucos segundos, foi coberto por uma grande poça de sangue, que pingava lentamente gotas cor vermelho-vivo entre um degrau e outro.
Randolph Mayoral, disposto a realizar barbaridades em nome do assassinato de Matiza, na intenção de usurpar o trono da Pasárgada do mesmo, passou a comandar os seus homens de perto quando chegou ao palácio principal. No salão, abriu um grande sorriso quando avistou incontáveis guerreiros que levavam a letra "P" ao peito caídos no chão, já sem vida. O Exército de Elite da Pasárgada, disfarçado de indignados representantes do povo da Península de Acqualuza, por mais que fosse menor em quantidade, se fazia maior em sua força de combate. Era só uma questão de tempo até que os rebeldes progredissem até a sala do rei e tivessem a cabeça de Matiza em suas mãos. Era nítido que o exército de Matiza Perrier estava desorganizado e, acima de tudo, amedrontado. Totalmente incrédulo de que o que estava acontecendo era real.
Entretanto, poucos minutos depois de Randolph chegar ao palácio principal e começar a proferir palavras de ordem aos invasores, pôde-se ouvir um estrondo ensurdecedor. Como um trovão que caíra dentro do Castelo de Woodyard ou como uma bomba que acabara de explodir nas proximidades do palácio. Após o barulho, soldados dos dois lados do campo de batalha permaneceram estáticos. Randolph Mayoral tentava disfarçar a sua inquietação mordendo os lábios. Ninguém conseguia imaginar o que poderia ter ocasionado um som tão alto e agudo. Foram segundos de tensão no palacete de Woodyard, até que, pasargadanos e acqualuzenses sentiram um calor descomunal em seus corpos. A temperatura do ambiente subiu aceleradamente. E quando os guerreiros, enfim, olharam para os lados, observaram chamas se alastrando pelas quatro paredes do palácio principal. Com seus olhos refletindo o fogo ardente, Randolph Mayoral não teve dúvidas: Saravåj havia quebrado o pacto.
O inglês permaneceu inerte, sem sequer morder os lábios desta vez. Constantin Saravåj havia colocado tudo a perder. Observando os seus homens lutando contra um adversário a mais, Randolph foi forçado a admitir em poucos minutos que a operação que prometia ser o pontapé inicial de um eventual governo pasargadano sob sua tutoria havia fracassado. Randolph Mayoral, enfim, tomou a relutante decisão de ir na mão contrária de todo pensamento que havia passado pela sua cabeça nas últimas semanas e rugiu para todas paredes do saguão principal, ordenando que os revolucionários cessassem a invasão. Os soldados da Elite Pasargadana, ainda travestidos de cidadãos de Acqualuza, retardaram para compreender o comando. O comandante do Exército de Elite da Pasárgada organizou o seu pelotão e mudou o alvo dos guerreiros: a meta, a partir daquele instante, era defender a sala real e caçar o atual espião da Pasárgada por todo metro quadrado do palacete. Randolph não sabia exatamente quais eram as intenções de Saravåj com o incêndio, mas era evidente que àquela altura do campeonato o iugoslavo era mais um inimigo do que qualquer outra coisa. Um grande ponto de interrogação invadiu o inconsciente de todos aqueles homens com vestes de pano de segunda sujas com sangue. Chegava a ser paradoxal. Há alguns minutos atrás, todos eles estavam dando a alma para assassinar Matiza Perrier a todo custo. E agora, por mais controverso que soasse, a missão era proteger o mesmo Matiza Perrier. E como se não bastasse, nenhum dos pasargadanos sabia com precisão quem era o responsável pela espionagem na nobiliarquia da Pasárgada. Nenhum daqueles homens tinha a mínima noção de quem era Constantin Saravåj Mandragora. Tão perdidos quanto os soldados pessoais de Matiza, os homens do Exército de Elite da Pasárgada tentaram seguir à risca a determinação de seu capitão, ignorando as chamas que se dispersavam pelas paredes como se houvesse um dragão feroz dentro do Castelo de Woodyard.
Alguns andares acima, Constantin Saravåj vivia um déjà vu após explodir com sucesso o cilindro de acetileno. O iugoslavo, ainda vestindo o sobretudo branco pasargadano, fintava os mais competentes combatentes da Pasárgada - tanto os que usavam fardamento quanto os que usavam trapos - e dançava com o fogo. Com a mesma velocidade anormal da noite em que invadiu Woodyard pela primeira vez, Saravåj concentrava todos os seus esforços em chegar no trono do rei antes dos pasargadanos. Matiza não podia fugir. Os seus cinco anos de planejamento dependiam apenas de sua competência. O espião conhecia o palácio como a palma de sua mão e não demorou muito até que Saravåj, se livrando de todos homens da Pasárgada sem nem mesmo colocar as suas mãos nas duas espadas que carregava nas costas, chegasse com êxito ao luxuoso salão de Matiza Perrier.
Contudo, lá o guerreiro iugoslavo somente pôde observar chamas. Nos quatro cantos da sala. O fogo consumia com voracidade todo móvel de madeira refinada. Subia rapidamente pelas enormes cortinas vermelhas. Derretia todo ouro que havia ali por puro capricho. Mas o trono estava vazio. Não havia nenhum rei. Não havia cetro de ouro, nem manto real. O comandante da Pasárgada não estava ali. Matiza Perrier havia conseguido driblar o incêndio e foi bem-sucedido em sua fuga, sem deixar quaisquer vestígio. Saravåj caminhou vagarosamente até o meio da sala real, tremendo, desconsiderando a temperatura-ambiente absurdamente alta. O iugoslavo olhava em câmera lenta para todos os lados, como uma criança que conhece um lugar pela primeira vez. O curto fio de esperança que dizia para o coração de Constantin Saravåj que tudo daria certo calou. Aquela sala vazia era o seu segundo calvário. Aquela mesma sala onde ele havia colocado Matiza Perrier no chão em poucos segundos. O iugoslavo sentiu a solidão monstruosa de estar sozinho com as chamas. No meio do salão, agachou e levou as mãos ao rosto, como se fosse desabar em lágrimas. E soltou um berro desumano.
As tropas pasargadanas se mobilizaram e controlaram o fogo em poucas horas. As perdas materiais foram inestimáveis. O aroma de cinzas corria por todas as salas do palácio. Muitos integrantes da Pasárgada tiveram os seus corpos degenerados pelo fogo e muitos mais tiveram o seu peito transpassado pelas espadas dos rebeldes. Foram quase mil baixas humanas para a Pasárgada, incluindo Marcell Cabral, membro da elite. Foi a maior chacina ante os monarcas desde o Domingo Sangrento.
Ainda antes que o dia se desse por terminado, o soberano Matiza Perrier não tardou para convocar uma assembleia imediata com todos os quinze membros da Elite Pasargadana. Ainda não estava claro na cabeça do rei o que havia acontecido naquela noite. Uma revolta popular? Mas por que? Como simples camponeses sabotaram a entrada de Woodyard? E como conseguiram causar um incêndio em proporções tão catastróficas? Uma pergunta levava a outra e nada parecia fazer sentido. O rei sabia que decisões pediam por serem tomadas, mas sequer sabia quais eram elas. Todos pasargadanos necessitavam clarear as suas ideias.
Na tradicional mesa redonda, Matiza, em sua primeira fala, ensaiou um fingido discurso de condolência a Marcell Cabral, pelos simbólicos serviços prestados pelo mesmo antes de sucumbir em combate - como se o catalão tivesse sido realmente primordial e valorizado dentro da Pasárgada. Após uma hora de debate, todos os nobres entraram em concordância. Na teoria proposta por Matiza Perrier, um pequeno grupo de revolucionários acqualuzenses, de fato, havia se rebelado e tentado derrubar o governo da Pasárgada naquela noite. A revolta popular era a explicação mais sã, embora fosse impossível dizer como os camponeses levaram tanta vantagem sobre soldados do mais alto escalão da elite pasargadana e de onde vieram as chamas que percorreram o palacete. O plano dos rebeldes clandestinos havia, sem sombra de dúvidas, sido muito bem arquitetado. Com isso, o alerta de Matiza e da Pasárgada foi ligado: existiam pessoas descontentes com o governo pasargadano vigente dentro da Península de Acqualuza. Era difícil saber quem eram e quantos eram. Mas, aparentemente, alguns cidadãos acqualuzenses tinham descoberto o antídoto para a cegueira social que a Pasárgada enraizou naquela região. Agora também haviam vozes contra os pasargadanos. O rei da Pasárgada não podia ir contra os seus fictícios ideais democráticos e simplesmente determinar a árdua perseguição de todos os seus opositores políticos. Matiza, prezando pela sua boa imagem perante o povo, deu carta branca para que os soldados da Pasárgada dessem um fim traumático a todo tipo de agitação revolucionária, mas como sempre, por trás das cortinas e embaixo dos panos. Com a cara limpa, o comandante continuaria discursando de modo hipócrita aos populares sobre a importância da pacificação e do direito igual a todos os cidadãos.
Na realidade, Matiza Perrier declarou guerra a um adversário inexistente: a alienação do povo seguia perfeita. O seu verdadeiro inimigo estava muito mais próximo do que ele podia imaginar. Randolph Mayoral, sempre presente à direita do rei, somente concordou com a cabeça com tudo o que Matiza Perrier expôs e deu gargalhadas falsas das piadas de péssimo gosto que o rei pasargadano emendava entre uma frase e outra.
Contudo, antes que a reunião da Elite da Pasárgada se desse por encerrada, Matiza Perrier percebeu pela primeira e única vez que havia uma cadeira vazia entre eles. Uma cadeira escondida à direita, no fundo. Era onde deveria se fazer presente o iugoslavo Constantin Saravåj. Milhares de hipóteses invadiram os pensamentos do rei pasargadano naquele momento. Talvez Saravåj tivesse tido o mesmo infeliz fim de Marcell Cabral durante a invasão dos rebeldes. Ou quiçá o guerreiro iugoslavo, sempre tão misterioso e retraído, fosse o artífice da agitação do povo acqualuzense contra os pasargadanos, instruindo os cidadãos da península em oposição à Pasárgada após denunciar aos populares a corrupção furtiva da administração de Matiza Perrier. Ou então o ex-espião pasargadano simplesmente tivesse se aproveitado do alvoroço para abandonar a Elite da Pasárgada sem dar satisfações para ninguém e dar novos rumos para a sua vida em outro lugar. Por mais que fosse divertido criar explicações para o sumiço do iugoslavo, o paradeiro de Constantin Saravåj era insignificante para Matiza, desde que este não cruzasse o caminho da Pasárgada mais uma vez. O essencial era que a Pasárgada seguisse mais forte do que nunca. Afinal, o trono de Matiza Perrier persistia intacto e o seu governo tinha cada vez mais o clamor popular. Os pasargadanos caminhavam a passos largos rumo ao seu lugar ao sol no velho continente. A Europa logo contemplaria o maior império que a humanidade já viu. Era apenas questão de tempo. Por mais injusto que fosse, Matiza Perrier tinha impreterivelmente o mundo em suas mãos.
Algumas horas depois da revolta dos cidadãos contra os pasargadanos, nas redondezas do Castelo de Woodyard, um homem encapuzado, vestido de preto dos pés à cabeça, fingia ler um jornal britânico em uma casa noturna. O sujeito somente passava os seus olhos nos letreiros do folhetim, enquanto se concentrava na conversa de dois homens que bebiam rum ao seu lado. Os amigos comentavam sobre o incêndio na sede da Pasárgada. Por mais que o fogo tenha se alastrando por boa parte do palacete, os representantes do governo pasargadano afirmaram que a gênese das chamas fora uma simples vela que caiu acidentalmente sobre uma majestosa cortina de tecido fino. Era óbvio. A Pasárgada não queria demonstrar instabilidade em seu governo.
O homem misterioso já havia escutado o suficiente. Ele levantou-se e se sujeitou ao chuvisco daquela madrugada. O indivíduo caminhou calmamente por alguns minutos, até que parou no exato lugar que deveria representar a linha imaginária que dividia a Península de Acqualuza, na Catalunha, e a vila de Balistres, na Gália. Exatamente na fronteira, o homem retirou o seu capuz, suspirou fundo, como nunca havia suspirado em toda sua vida e voltou os seus olhos ao céu, que abrigava milhões de estrelas naquela noite. O seu nome era Constantin Saravåj.
Naquela mesma noite, à alguns quilômetros do Castelo de Woodyard, uma artista nômade gaulesa que viajava pela Europa levando espetáculos artísticos para zonas periféricas deu a luz à sua primeira filha. A criança nasceu forte e saudável, e logo passou para os braços do pai, também um artista gaulês que partilhava da mesma ideologia de sua mulher. A menina erradiava alegria e paz com o seu choro de vida.
O seu nome era Anne.
A criança da profecia.
[Para os mais espertinhos: eu sei, a Iugoslávia só se formou no começo do século XX, após a Primeira Grande Guerra. A minha trama, de facto, se vale de alguns fatos históricos, como a Idade Média, a conjuntura social desta época e de regiões como a Gália e a Germânia, mas não tem exatamente um compromisso com a história como nós conhecemos. Eu queria um país que aglomerasse toda a região dos Bálcãs para ser o berço do Saravåj, e, talvez por falta de criatividade no momento, batizei essa região de Iugoslávia. Posteriormente, pode ser que eu chame essa tal "Iugoslávia" por outro nome, pra fugir desse impasse - e eu tô totalmente aberto a sugestões, hein. Para os mais espertinhos ainda: eu também sei, o acetileno só foi descoberto em 1800 e tantos. Como eu disse: o universo de Steel Hearts tem a sua própria história alternativa e uma realidade diferente da nossa - e isso serve para qualquer outra dissonância histórica na minha trama].
Obrigado por ler e aguardo ansiosamente pelo feedback! :)
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2019.04.20 23:39 Samuel_Skrzybski STEEL HEARTS - INTRODUÇÃO (PARTE 1)

Infelizmente, eu já vi que o sub de escritores brazucas não é lá muito populoso. Eu não sei se um dia alguém vai chegar a ler a introdução da minha narrativa, mas se você está aqui, lendo a minha nota pré-texto, eu peço humildemente o seu feedback. No meu círculo social, rigorosamente NINGUÉM tem tempo e paciência para ler tudo e me dizer o que achou - e eu entendo perfeitamente kkkkkk. E, se me permite um segundo pedido: se for me dar um toque, seja na gramática, seja na minha forma de decorrer a história, faça críticas construtivas, por favor.
E sobre a introdução: se um dia a minha história porventura se tornar um livro - e eu não faço nenhuma questão que isso aconteça - ele se iniciaria após todos os fatos que eu vou narrar abaixo - e estes fatos iriam se revelando no decorrer dos capítulos. Essa introdução tem o único e exclusivo objetivo de dar um entendimento melhor ao leitor atual - você! - sobre o "universo Steel Hearts": contexto histórico da trama, histórico das personagens, eventos que moldam a narrativa e afins. Em um eventual livro, essa introdução seria inexistente e ele se iniciaria no prólogo - o qual eu já escrevi e vou postar aqui também, ainda hoje ou amanhã. E até o momento atual, o prólogo é onde a minha história está empacada :{
Enfim, sem mais delongas: boa leitura! :)
[EDIT: Eu vou ter que dividir a introdução em duas partes, para conseguir postar - eu não sabia que o Reddit tinha um limite de caracteres. Eu vou postar a Parte 1 agora e a Parte 2 eu posto em alguns minutos, logo na sequência.]
Cronologicamente, a trama se inicia em 1412.
Dois jovens oficiais do Reino da Catalunha se perdem no interior de uma floresta de mata densa em uma patrulha rotineira e descobrem uma reserva imensa de ferro, cobre e bronze no interior de uma caverna - esta, batizada de Madriguera de Sán José. Todos estes citados, minérios primordiais para a construção de equipamentos de combate e, no auge da Idade Média, eram de extremo valor. Após apurações mais profundas, foi descoberto que a reserva era muito maior do que se imaginava e se estendia por todo um território, conhecido como Península de Acqualuza. Naturalmente, os olhos de toda a Europa Medieval se voltaram para as terras de Acqualuza, que era território da Catalunha - região onde atualmente se localiza a Espanha - por direito, comandada desde 1383 pelo rei Carlos Villar. O que antes era só mais um pedaço de terra passou a ser visto por Carlos Villar como um trunfo para instalar o seu reinado como a maior potência militar e econômica da Europa e, por tabela, do mundo.
Entretanto, alguns anos mais tarde, o rei da Catalunha foi assassinado por sua própria filha primogênita, Alice Azcabaz Villar, movida pela ganância e pelo poder. Após assumir o trono em 1414, Alice, sem nenhuma experiência como governanta em seus 19 anos recém-formados e se vendo incapaz de colocar ordem em um reino inteiro sozinha, firmou uma aliança com a família Winchestter, uma tradicional linhagem nobre da Inglaterra, que se instalou na Península de Acqualuza e passou a governar a mesma.
É importante ressaltar que Acqualuza não se resumia apenas a ferro, cobre e bronze. Existia um povo vivendo naquela região. Uma civilização. Pessoas que se instalaram naquele lugar por gerações, muito antes de descobrirem que a península, na verdade, era uma verdadeira "galinha dos ovos de ouro". Os Winchestter foram protagonistas de um governo totalmente corrupto, que durou dois anos. Exportaram minérios, espadas, lanças, escudos, armaduras e afins da mais alta qualidade para os quatro cantos da Europa e enriqueceram de uma maneira rápida e efetiva. Mas, em contrapartida, o povo de Acqualuza vivia na miséria, na pior crise socioeconômica de sua história. A verdade é que a família Winchestter, juntamente de Alice Azcabaz, visavam somente os seus interesses pessoais. Enquanto a fortuna pessoal dos Winchestter decolava, a Península de Acqualuza entrava em rota de colisão, mergulhada na pobreza extrema. Os cidadãos acqualuzenses viravam quarteirões e quarteirões em filas intermináveis para a distribuição gratuita de pães velhos e mofados, para que não simplesmente morressem de fome. E por mais que a educação, saúde, segurança e desenvolvimento social da região fossem precários, o povo parecia anestesiado. Como se estivesse tão fraco e oprimido que sequer conseguisse levantar a voz para questionar os seus governantes.
Era nítido que o governo acqualuzense era instável, o que chamou a atenção dos ingleses. Talvez a maior potência econômica e militar da Europa no momento, a Inglaterra, conduzida por seu renomado exército imperial e pelo jovem e controverso rei Sabino III, estudava maneiras de depor o governo dos Winchestter e tomar as ricas terras de Acqualuza para si - o que soava como justo para os ingleses, afinal, os atuais governantes do território acqualuzense eram dos seus. A carta na manga dos ingleses era o povo de Acqualuza e as condições desumanas nas quais estes viviam. A estratégia, inicialmente, era enviar soldados ingleses travestidos de cidadãos acqualuzenses para o território dominado pelos Winchestter e forçar uma revolta contra o governo vigente. Os forasteiros organizaram tumultos, passeatas e até fizeram ameaças aos nobres, em uma tentativa de fazer o próprio povo fazer o trabalho sujo de derrubar os monarcas do poder por eles, evitando um ataque direto e um consequente e nefasto atrito entre Inglaterra e Catalunha, com quem mantinham uma cordial relação diplomática. Os cidadãos da península até esboçaram uma reação com os primeiros protestos, mas logo adormeceram novamente. Vendo o comodismo que o governo imoral da família Winchestter instalou nas terras de Acqualuza, Sabino III optou por uma solução mais radical: a criação da CAJA.
A CAJA nada mais era do que uma organização secreta, patrocinada pelo governo da Inglaterra e composta por militares do mais alto escalão do Exército Nobre Inglês e por assassinos de aluguel de elite. O objetivo? A princípio era, durante uma noite, impedir que os postes de lamparinas a óleo vegetal fossem acesos na Península de Acqualuza. E assim, na escuridão total, um pelotão seria responsável por invadir, saquear e depredar o castelo dos Winchestter e outro grupo realizaria a maior chacina já vista na Europa Medieval: estes invadiriam casas de cidadãos comuns e matariam a sangue frio qualquer ser vivo que encontrassem pela frente. E, como cereja do bolo, deixariam os corpos ensanguentados expostos nas ruas de Acqualuza para que todos os sobreviventes se deparassem com a tragédia ao nascer do sol. Um mar de sangue inocente que os ingleses julgavam como necessário: com a carnificina, a Inglaterra esperava que o traumático choque de realidade mostrasse ao povo acqualuzense de uma vez por todas que os Winchestter eram incapazes de proteger, tanto os cidadãos, quanto a eles próprios, e enfim compreender todas as consequências da péssima administração dos nobres ingleses em suas terras. A matança tinha data e hora para acontecer: 10 de Novembro de 1415, a partir das 18h30.
E neste contexto, somos apresentados a Constantin Saravåj Mandragora - ou simplesmente Saravåj. Nascido na Iugoslávia, na região dos Bálcãs e a 1200 km de Londres, era filho de uma família de camponeses extremamente pobre e sem perspectiva nenhuma de ter uma qualidade de vida minimamente digna. Todavia, desde os primórdios de sua vida, era uma criança criativa, inteligente e escandalosamente diferente das demais. Assim como seus pais e toda a Europa Medieval, acompanhava pelos jornais o drama do povo de Acqualuza, que ganhou notoriedade internacional. Lendo jornais de origem britânica, Saravåj aprendeu o inglês por conta própria. E foi por intermédio desses folhetos estrangeiros que o menino ficou sabendo da existência de Dúbravska. Um sábio monge acqualuzense que se isolou da civilização em meados de 1360 e passou a viver sozinho em cordilheiras, em um estado infinito de meditação. Era considerado pelos cidadãos de Acqualuza como o mais próximo de Deus que tinha-se na Terra - havia quem dissesse que ele tinha contato direto com o Todo-Poderoso. Quando ficou nítido que não existia nenhum panorama de melhora para o povo acqualuzense da situação de calamidade em que se encontravam, os mais importantes homens da Península de Acqualuza começaram a procurar por Dúbravska, na esperança de que este tivesse a fórmula perfeita para contornar todo sofrimento de seu povo. Quando contatado por meros cidadãos comuns, o monge afirmou que a Península de Acqualuza tinha um período de guerras incessantes pela frente, onde a paz seria impossível e seus governantes seriam seus maiores inimigos. E profetizou que, após o período de trevas, somente uma criança de coração puro e livre de maldade seria capaz de liderar um reinando que enfim devolveria a paz para Acqualuza. Algumas horas mais tarde, no pôr-do-sol, Dúbravska entregou sua alma para Deus e realizou a sua assunção aos céus, e nunca mais foi avisado por ninguém. Quando terminou a sua leitura, Saravåj sentiu um arrepio que correu todo o seu corpo e não teve dúvidas: era ele próprio a criança da profecia.
Alguns anos mais tarde, inconformado com a sua situação e de sua família e revoltado com a forma com a qual os nobres engoliam as classes inferiores, Saravåj foi para a Inglaterra incentivado por sua mãe em busca de mais oportunidades assim que se tornou um homem adulto, em uma árdua caminhada, onde cruzou a Europa em 25 dias até chegar em Cherbourg-Octeville, na Gália, de onde seguiu de balsa para a Inglaterra. Na terra da rainha, pela primeira vez na vida a sorte sorriu para ele - e em dose dupla: o garoto de até então 18 anos entrou e cresceu rapidamente no exército inglês e também apaixonou-se reciprocamente por Camilly Shaw, sem um pingo de dúvidas, uma das mulheres mais atraentes de todo o Reino da Inglaterra: o seu cabelo lembrava os radiantes raios solares, de tão loiro. Também era dona de claros olhos azuis cor-de-mar. A garota era membro e a natural herdeira de uma respeitada família de militares de elite. Pela primeira - e única - vez, Saravåj descobriu o amor. Saravåj filiou-se como peão ao Exército Nobre Inglês em 1413 e à CAJA em 1415. Sua mãe, em uma das cartas que mandava da Iugoslávia semanalmente para Saravåj, foi totalmente contra a ideia de saber que o seu próprio filho derramou o sangue de pessoas inculpadas e encorajou Saravåj a trilhar os seus caminhos longe do militarismo. Sugeriu que mudasse o seu foco para ler livros e adquirir conhecimento, como era o sonho dela. Saravåj sabia que era utopia. Prometeu para sua progenitora que seria a primeira e última vez. O garoto iugoslavo, idealizando o seu futuro com Camilly acima de qualquer coisa, tinha medo da ameaça que os Winchestter poderiam vir a se tornar um dia, sem conhecer o maquiavélico plano do governo inglês de usar a tirania dos Winchestter como justificativa para aumentar as suas riquezas com as terras de Acqualuza.
No dia 10 de Novembro daquele mesmo ano, Saravåj invadiu de surpresa na calada da noite o imenso castelo da família Winchestter, junto de colegas de esquadrão e de assassinos profissionais em uma noite que deveria ser de comemoração para os monarcas, com as suas típicas e corriqueiras festas regadas à música clássica e todo tipo de bebida alcoólica. No saldo final, o garoto, que sempre se destacou com espadas em punhos, assassinou Diógenes Dionisi, o próprio patriarca da família Winchestter. Foram incontáveis as baixas de membros dos Winchestter naquela madrugada. Do outro lado da moeda, o morticínio foi um sucesso: o nascer do sol foi acompanhado pelo choro de homens e mulheres abraçados com os ensanguentados corpos sem vida de seus entes queridos. O vermelho-sangue banhava todas as ruas de Acqualuza, em um cenário tão surreal que sequer parecia realidade. Esta noite ficou marcada por toda eternidade na história como "O Domingo Sangrento".
Com a morte de diversos membros da família Winchestter e com a desestabilização total dos mesmos, o povo de Acqualuza, enfim, despertou. Passeatas violentas que levavam como slogan a frase "OS MONARCAS NÃO NOS AJUDAM!" eram diárias na Península de Acqualuza. Zoey Deschamps, a viúva de Diógenes Dionisi, assumiu o mandato de seu ex-marido juntamente de Alice Azcabaz, em uma diarquia frágil e que sofria forte desaprovação do povo, em um período de seis meses que ficou conhecido como "Caveirão". A gota d'água foi o suicídio da rainha Alice Azcabaz, a própria pioneira da tomada de Acqualuza, que se enforcou após não suportar a pressão e as ameaças que vinham de seus próprios compatriotas. Com a morte de Alice, Zoey abdicou do trono, fazendo com que a Península de Acqualuza caísse em anarquia total.
Sem o exercício nenhum tipo de governo nas desejadas terras acqualuzenses, a Inglaterra tinha o cenário perfeito bem à sua frente. Contudo, optou por agir com cautela. Sabino III, sabendo que o povo de Acqualuza ficaria acuado e com um pé atrás após a péssima experiência com um governo gringo - e inglês - em suas terras, enviou seus mais competentes diplomatas para a Península de Acqualuza, na intenção de negociar a almejada anexação das terras de ferro, cobre e bronze com os representantes do povo acqualuzense, em um consenso bilateral, que fosse benéfico para ambos os lados, e pouco a pouco, foi colocando os seus oficiais dentro de Acqualuza, na esperança de criar raízes inglesas na península. Na teoria, a Península de Acqualuza se tornaria parte e dependente do Reino da Inglaterra em troca de estabilidade governamental. O povo sabia que eles precisavam de um rei e que a anarquia só iria levá-los ao fundo do fundo do poço. Não haviam muitas saídas que não fosse aceitar o acordo proposto por Sabino III.
Entretanto, havia uma maçã podre neste cesto que atendia por nome e sobrenome: Matiza Perrier. Um prepotente e irreverente gênio nato, inglês descendente de iugoslavos, membro do Exército Nobre da Inglaterra e que participou do saqueamento do castelo da família Winchestter ao lado de Constantin Saravåj no 10 de Novembro. Porém, paralelamente aos seus serviços prestados ao Reino da Inglaterra, Matiza liderava uma organização de interesses sombrios conhecida como Pasárgada. Os pasargadanos tinham um objetivo em comum com os imperiais ingleses: tomar as ricas terras da Península de Acqualuza para si. Mas utilizavam meios diferentes - e mais inteligentes - para isto. A Pasárgada era o grande ventríloquo por trás de cada atitude do reino inglês. Era quem mexia as peças no tabuleiro: manipulou o governo da Inglaterra para que este manipulasse os cidadãos acqualuzenses para que estes derrubassem os Winchestter do poder. No fim das contas, quem se beneficiaria da ausência de um rei na península e sentaria no trono seria Matiza Perrier - e ele tinha meios indefectíveis para isto. Tanto que, subitamente, como um raio que cai sem nenhum aviso prévio, as negociações entre a Inglaterra e o povo de Acqualuza pararam. Quando os nobres, oficiais e diplomatas ingleses se deram conta e olharam para o alto, só puderam assistir estáticos e de camarote a coroação de Matiza Perrier como rei de Acqualuza, que a partir daquele momento passou a ser um reino independente dos catalães, nomeado de "Pasárgada". Zoey Deschamps - agora noiva de Matiza Perrier - arquitetou por trás das cortinas as condições necessárias para que a Pasárgada atravessasse as negociações entre a Inglaterra e o povo acqualuzense e tomasse a península para si. Os cidadãos acreditaram com toda inocência do mundo que um governo novo e, acima de tudo, não-inglês, era o ideal para eles naquele momento.
Quando a notícia de que uma desconhecida oposição havia vencido a disputa pelo trono chegou aos ouvidos de Sabino III, ele ordeu a retirada imediata de todas as suas tropas das terras de Acqualuza. Muitos conseguiram fugir para regiões vizinhas - entre estes, Constantin Såravaj - mas muitos mais jamais puderam voltar para suas casas. No dia 10 de Julho de 1416, a Pasárgada assumiu oficialmente a Península de Acqualuza e o agora rei Matiza fez o seu primeiro discurso ao seu povo. O comandante da Pasárgada proferiu palavras bonitas e se mostrou um defensor ferrenho dos direitos humanos e da inclusão social das classes menos favorecidas, ganhando como recompensa uma salva de palmas ensurdecedora do povo e a simpatia dos mesmos. Mas contradisse-se quando ordenou que seus oficiais, de modo acaçapado, executassem sem dó nem piedade todo homem que tivesse um brasão inglês no peito nos limites de seu território. Saravåj assistiu imóvel muitos companheiros sendo brutalmente esquartejados durante o tumulto, mas foi bem-sucedido em sua fuga. Se instalou, assim como a grande maioria dos ingleses sobreviventes, na pequena vila camponesa de Balistres, pertencente ao Reino da Gália (onde atualmente se localiza a França) e que fazia fronteira direta com a Península de Acqualuza.
Em Balistres, Constantin Saravåj enfim pôde encontrar-se com sua amada após sua fracassada e última missão militar. Após uma longa conversa, Camilly convenceu Saravåj a deixar o Exército Nobre da Inglaterra e se instalar na vila de terras férteis de Balistres juntamente a ela. Muitos ex-oficiais ingleses seguiram o mesmo caminho e colocaram o seu uniforme imperial na gaveta para se dedicar a uma vida pacata em Balistres. Entretanto, o nobre guerreiro iugoslavo ainda se preocupava muito com o que acontecia em Acqualuza. Em seus pensamentos, sentia muito pelo povo daquele lugar. A Pasárgada era uma ameaça muito maior do que os Winchestter. Tanto para a Europa Medieval quanto aos seus próprios cidadãos. Seria uma mentira dizer que a qualidade de vida do povo da península não melhorou muito com o governo da Pasárgada. Mas a corrupção continuava - a diferença é que, desta vez, acontecia de uma maneira inteligente. O grande coringa de Matiza Perrier era o próprio governo anterior à Pasárgada: os pasargadanos não erradicaram a corrupção. Apenas a diminuíram. Ainda assim, muitos recursos que deveriam ser destinados ao povo acqualuzense eram usados visando somente os interesses pessoais de Matiza Perrier e de seus aliados mais próximos. Em uma comparação inevitável com o governo descaradamente ilícito dos Winchestter, a impressão era a de que Matiza estava tirando leite de pedra e levantando a Península de Acqualuza da lama. A astuta ideia era, além de roubar, alienar o povo. Sem instrução econômica, os acqualuzenses idolatravam Matiza, que aumentava a sua popularidade com seus periódicos discursos infestados de falso moralismo. No balanço geral, uma minoria do povo enriqueceu e a grande maioria apenas se tornou menos pobre. Uma sociedade cada vez mais segregada entre ricos e plebeus. Tudo ocorria da forma mais perfeita possível para que Matiza Perrier enfim começasse a colocar as suas peças no campo adversário para dar início a um temível império pasargadano.
Saravåj, um dos pivôs da agora extinta CAJA, até queria fazer algo para que o povo de Acqualuza abrisse os seus olhos mais uma vez. Mas era totalmente desencorajado por Camilly. A garota queria que Saravåj se concentrasse na vida a dois. Camilly afirmou que para ela, pouco importava passar os seus próximos setenta anos como mera camponesa. Que não reclamaria se comesse cenoura, couve e batata todos os dias. A única coisa que realmente importava era estar ao lado de Saravåj. Juntos, vivos e seguros. Os seus futuros filhos poderiam viver uma infância alegre, brincando no campo e longe das guerras e de toda crueldade do mundo, realidade rara na Era das Trevas da Idade Medieval. A imagem de uma família perfeita e unida, mesmo que ainda somente na imaginação e muito longe de ser concretizada, era linda. Sendo assim, tanto Sabino III quanto Constantin Saravåj desistiram das terras da Península de Acqualuza, reconhecendo finalmente, que agora estas mesmas eram de domínio da Pasárgada. A paz reinou em Balistres durante alguns meses. Saravåj e Camilly residiram felizes naquela vila e fizeram inúmeros planos para os próximos anos. As colheitas foram um sucesso. A segurança, estruturada por antigos e competentes soldados do escalão de elite do exército da Inglaterra, era impecável. As crianças tinham acesso à educação de qualidade, tanto militar quanto acadêmica. Após muito esforço de seus residentes, Balistres via em seu horizonte uma década próspera e abundante.
Até que, durante um pôr-do-sol, a Pasárgada, faminta por ampliar os seus domínios, invadiu o vilarejo gaulês. Constantin Saravåj e seus companheiros bem que tentaram defender as suas terras com unhas e dentes, mas em vasta desvantagem numérica, foram facilmente reprimidos. Por mais uma vez, a Pasárgada patrocinou um massacre. Muitas pessoas, leigos e militares, foram mortas. A maioria delas, jovens que partiram deste plano sem concretizar os seus sonhos. Nesse ínterim do ataque do reino de Matiza Perrier ao vilarejo de Balistres, Camilly Shaw feriu-se com gravidade. Após ter uma lança atravessada em seu peito, a garota começou a perder muito sangue. Os remanescentes que restaram da investida pasargadana transcorreram para a metrópole de Nice, uma das maiores cidades da Gália e uma das pouquíssimas que contavam com assistência médica especializada. Novamente, a Pasárgada venceu e incorporou a terra de Balistres aos seus territórios.
Em Nice, Camilly foi uma das primeiras a receber atendimento dos paramédicos. Após uma rápida e sucinta análise, o iátrico afirmou a Saravåj que a hemorragia de sua dulcinéia era um quadro clínico irreversível para a medicina da época. Camilly Shaw deveria ter, na melhor das hipóteses, algumas horas de vida. E como se não bastasse, o médico ainda constatou que a garota estava grávida há algumas semanas e teria o infeliz destino cruel de falecer juntamente de seu bebê. Foram as palavras mais duras que já entraram pelos ouvidos de Saravåj. O garoto sentiu que estavam arrancando-lhe brutalmente a parte mais importante de sua essência. Camilly era motivo pelo qual Constantin Saravåj realizou atrocidades pela CAJA. Pelo qual desistiu da carreira militar. E, acima de qualquer outra coisa, a garota era o motivo pelo qual Saravåj estava disposto a matar e a morrer, se fosse necessário. Durante a caminhada até Nice, Camilly fez com que Saravåj prometesse que, independentemente do que viesse a acontecer dali em diante, ele não iria derramar uma lágrima sequer. Nem por ela, nem por ninguém. Mas o garoto iugoslavo foi incapaz de cumprir a sua promessa quando soube que iria perder a mulher da sua vida e seu primeiro filho de uma só vez. "Se Camilly morrer, por que ou por quem eu tanto matei?", pensava Saravåj, entre lágrimas e soluços. Matrimônio. Sonhos. Planos. Tudo virou pó de um instante para o outro. Em pouco tempo, o garoto estaria sozinho no mundo. Soava injusto, mas já não havia tempo para prantos. Durante a trágica notícia, inúmeros mensageiros da Gália chegaram aos berros em Nice, gritando pelas ruas de maneira histérica para quem quisesse ouvir que a Pasárgada estava invadindo a Gália de modo feroz. As tropas da grande metrópole gaulesa precisavam se organizar para um provável combate e os cidadãos daquela localidade eram jogados à deriva, sendo obrigados a se refugiar como pudessem.
Por mais uma vez, os sobreviventes do morticínio de Balistres teriam que fugir de seus algozes. Até a metade do caminho, Saravåj levou Camilly em seus braços, com a estúpida esperança de que Deus, se de fato se fizesse existente, oniconsciente, bondoso, justo e misericordioso, operasse um famigerado milagre. Até que, nos arredores de Paris, tornou-se inviável continuar carregando uma mulher que havia recebido uma sentença de morte. A consciência de Camilly estava por um fio. Os braços de Saravåj já há muito eram humanamente incapazes de continuar carregando um corpo tão pesado. Os retirantes precisavam se apressar, afinal, eles não sabiam o quão rapidamente a Pasárgada estava avançando. Não havia mais como adiar a despedida.
O garoto, afastando-se do grupo de Balistres, encostou Camilly em uma grande figueira. O casal, na escuridão da noite, era iluminado somente pela luz da lua cheia. A garota, em um último e doce ato, colocou nas mãos de Saravåj um colar dourado, que continha um pequeno pingente em formato de coração. E feito isso, fechou os olhos. Aos poucos, a sua respiração pesada cessou. E, por fim, o seu coração deu a sua última batida - um último "eu te amo" à Constantin Saravåj. Após a morte de Camilly Shaw, que sequer teve a oportunidade de ter um velório digno, os que restaram do vilarejo de Balistres continuaram a sua jornada durante toda madrugada. E só pararam quando alcançaram a cidade de Baden-Wüttenberg no nascer do sol, já no território da Germânia (nos dias de hoje, a Alemanha). Em solo germânico, todos os ex-soldados do Exército Nobre Inglês, entre eles, um abalado Constantin Saravåj, fizeram uma última continência à bandeira da Inglaterra, se despediram e trilharam seus respectivos caminhos.
"Olha bem, mulher. Eu vou te ser sincero. Eu sabia que ia dar errado. Esse mundo está corrompido e a felicidade aqui não passa de uma utopia. Nós vamos ficar longe um do outro por um tempo, mas ainda vamos nos reencontrar. Eu não posso te prometer, mas eu juro que anseio por isso do fundo da minha alma"
Após este calamitoso ocorrido, Saravåj nunca mais foi o mesmo. Tornou-se uma pessoa amargurada. Cheio de ódio no coração, admitiu para si mesmo que a criança da profecia não passava de um delírio. Também se convenceu de que todo o amor que ele podia dar em vida terrena, ou qualquer sentimento positivo que fosse, foram para o túmulo juntamente de Camilly Shaw. O garoto iugoslavo passou a dedicar a sua vida a tecer um planejamento suficientemente perfeito para derrubar a Pasárgada - e em especial, Matiza Perrier - já que estes haviam tirado tudo o que ele tinha de mais importante. Suas terras. Seu povo. Seu filho. O grande amor de sua vida. Dizimar a Pasárgada. Concretizar a sua vingança. É para isso que Saravåj passou a viver. Afinal, tudo o que era lindo. Tudo o que era bom. Tudo o que era perfeito. A Pasárgada destruiu.
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2019.02.10 20:22 fidjudisomada Primeira Liga 2018/9, #21: SL Benfica 10-0 CD Nacional

SIMPLESMENTE NOTA 10!

Nota 10! Jogo perfeito, o melhor resultado de sempre do Benfica no novo Estádio da Luz: histórico triunfo por 10-0 sobre o Nacional na 21.ª jornada da Liga NOS, construindo-se a melhor série de triunfos seguidos das águias na prova (6).
Uma goleada (da equipa mais realizadora da prova: 57 golos) fabricada a 10 de fevereiro, na data em que Chalana, um mágico 10 do passado, completou 60 anos e foi homenageado na Catedral, concluída ao minuto 90 por Jonas, o camisola 10 do elenco! Tudo alinhado, um desfecho que não acontecia há 55 anos e o primeiro lugar do Campeonato a apenas um ponto de distância.
No centro de uma moldura humana espetacular no Estádio da Luz, que teve lotação esgotada no jogo dedicado às Casas do Clube, a equipa do Benfica deu o pontapé de saída, fez circular a bola até à direita, voltou ao centro, derivou para a esquerdo e lançou o primeiro ataque letal da partida.
Gabriel espreitou a movimentação de Seferovic e projetou a bola ao longo do corredor esquerdo. O camisola 14 recebeu e, percebendo a entrada de Grimaldo no espaço aberto, tocou curto para dentro da área, onde o lateral-esquerdo dominou e chutou rasteiro para as redes (1-0). Estavam decorridos apenas 33 segundos de jogo – este foi o segundo golo mais rápido na corrente edição da Liga NOS.
Os jogadores orientados por Bruno Lage estavam ligados à corrente e ao bom futebol, costurando ataques atrás de ataques. O 2-0 aconteceu com naturalidade, aos 21': Gabriel, no espaço ofensivo, pressionou Alhassan e este perdeu a bola para João Félix, que logo fez um passe comprido a desmarcar Seferovic, e este, perante Daniel, atirou de pé esquerda para o segundo festejo dos encarnados.
As oportunidades de golo sucediam-se e a bola encontrou as malhas da baliza do Nacional aos 27': Rúben Dias, descaído para a direita, executou um passe a rasgar, para André Almeida furar a linha defensiva e cruzar rasteiro na direção dos pés de Seferovic, que usou o esquerdo para assinar o 3-0.
Só dava Benfica, um vendaval ofensivo, mas o resultado apenas voltaria a mexer após o intervalo. E foi logo aos 50': Pizzi, sobre a esquerda, bateu um livre e a bola viajou até ao segundo poste, onde João Félix cabeceou para o 4-0. Foi o primeiro passe para golo neste desafio do rei das assistências da Liga NOS.
A encher o campo, Pizzi infiltrou-se pela esquerda, serpenteou entre dois contrários e acabou derrubado por Kalindi (53') no interior da grande área. Penálti!!! Na conversão do castigo máximo (54'), o camisola 21 das águias chutou para a direita e Daniel estirou-se para o lado oposto, nascendo assim o 5-0.
As ofensivas da equipa benfiquistas não paravam e o 6-0 foi consequência de um canto batido à esquerda por Pizzi. A bola caiu perto da pequena área e Ferro foi mais forte na disputa aérea, cabeceando para as redes (56'). O central "Made in Seixal" estreou-se a marcar na tarde/noite em que debutou como titular na equipa principal.
A terceira assistência de Pizzi deu-se aos 64', dois minutos volvidos sobre a entrada de Florentino em jogo (rendeu Samaris), uma estreia absoluta de mais um jogador formado no Caixa Futebol Campus. Nesta fase da partida, as águias tinham sete portugueses em ação (André Almeida, Rúben Dias, Ferro, Florentino, João Félix, Pizzi e Rafa), quatro dos quais formados no Seixal.
Num livre executado à esquerda, Pizzi fez então a bola pingar junto à entrada da pequena área e Rúben Dias foi mais forte na luta com o marcador de circunstância, tocando na direção da baliza para o 7-0.
Krovinovic substituiu João Félix (68') e Jonas, de regresso à competição após mais de um mês de ausência, ocupou o lugar de Seferovic (73'). Com unidades mais frescas, o Benfica aumentou a diferença. Aos 85', Jonas, de livre direto, disparou para o 8-0. Pouco depois, aos 88', Pizzi recebeu de Rafa na direita da área e de pronto desenhou a quarta assistência na partida, devolvendo a bola ao camisola 27 para este faturar o 9-0.
Ao minuto 90, Jonas, enérgico na pressão sobre a bola, ganhou-a no corredor central e avançou na direção do golo, batendo sem chances de defesa para o guarda-redes Daniel. Estava feito o 10-0, a maior goleada no novo Estádio da Luz. Resultado igual, a favor dos encarnados no Campeonato, só se vê recuando 55 anos, até 2 de fevereiro de 1964 (frente ao Seixal FC).

BRUNO LAGE: “MÉRITO AOS JOGADORES, SÃO QUEM ESCREVE A HISTÓRIA”

No final da goleada histórica (10-0) diante do Nacional, Bruno Lage mostrou-se satisfeito pela continuidade em jogo do trabalho desenvolvido no treino. O técnico deixou uma palavra de reconhecimento a Chalana, de agradecimento à Família Benfiquista e de apoio aos profissionais da formação insular.
Jogadores comprometidos com a ideia e com o processo
“Penso que fizemos um bom jogo. Na sequência do que temos vindo a dizer: evolução no jogo e no treino. Senti logo, desde o primeiro minuto, que a equipa estava presente e a jogar bem. O resultado é consequência disso. O que me deixa satisfeito é a continuidade.”
“Encarámos este jogo com normalidade, com um resultado expressivo que pode ficar a história do Clube e destes jogadores. Fizemos as coisas com calma e acreditámos muito no processo. Os meus parabéns aos jogadores por trabalharem com esta motivação, por jogarem segundo esta ideia, com dinâmica para apresentar uma boa exibição aos adeptos.”
Uma palavra de apoio aos profissionais do Nacional
“Quero deixar uma palavra aos profissionais do Nacional, jogadores e treinador. Também já estive do outro lado e quando as coisas acontecem assim, com um golo sofrido no primeiro minuto, sofre-se o segundo, o terceiro… sofre-se um golo de bola parada… há descontrolo emocional e as coisas acontecem desta maneira. Eles vão ter consciência que têm mais valor do que o que mostraram neste jogo. São jogos e dias maus, há que levantar a cabeça e continuarem a desenvolver o trabalho que têm feito tão bem.”
Estreia de Florentino a jogar e de Ferro a marcar
“Conhecemos os jogadores, agora é dar-lhes a oportunidade de crescerem neste patamar. Sentia que eram dois miúdos que estavam preparados e quando cheguei [à equipa principal] puxei-os para jogarem e treinarem a este nível. Vi o Florentino a fazer desarmes, mas também vi o Jonas, com 34 anos, a recuperar bolas no meio-campo ofensivo. Vejo todos a trabalhar. Estamos com uma transição defensiva cada vez mais forte, construímos com qualidade, chegamos ao golo e criamos oportunidades. Mérito total aos jogadores, são eles que escrevem a história.”
Dia das Casas, de Chalana… Da Família Benfiquista
“Senti o que disse na antevisão: o Benfica são as pessoas. Foi dessa forma que fui educado e aprendi. Hoje [domingo] era o dia da família, dos adeptos, das Casas, de fazer uma bonita homenagem ao Fernando Chalana. Os jogadores juntaram-se e fizeram uma grande exibição, a jogar com qualidade. A equipa está a crescer de treino para treino e de jogo para jogo. Uma vitória muito boa.”
Exigência máxima em todos os jogos
“O que temos de valorizar é o que foi feito de forma progressiva. Tínhamos de conquistar os adeptos com a qualidade do nosso futebol, os adeptos tinham de nos apoiar e isso aconteceu. Senti que no dia 10 há uma homenagem ao Chalana, há os adeptos a puxar pela equipa, os jogadores a corresponderem. Reduzir a desvantagem pontual é muito bom para nós, estamos a um ponto. O que nos leva a vencer mais vezes, a sermos competitivos é o nosso jogo. A nossa exigência tem de ser esta: apresentar-nos sempre com esta organização.”
A promessa de trabalhar dia a dia
“Promessas? Prometo que amanhã [segunda-feira] estou a treinar no Caixa Futebol Campus, às 10h30, para fazer mais uma boa exibição com o Galatasaray.”
Pressão e foco para a tarefa
“A pressão que coloco diariamente nos jogadores é de jogar com qualidade e com a organização que treinamos. Essa é a máxima, porque é a pressão que coloco também em mim. Temos de ir focados para os jogos, a saber o que temos de fazer, a saber qual é a estratégia. O resto não existe.”
“Em determinada altura senti que havia futebolistas a acusar o desgaste e com o que foi acontecendo, podíamo-nos tornar mais individualistas. O que lhes pedi foi que não perdessem o posicionamento e que continuassem com a circulação de bola.”

Coisas e Loisas

  • Álex Grimaldo marca o 6.º golo nesta temporada; já era a sua época com mais golos. Foi o 4.º remate certeiro na Liga Portuguesa. O defesa espanhol marcou 3 golos nos últimos 4 jogos realizados na Luz para o campeonato;
  • Álex Grimaldo não conseguiu bater o recorde do golo mais rápido na nova Luz (desde 2003): 2019 Álex Grimaldo aos 35 seg. vs Nacional [D1]; 2017 Jonas aos 52 seg. vs Portimonense [TL]; 2011 Rodrigo aos 25 seg. vs Olhanense [D1];
  • Haris Seferovic continua a marcar em todos os jogos [6J] na Liga NOS com Bruno Lage no comando. O avançado suíço está com uma média de 1,5 golos/jogo nos últimos 6 jogos [9 golos];
  • Haris Seferovic marcou tantos golos [23] em duas épocas de Benfica como nas quatro anteriores [19 Eintracht Frankfurt e 4 Real Sociedad]. Marcou 11 golos nos últimos 11 jogos (desde Novembro);
  • Desde abril 2015 que o Benfica não estava em vantagem [+3 golos] aos 30 minutos de um jogo na Liga Portuguesa: 2018/19 Benfica [3-0] Nacional; 2014/15 Benfica 5-1 Académica OAF;
  • Haris Seferovic fez o 5.º bis da carreira: x2 Nacional - Benfica, Liga [B. Lage]; x2 Boavista - Benfica, Liga [B. Lage]; x2 Rio Ave - Benfica, Liga [B. Lage]; x3 Livorno - Novara, Serie B [Aglietti]; x2 Crotone - Novara, Serie B [Aglietti];
  • É a 2.ª vez que o Benfica chega ao intervalo com uma vantagem de 3 golos nesta temporada (V. Guimarães e Nacional). Só por uma vez na sua história (212J, 211V) o Benfica foi surpreendido após uma vantagem de 3 golos ao intervalo: Besiktas 3-3 Benfica, UCL 16/17;
  • João Félix fez o 9.º golo nesta temporada; marca há 3 jogos consecutivos na Liga NOS 18/19. João Félix ultrapassa Jonas como 3.º melhor marcador das águias na Liga Portuguesa;
  • Desde maio 2017 que um central do Benfica não marcava na estreia na Liga: 2019 Ferro vs Nacional [C]; 2017 Kalaica vs Boavista [F]. Últimas estreias com golos no SLB: 2019 Ferro; 2017 Seferovic; 2017 Kalaica; 2016 André Horta; 2015 N. Semedo;
  • Rúben Dias marca há dois jogos consecutivos na Liga NOS 18/19 (Sporting e Nacional). O defesa central fez o 7.º golo pelo Benfica, o 6.º no campeonato português: 71% dos golos foram na sequência de bola parada e de cabeça;
  • Jonas marca no regresso à competição 38 dias depois. O último golo do avançado brasileiro tinha sido frente ao SC Braga, terminando uma série de 3 jogos a marcar. Fez o 7.º golo na Liga NOS 18/19 e iguala João Félix no 3.º posto dos goleadores encarnados;
  • Foi a 9.ª vez que o Benfica fez 10 golos num jogo da Liga: 2019 Nacional [10-0]; 1965 Seixal [11-3]; 1964 Seixal [10-0]; 1957 Barreirense [10-1]; 1954 Boavista [11-0]; 1947 Sanjoanense [13-1]; 1945 Salgueiros [11-3]; 1943 FC Porto [12-2]; 1939 Casa Pia [10-1]; 1937 Leixões [10-2];
  • HISTÓRICO!!! Maior goleada do Benfica na Liga Portuguesa dos últimos 55 anos. Maiores goleadas das águias na Liga: 10-0 Nacional [2019] +10; 10-0 Seixal [1964] +10; 11-0 Boavista [1954] +11; 13-1 Sanjoanense [1947] +12; 12-2 FC Porto [1943] +11;
  • Últimas goleadas na Liga por 10+ golos de diferença: 2019 Benfica x Nacional [10-0]; 1964 Benfica x Seixal [10-0]; 1959 Académica x Caldas [11-0]; 1959 FC Porto x Caldas [10-0]. A maior goleada na Liga [+14]: 1943 Unidos Lisboa 14-0 V. Guimarães; 1942 Sporting 14-0 Leça;
  • Benfica aumentou a diferença no topo da lista das equipas com mais golos na Liga [57 golos]. Apesar dos 10-0 ao Nacional à 21.ª jornada, não permitiu a equipa de Bruno Lage ultrapassar o registo de Rui Vitória em 15/16 com 59 golos nos primeiros 21 jogos;
  • Benfica de Bruno Lage num só jogo fez 50% dos golos que tinha feito até à data. Bruno Lage no comando das águias: 9 jogos, 8 vitórias [100% de triunfos na Liga], 30 golos marcados, 9 golos sofridos;
  • Há 30 anos que um equipa não marcava 7 golos numa 2.ª parte de um jogo da Liga Portuguesa: 2019 Benfica vs Nacional [10-0]; 1989 Benfica vs Penafiel [7-0]; 1965 Benfica vs Seixal [10-0]; 1960 Belenenses vs Boavista [8-0]; 1959 Sporting vs V. Setúbal [8-0];
  • 4 assistências de Pizzi no mesmo jogo: Tem 13 na Liga: igualou o melhor registo de um jogador na prova em 2017/18 (Alex Telles); Passou a ser o jogador com participação em + golos na Liga (21); Tem 16 assistências em 2018/19 (todas as competições);
  • Desde 2010 que um jogador do Benfica não fazia 4 assistências num jogo: 2010 Carlos Martins (vs Lyon, Champions); 2019 PIZZI (vs. Nacional);
  • 10x0: maior goleada no Séc. XXI entre as 10 principais Ligas UEFA (segundo o atual ranking UEFA). Marcaram 10 golos nas Ligas Top 10 UEFA no Séc. XXI: 2015/16 Real Madrid (10x2 vs Rayo Vallecano); 2018/19 BENFICA (10 x vs Nacional).

Multimédia

Eleição do MVP

Talking Points

Preparámos uma lista de temas para conversas sobre este jogo, mas estejam à vontade para passar por cima dela, ou pegar num ou alguns, e apresentar as tuas observações e expressar opiniões:
  1. O resultado foi justo? Na tua opinião, o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  2. Está satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais te impressionou?
  3. Com o benefício da visão a posteriori, que alterações farias ao 11 inicial?
  4. Em retrospetiva, o que farias diferente ao longo do jogo? Como avalia os critérios de substituição? Trouxeram algo diferente ao jogo?
  5. Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  6. Quais são os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  7. Enfrentaremos o Galatasaray SK na próxima partida, no Türk Telekom Arena, em jogo a contar para os 32-avos-de-final da Liga Europa 2018/9. Quais as perspetivas?

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2019.02.06 04:31 orpheu272 Odisseia p.4

A Odisseia p.3 me fez refletir muito e trouxe muitas sensações nostálgicas - boas e ruins.
Após os acontecimentos relatados anteriormente, muita coisa aconteceu. Eu contei tudo sobre a ida de meu pai e eu à casa de sua outra mulher. Minha mãe ficou em choque, mas, resumindo, nada fez. Meus pais discutiram feio, porém como em um forte temporal, tudo se acalmou e o único despedaçado pelos ventos fortes fui eu.
Nossa vida seguiu como se nada tivesse acontecido. Meu pai continuava “trabalhando” nos fins de semana, e minha mãe acreditava fielmente nisso.
O ano era 2004. Na época eu estudava no Imaculada Conceição (“entra burro, sai ladrão”, essa era a piada interna de nossa sala da 3ª série) - hoje o colégio não existe mais, no seu lugar foi construído uma nova escola chamada Ativa. Minha vida seguiu e eu fui jogando todo aquele acontecimento para longe, em um lado da memória que eu pretendia nunca mais acessar. Minha rotina era como a de qualquer criança: pela manhã eu acordava bem cedo e assistia o Art Attack e todos os desenhos possíveis, almoçava e saia junto à minha mãe para o colégio que ficava duas ruas de distância de minha casa; de lá minha mãe seguia para o trabalho, em uma escola menor, três ruas atrás de onde eu estudava. Quando eu saia do colégio, subia a ladeira do IPE que dava direto a uma casa larga com dois pés de jambo na frente. Era a casa da minha avó. Lembro que eu subia aquela rua contando meus passos; meu primo sempre me esperava junto ao meu avô, na calçada. Eram tempos bons, sem preocupação e sem nenhum planejamento quanto ao futuro. Tudo o que me importava estava ali: meus avós, meu primo, meus tios, minha mãe e irmãos, aquela imensa rua e todos os meus amigos, todo o IPE que eu tinha a liberdade de correr.
(abro um parêntese aqui apenas para mostrar esse fato curioso: https://www.google.com/maps/@-5.8519077,-35.3517844,3a,75y,35.43h,93.97t/data=!3m6!1e1!3m4!1sSkt77cA6_uDfibvoWpUAiA!2e0!7i13312!8i6656 - essa é a minha avó sentada na frente de sua casa. Ao seu lado está seu vizinho, Manoel, mais conhecido como “Mané Capeta”.)
Certo dia minha mãe disse que precisávamos nos mudar. Foi uma notícia repentina. Nosso destino era Santa Cruz, cidade do interior do RN, lugar aonde meu pai nasceu e cresceu e onde, também, vivia toda a família dos meus avós paternos. Tudo isso foi uma surpresa muito boa, pois eu sempre amei aquela cidade, sempre me senti atraído por tudo o que havia lá. Santa Cruz é uma cidade impressionante, ao seu redor há serras e um clima de tranquilidade que eu nunca vi - até hoje sinto isso quando visito meus familiares que moram lá. Eu fiquei muito feliz com a notícia, embora na época não soubesse -e até não ligasse - o motivo de nossa ida. Mais tarde descobri que estávamos nos mudando porque meu pai havia contraído uma dívida alta com um agiota e outras pessoas. No desespero todos nós nos mudamos, meus pais e avós paternos.
A chegada em Santa Cruz foi interessante. Eu sentia uma paz e alívio, talvez meu inconsciente estivesse ciente de certos acontecimentos que o meu “eu” criança não estava dando muita bola. Nossa primeira parada foi na rua Mossoró, na casa de meus bisavós, os pais da minha avó Arlete. De lá, fomos para a casa que minha avó alugara para ela, meu avô e tia. Era uma casa muito comprida, três quartos, uma cozinha imensa e um quintal grande que ficava no térreo da casa. Lá nós passamos a noite, para nos mudarmos para nossa casa no dia seguinte. As coisas foram se encaixando de forma mágica: antes de chegarmos à Santa Cruz, meu bisavô conhecido como “Seu Peão” havia falado com um amigo sobre seu neto, esposa e filhos que estavam chegando para morar na cidade, prontamente seu amigo disse que tinha uma casa para alugar e que seria nossa assim que chegássemos. Eu não tenho como provar isso para vocês, mas espero que acreditem, o aluguel da casa custava R$ 80,00. Eu nunca vi isso em lugar nenhum do MUNDO! Enquanto meu bisavô fazia essa gentileza, minha tia Shyrlei, irmã de minha avó, estava falando com a diretora da escola em que ela trabalhava. Foi ela que conseguiu a entrevista para minha mãe.
(https://www.google.com/maps/place/R.+Mossor%C3%B3,+Santa+Cruz+-+RN,+59200-000/@-6.2322868,-36.017769,3a,75y,114.24h,81.89t/data=!3m7!1e1!3m5!1swyiXzeGVvR5VbUYR5tTxJQ!2e0!3e11!7i13312!8i6656!4m5!3m4!1s0x7b1fbf19b3cd5c9:0x1e3a8db953381fe8!8m2!3d-6.2332947!4d-36.016516 Essa era a nossa casa. Na época não tinha essa mureta e no lugar da pequena palmeira havia uma árvore que, como não sabíamos a qual espécie pertencia, chamávamos de “pé de pau”. Se vocês andarem para a esquerda, irão se deparar com uma ladeira - também a esquerda - e descendo ela, chegarão ao Santa Lúcia.)
Na semana seguinte estávamos em nossa casa, minha mãe trabalhando e eu com uma nova turma no colégio. Eu amava tanto aquela casa, amava tanto o canto dos pássaros, o cheiro fedido dos besouros que ficavam na árvore na frente de casa, acordar cedo para comprar o leite que vinha direto de um sítio, mas eu amava o conjunto de tudo isso e a sensação de que todos os problemas e aquela vida pesada havia ficado para trás, lá em Macaíba.
Na rua ao lado morava os meus primos, Tainã e Thiego. A minha tia Arleide, irmã da minha avó, cuidava deles, mas o único que morava com ela era Tainã, seu neto mais velho. Toda tarde, ao voltar do colégio, eu assistia Cavaleiros do Zodíaco na Bandeirantes, jantava e corria para brincar com eles e os meninos da rua. Eu amava tudo aquilo. Nós corríamos da Rua Mossoró até a praça Tequinha Farias - e minha mãe nem fazia ideia. Era comum nos finais de semana a gente subir o cruzeiro que, na época, não tinha a Santa Rita como monumento.
Santa Cruz é uma cidade católica, de pessoas bondosas e uma limpeza invejável. Eu me sinto em casa sempre que vou até lá. Lembro das ruas por onde andei, os amigos com quem brinquei e as tardes gostosas que passei na casa da minha doce a amada bisavó Helena, a mãe de meu avô (escrevo brevemente sobre ela nesse parágrafo com uma dor imensa no peito. Em algum momento falarei mais sobre você, vovó).
Mas uma coisa que me marcou em Santa Cruz não foi a sensação de fazer parte de algo ou o preenchimento que aquela cidade me dava. Foi justamente a perda que me marcou como brasa.
Dito isto, iremos iniciar uma nova aventura. Não se preocupe, estou com você, pois fui o primeiro, o original.

A jangada que leva…

Eu e meu primo Tainã éramos muito unidos: brigamos, batemos um no outro ao ponto de ficar um do lado do outro cansado no chão, mas nos amávamos como irmãos. Era minha companhia de todas as horas; andávamos aquela cidade, conhecíamos tudo que havia ali e gostávamos de explorar cada canto ainda não explorado. Tainã era luz, sempre disposto, sempre caridoso. Ele sempre estava para ajudar qualquer pessoa, independente de quem fosse. Ele era puro, verdadeiro e iluminava aonde chegava. Tainã foi meu primeiro melhor amigo. Tudo era bom quando ele estava por perto - mesmo o dia em que zoamos alguns meninos na rua e eles correram atrás de nós dois.
Uma noite de sexta todos estavam brincando na rua da casa de minha tia. Lembro que a gente estava brincando de polícia e ladrão. Acho que foi o dia que mais fiquei sem fôlego. O tempo estava fechado, mas estava quente e sem vento. Era uma noite silenciosa, mesmo com todos aqueles gritos de criança e pessoas em suas calçadas conversando. Às 20:00 me despedi dos meus amigos e do meu primo. Ainda lembro da conversa:
-Vai jogar videogame amanhã comigo, né?
-Vou. Papai vai sair pro sítio amanhã de duas horas, mas se você passar aqui eu vou com você jogar.
-Tá certo.
No dia seguinte eu almocei rápido e pedi dinheiro para minha mãe. Eu estava completamente viciado em Halo e queria logo correr para o videogame. Nesse meio tempo acabei brigando com o meu irmão, bati nele. Minha mãe estava no quintal lavando roupa e ouviu toda a confusão. Por eu ter feito aquilo, ela me proibiu de sair naquele dia para brincar, então eu chorei com muita raiva. Por volta das 14:00, Tainã apareceu na janela da sala, eu o avisei que não iria pois mãe havia me proibido de sair naquele dia. Ele então foi para o sítio junto de Luiz, seu avô (que ele chamava de pai).
Lembro que meu dia foi bem tedioso. A programação da TV aberta sempre foi ruim e a única pessoa que eu podia brincar no momento, estava emburrado comigo, além disso o tempo não ajudava nada, demorava a passar e parecia parado, monótono, cinza.
Eu não lembro bem a hora, mas foi lá pro fim da tarde, minha avó chegou na minha casa e eu fui recebê-la. Ela me gritou, pediu para que eu chamasse minha mãe e que não voltasse. Achei estranho minha avó agir daquela forma comigo, ela nunca tinha feito isso antes e era notório seu nervosismo. Como o quarto de minha mãe era o primeiro e muito próximo da sala,mesmo que elas estivessem falando baixo, eu ainda consegui ouvir “Tainã” e “morreu”.
Eu não quis acreditar no que havia ouvido. Talvez meus ouvidos estivessem pregando uma peça em mim. Era impossível. Tainã estava saudável brincando comigo na noite anterior, eu o vi vivinho horas atrás na janela de minha casa…
Minha avó foi embora em direção à casa de minha tia. Ao entrar no quarto minha mãe fez aquele ar de quem quer conversar. Reconheci na hora aquela cara de quem vem falar algo sério. Ela se sentou ao meu lado na cama, respirou, olhou nos meus olhos e falou calmamente, mesmo com sua voz um pouco trêmula: “meu filho, sua avó veio aqui pra avisar que seu primo foi levado ao hospital em Natal. Ele estava andando de cavalo no sitio, quando caiu e bateu com a cabeça, mas vai ficar tudo bem”.
A verdade é que Tainã já estava morto antes mesmo de chegar em Natal. Ele havia morrido no caminho. No sítio, ele decidiu andar de cavalo, mas a viseira não estava bem encaixada. No momento em que ele puxou, ela acertou o olho do cavalo e este deu um impulso com as patas da frente. Meu primo caiu, bateu com a cabeça justamente em uma pedrinha e sua massa encefálica saiu pelo ouvido.
Mais tarde naquele mesmo dia, fomos à casa de minha tia Arleide. Lembro que entrei, passei pela sala e fui em direção do quarto dela. No momento em que ela me viu, me abraçou. Ali foi a primeira vez que eu senti o peso da vida, das emoções, do pesar. Ela me abraçou como quem se agarra a uma esperança. Talvez ela nem estivesse abraçando Jean Filho, seu sobrinho, mas usando meu corpo para imaginar Tainã, seu neto, o neto que ela tanto amava e que não estava presente no momento de sua partida. Tudo estava parado ali. Nada funcionava; não havia voz, não havia pessoas, muito embora a casa estivesse repleta de familiares. A única coisa que existia ali era aquele abraço forte e um choro de agonia, de dor, de pranto e súplica. Minha tia não perdeu apenas um neto naquele dia. Ela perdeu um filho e uma parte de si.
A morte de Tainã marcou o fim da infância, da inocência, dos tempos bons correndo as ladeiras de Santa Cruz. Sua morte levou um pedaço de todos nós. Eu carreguei umas rosas que me entregaram; fui à frente do velório. Para todo lugar que eu olhava, tinham pessoas nas calçadas olhando, não de curiosidade, mas com um olhar triste e respeitoso. Meu primo foi muito querido em nossa cidade.
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2019.02.04 21:13 orpheu272 Odisseia p.4

A Odisseia p.3 me fez refletir muito e trouxe muitas sensações nostálgicas - boas e ruins.
Após os acontecimentos relatados anteriormente, muita coisa aconteceu. Eu contei tudo sobre a ida de meu pai e eu à casa de sua outra mulher. Minha mãe ficou em choque, mas, resumindo, nada fez. Meus pais discutiram feio, porém como em um forte temporal, tudo se acalmou e o único despedaçado pelos ventos fortes fui eu.
Nossa vida seguiu como se nada tivesse acontecido. Meu pai continuava “trabalhando” nos fins de semana, e minha mãe acreditava fielmente nisso.
O ano era 2004. Na época eu estudava no Imaculada Conceição (“entra burro, sai ladrão”, essa era a piada interna de nossa sala da 3ª série) - hoje o colégio não existe mais, no seu lugar foi construído uma nova escola chamada Ativa. Minha vida seguiu e eu fui jogando todo aquele acontecimento para longe, em um lado da memória que eu pretendia nunca mais acessar. Minha rotina era como a de qualquer criança: pela manhã eu acordava bem cedo e assistia o Art Attack e todos os desenhos possíveis, almoçava e saia junto à minha mãe para o colégio que ficava duas ruas de distância de minha casa; de lá minha mãe seguia para o trabalho, em uma escola menor, três ruas atrás de onde eu estudava. Quando eu saia do colégio, subia a ladeira do IPE que dava direto a uma casa larga com dois pés de jambo na frente. Era a casa da minha avó. Lembro que eu subia aquela rua contando meus passos; meu primo sempre me esperava junto ao meu avô, na calçada. Eram tempos bons, sem preocupação e sem nenhum planejamento quanto ao futuro. Tudo o que me importava estava ali: meus avós, meu primo, meus tios, minha mãe e irmãos, aquela imensa rua e todos os meus amigos, todo o IPE que eu tinha a liberdade de correr.
(abro um parêntese aqui apenas para mostrar esse fato curioso: https://www.google.com/maps/@-5.8519077,-35.3517844,3a,75y,35.43h,93.97t/data=!3m6!1e1!3m4!1sSkt77cA6_uDfibvoWpUAiA!2e0!7i13312!8i6656 - essa é a minha avó sentada na frente de sua casa. Ao seu lado está seu vizinho, Manoel, mais conhecido como “Mané Capeta”.)
Certo dia minha mãe disse que precisávamos nos mudar. Foi uma notícia repentina. Nosso destino era Santa Cruz, cidade do interior do RN, lugar aonde meu pai nasceu e cresceu e onde, também, vivia toda a família dos meus avós paternos. Tudo isso foi uma surpresa muito boa, pois eu sempre amei aquela cidade, sempre me senti atraído por tudo o que havia lá. Santa Cruz é uma cidade impressionante, ao seu redor há serras e um clima de tranquilidade que eu nunca vi - até hoje sinto isso quando visito meus familiares que moram lá. Eu fiquei muito feliz com a notícia, embora na época não soubesse -e até não ligasse - o motivo de nossa ida. Mais tarde descobri que estávamos nos mudando porque meu pai havia contraído uma dívida alta com um agiota e outras pessoas. No desespero todos nós nos mudamos, meus pais e avós paternos.
A chegada em Santa Cruz foi interessante. Eu sentia uma paz e alívio, talvez meu inconsciente estivesse ciente de certos acontecimentos que o meu “eu” criança não estava dando muita bola. Nossa primeira parada foi na rua Mossoró, na casa de meus bisavós, os pais da minha avó Arlete. De lá, fomos para a casa que minha avó alugara para ela, meu avô e tia. Era uma casa muito comprida, três quartos, uma cozinha imensa e um quintal grande que ficava no térreo da casa. Lá nós passamos a noite, para nos mudarmos para nossa casa no dia seguinte. As coisas foram se encaixando de forma mágica: antes de chegarmos à Santa Cruz, meu bisavô conhecido como “Seu Peão” havia falado com um amigo sobre seu neto, esposa e filhos que estavam chegando para morar na cidade, prontamente seu amigo disse que tinha uma casa para alugar e que seria nossa assim que chegássemos. Eu não tenho como provar isso para vocês, mas espero que acreditem, o aluguel da casa custava R$ 80,00. Eu nunca vi isso em lugar nenhum do MUNDO! Enquanto meu bisavô fazia essa gentileza, minha tia Shyrlei, irmã de minha avó, estava falando com a diretora da escola em que ela trabalhava. Foi ela que conseguiu a entrevista para minha mãe.
(https://www.google.com/maps/place/R.+Mossor%C3%B3,+Santa+Cruz+-+RN,+59200-000/@-6.2322868,-36.017769,3a,75y,114.24h,81.89t/data=!3m7!1e1!3m5!1swyiXzeGVvR5VbUYR5tTxJQ!2e0!3e11!7i13312!8i6656!4m5!3m4!1s0x7b1fbf19b3cd5c9:0x1e3a8db953381fe8!8m2!3d-6.2332947!4d-36.016516 Essa era a nossa casa. Na época não tinha essa mureta e no lugar da pequena palmeira havia uma árvore que, como não sabíamos a qual espécie pertencia, chamávamos de “pé de pau”. Se vocês andarem para a esquerda, irão se deparar com uma ladeira - também a esquerda - e descendo ela, chegarão ao Santa Lúcia.)
Na semana seguinte estávamos em nossa casa, minha mãe trabalhando e eu com uma nova turma no colégio. Eu amava tanto aquela casa, amava tanto o canto dos pássaros, o cheiro fedido dos besouros que ficavam na árvore na frente de casa, acordar cedo para comprar o leite que vinha direto de um sítio, mas eu amava o conjunto de tudo isso e a sensação de que todos os problemas e aquela vida pesada havia ficado para trás, lá em Macaíba.
Na rua ao lado morava os meus primos, Tainã e Thiego. A minha tia Arleide, irmã da minha avó, cuidava deles, mas o único que morava com ela era Tainã, seu neto mais velho. Toda tarde, ao voltar do colégio, eu assistia Cavaleiros do Zodíaco na Bandeirantes, jantava e corria para brincar com eles e os meninos da rua. Eu amava tudo aquilo. Nós corríamos da Rua Mossoró até a praça Tequinha Farias - e minha mãe nem fazia ideia. Era comum nos finais de semana a gente subir o cruzeiro que, na época, não tinha a Santa Rita como monumento.
Santa Cruz é uma cidade católica, de pessoas bondosas e uma limpeza invejável. Eu me sinto em casa sempre que vou até lá. Lembro das ruas por onde andei, os amigos com quem brinquei e as tardes gostosas que passei na casa da minha doce a amada bisavó Helena, a mãe de meu avô (escrevo brevemente sobre ela nesse parágrafo com uma dor imensa no peito. Em algum momento falarei mais sobre você, vovó).
Mas uma coisa que me marcou em Santa Cruz não foi a sensação de fazer parte de algo ou o preenchimento que aquela cidade me dava. Foi justamente a perda que me marcou como brasa.
Dito isto, iremos iniciar uma nova aventura. Não se preocupe, estou com você, pois fui o primeiro, o original.

A jangada que leva…

Eu e meu primo Tainã éramos muito unidos: brigamos, batemos um no outro ao ponto de ficar um do lado do outro cansado no chão, mas nos amávamos como irmãos. Era minha companhia de todas as horas; andávamos aquela cidade, conhecíamos tudo que havia ali e gostávamos de explorar cada canto ainda não explorado. Tainã era luz, sempre disposto, sempre caridoso. Ele sempre estava para ajudar qualquer pessoa, independente de quem fosse. Ele era puro, verdadeiro e iluminava aonde chegava. Tainã foi meu primeiro melhor amigo. Tudo era bom quando ele estava por perto - mesmo o dia em que zoamos alguns meninos na rua e eles correram atrás de nós dois.
Uma noite de sexta todos estavam brincando na rua da casa de minha tia. Lembro que a gente estava brincando de polícia e ladrão. Acho que foi o dia que mais fiquei sem fôlego. O tempo estava fechado, mas estava quente e sem vento. Era uma noite silenciosa, mesmo com todos aqueles gritos de criança e pessoas em suas calçadas conversando. Às 20:00 me despedi dos meus amigos e do meu primo. Ainda lembro da conversa:
-Vai jogar videogame amanhã comigo, né?
-Vou. Papai vai sair pro sítio amanhã de duas horas, mas se você passar aqui eu vou com você jogar.
-Tá certo.
No dia seguinte eu almocei rápido e pedi dinheiro para minha mãe. Eu estava completamente viciado em Halo e queria logo correr para o videogame. Nesse meio tempo acabei brigando com o meu irmão, bati nele. Minha mãe estava no quintal lavando roupa e ouviu toda a confusão. Por eu ter feito aquilo, ela me proibiu de sair naquele dia para brincar, então eu chorei com muita raiva. Por volta das 14:00, Tainã apareceu na janela da sala, eu o avisei que não iria pois mãe havia me proibido de sair naquele dia. Ele então foi para o sítio junto de Luiz, seu avô (que ele chamava de pai).
Lembro que meu dia foi bem tedioso. A programação da TV aberta sempre foi ruim e a única pessoa que eu podia brincar no momento, estava emburrado comigo, além disso o tempo não ajudava nada, demorava a passar e parecia parado, monótono, cinza.
Eu não lembro bem a hora, mas foi lá pro fim da tarde, minha avó chegou na minha casa e eu fui recebê-la. Ela me gritou, pediu para que eu chamasse minha mãe e que não voltasse. Achei estranho minha avó agir daquela forma comigo, ela nunca tinha feito isso antes e era notório seu nervosismo. Como o quarto de minha mãe era o primeiro e muito próximo da sala,mesmo que elas estivessem falando baixo, eu ainda consegui ouvir “Tainã” e “morreu”.
Eu não quis acreditar no que havia ouvido. Talvez meus ouvidos estivessem pregando uma peça em mim. Era impossível. Tainã estava saudável brincando comigo na noite anterior, eu o vi vivinho horas atrás na janela de minha casa…
Minha avó foi embora em direção à casa de minha tia. Ao entrar no quarto minha mãe fez aquele ar de quem quer conversar. Reconheci na hora aquela cara de quem vem falar algo sério. Ela se sentou ao meu lado na cama, respirou, olhou nos meus olhos e falou calmamente, mesmo com sua voz um pouco trêmula: “meu filho, sua avó veio aqui pra avisar que seu primo foi levado ao hospital em Natal. Ele estava andando de cavalo no sitio, quando caiu e bateu com a cabeça, mas vai ficar tudo bem”.
A verdade é que Tainã já estava morto antes mesmo de chegar em Natal. Ele havia morrido no caminho. No sítio, ele decidiu andar de cavalo, mas a viseira não estava bem encaixada. No momento em que ele puxou, ela acertou o olho do cavalo e este deu um impulso com as patas da frente. Meu primo caiu, bateu com a cabeça justamente em uma pedrinha e sua massa encefálica saiu pelo ouvido.
Mais tarde naquele mesmo dia, fomos à casa de minha tia Arleide. Lembro que entrei, passei pela sala e fui em direção do quarto dela. No momento em que ela me viu, me abraçou. Ali foi a primeira vez que eu senti o peso da vida, das emoções, do pesar. Ela me abraçou como quem se agarra a uma esperança. Talvez ela nem estivesse abraçando Jean Filho, seu sobrinho, mas usando meu corpo para imaginar Tainã, seu neto, o neto que ela tanto amava e que não estava presente no momento de sua partida. Tudo estava parado ali. Nada funcionava; não havia voz, não havia pessoas, muito embora a casa estivesse repleta de familiares. A única coisa que existia ali era aquele abraço forte e um choro de agonia, de dor, de pranto e súplica. Minha tia não perdeu apenas um neto naquele dia. Ela perdeu um filho e uma parte de si.
A morte de Tainã marcou o fim da infância, da inocência, dos tempos bons correndo as ladeiras de Santa Cruz. Sua morte levou um pedaço de todos nós. Eu carreguei umas rosas que me entregaram; fui à frente do velório. Para todo lugar que eu olhava, tinham pessoas nas calçadas olhando, não de curiosidade, mas com um olhar triste e respeitoso. Meu primo foi muito querido em nossa cidade.
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2019.02.04 21:11 orpheu272 Odisseia p.4

A Odisseia p.3 me fez refletir muito e trouxe muitas sensações nostálgicas - boas e ruins.
Após os acontecimentos relatados anteriormente, muita coisa aconteceu. Eu contei tudo sobre a ida de meu pai e eu à casa de sua outra mulher. Minha mãe ficou em choque, mas, resumindo, nada fez. Meus pais discutiram feio, porém como em um forte temporal, tudo se acalmou e o único despedaçado pelos ventos fortes fui eu.
Nossa vida seguiu como se nada tivesse acontecido. Meu pai continuava “trabalhando” nos fins de semana, e minha mãe acreditava fielmente nisso.
O ano era 2004. Na época eu estudava no Imaculada Conceição (“entra burro, sai ladrão”, essa era a piada interna de nossa sala da 3ª série) - hoje o colégio não existe mais, no seu lugar foi construído uma nova escola chamada Ativa. Minha vida seguiu e eu fui jogando todo aquele acontecimento para longe, em um lado da memória que eu pretendia nunca mais acessar. Minha rotina era como a de qualquer criança: pela manhã eu acordava bem cedo e assistia o Art Attack e todos os desenhos possíveis, almoçava e saia junto à minha mãe para o colégio que ficava duas ruas de distância de minha casa; de lá minha mãe seguia para o trabalho, em uma escola menor, três ruas atrás de onde eu estudava. Quando eu saia do colégio, subia a ladeira do IPE que dava direto a uma casa larga com dois pés de jambo na frente. Era a casa da minha avó. Lembro que eu subia aquela rua contando meus passos; meu primo sempre me esperava junto ao meu avô, na calçada. Eram tempos bons, sem preocupação e sem nenhum planejamento quanto ao futuro. Tudo o que me importava estava ali: meus avós, meu primo, meus tios, minha mãe e irmãos, aquela imensa rua e todos os meus amigos, todo o IPE que eu tinha a liberdade de correr.
(abro um parêntese aqui apenas para mostrar esse fato curioso: https://www.google.com/maps/@-5.8519077,-35.3517844,3a,75y,35.43h,93.97t/data=!3m6!1e1!3m4!1sSkt77cA6_uDfibvoWpUAiA!2e0!7i13312!8i6656 - essa é a minha avó sentada na frente de sua casa. Ao seu lado está seu vizinho, Manoel, mais conhecido como “Mané Capeta”.)
Certo dia minha mãe disse que precisávamos nos mudar. Foi uma notícia repentina. Nosso destino era Santa Cruz, cidade do interior do RN, lugar aonde meu pai nasceu e cresceu e onde, também, vivia toda a família dos meus avós paternos. Tudo isso foi uma surpresa muito boa, pois eu sempre amei aquela cidade, sempre me senti atraído por tudo o que havia lá. Santa Cruz é uma cidade impressionante, ao seu redor há serras e um clima de tranquilidade que eu nunca vi - até hoje sinto isso quando visito meus familiares que moram lá. Eu fiquei muito feliz com a notícia, embora na época não soubesse -e até não ligasse - o motivo de nossa ida. Mais tarde descobri que estávamos nos mudando porque meu pai havia contraído uma dívida alta com um agiota e outras pessoas. No desespero todos nós nos mudamos, meus pais e avós paternos.
A chegada em Santa Cruz foi interessante. Eu sentia uma paz e alívio, talvez meu inconsciente estivesse ciente de certos acontecimentos que o meu “eu” criança não estava dando muita bola. Nossa primeira parada foi na rua Mossoró, na casa de meus bisavós, os pais da minha avó Arlete. De lá, fomos para a casa que minha avó alugara para ela, meu avô e tia. Era uma casa muito comprida, três quartos, uma cozinha imensa e um quintal grande que ficava no térreo da casa. Lá nós passamos a noite, para nos mudarmos para nossa casa no dia seguinte. As coisas foram se encaixando de forma mágica: antes de chegarmos à Santa Cruz, meu bisavô conhecido como “Seu Peão” havia falado com um amigo sobre seu neto, esposa e filhos que estavam chegando para morar na cidade, prontamente seu amigo disse que tinha uma casa para alugar e que seria nossa assim que chegássemos. Eu não tenho como provar isso para vocês, mas espero que acreditem, o aluguel da casa custava R$ 80,00. Eu nunca vi isso em lugar nenhum do MUNDO! Enquanto meu bisavô fazia essa gentileza, minha tia Shyrlei, irmã de minha avó, estava falando com a diretora da escola em que ela trabalhava. Foi ela que conseguiu a entrevista para minha mãe.
(https://www.google.com/maps/place/R.+Mossor%C3%B3,+Santa+Cruz+-+RN,+59200-000/@-6.2322868,-36.017769,3a,75y,114.24h,81.89t/data=!3m7!1e1!3m5!1swyiXzeGVvR5VbUYR5tTxJQ!2e0!3e11!7i13312!8i6656!4m5!3m4!1s0x7b1fbf19b3cd5c9:0x1e3a8db953381fe8!8m2!3d-6.2332947!4d-36.016516 Essa era a nossa casa. Na época não tinha essa mureta e no lugar da pequena palmeira havia uma árvore que, como não sabíamos a qual espécie pertencia, chamávamos de “pé de pau”. Se vocês andarem para a esquerda, irão se deparar com uma ladeira - também a esquerda - e descendo ela, chegarão ao Santa Lúcia.)
Na semana seguinte estávamos em nossa casa, minha mãe trabalhando e eu com uma nova turma no colégio. Eu amava tanto aquela casa, amava tanto o canto dos pássaros, o cheiro fedido dos besouros que ficavam na árvore na frente de casa, acordar cedo para comprar o leite que vinha direto de um sítio, mas eu amava o conjunto de tudo isso e a sensação de que todos os problemas e aquela vida pesada havia ficado para trás, lá em Macaíba.
Na rua ao lado morava os meus primos, Tainã e Thiego. A minha tia Arleide, irmã da minha avó, cuidava deles, mas o único que morava com ela era Tainã, seu neto mais velho. Toda tarde, ao voltar do colégio, eu assistia Cavaleiros do Zodíaco na Bandeirantes, jantava e corria para brincar com eles e os meninos da rua. Eu amava tudo aquilo. Nós corríamos da Rua Mossoró até a praça Tequinha Farias - e minha mãe nem fazia ideia. Era comum nos finais de semana a gente subir o cruzeiro que, na época, não tinha a Santa Rita como monumento.
Santa Cruz é uma cidade católica, de pessoas bondosas e uma limpeza invejável. Eu me sinto em casa sempre que vou até lá. Lembro das ruas por onde andei, os amigos com quem brinquei e as tardes gostosas que passei na casa da minha doce a amada bisavó Helena, a mãe de meu avô (escrevo brevemente sobre ela nesse parágrafo com uma dor imensa no peito. Em algum momento falarei mais sobre você, vovó).
Mas uma coisa que me marcou em Santa Cruz não foi a sensação de fazer parte de algo ou o preenchimento que aquela cidade me dava. Foi justamente a perda que me marcou como brasa.
Dito isto, iremos iniciar uma nova aventura. Não se preocupe, estou com você, pois fui o primeiro, o original.

A jangada que leva…

Eu e meu primo Tainã éramos muito unidos: brigamos, batemos um no outro ao ponto de ficar um do lado do outro cansado no chão, mas nos amávamos como irmãos. Era minha companhia de todas as horas; andávamos aquela cidade, conhecíamos tudo que havia ali e gostávamos de explorar cada canto ainda não explorado. Tainã era luz, sempre disposto, sempre caridoso. Ele sempre estava para ajudar qualquer pessoa, independente de quem fosse. Ele era puro, verdadeiro e iluminava aonde chegava. Tainã foi meu primeiro melhor amigo. Tudo era bom quando ele estava por perto - mesmo o dia em que zoamos alguns meninos na rua e eles correram atrás de nós dois.
Uma noite de sexta todos estavam brincando na rua da casa de minha tia. Lembro que a gente estava brincando de polícia e ladrão. Acho que foi o dia que mais fiquei sem fôlego. O tempo estava fechado, mas estava quente e sem vento. Era uma noite silenciosa, mesmo com todos aqueles gritos de criança e pessoas em suas calçadas conversando. Às 20:00 me despedi dos meus amigos e do meu primo. Ainda lembro da conversa:
-Vai jogar videogame amanhã comigo, né?
-Vou. Papai vai sair pro sítio amanhã de duas horas, mas se você passar aqui eu vou com você jogar.
-Tá certo.
No dia seguinte eu almocei rápido e pedi dinheiro para minha mãe. Eu estava completamente viciado em Halo e queria logo correr para o videogame. Nesse meio tempo acabei brigando com o meu irmão, bati nele. Minha mãe estava no quintal lavando roupa e ouviu toda a confusão. Por eu ter feito aquilo, ela me proibiu de sair naquele dia para brincar, então eu chorei com muita raiva. Por volta das 14:00, Tainã apareceu na janela da sala, eu o avisei que não iria pois mãe havia me proibido de sair naquele dia. Ele então foi para o sítio junto de Luiz, seu avô (que ele chamava de pai).
Lembro que meu dia foi bem tedioso. A programação da TV aberta sempre foi ruim e a única pessoa que eu podia brincar no momento, estava emburrado comigo, além disso o tempo não ajudava nada, demorava a passar e parecia parado, monótono, cinza.
Eu não lembro bem a hora, mas foi lá pro fim da tarde, minha avó chegou na minha casa e eu fui recebê-la. Ela me gritou, pediu para que eu chamasse minha mãe e que não voltasse. Achei estranho minha avó agir daquela forma comigo, ela nunca tinha feito isso antes e era notório seu nervosismo. Como o quarto de minha mãe era o primeiro e muito próximo da sala,mesmo que elas estivessem falando baixo, eu ainda consegui ouvir “Tainã” e “morreu”.
Eu não quis acreditar no que havia ouvido. Talvez meus ouvidos estivessem pregando uma peça em mim. Era impossível. Tainã estava saudável brincando comigo na noite anterior, eu o vi vivinho horas atrás na janela de minha casa…
Minha avó foi embora em direção à casa de minha tia. Ao entrar no quarto minha mãe fez aquele ar de quem quer conversar. Reconheci na hora aquela cara de quem vem falar algo sério. Ela se sentou ao meu lado na cama, respirou, olhou nos meus olhos e falou calmamente, mesmo com sua voz um pouco trêmula: “meu filho, sua avó veio aqui pra avisar que seu primo foi levado ao hospital em Natal. Ele estava andando de cavalo no sitio, quando caiu e bateu com a cabeça, mas vai ficar tudo bem”.
A verdade é que Tainã já estava morto antes mesmo de chegar em Natal. Ele havia morrido no caminho. No sítio, ele decidiu andar de cavalo, mas a viseira não estava bem encaixada. No momento em que ele puxou, ela acertou o olho do cavalo e este deu um impulso com as patas da frente. Meu primo caiu, bateu com a cabeça justamente em uma pedrinha e sua massa encefálica saiu pelo ouvido.
Mais tarde naquele mesmo dia, fomos à casa de minha tia Arleide. Lembro que entrei, passei pela sala e fui em direção do quarto dela. No momento em que ela me viu, me abraçou. Ali foi a primeira vez que eu senti o peso da vida, das emoções, do pesar. Ela me abraçou como quem se agarra a uma esperança. Talvez ela nem estivesse abraçando Jean Filho, seu sobrinho, mas usando meu corpo para imaginar Tainã, seu neto, o neto que ela tanto amava e que não estava presente no momento de sua partida. Tudo estava parado ali. Nada funcionava; não havia voz, não havia pessoas, muito embora a casa estivesse repleta de familiares. A única coisa que existia ali era aquele abraço forte e um choro de agonia, de dor, de pranto e súplica. Minha tia não perdeu apenas um neto naquele dia. Ela perdeu um filho e uma parte de si.
A morte de Tainã marcou o fim da infância, da inocência, dos tempos bons correndo as ladeiras de Santa Cruz. Sua morte levou um pedaço de todos nós. Eu carreguei umas rosas que me entregaram; fui à frente do velório. Para todo lugar que eu olhava, tinham pessoas nas calçadas olhando, não de curiosidade, mas com um olhar triste e respeitoso. Meu primo foi muito querido em nossa cidade.
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2018.11.20 08:39 cant_change_name Duas dicas importantes para vida.

A primeira dica é: não divida apartamento com amigos. Pelo menos não sem ter o devido respaldo legal e todas as formas possíveis de se resguardar, além de atuar de forma preventiva, seja com contratos, documentação, pagamentos, etc.

Segunda dica é: não arrange briga com a galera do cinema, eles são ótimos em construir narrativas.

Prejuízo total: - R$3,6K, um emprego e alguns kg a mais.

No final de 2017 terminei um relacionamento de 7 anos, por nenhum motivo específico se não que pelo desgaste natural da relação. Vivíamos juntos de aluguel, em um apartamento com 2 quartos com dependência de empregada, com um aluguel justo ou até um pouco a baixo da média da região. No término, ela fez questão de resolver tudo o mais rápido possível, o que incluía se mudar e retirar o nome dela do contrato de locação (estava em nome dos 2) e também retirar a avó dela como fiadora. Justo! Por coincidência estava justo no período de renovação do contrato, então não haveria problemas com multa e transferência. Transferência essa que aconteceu de forma super tranquila, assinamos os papéis, a imobiliária aceitou meus documentos de renda e a nova forma de aluguel (agora com seguro fiança). Isso fez com que fosse gerado um novo contrato (30 meses, sendo a partir de 12 meses saída sem multa). Apesar da separação, eu estava bem. Quis ficar no mesmo apartamento mesmo com as memórias que ele trazia, tirando os vizinhos de cima que faziam lual no domingo estava tudo show.

Agora que começa o fim.

Tive a brilhante ideia de trazer amigos para morar comigo. Minha intenção desde o começo era ter uma espécie de casa-empresa. Meio que como morar no trabalho. Esses amigo sendo do audiovisual e eu do design, praticamente uma agência estava para ser criada, na minha cabeça.

Primeiro veio um, um mês pra frente veio o outro. Nisso entram vários pormenores que posso esquecer de comentar, mas que no fim acabam pesando lá pra frente de uma forma ou de outra, nem que seja para ajudar na perspectiva das partes. Por exemplo: todos os móveis eram meus. O primeiro a se mudar, que vamos chamar de "Olevon" tinha hábitos de higiene questionáveis. Pra história geral é menos importante entrar em detalhes sobre a higiene, mas digamos que as panelas ficavam inutilizáveis. O segundo tinha hábitos de higiene normais e por várias vezes encobria o amigo, literalmente salvando a loça de ir para o lixo (por vezes eu também lavava). Tudo isso era janeiro/fevereiro de 2018. Brasil, início de ano, carnaval... Tínhamos alguns projetos mas nada andava, falávamos sobre mas não fazíamos de fato. Estávamos prospectando um cliente na época e tivemos algumas reuniões sobre o assunto. A parte disso, eu havia indicado esse amigo de infância, que vamos chamar de "Dimonho" para um freela no meu trabalho. Confesso que a vaga era um pouco arrombada, porém eu sabia que a empresa não estava contente com o fornecedor atual e qualquer um que chegasse apresentando um bom trabalho levava. Em suma, esse projeto levou um mês para ser entregue após a captação de imagens (era para montar um time-lapse de uma exposição), o que me deixou um pouco desconfortável no serviço. Ok, acontece.

Como eu dizia, a princípio era tudo bom, tudo novidade, víamos alguns filmes, conversávamos sobre algum assunto do momento, fazíamos uma janta e tudo certo. Porém os 2 tinham uma vida social ativa dentro da faculdade e frequentemente faziam reuniões em casa com os amigos. Não havia problemas, até que havia problemas. Quando nenhum dos 2 trabalhavam, passavam em casa, não arrumavam nada, eu chegava em casa do trabalho e tinha visita além da casa bagunçada, começava a ter problema. Ainda mais quando todo dia tinha visita. Houve diálogo e a parte da bagunça foi amenizada, porém as visitas foram evoluindo para reuniões noturnas, até virarem praticamente festas.

Eu tinha horário normal de trabalho, acordava cedo, voltava no fim do dia, precisava descansar. Infelizmente qualquer som na casa tornava inviável o descanso, já que o corredor fazia a ligação direta da sala para o quarto. Com o tempo foram fazendo cada vez menos questão de reduzir o ruído.

Várias situações complicadas no meio disso, como a vizinha reclamando do cheiro de "ilícitos", como ela chamou, afetando suas duas crianças pequenas. Ou o dia que Olevon chegou em casa as 4 horas da manhã, com visitas e resolveu que era um ótimo momento para um karaokê a plenos pulmões.

Nesse momento, eu, otário, além de cuidar e pagar as finanças da casa adiantado (eles me repassavam depois), também era o único responsável no grupo do zap do condomínio, onde nesse dia ninguém ficou contente com o ocorrido.

Olevon sabia da cagada que havia feito, ficou uns dias de cabeça baixa e pediu desculpas. Dada as condições de desemprego, baderna, ilícitos e nenhum projeto andando de fato, ficou claro pra mim que era momento de desistir, aquilo não iria se tornar produtivo. Alertei que começaria a buscar apartamento. Não com o tom de ameaça, pelo contrário, nessa parte entra um grande erro meu...

Pra mim de certa forma era importante que os caras tivessem a liberdade deles, em parte eu gostava de imaginar que estavam fazendo cagada justamente por estar nesse vislumbre de vida adulta "independente". Eu havia convidado eles para ir lá, então não achava correto expulsá-los de volta a casa dos pais (devia ter feito), inclusive o Dimonho me sugeriu fazer isso, na boa, porém dei essa mesma explicação que dou aos senhores.

Separar e ficar na mesma casa era ok, mas além disso ter tentado morar com amigos e não dado certo já me parecia demais.

Combinamos então que eles transferiram o AP e as contas para o nome deles, já que queriam ficar. Também tinha um amigo em comum nosso que recém havia perdido o pai e procurava um lugar para morar, além que seria bom para esse amigo não ficar sozinho. Esse amigo estava disposto a "botar ordem no galinheiro", coisa que eu não estava. Me falavam para reclamar quando faziam algo errado, mas quando eu reclamava mesmo que concordassem no momento, não era seguido.

Dado esse aviso prévio de mudança, sai de lá em abril. Deixando apartamento, conta de luz e telefone no meu nome, teoricamente para ser transferido em seguida.

Você já viu onde isso irá parar né?

Antes da minha mudança, o Dimonho, meu amigo desde a 4° série aproximadamente (hoje com quase 29 anos) resolveu dar uma festinha plus, onde chamou mais gente, ouviu som mais alto e ficou até mais tarde, impedindo meu sono (era um dia de semana). Nesse momento o clima já não era mais o mesmo, quando questionado sobre, Dimonho disse que havia feito para me prejudicar mesmo, que estava sentido pois eu havia convidado ele para morar junto e agora estava indo embora. Ah, lembra dos móveis? Não houve nenhum prejuízo particular nessa última festa, porém com o fumo era constante, o sofá ficou um pouco esburacado. Acho que tudo bem, acontece né? Fui otário em tantos outros aspectos que nem tenho pq encasquetar com isso.

Vale ressaltar que eu havia começado um novo relacionamento e aproveitaria essa mudança para também, pq não, morar com essa pessoa.
Fica óbvio para qualquer pessoa que as contas e contratos devem ser transferidos, já que não moro mais lá, certo? Eu sabia que haveria uma multa em caso de rescisão do contrato, eu estava disposto a arcar com ela se eles preferissem sair do AP pq eu iria sair. Como eles decidiram ficar, deveriam transferir o contrato.

Bom, nessa de pagar adiantado as contas, ficaram algumas pendências, além das transferências de nome.

Nessa parte entraria toda uma questão aqui de datas, contatos, provas... mas para não ser mais pedante, o óbvio aconteceu: apesar das minhas constantes cobranças ao longo de meses, nenhuma conta foi transferida ou paga.

Por um pouco de sorte, esse 3° amigo que se mudara ficando no meu lugar, era mais responsável e por muitas vezes intermediava a comunicação, lembrava eles dos valores, comentava sobre transferir as contas, etc.

Depois de alguns meses eu consegui reaver os valore das contas pendentes, porém não tive progresso com as transferências.

Meu novo AP teve muitos problemas, a mudança as pressas me cegou um pouco para a escolha, e somando isso a ter que cobrar os colegas para transferir as coisas, fui aos poucos quebrando. Já não rendia mais no trabalho, não dormia de noite, passei boa parte desse período com azia, por sorte acho que não desenvolvi nenhuma úlcera.

Com a não transferência das contas, o que eu podia notar era um acúmulo de pendências. Telefone 3 meses atrasados, aluguel 2 meses acumulado, luz por sorte logo o 3° elemento logo conseguiu passar para o nome dele.

Eu tinha minhas contas mais a dos meus "filhos", no papel, também eram minhas contas.

Nesse desespero de contas acumulando no meu nome, sabendo que isso poderia apenas piorar progressivamente, fui falar com o pai do Dimonho, que conheço basicamente também desde a infância, frequentei a casa, etc.

O pai é uma pessoa muito correta, advogado, de origem humilde que trabalhou seu caminho para o sucesso na vida. Em uma conversa amigável, explico a minha situação, e apesar de ele um pouco relutante com os aspectos negativos do filho, me diz que poderia ficar tranquilo, que aquilo seria uma responsabilidade dele e que eu não deveria mais me preocupar.

Um pouco de respiro.

Dada a forma com que os ex-colegas de casa reagiam as cobranças das transferências, eu suspeitava fortemente que esse contato com o pai do Dimonho acarretaria em represálias, já que os 2 por vários períodos de suas vidas tiveram uma relação conturbada. Como após inúmeras cobranças nenhuma atitude havia sido tomada, com a tranquilização e tomada de responsabilidade pela parte do pai, bloqueei o zap tanto do Olevon quanto do Dimonho. Eu sabia que ouviria alguns desaforos de graça e ainda teria as contas pendentes.

Dito e feito.

Momentos mais tarde, por meio do 3° morador e intermediador me ligam. Quando endagado sobre diálogo eu me exalto, digo que não havia necessidade de diálogo (já que eu vinha tentando a meses), que havia todas essas contas pendurada mais a dívida do 3° elemento e que se soubesse a novella que estava por vir, teria apenas pago a multa e entregado as chaves e que eles precisavam ou transferir de uma vez, ou sair. Naquele momento considerando que podiam acumular mais meses e meses de aluguel, eles apenas desaparecerem o quanto antes poderia ser uma perspectiva melhor do que parecia estar por vir. Eles questionam se eu estava tentando dar algum tipo de golpe no pai do Dimonho (as narrativas!) e logo em seguida me xingam de várias coisas, dentre elas de não ser homem pra conversar sobre.

Pensei que não seria otário, fui otário.
Pq sim, eu havia sido mais otário ainda!

Outra coisa que fiz no desespero das contas acumulando foi tentar tirar o nome do 3° elemento do SPC para assim ele poder transferir tudo para o nome dele já que os outros jamais o tinham feito. Porém não rolou, nem transferir nem receber esse dinheiro de volta, R$1.8K (mas esse eu ainda tenho fé).

Eu havia me mudado em abril e essa comunicação se deu por meados de setembro.

Sou informado praticamente um mês e meio depois que vão se mudar e o AP será entregue. Agora começam as preocupações com contas pendentes, reforma para entrega e multa contratual.

Minha mãe se envolve para agilizar o processo, que já angústiada ela também a algum tempo. Nos reunimos novamente com o pai onde ele reforça os votos de que irá cumprir com o que for justo e a parte do filho dele.

Se mudaram. Começo eu juntamente com o 3° elemento o processo de reforma e entrega do AP. Orçamento, contratação, pagamento, agendamento, vistoria. Tudo comigo, que não morava la desde abril.

Ao mesmo tempo que faço isso, presto contas com comprovantes para o pai de Dimonho. Como já inventaram que eu estaria planejando um golpe, melhor não arriscar.

Entregue o AP, hora de pagar os 2 aluguéis atrasados e a multa de rescisão.

Surge uma proposta de acerto de contas / lavação de roupa suja, meio que como uma premissa de esclarecer que contas estavam pendentes e quais eram as responsabilidades de cada um. Eu enviava os documentos da imobiliária, dividia os valores de acordo com as % definidas por eles, separava quanto que era a parte de casa um de acordo com o boleto que havia enviado para eles, mas de alguma forma para eles aquilo estava "nebuloso".

Fizemos a reunião, e no final concordamos que eles pagariam sua parte proporcional ao tempo de estadia da reforma, juntamente com os aluguéis pendentes inclusive os dias extras da reforma. Não concordamos quanto a multa, já que ela existia apenas pq eles se precipitaram em sair ao invés de transferir. Porém me dispus a pagar mesmo não concordando, já que não aguentava mais essa história.

Porém nessa reunião que foram criadas e reforçadas várias narrativas, que infelizmente não tenho como provar todas como negativas, no máximo tenho prints contrários ao que foi comentado.

Uma delas seria que eu havia me mudado pois havia arranjado uma nova namorada e queria morar com ela.
- Apesar de ter aproveitado a ocasião para isso, nunca foi o motivo principal da minha saída, já que as festas/reuniões só se intensificam. Inclusive anunciei minha busca por APs logo após o episódio do karaokê.
Outra das narrativas seria que eu havia bloqueado a comunicação e portanto impossibilitaria qualquer forma de pagamento, transferência ou conhecimento sobre o prazo do contrato e multa.
- De fato eu havia bloqueado a comunicação, do zap. Eles ainda tinham meu endereço, telefone, e-mail, contato da imobiliária para tirar dúvida, contato do 3° elemento que não havia sido bloqueado. Entendo que cada um deve saber suas responsabilidades. Não era através de mim que as contas eram pagas, apesar de estarem no meu nome.
Na ligação telefônica após falar com o pai, também surgiu a narrativa que eles estariam lá de favor para ficar até o fim do contrato, assim me isentando da multa.
- Quantos favores desse tipo vocês já fizeram sem pedir ou conhecem alguém que fez sem ser solicitado? Eu disse de forma clara em um aniversário de amigos nossos que pagaria a multa naquele momento se eles quisessem entregar (antes d'eu sair), mas que se quisessem ficar teriam que transferir os docs. Nunca houve uma conversa do tipo "fiquem pq eu não posso pagar a multa agora".
Como eu cito a situação acima na ligação telefônica, eles agora entendem que "ah ele paga a multa então, podemos sair!".
- Ainda ficam aproximadamente um mês e meio procurando um novo lugar, mas sairam pq se sentiram expulsos de lá e livres da multa. Eu estava cobrando uma posição desde fevereiro sobre os documentos, e eles só se sentiram impelidos a sair quando eu literalmente falo "ou vão transferir ou sair" pq tinha meses de aluguel acumulando no meu nome?
A multa de quebra contratual seria um resíduo da minha separação e não uma responsabilidade deles.
- Juridicamente, sim. Porém não haveria multa se: tivessem transferido ou tivessem esperado o contrato vencer, se mudaram coisas de 3 meses antes do fim, eles mesmo concordaram que se soubesse não teriam se mudado. Sabe como poderiam saber? Ligando para a imobiliária, ligando pra mim, perguntando pro 3° elemento.
Depois da reunião, os últimos boletos estavam por vencer e combinamos de pagar as contas nas semanas seguintes. Fiquei cobrando e atualizando sobre as informações, além de prestando conta dos valores no grupo de zap. Aconteceu o que acontecia antes, lá por abril, março... Dias sem resposta, respostas vagas, um "amanhã" que não chega e contestações dos valores. Esperado.

O Dimonho por sorte pagou sua parte completa, apesar do atraso. O 3° elemento pagou uma parte sua e cobriu um pedaço do Olevon. Desde a reunião, Olevon mandou mensagem no grupo algumas vezes dizendo que estava atrás do dinheiro para quitar a divida.

Hoje, último dia do último boleto atrasado, Olevou decidiu que não se sente responsável pelas contas, que havia conversado com a sua mãe, que isso era uma dívida do meu divórcio e que eu não estava sendo responsável com os meus problemas, com quase 30 anos na cara.

Olevon, que na reunião havia reforçado inúmeras vezes que tomaria a mesma providência que Dimonho, que havia ficado meses sem transferir uma conta de luz que havia se responsabilizado, que havia ficado meses devendo valores para o 3° elemento (que também adiantava as contas, mas pior, nem recebia deles). Olevon que agrediu físicamente o 3° elemento ao ser cobrado das contas dele que o 3° havia pago. Olevon que vinha desde a reunião dizendo que estava fazendo de tudo para arcar com a sua parte, subitamente sentia que não tinha mais responsabilidade sobre o aluguel atrasado de quanto ele estava morando lá. Olevon disse que eu deveria ter vergonha na cara e autocrítica de estar importunando a família dele sobre esse caso (eu de fato envolvi a família de todos depois de exaurir as tentativas de resolver, ele foi a única que ele fez questão de deixar incomunicável).

Como eu havia dito, existem vários pormenores sobre cada elemento que podem alterar a visão para um lado ou para outro, porém esse é o resumo dos fatos, alguns com provas outros não.

Fico eu com uma dívida para ser paga hoje, de "amigos" que abusaram de toda minha boa vontade, auxiliados por suas famílias (nenhum dos 2 trabalha), incapazes de tomar as rédeas das próprias vidas, distorcendo a narrativa sempre se colocando como vítimas minhas. De acordo com Ovelon, estou deixando ele ofendido e magoado.

Enquanto eu tenho um prejuízo de aproximadamente R$4k, uma demissão e um nervoso constante (5h30 da manhã escrevendo isso).

TLDR: amigo+conhecido moram junto um tempo, infernizam e depois dão um calote com pitadas de fake news.

Perdoem a Bíblia, para algum lugar tinha que ir esse desabafo.

Eai a semana de vocês parecia que tinha começado ruim?
submitted by cant_change_name to desabafos [link] [comments]


2018.09.08 02:55 EdSantos_321 Apareçam hoje (Sábado) na manif contra a censura na Internet, às 17h em Lisboa!

Olá!
Este é um apelo para aparecerem hoje (especifiquei no título que hoje é Sábado, para quem precisar de orientação), às 17h no Largo Camões em Lisboa (é sempre em Lisboa, pahhh!), para a manif contra os filtros de censura e restantes ideias idiotas que estão quase a passar em Bruxelas.
Então o problema é mais ou menos o seguinte:
gatos e unicórnios!
Let's keep our Internet weird! \o/ \o/ \o/
Evento do Facebook:
https://www.facebook.com/events/293165507942061/
Site:
https://salvar-a-internet.wixsite.com/salvar-a-internet
Está a ser organizado pelos mesmos estudantes da primeira manif.
Dúvidas? Vou já respondendo às mais comuns:
https://direitosdigitais.pt/comunicacao/noticias/64-o-minimo-sobre-a-reforma-direito-autor
Filtros de censura e taxa do link.
Sim, está no link acima.
A Internet não vai acabar, é certo. Pode é ficar uma mrd. Alguns de nós estão a tentar mantê-la como é. Reagir com algum cepticismo é algo comum e normal. Sim, se calhar vai correr tudo bem e a coisa resolve-se (até à próxima).
Claro que acreditar nisso implica alguma (muita) fé na capacidade dos nossos deputados europeus para chegar a uma solução de algum bom senso, sem nós estarmos em cima deles a fazer barulho. Não é propriamente impossível, tipo... o Sporting ganhar o campeonato este ano. Pode acontecer, mas... cuidado com as apostas a dinheiro! [perdoem-me a piada caros adeptos, eu também sou do SCP. Hoje é também um dia complicado nessa vertente - e este ano não tenho fé nenhuma].
Ah, e não contem que haja pressão dos cidadãos apenas com a cobertura jornalística que o assunto está a ter... (nota: os jornais são parte directamente e economicamente interessada no assunto - vide artigo 11, taxa do link.)
E não estamos sozinhos nesta posição. Aliás, parece que tirando quem directamente beneficia da reforma a nível económico, há um consenso que isto é má ideia. Passem os olhos por aqui: https://direitosdigitais.pt/decisions_decisions/index_PT.html
Há dois meses conseguimos (por uma escassa margem!) que o plenário do Parlamento rejeitasse a versão que saiu da Comissão responsável por esta pasta (em que tínhamos o nosso grande Marinho e Pinto, cof cof), e que TODOS os Eurodeputados pudessem submeter propostas de alterações ao diploma. É isso que vai acontecer na próxima semana. A partir daí o texto já pouco vai alterar (há mais detalhes mas basicamente é isso) até ser votado pela derradeira vez. Se esta semana não o conseguimos melhorar, chapéu. Depois é tentar mandá-lo todo para o lixo, mas é muito, muito difícil que isso aconteça.
Contacta os deputados que nos estão a lixar a Internet:
https://pt.saveyourinternet.eu/
Contacta os deputados que nos estão a lixar a Internet:
https://pt.saveyourinternet.eu/
E aparece no encontro.
Cria uma thread com a tag sério e lança a discussão, que é interessante.
Neste caso em concreto, temos a sorte de termos as eleições à porta (Maio de 2019). Não são à porta para nós, mas são à porta para os partidos, que já andam todos atarefados a fazer programas eleitorais e decidir que temas lhes podem dar mais uns pozinhos de votos. A votação final é bem capaz de ir calhar perto das eleições, e nessas alturas todos querem ficar todos bem na fotografia. Ou quase todos. Por exemplo, na reuniões-sombra do assunto (reuniões em que representantes dos grupos parlamentares tentar chegar a acordos) que decorreram esta semana, o EPP e o S&D (os maiores grupos parlamentares, que têm um peso imenso) disseram que estavam muito disponíveis para procurar acordos pois tinham por objectivo evitar campanhas sobre este tema perto das eleições. Regra geral, eles não estão interessados em ser associados a medidas de censura, por estas alturas.
Mas ao que parece o acordo proposto estava muito longe de ser um compromisso para todos, pelo que em princípio não vai haver acordo.
Erm... vamos lá ver uma coisa. É uma manif por uma Internet livre. O comum cidadão está a leste do que estamos a falar. Portanto: não. Por outro lado, determinados nichos (como o Reddit) até estão bem em cima da coisa, pelo que o lado positivo é que é um encontro porreiro para conhecer gente fixe.
Também eu. E uma data de gente, que isso é coisa extramamente comum (e talvez ainda mais no Reddit? :P). Não vai passar se ficares sempre em casa. Aparece que ninguém morde e vens embora quando quiseres. E fala com pessoas!
Até já!
PS: Vou dormir e respondo amanhã. O pessoal do turno da noite que dê aí uma ajuda nisto. E venham também, que marcámos às 17h precisamente para que possam acordar e ir.
submitted by EdSantos_321 to portugal [link] [comments]


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